Plutarco Elías Calles

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Francisco Plutarco Elías Campuzano
Francisco Plutarco Elías Campuzano
Presidente do  México
Mandato 1 de dezembro de 1924 - 30 de novembro de 1928
Antecessor(a) Álvaro Obregón
Sucessor(a) Emilio Portes Gil
Vida
Nascimento 25 de setembro de 1877
Guaymas, Sonora, México
Morte 19 de outubro de 1945 (68 anos)
Cidade do México
Dados pessoais
Primeira-dama Natalia Chacón
Leonor Llorente
Partido Partido Nacional Revolucionario
Profissão militar, professor e político

Plutarco Elías Calles (Guaymas, Sonora, 25 de setembro de 1877 - Cidade do México, 19 de outubro de 1945) foi presidente do México entre 1924 e 1928 e fundador do Partido Nacional Revolucionário (PNR) antecessor do Partido Revolucionário Institucional (PRI).[1]

Seu nome de batismo era Francisco Plutarco Elías Campuzano, mas após ficar órfão de pai a partir dos 4 anos de idade, passou a usar o segundo apelido de seu padrasto. Fez os seus estudos em Hermosillo. Trabalhou numa cantina, foi gerente de hotel e de um moinho, professor e inspector escolar antes de iniciar a sua carreira militar e política.

Início de carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1911 foi nomeado comissário de Agua Prieta e em 1912, já com a patente de capitão, combateu a rebelião de Pascual Orozco. Já em 1913, junta-se aos constitucionalistas servindo sob o comando de Álvaro Obregón que o promoveu a tenente-coronel e algum tempo depois coronel. Terminada a luta contra Victoriano Huerta defendeu Sonora da invasão liderada por Francisco Villa. Venustiano Carranza nomeia-o comandante militar e governador de Sonora em 1915, passando pouco tempo depois a integrar o seu governo.[2]

Apoiou Álvaro Obregón na campanha presidencial de 1920. Após o triunfo do plano de Agua Prieta, foi ministro da guerra no governo de Adolfo de la Huerta e ministro do interior no governo de Álvaro Obregón.

Mandato presidencial[editar | editar código-fonte]

Foi eleito presidente do México em 1924. Entre as medidas mais importantes por ele implementadas estão a criação do Banco Central do México, a ampliação da rede de estradas, construção de barragens, sistemas de irrigação e escolas. Quanto às medidas legislativas tomadas salientam-se a aprovação da validez do divórcio, estabelecimento dum salário mínimo, eliminação das isenções fiscais.

A medida mais famosa de todas, a lei Calles (1926), que fazia aplicar rigorosamente as disposições anti-clericais constantes da constituição de 1917. A lei Calles, entre outras coisas, previa multas de 500 pesos para sacerdotes que se apresentassem em público com as suas vestes religiosas e pena de prisão de 5 anos para os padres que criticassem o governo. Esta medidas dirigidas directamente à Igreja católica, acabariam por levar à Guerra Cristera que se prolongaria até 1929. Foram também efectuadas duas emendas à constituição, uma permitindo a reeleição não consecutiva para o cargo de presidente da república e outra aumentando a duração do mandato presidencial para 6 anos.

O Maximato[editar | editar código-fonte]

Em 1928 Álvaro Obregón candidata-se às eleições presidenciais, saindo vitorioso, mas poucos dias depois é assassinado, sendo nomeado presidente-interino Emilio Portes Gil até convocação de novas eleições.

A 4 de Março de 1929, Calles funda o PRN. Com a criação deste partido, Calles, consegue unir numa mesma força política vários partidos e grupos regionais e militares, tendo por objectivo que a luta política fosse institucional e não pelas armas, como havia sido regra até essa altura da história mexicana. Em pouco tempo, o PRN controlava os funcionários públicos, sindicatos e outras organizações populares.

O primeiro candidato do presidencial do PRN foi Pascual Ortiz Rubio, eleito em 1930, por meio de fraude eleitoral promovida pelo PRN. A partir deste momento, e até à sua expulsão do país em 1936, Calles governou efectivamente o México a partir dos bastidores, intitulando-se Jefe Máximo Revolucionário, num período que ficou conhecido como Maximato. Em 1932 Ortiz Rubio renuncia à presidência devido às ingerências de Calles na governação e em seu lugar é nomeado como presidente-interino Abelardo Luján Rodríguez, que se ocupa dos assuntos administrativos enquanto Calles se ocupa da política.

Em 1934, Lázaro Cárdenas é eleito presidente e Calles impõem-lhe gente da sua confiança no gabinete. Mas em 1936 Cárdenas expulsa Calles do país e exige a demissão de todos os callistas do seu governo.

Calles exila-se em San Diego, nos Estados Unidos até o presidente Manuel Ávila Camacho permitir o seu regresso ao México.

Precedido por
Álvaro Obregón
Presidente do México
1 de dezembro de 1924 a 30 de novembro de 1928
Sucedido por
Emilio Portes Gil

Referências