Santa Cruz de la Sierra

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Santa Cruz de la Sierra
—  Cidade  —
Vista parcial de Santa Cruz de la Sierra
Vista parcial de Santa Cruz de la Sierra
Bandeira de Santa Cruz de la Sierra
Bandeira
Brasão de armas de Santa Cruz de la Sierra
Brasão de armas
apelido/alcunha(s) Santa Cruz
lema Siempre libres cruceños seamos
traduzido do castelhano, significa: "Sempre livres, crucenhos sejamos"
Santa Cruz de la Sierra está localizado em: Bolívia
Santa Cruz de la Sierra
Localização de Santa Cruz de la Sierra na Bolívia
17° 48' S 63° 10' O
País  Bolívia
Departamento Santa Cruz
Província Andrés Ibáñez
Fundação 26 de fevereiro de 1561
Fundador Ñuflo de Chaves
Região Metropolitana Santa Cruz de la Sierra
Administração
 - Prefeito Percy Fernández Áñez
Área
 - Total 535 km²
 - Terra 532 km²
 - Água 3 km²
Altitude 416 m (1 365 pés)
População (2011)
 - Total 1,756,926 hab
    • Densidade 3930 hab/km2 
 - Metropolitana 2,102,998 hab
Gentílico: Crucenho
(em espanhol: Cruceño)
Fuso horário GMT −4 (UTC−4)
 - Horário de verão GMT −4 (UTC−4)
Telefônico +591 3
Sítio Governo Municipal Autônomo de Santa Cruz de la Sierra (em espanhol)
Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Santa Cruz de la Sierra

Santa Cruz de la Sierra (traduzido do castelhano, significa "Santa Cruz da Serra") é uma cidade da Bolívia. Localiza-se no centro do país, nas margens do Rio Piraí, no planalto do leste boliviano. Possui uma altitude de 416 metros. A cidade, comumente conhecida simplesmente como Santa Cruz, é a cidade mais importante do Departamento de Santa Cruz. É a maior e mais populosa cidade da Bolívia. Também é considerada o motor econômico do país. Foi fundada em 1561.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Tem cerca de 1 756 926 habitantes[1] , que, unidos aos municípios de sua área metropolitana (municipios de Cotoca, Porongo, Warnes e La Guardia), ascendem a 2 102 998. É a cidade mais populosa da Bolívia e seu crescimento demográfico é o segundo mais rápido da América do Sul, depois de Maracay, na Venezuela, sendo, atualmente, também a 14ª cidade que mais cresce no mundo.

Existe um fluxo de população migratória em busca de novas oportunidades de trabalho da Bolívia para todos os países fronteiriços. No Brasil, este movimento se dá com mais ênfase na cidade de São Paulo.[2] .

História[editar | editar código-fonte]

A cidade foi fundada em 26 de fevereiro de 1561 por Ñuflo de Chaves, que nomeou o novo povoado em homenagem à Santa Cruz de la Sierra, sua cidade natal da Estremadura, Espanha. O estabelecimento original era na realidade a 220 km ao Leste de sua localização atual, apenas a poucos quilômetros ao Sul da atual San José de Chiquitos. Após conflitos com nativos, a cidade foi mudada para a sua posição atual nas margens do rio Piraí em 1592. Ainda há resquícios da vila original e podem ser visitados no sítio arqueológico Santa Cruz la Vieja, Sul de San José de Chiquitos. Santa Cruz é ligada por uma ferrovia à Argentina e ao Brasil (Estrada de Ferro Noroeste do Brasil), e ligada por uma estrada construída na década de 1950, a Trinidad, Cochabamba, e também por recentes rodovias pavimentadas para Camiri (que vai inclusive até a Argentina) e outra para Cochabamba.

Tem início em Santa Cruz de la Sierra o Gasoduto Brasil-Bolívia, com 3 150 quilômetros de extensão, sendo 2 593 em território brasileiro e 557 em território boliviano, exportando para o Brasil gás natural, sendo que as reservas de gás da Bolívia são hoje estimadas em 890 bilhões de metros cúbicos. A construção desse gasoduto só foi possível após a Argentina, anterior importadora exclusiva do gás boliviano, atingir sua auto-suficiência em gás natural, o que começou a ocorrer no final da década de 1970. A construção do gasoduto começou em 1997 e suas operações iniciaram em 1999. A demanda de gás natural no Brasil atingia 29 milhões de barris por dia em 2006, sendo que as reservas de gás natural brasileiras no mesmo ano atingem 639 bilhões de metros cúbicos.

Como a cidade foi razoavelmente isolada até o começo do século XX, Santa Cruz tem muita arquitetura colonial, incluindo uma catedral do século XVI.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A cidade de Santa Cruz de la Sierra está situada na margem direita do Rio Piraí. A área do município é de aproximadamente 325,57 km². Sua altitude média é de 416 metros acima do nível do mar.

Clima[editar | editar código-fonte]

Quente e subtropical. Os meses de maior pluviosidade são janeiro e fevereiro. O mês mais quente é janeiro, e o mês mais frio é julho.

Temperatura anual em Santa Cruz de la Sierra
Primavera
(Agosto e Setembro)
Verão
(De Outubro a Março)
Outono
(Abril e Maio)
Inverno
(Junho e Julho)
Média de temperaturas mínimas: 18 °C (64,4 °F)
Média de temperaturas máximas: 30 °C (86 °F)
Média de temperaturas mínimas: 23 °C (73 °F)
Média de temperaturas máximas: 33 °C (91,4 °F)
Média de temperaturas mínimas: 18 °C (64,4 °F)
Média de temperaturas máximas: 30 °C (86 °F)
Média de temperaturas mínimas: 12 °C (53,6 °F)
Média de temperaturas máximas: 20 °C (68 °F)
Temperatura mais baixa registrada: 3 °C (37,4 °F)
Temperatura mais alta registrada: 39 °C (102,2 °F)
Temperatura mais baixa registrada: 14 °C (57,2 °F)
Temperatura mais alta registrada: 42 °C (107,6 °F)
Temperatura mais baixa registrada: 10 °C (50 °F)
Temperatura mais alta registrada: 37 °C (98,6 °F)
Temperatura mais baixa registrada: −3 °C (26,6 °F)
Temperatura mais alta registrada: 34 °C (93,2 °F)

Em 2009, a temperatura mais baixa que se registrou foi de 2 °C (35,6 °F), e a mais alta foi de 40 °C (104 °F).
Em 2010, a temperatura mais baixa que se registrou foi de −2 °C (28,4 °F), e a mais alta foi de 38 °C (100,4 °F).
Em 2011, a temperatura mais baixa que se registrou foi de 4 °C (39,2 °F), e a mais alta foi de 41 °C (105,8 °F).
Em 2012, a temperatura mais baixa que se registrou foi de 5 °C (41 °F), e a mais alta foi de 41 °C (105,8 °F).
Em 2013, a temperatura mais baixa que se registrou foi de −3 °C (26,6 °F), e a mais alta foi de 42 °C (107,6 °F).
Em 2014 (até julho), a temperatura mais baixa que se registrou foi de 5 °C (41 °F), e a mais alta foi de 39 °C (102,2 °F).

Em 17 de julho de 2010, foi registrada a temperatura mais baixa da primeira década do século XXI: −2 °C (28,4 °F). Porém, em 23 de julho de 2013, registrou-se a temperatura mais baixa de todos os tempos: −3 °C (26,6 °F).

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

A cidade é conhecida em todo o país pela excelente tradição gastronômica. Isto se deve à diversidade cultural da população. Entre os pratos mais famosos, estão, nas comidas, majao ou majadito, locro e patasca; e nas bebidas, somó e chicha. Também são muito conhecidos: cuñapé, zonzo, empanada de arroz, queso, jigote e carne, bizcocho de trigo, masaco de plátano e de yuca, arepa e queque.

Economia[editar | editar código-fonte]

Edifício de escritórios no centro de Santa Cruz de la Sierra.
Vista dos anillos.
Mapa esquemático da cidade. Pode se perceber a arrumação radial, os conhecidos anillos.

É um importante polo da produção petroquímica da Bolívia, em especial da produção de gás natural que exporta para países vizinhos. Os principais setores que movimentam a economia são os hidrocarbonetos, empresas florestais e a agroindústria.

Meios de Comunicação[editar | editar código-fonte]

Conta com todos os jornais diários a nível nacional mas possui vários jornais locais com notícias da cidade e da região. Entre os principais estão:

Educação[editar | editar código-fonte]

Santa Cruz é considerada um polo de educação em toda a Bolívia, por possuir diversas universidades em todas as áreas, tais como:

  • Universidad Autónoma Gabriel René Moreno, UAGRM (Estatal)
  • Universidad Nacional Ecológica UNE
  • Universidad Privada de Santa Cruz de la Sierra, UPSA
  • Escuela Militar de Ingeniería, EMI, EMI
  • Universidad Empresarial Mateo Kuljis, UNIKULJIS
  • Universidad Técnica Privada de Santa Cruz, UTEPSA
  • Universidad NUR
  • Universidad de Aquino de Bolivia, UDABOL, UDABOL
  • Universidad Cristiana de Bolivia, UCEBOL, UCEBOL
  • Universidad Católica de Bolivia San Pablo, UCB
  • Universidad Evangélica de Bolivia, UEB
  • Universidad Privada Domingo Savio, UPDS
  • Universidad Franz Tamayo, UNIFRANZ
  • Universidad Nacional del Oriente, UNO
  • Universidad Privada Cumbre

Transportes[editar | editar código-fonte]

A cidade possui dois aeroportos: Aeroporto El Trompillo e Aeroporto Internacional Viru Viru.

O acesso terrestre se dá pela Ruta Nacional 4, que liga Santa Cruz tanto com a capital nacional La Paz, quanto com Corumbá, na fronteira com o Brasil. Existem estradas para as cidades de Cochabamba, Yacuiba, Trinidad e o resto do país. O Terminal Bimodal de Santa Cruz Oferece serviços de ônibus e trens para várias localidades nacionais e internacionais.

A ferrovia Oriental possui linhas de trens de carga e de passageiros a oeste que ligam a cidade com Puerto Quijarro (na fronteira com Corumbá) e também ao sul ligando a cidade de Yacuiba, na fronteira com a cidade de Profesor Salvador Mazza, também conhecida como Pocitos, na Argentina.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Toda a Bolívia é um local de grande interesse turístico. Seja por sua exuberante natureza, seja pelo seu povo e sítios relevantes. Entretanto, Santa Cruz possui algumas características especiais.

Movimento por autonomia política[editar | editar código-fonte]

Santa Cruz de la Sierra é não só a mais populosa cidade da Bolívia, mas também o departamento de Santa Cruz é o mais rico do país, respondendo por mais de 30 por cento do produto interno bruto boliviano. Santa Cruz conta com uma população de aproximadamente dois milhões de habitantes, sendo considerada a maior cidade boliviana e fazendo com que ela seja o maior centro econômico do país. Santa Cruz também lidera um movimento que visa a dividir o país em regiões politicamente autônomas, cada uma delas com sua própria produção, tributação e legislação, mantendo apenas um pequeno nível de coordenação com o governo nacional (à semelhança das comunidades autónomas da Espanha).

O movimento vai de encontro aos propósitos de Evo Morales de manter o poder centralizado. Outros departamentos que se aderiram ao movimento são Tarija, Beni e Pando, regiões interessadas na autonomia por razões econômicas, especificamente ligadas à exploração do gás boliviano.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências