Cidade do México

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Cidade do México
Distrito Federal
Ciudad de México
—  Cidade do México México  —
Montagem da Cidade do México
Montagem da Cidade do México
Bandeira de Cidade do México
Bandeira
Brasão de armas de Cidade do México
Brasão de armas
Cidade do México está localizado em: México
Cidade do México
Localização de Cidade do México no México
19° 36' N 98° 57' O
País  México
'Fundação' 1325
Administração
 - Prefeito Marcelo Ebrard
Área
 - Total 1,479 (DF)/4,986 (R,M,) km²
Altitude 2,235 m (7 pés)
População
 - Total 8,841,916 (DF) 26 116 842
    • Densidade 5.896/km2 
Gentílico: capitalino/a
Fuso horário -6 (UTC)
Fuso horário -6 (UTC)
Sítio www.df.gob.mx

A Cidade do México (em espanhol: Ciudad de México), também conhecida como México, D.F. ou México, Distrito Federal, é a uma cidade, capital do México e sede dos poderes federais da República Mexicana,[1] constituindo uma de suas 32 entidades federativas, bem como figurando como a maior e mais importante entidade urbana do país.

A Cidade do México, com 8 864 370 habitantes (2012)[2] , é a cidade mais populosa do México e da América do Norte. Ocupa uma décima parte do Vale do México no centro-sul do país, em um território que se formou da bacia hidrográfica do lago de Texcoco. Em seu crescimento demográfico nos últimos dois séculos, a Cidade do México foi incorporando vários povoados vizinhos. A sua referida região metropolitana, conhecida como "Grande Cidade do México", que reúne mais de 40 cidades além da própria capital mexicana, abriga mais de 20 milhões de habitantes[3] (dados de 2010), ou cerca de 1/5 da população mexicana, o que faz dela, independente de como se define, a maior aglomeração urbana do continente americano, e a terceira mais populosa do mundo[4] , ficando atrás somente das regiões metropolitanas de Tóquio, no Japão, e de Seul, na Coreia do Sul.

A cidade que hoje corresponde à capital mexicana foi fundada por volta do século XIV e era a capital do Império Asteca, quando se chamava Tenochtitlán, que acabou por ser completamente destruída pelos colonos espanhóis em 1524, tendo sido reconstruída nas décadas seguintes seguindo os padrões de colonização de exploração implementados pelo Império Espanhol. Ainda no século XVI, a cidade, já quase totalmente reconstruída, recebeu o nome que a acompanha até os dias atuais, Ciudad de México[5] . Durante os dois séculos seguintes, a cidade se estabeleceu como um importante núcleo político-administrativo do Império espanhol, servindo como principal centro financeiro e urbano das colônias da Espanha nas Américas já no século XVIII, figurando como a maior cidade da colônia mexicana (atual república mexicana) desde então. Depois de concretizada a independência mexicana em relação à Espanha por volta de 1822, a cidade foi adotada como capital da República Mexicana, tendo sido formado o distrito federal da qual faz parte em 1824.

A cidade é o principal e mais desenvolvido centro urbano, econômico, cultural e político do país, além de ser uma das maiores metrópoles do mundo — tendo sido considerada por organizações internacionais uma "cidade global alfa"[6] , o mais alto nível para se classificar uma cidade de influência mundial. Apenas a Cidade do México responde por 21% do PIB total do país e sua área metropolitana, por mais de 34%[7] A área metropolitana da Cidade do México ocupa o 8º lugar das cidades mais ricas do mundo ao possuir um PIB de 390[8] bilhões de dólares que deve se duplicar até 2020, colocando-a em sétimo lugar e em 4º lugar no continente.[9]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1521, soldados espanhóis liderados por Hernán Cortés invadiram o Império Asteca e ocuparam e saquearam sua capital, Tenochtitlán.

A Cidade do México foi fundada pelos Astecas e corresponde à antiga Tenochtitlán, que exerceu desde os tempos coloniais uma notável influência intelectual em toda a América espanhola. Nessa época, com mais de 250 mil habitantes, a cidade já figurava entre as maiores do mundo.

Esta antiga cidade correspondeu ao centro do Império Asteca ou Mexica. A ilha estava ligada por três calçadas a terra firme e era protegida por um sistema de diques. As calçadas Iztapalapa, por onde entraram os espanhóis, Tlacopan, por onde Hernán Cortés fugiu, e Guadalupe, eram atravessadas por canais e decoradas por jardins flutuantes. A povoação possuía estradas, estreitas e sinuosas, interceptadas por canais labirínticos, palácios e templos. A disposição dos bairros residenciais refletia a estratificação social. O centro era "Teocalli", templo dedicado aos deuses guerreiro e da chuva.

Com a colonização espanhola, as casas típicas desapareceram, secaram as ruas e na velha Praça de Teocalli construiu-se a Praça Maior. Foi o conquistador Cortés que, a mando de Espanha, construiu a cidade sobre as ruínas da antiga cidade. Era daqui que partiam todas as incursões espanholas efetuadas no país e, em 1750, a cidade tornava-se a capital do vice-reinado.

A ocupação espanhola durou três séculos, até que Miguel Hidalgo, um padre da povoação de Dolores, proclamou o famoso "grito de Dolores", iniciando a sua independência. Esta foi conquistada três anos depois.

Após a proclamação da independência, a 27 de setembro de 1821]], os conflitos que se travaram até final do século XIX dificultaram o desenvolvimento da cidade. Nos princípios do referido século, a cidade expandiu-se e nasceram as primeiras "colônias" residenciais, mas após a revolução o seu crescimento populacional aumentou. A partir de 1920 desenvolveram-se novos planos de urbanização, até que em 1985 um devastador terremoto causou uma enorme destruição e um elevado número de mortos e de desalojados.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Popocatépetl visto da cidade.

A sua densidade populacional é de 5496 hab./km² e nela se centram os poderes legislativo e executivo do país. Localiza-se na margem sul do Anáhuac, próximo de Tarasco-Nahua, e ocupa a maior parte da região do Sudoeste da bacia do México. Está limitada a norte, oeste e oriente pelo Estado do México e a sul pelo de Morelos. A cidade do México é uma das maiores cidades do mundo.

É influenciada por um clima primaveril, registrando uma temperatura média anual de 15 °C. Os invernos são suaves e os verões amenos. As chuvas são escassas e concentradas nos meses estivais. A sua localização geográfica estabelece uma ligação entre uma região tropical, situada a Sul e o domínio temperado e desértico dos planaltos do Norte. É rodeada por uma área lacustre que secou e onde apenas permanece o Lago Texcoco, que é regulado por um sistema de comportas e represas. Além da língua castelhana, a língua oficial do país, também se falam línguas índias.

Segundo o Instituto Nacional de Estadística, Geografía e Informática (INEGI), o território do Distrito Federal localiza-se na província geológica de Lagos e Vulcões do Anáhuac. O limite norte do Distrito Federal está dado pela serra de Guadalupe do que faz parte o monte do Tepeyac. Para o centro-leste do Distrito Federal localiza-se a serra de Santa Catarina, uma corrente de vulcões apagados cujo ponto mais alto é o vulcão de Guadalupe ou El Borrego, que se eleva 3600 metros sobre o nível do mar. Em algumas descrições da geografia da capital costuma-se incluir ao monte da Estrela como parte da serra de Santa Catarina.

A planitude do vale de México, no que se assenta a maior parte dos habitantes do Distrito Federal só é interrompida por pequenas colinas e monte, dos quais destacam o peñón dos Baños, localizado próximo ao Aeroporto Internacional da Cidade do México. No poente da cidade está o monte de Chapultepec. É um pequeno monte que marca o início das serras que percorrem desde o oeste até o sudeste o Distrito Federal, e separam ao vale de México dos vales de Toluca e de Morelos. A serra das Cruzes é parte desse sistema, dela baixam a maior parte dos rios que ainda percorrem o Distrito Federal.

Ao oriente da serra das cruzes encontra-se o vulcão Ajusco, que é a cimeira mais elevada do Distrito Federal, e dá seu nome à serra que fecha a bacia de México pelo sul. Está corrente montanhosa pertence ao Eixo Neovolcánico e também recebe o nome de Serra de Ajusco-Chichinauhtzin. Entre outros, fazem parte dela os vulcões Xitle, Chichinauhtzin, Tláloc e Teuhtli. A serra do Ajusco aloja vários vales de terra fria nos que sua população pratica a agricultura de trigo, aveia e milho. Deles os mais importantes é a planície onde se assenta Parres, em Tlalpan; e o vale de Milpa Alta, que sobe desde Tecómitl até San Pedro Atocpan, entre as bases dos vulcões Teuhtli e Tláloc.

Hidrografia, clima e meio-ambiente[editar | editar código-fonte]

Antigamente uma boa parte do Distrito Federal foi ocupada por sistemas de lagos da bacia hidrográfica do México. A bacia hidrográfica do México era uma bacia fechada, que logo foi aberta por obra do homem. A decisão de se abrir o sistema lacustre foi tomada durante a época do vice-reinado. Mesmo que estas obras tenham se realizado como consequência da inundação desse mesmo ano, foram incapazes de evitar que a Cidade do México fosse alagada em inúmeras outras ocasiões entre os séculos XVII e XVIII.

Em 17 de março de 1900, o presidente Porfirio Díaz inaugurou o sistema de Deságue do Vale, que continua em funcionamento e impede o crescimento dos corpos de água em solo da capital. Os últimos remanescentes dos corpos de água são os sistemas de canais que regam as chinamperias de Xochimilco e Tláhuac, assim como os Humedales de Tláhuac.

O clima na Cidade do México é variado, com diversos microclimas. Curiosamente estes microclimas coincidem com os climas do país. Por exemplo, no norte da cidade é árido, em contraste com o sul, que conta com muito mais vegetação e (h)umidade. O centro é uma zona intertropical, com temperaturas altas, mas esta condição pode ser modificada devido a altitude e relevo, 57% do território tem clima temperado, 33% semi-frio e 10% clima semi-seco.

Panorama da Cidade do México a partir da Torre Latinoamericana

Demografia[editar | editar código-fonte]

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Cidadãos da Cidade do México na Praça da Constituição

A maior parte dos habitantes da cidade é de mestiços (gente com descendência mista de europeu e indígena) e criollos (descendentes de Europeus). Apesar de que em números relativos à população indígena não representa mais do um por cento do total da população da capital, o Distrito Federal é o âmbito de população ameríndia mais amplo de México e da América com mais de 360 000 indígenas de quase todas as etnias do país. O maior dos grupos étnicos que habitam no Distrito Federal é o dos nahuas. Outros grupos indígenas que habitam no Distrito Federal não são nativos da região. As comunidades indígenas migrantes mais amplas da cidade do México são os mixtecos, otomíé, zapotecos e mazahuas, ainda que encontram-se também os tlahuicas, purepechas e grupos de origem maia. As delegações com o maior número de indígenas são: Milpa Alta, Xochimilco, Tláhuac, Iztapalapa e Cuauhtémoc.

Costuma ocorrer que as gerações de indígenas nascidos na Cidade do México se assimilem à cultura cosmopolita dominante, ainda que nas duas últimas décadas se observem movimentos reivindicativos das culturas indígenas da capital. A maior parte dos indígenas que vivem no Distrito Federal abandonou o uso de sua língua vernácula, que reserva só para certos âmbitos da vida doméstica.[10]

Produto da imigração de origem internacional, o Distrito Federal também alberga a maior parte dos estrangeiros que radicam no México. As comunidades mais amplas são os espanhóis, os estadunidenses, os argentinos, os colombianos, os franceses, os alemães e os libaneses, que formam as maiores comunidades que compõem o resto da população da capital.

Idiomas[editar | editar código-fonte]

Línguas indígenas faladas no Distrito Federal
Línguas Falantes
Náhuatl 37.450
Otomí 17.083
Mixteco 16.268
Zapoteco 14.117
Mazahua 9.631
Fonte: INEGI[11]

Como em todo o México, o idioma dominante no Distrito Federal é o espanhol. Este é falado pela imensa maioria dos habitantes da capital. A grande diversidade étnica no Distrito Federal resulta em uma grande diversidade linguística. Praticamente todas as línguas indígenas do México são faladas na Cidade do México, no entanto, as majoritárias são o náhuatl, o otomí, o mixteco, o zapoteco e o idioma mazahua. Como segunda língua, é quase seguro que o inglês seja a mais estendida.

Religiões[editar | editar código-fonte]

A maior parte dos capitalinos professa a religião católica. Pelo menos foram batizados como tais, ainda que a efeito da pergunta expressa de qual é a religião que praticam, muitos dizem que são crentes. Isto significa que se consideram adeptos ao catolicismo, mas não são praticantes regulares. O número de católicos no Distrito Federal foi reduzido em números significativos. Enquanto na década de 1960, mais de 90% da população do Distrito Federal professava essa religião, no início do século XXI, a proporção caiu para 80%.

A população que não professa religião nenhuma ou seguem as religiões judaico-cristãs e evangélicas tem crescido. Destas últimas, o primeiro lugar no ano 2000, corresponde às Testemunhas de Jeová. As denominações pentecostais têm ampla difusão, sobretudo nas regiões periféricas do Distrito Federal Oriental (Tláhuac e Iztapalapa).

Em paralelo aos cultos e religiões anteriores, surgiram na capital mexicana outras menos ortodoxas, que recolhem tradições populares não reconhecidas como válidas pela Igreja Católica. Entre elas está o culto à Santa Morte, que tem seu centro na zona de Tepito e La Merced. Há praticantes de Santeria de origem afro-antilhana assim como o xamanismo procedente principalmente de Oaxaca e Veracruz.

O padroeiro da cidade e o primeiro santo nascido no território que hoje é o México é São Filipe de Jesus, um dos 26 mártires do Japão[12] .

Política[editar | editar código-fonte]

O Palácio de Ayuntamiento é a sede do poder da cidade desde a conquista espanhola.
Palácio Nacional do México

Como sede dos poderes da União, a Cidade do México, como Distrito Federal, tem um estatuto diferente ao dos outros estados do México. É considerado um território que não pertence a nenhum estado em particular. Anteriormente, entre 1927 e 1997, o presidente da República exercia a administração da entidade através do Departamento do Distrito Federal, que era encabeçado por um regente.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

A Cidade do México participou,no dia 12 de outubro de 1982 da União das Cidades Capitais da Iberoamérica,[13] estabelecendo relação de cidade-irmã com as seguintes cidades:

Adicionalmente criou relação de cidade-irmã com as seguintes cidades:

Economia[editar | editar código-fonte]

Vista do Paseo de la Reforma, o principal centro financeiro da cidade.
Distrito financeiro de Santa Fé

O Distrito Federal foi, durante boa parte da história do México independente, seu principal centro econômico. No século XIX, os municípios periféricos da entidade possuíam uma economia baseada na agricultura e no comércio dos bens produzidos por esta atividade e outras manufaturas complementares. Tanto os produtos agropecuários como os obrajes eram bens de consumo cujo principal ponto de comércio era a Cidade do México. Esta, por seu caráter de capital nacional, se especializava na prestação de serviços associados à administração pública. Alguns de seus habitantes também eram trabalhadores agrícolas, mas quase todos eles estavam concentrados nos setores de serviços e na insuficiente indústria.

Durante o século XIX, as principais atividades industriais no Distrito Federal foram nos ramos têxtil e papeleiro. No final desse século, durante o governo porfirista foram introduzidos teares mecânicos em fábricas como La Magdalena e La Fama,[14] tanto que a produção papeleira florescia em Peña Pobre e Loreto. A indústria capitalista se transformou até o início do século XX, quando se promoveu um modelo de substituição de importações.[15] Entre as décadas de 1950 e 1980, o Distrito Federal chegou a produzir 36% do PIB nominal nacional.[16] Depois o Distrito Federal perdeu importância no PIB nacional, alcançando apenas 25% do total no começo do século XXI.

Igualmente, o Distrito Federal dava emprego a 45% dos trabalhadores da indústria manufaturada no México em 1980, mas, uma década mais tarde, a proporção havia caído para 33%. Das quinhentas empresas mais importantes do país, em 1982, a Cidade do México abrigava 257 delas. Sete anos mais tarde só permaneciam na capital mexicana 145.[17] O retrocesso da atividade industrial no Distrito Federal implicou, por uma parte, no crescimento em termos relativos dos ingressos aportados pelo setor terciário (de serviços), e por outra parte, também se refletiu no crescimento da economia informal na cidade. Apesar de todos esses retrocessos, depois da crise mexicana das décadas de 1980 e 1990, o Distrito Federal foi uma das poucas entidades federativas cuja participação no PIB nacional melhorou. Passou de 21% em 1998 para 23% em 1996. Com isso, a renda per capita aumentou, devido em parte à contração demográfica resultante do terremoto de 1985.[18] Em 2004 produziu 20,52% do PIB nacional mexicano,[19] que equivale a quase 133 milhões de dólares. O PIB per capita da cidade também é superior ao do México, estimado em US$ 18.321.[20] Esse valor equivale a 2,5 vezes o PIB per capita mexicano e é similar a de países como Portugal, Estônia, Porto Rico e Barbados.

De acordo com um estudo realizado pela PricewaterhouseCoopers, a Cidade do México e sua área metropolitana ocupavam o oitavo lugar das cidades mais ricas do mundo ao ter um GPD de 331.000 milhões de dólares que deve se duplicar, segundo o mesmo estudo, até 2020.[21]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

No setor de transportes, a Cidade do México se destaca. Possui diversas rodovias que a ligam ao interior do país, às cidades-satélites e aos outros grandes centros urbanos do México, como Monterrey e Guadalajara. O metrô da cidade se estende por aproximadamente 250 quilômetros, sendo um dos maiores do mundo em extensão. É um importante centro da aviação aérea nacional e internacional. O moderno Aeroporto Internacional Benito Juárez forma o principal centro de rotas domésticas e internacionais na América Latina.

Educação[editar | editar código-fonte]

A Cidade do México tem muitas escolas públicas e privadas, e é a cidade com o maior número de alunos. E, embora alguns estudos indiquem que o nível de ensino deixa muito a desejar (muito longe de atingir a excelência a nível mundial, especialmente quando se refere às escolas secundárias públicas), é o melhor de todos os Estados mexicanos. Conta com creches (Kinders), escolas primárias e secundárias, que são comandados pelo Ministério da Educação.

Também se encontram vários centros de ensino superior, que embora sejam muitos não são suficientes, criando conflitos com os estudantes que foram reprovados pelo COMIPEMS, que é usado para escolher os estudantes que irão às escolas e colégios públicos através de um competitivo exame de admissão, mas, infelizmente, a oferta de espaços para o nível superior é pequeno em comparação a cada vez maior procura por instituições educativas, assim como muitos alunos não estudam na sua primeira ou segunda opção do COMIPENS.

Biblioteca Central da Universidade Nacional Autónoma de México (UNAM).

De primeira qualidade, têm-se escolas que pertencem às duas grandes universidades da cidade e do país, no caso da Universidad Nacional Autónoma de México se encontram a Escuela Nacional Preparatória e o Colegio de Ciências y Humanidades e, por outro lado, tem-se o Instituto Politécnico Nacional com o Centro de Estudios Científicos y Tecnológicos e o Centro de Estudios Tecnológicos. Em seguida temos as instituições que pertencem ao Ministério da Educação como o Colégio de Bacharéis, Centros de Estudios Tecnológicos, Industriales y de Servicios e o Colegio Nacional de Capacitación Profesional, bem como a recente criação da Instituto de Ensino Médio Superior do Distrito Federal, que é administrado pelo governo local.

Na Cidade do México estão os mais populares e importantes centros de ensino de nível superior, que são: Universidade Nacional Autônoma do México; Instituto Politécnico Nacional; Universidad Autónoma Metropolitana; Universidad Autónoma de la Ciudad de México; Escuela Normal Superior de México; Benemérita Escuela Nacional de Maestros; Escuela Libre de Derecho; Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterrey, Campus Ciudad de México; Instituto Tecnológico Autónomo de México; entre outros.

O Distrito Federal é a entidade com o maior grau de alfabetização. Das mais de oito milhões de pessoas que vivem no Distrito Federal e estão em idade de frequentar a escola ou ter concluído o ensino primário, 94,83% sabem ler e escrever. A média nacional é de 90,69%. No que diz respeito à escolaridade, a média é de cerca de onze anos de instrução. A Cidade do México concentra uma alta proporção de pessoas que tenham concluído ao menos um curso superior ou licenciatura.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Esporte[editar | editar código-fonte]

No Distrito Federal se alojam algumas das instituições esportivas mais importantes do país. É a sede do Comitê Olímpico Mexicano, da Escola Nacional de Educação Física e da Escola Nacional de Treinadores Esportivos. Conta com várias unidades esportivas, dentre elas a maior é a de La Magdalena Mixiuhca, construída no local em que habitou o povo de mesmo nome (em Iztacalco). Justamente nesse espaço que se encontram instalações como o Autódromo Hermanos Rodríguez, o Foro Sol, o Palacio de los Deportes, o Velódromo Olímpico e a Sala de Armas. Em outras partes da cidade se encontram uma Piscina e Ginásio Olímpicos (Benito Juárez), a Pista Olímpica de Canotaje (Xochimilco), assim como três estádios de futebol: o Azteca, o Azul e o Olímpico Universitário.

A Cidade do México recebeu em 1968 os Jogos Olímpicos de Verão, nos quais a delegação esportiva nacional alcançou a melhor atuação de sua história, com nove medalhas no total; sendo, além disso, a única cidade latino-americana a sediar os Jogos Olímpicos. Além do mais, foi a sede dos Jogos Pan-americanos em 1955 e 1975, dos Jogos Centroamericanos e do Caribe em 1926, 1954 e 1990; assim como da Universiada de 1979.

A cidade sediou partidas das Copas do Mundo de 1970 e 1986, incluindo os dois jogos da final, sendo junto com Roma a única a sediar duas finais. A Cidade do México é a cidade com mais partidas de Copas do Mundo de Futebol, no total, 24.

A Cidade do México é a sede de algumas equipes da primeira divisão da Liga mexicana de futebol: Club América, Cruz Azul, Club Universidad Nacional. O Estádio Azteca, sede do Club América e de sua filial, o Clube Socio Águila F.C., tem capacidade para até 110.000 espectadores.

O Distrito Federal também é sede da melhor equipe da história da Liga Mexicana de Beisebol: os Diablos Rojos del México, que já ganharam 14 títulos e jogam no Foro Sol da Cidade Esportiva.

A NASCAR organiza desde 2005 a competição anual Busch Séries races no Autódromo Hermanos Rodríguez, na cidade.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Esta definição aparece no artigo 44° da Constituição Política dos Estados Unidos Mexicanos e no artigo 2 do Estatuto de Governo do Distrito Federal.
  2. http://www.inegi.org.mx/sistemas/tabuladosbasicos/tabtema.aspx?s=est&c=28822
  3. http://www.inegi.org.mx/sistemas/TabuladosBasicos/preliminares2010.aspx
  4. http://www3.interscience.wiley.com/journal/122302376/abstract
  5. http://www.df.gob.mx/wb/gdf/historia_de_la_ciudad_de_mexico
  6. http://www.foreignpolicy.com/articles/2008/10/15/the_2008_global_cities_index
  7. http://www.mexicocityexperience.com/business_center/key_economic_facts_and_figures/
  8. As dez cidades mais ricas do mundo.
  9. PricewaterhouseCoopers, "UK Economic Outlook, March 2007", página 5. "Table 1.2 – Top 30 urban agglomeration GDP rankings in 2005 and illustrative projections to 2020 (using UN definitions and population estimates)" (PDF). Visitado em 2008-06-13.
  10. Indígenas da Cidade do México, no site na internet da Comissão Nacional para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas de México, consultado o 17 de janeiro de 2007..
  11. INEGI: Distrito Federal. Estatísticas definitivas do Censo de População e Moradia de 2000.
  12. S. Felipe de Jesus, evangelizo.org
  13. Documento de declaración de hermanamiento entre las capitales latinoamericanas. Municipalidad de Madrid, URL último acceso el 18/11/2007..
  14. La Magdalena se estabeleceu em La Magdalena Atlitic, que mudou seu nome para La Magdalena Contreras', em honra do proprietário da fábrica. La Fama se estabeleceu em Tlalpan, onde seguiu trabalhando até 1990, no bairro obreiro que tomou o nome da fábrica: La Fama.
  15. Por modelo de substituição de importações se entende como um modelo econômico de uma nação que privilegia o desenvolvimento da própria indústria, com o propósito de produzir - internamente - mercadorias e outros bens de consumo. Desta maneira, um país com um modelo deste tipo deixaria de depender dos produtos importadas, tal como fazia o México antes da industrialização de meados do século XX.
  16. Ward y Durden, 2000: 192
  17. Ward y Durden, 2002: 193.
  18. Ward y Durden, 2002: 194-195.
  19. Evolución del PIB nacional, del Distrito Federal y principales entidades en el período 2001-2004, na página da Secretaría de Desarrollo Económico del Distrito Federal, consultada em 26 de janeiro de 2007..
  20. Indicadores Regionales de Actividad Económica (IRAEs), Agosto 2006, Documentos- Regional Indicators of Economic Activity (RIEAs), August 2006, Documents.
  21. PricewaterhouseCoopers, "UK Economic Outlook, March 2007", page 5 (9 de março). "Table 1.2 – Top 30 urban agglomeration GDP rankings in 2005 and illustrative projections to 2020 (using UN definitions and population estimates)" (PDF).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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