Mauá

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Município de Mauá
"Capital da porcelana"
Centro de Mauá

Centro de Mauá
Bandeira de Mauá
Brasão de Mauá
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 08 de dezembro de 1954 (58 anos)
Fundação 01 de janeiro de 1954
Emancipação 22 de novembro de 1953(plebiscito)
Gentílico mauaense
Lema Quem ama cuida
Prefeito(a) Donisete Pereira Braga (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Mauá
Localização de Mauá em São Paulo
Mauá está localizado em: Brasil
Mauá
Localização de Mauá no Brasil
23° 40' 04" S 46° 27' 39" O23° 40' 04" S 46° 27' 39" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/20081
Microrregião São Paulo IBGE/20081
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes Norte: São Paulo; Nordeste: Ferraz de Vasconcelos; Sudeste: Ribeirão Pires e Oeste: Santo André.
Distância até a capital 26 km
Características geográficas
Área 62,293 km² 2
População 425,169 hab. (SP: 11º) –  IBGE/20103
Densidade 6,83 hab./km²
Altitude 818 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,781 médio PNUD/20004
PIB R$ 5 676 525,558 mil (BR: 73º) – IBGE/20085
PIB per capita R$ 13 752,84 IBGE/20085
Página oficial

Mauá (pronuncia - se AFI: [ma'wa]) é um município do estado de São Paulo, da Região Metropolitana de São Paulo, pertencente à região do ABC Paulista. A densidade demográfica é de 6.463,7 hab/km². Porém, a densidade urbana é bem maior, já que um terço do município é área industrial e 10% pertence à área rural e ao Parque Estadual da Serra do Mar. É o 20° município do estado em PIB e o 10º em população, com 425.169 habitantes.6 Mauá está entre as 50 cidades mais populosas de todo o Brasil.

Índice

Etimologia [editar]

Mauá significa aquele que é elevado, língua Tupi, e como se trata de um município, pode-se traduzir Cidade elevada.

Originalmente, o nome "Mauá" designava uma área onde hoje situa-se a zona portuária do Rio de Janeiro e onde Irineu Evangelista de Souza construiu um grande porto. O Imperador, reconhecendo a importância da obra, nomeou-o barão.Na criação do distrito de Mauá, durante o processo de emancipação, o nome "Mauá" passou a designar a estação local e o povoado que surgiu ao seu redor em substituição ao antigo "Pilar", que fazia referência ao Caminho do Pilar (antigo nome da Avenida Barão de Mauá), que ligava a vila de São Bernardo á Igreja do Pilar.

Economia [editar]

Embora existam vários ramos de atividade econômica na cidade, Logística, Metalurgia, Indústrias Químicas e Materiais Elétricos, e Petroquímico. Ainda hoje Mauá é lembrada como a "Capital da Louça e da Cerâmica", devido ao fato de esta atividade ter sido bastante importante para o desenvolvimento do município. Existem dois polos industriais (Capuava e Sertãozinho) e um grande Pólo Petroquímico onde está localizada a refinaria da Petrobrás, a RECAP, estes polos transformaram Mauá em um dos maiores parques industriais do país. Estão em implementação grandes intervenções viárias (Rodoanel e o prolongamento da Avenida Jacu-Pêssego/Nova Trabalhadores), que devido á facilitação do acesso á cidade devem influenciar no crescimento da atividade industrial que hoje sofre com o estrangulamento da malha viária e com sua crônica falta de manutenção.

Algumas empresas com sede ou filial no município de Mauá: Foz do Brasil (comercialização de água e tratamento de esgoto), ALCAN (alumínio), Grecco Transportes (logística), CGE (metalúrgica), Petrobrás (refino de petróleo, nitrogenados e gás de cozinha), Ultragaz (gás de cozinha), Bandeirante Química (derivados de petróleo), Porcelana Schmidt (porcelanas de mesa), Liquigás (gás de cozinha), Copagás (gás de cozinha), Polibrasil (polietileno), Vitopel (resinas petrolíferas para fabricação de papel e celulose), Chevron-Oronite (derivados de petróleo), Oxiteno-Ultra (gases derivados de petróleo exceto GNV), Firestone (pneus), Tintas Coral (pigmentos), Saint-Gobain (vidros automotivos), COFAP (metalurgia e peças automotivas), Polimetri (estampados e componentes soldados para linha automotiva) Tupy (metalurgia), ALMAN (metalúrgica em alumínio), Brastemp (componentes para eletrodomésticos), Líder.

Transportes [editar]

Ferroviario [editar]

Servida pelos trens da linha 10 da CPTM, com as estações:

Viário [editar]

O sistema viário mauaense conta com ônibus municipais divididos em dois lotes (1- Viação Cidade de Mauá e 2- Leblon) e intermunicipais pela geridos pela EMTU.

Vias [editar]

Rodovias [editar]

Vias Arteriais 7 [editar]

  • Complexo JK - Entroncamento da Av. Papa João XXIII, João Ramalho, Alberto S. Sampaio, Rosa Kasinski(em construção), Ayrton Senna da Silva e Jacu-Pêssego;
  • Av. Papa João XXIII - Liga o Sertãozinho ao Centro de Mauá (Complexo JK);
  • Av. Jacu-Pêssego - Liga o Centro de Mauá (Complexo JK);
  • Av. João Ramalho - Liga Santo André (Av. Giovanni B. Pirelli) ao Paço Municipal de Mauá;
  • Av. Alberto Soares Sampaio - Liga o Capuava ao Centro de Mauá (Complexo JK);
  • Av. Ayrton Senna da Silva - Liga o Sônia Maria ao Centro de Mauá (Complexo JK);
  • Av. Antônia Rosa Fioravanti/Rua Cineasta Glauber Rocha - Margeia o Centro de Mauá;
  • Av. Capitão João - Liga o Paço Municipal de Mauá a Ribeirão Pires (Av. Humberto de Campos)
  • Rua da Pátria/Est. Adutora Rio Claro - Ligam o Nova Mauá e o Pq. São Rafael(Capital) ao Centro de Mauá;
  • Av. Barão de Mauá - Liga o Centro de Mauá à região do Itapeva;
  • Rua Rio Branco/ Rua Brasil - Liga o Parque das Américas ao Centro de Mauá;
  • Av. Governador Mário Covas - Liga os "Centros" de Mauá;
  • Av. Itapark - Liga a Região do Itapark ao Centro de Mauá (Rua Rio Branco);
  • Av. Pres. Castelo Branco - Liga o Zaíra ao Centro de Mauá (R. Cineasta Glauber Rocha);
  • Av. Benedita Franco da Veiga - Liga a Est. do Sapopemba e a região do Feital à Av. Barão de Mauá (Jd. Maringá);
  • Est. do Carneiro/ Rua do Britador - Liga a Estrada do Sapopemba à Av. Barão de Mauá (São João);
  • Est. do Sapopemba - Liga a Zona Leste Paulistana a Ribeirão Pires, passando pelo Itaussú;
  • Est. do Iguatemi - Liga Iguatemi (Capital) à Est. dos Fernandes (Suzano), passando pelo São Lúcido;
Vila Bocaina

Geografia [editar]

Clima [editar]

O município localiza-se a 818 metros acima do nível do mar, no limite entre a serra do mar e o planalto. Em decorrência disso o clima da cidade é considerado subtropical, com temperatura média durante o ano em torno dos 18°C, raramente ultrapassando os 30°C no verão. No inverno a média é de 9 a 14°C.

Relevo [editar]

Mauá3SP.JPG

A paisagem mauaense é dominada pela formação de morros e picos íngremes, típicos da Serra do Mar e por profundos vales alagadiços, hoje na grande maioria aterrados e ocupados de forma desordenada, o quê justifica a alta incidência de enchentes. Somente a região do vale do Rio Tamanduateí no bairro Capuava é tipicamente plana. Relatos históricos descrevem o local como sendo onde os primeiros bandeirantes, vindos de São Vicente avistaram o planalto paulista e deram á região o nome de Borda do Campo, por fazer transição entre a Serra do Mar e o Planalto Paulista. O ponto mais alto da cidade é o Morro Pelado, com 867 metros de altitude (o terceiro mais alto da Grande São Paulo), porém, a cidade é, em média a mais alta da região metropolitana, devido á carência de áreas planas.

Hidrografia [editar]

A cidade tem como característica hidrográfica especial não ser cortada por nenhum curso d'água proveniente de outro município, visto que, devido a altitude elevada, todos os cursos d´água que cortam o território de Mauá, nascem na cidade. No município nasce o Rio Tamanduateí, o terceiro maior afluente do Rio Tietê na Grande São Paulo e ainda o Rio do Oratório e os rios Pinheirinho e Guaió. Os cursos d´água mais importantes em trecho urbano são o Córrego Taboão, o Córrego Corumbé e o Córrego Capitão João (sob o qual está a Praça XXII de Novembro). Devido á ocupação desordenada das várzeas, muitos trechos antes alagadiços que funcionavam como absorvedores do excesso de água das chuvas foram aterrados e a cidade tem vários pontos sob forte risco de enchentes. A situação foi amenizada com a construção de quatro piscinões pelo governo do Estado em parceria com a Prefeitura entre os anos de 1998 e 2002. Um no Parque do Paço para o Córrego Taboão, um no Jardim Zaíra para o Córrego Corumbé, um no Jardim Sônia Maria para o Rio Oratório e um no Bairro Capuava, para o próprio Rio Tamanduateí (este último é o maior da América Latina), porém, devido á falta de manutenção, o excesso de lixo e assoreamento os piscinões não conseguem conter com eficiência total o risco de enchentes.

Além da ocupação desordenada, a falta de redes de esgoto e de tratamento de resíduos faz com que os cursos d´água urbanos da cidade estejam completamente poluídos.

Vegetação [editar]

A cidade, devido á grande variação de altitude possui um vasto espectro de paisagens naturais, embora grande parte tenha sido transformada pela ocupação humana. As encostas dos morros eram originalmente ocupadas por uma exuberante vegetação de Mata Atlântica, embora, já misturada com espécies do Planalto Paulista e com araucárias típicas do clima de altitude. Na cidade, as áreas de mata Atlântica mais preservadas são as áreas de mananciais, o Tanque da Paulista, o Parque Ecológico Santa Luzia e as encostas do Guaraciaba. As várzeas eram de modo geral cobertas por juncos e taboas, plantas típicas de áreas alagadiças e pantanosas. Atualmente, apenas o Córrego Taboão possui vegetação original em ambiente urbano, mas, deverá perder boa parte dela, devido as obras de retificação para a ligação com o Rodoanel. Os vales dos rios Guaió e Pinheirinho na região de Cappburgo estão ainda com essa vegetação, apesar da crescente favelização local. Os picos dos morros, principalmente os mais elevados eram cobertos por gramíneas e vegetações ralas, atualmente, o maior representante é o Morro Pelado, que leva esse nome pela vegetação muito baixa que o cobre.

Regiões de Planejamento (RP´S) [editar]

O Planejamento e a Gestão desenvolvidos pela Administração Municipal baseiam-se na divisão do Município de Mauá em catorze regiões de planejamento - RP, parte integrante do Plano Diretor desde 1998, sofrendo algumas alterações em 2007. As RP’s são:

RP Nome Bairros
1 Centro Centro, Bairro da Matriz, Bairro Bocaina, Vila Guarani, Vila Ana Maria, Vila Fausto Neves Morelli, Vila Alice e Vila Dirce;
2 Sertãozinho Vila Carlina, Loteamento Industrial Coral e Sítio Sertão;
3 Parque São Vicente Parque São Vicente, Jardim Araguaia, Parque das Orquídeas, Jardim Itrapoã, Jardim Isabella e Vila João Ramalho;
4 Vila Assis / Vila Vitória / Guapituba Vila Assis Brasil, Jardim Anchieta, Jardim Guapituba, Jardim Idel, Jardim Primavera, Vila Mercedes, Jardim São Jorge do Guapituba, Jardim Camila, Vila Isabel, Vila Morelli, Jardim Pedroso, Jardim Haydée, Jardim Pilar, Vila Nossa Senhora das Vitórias e Jardim São Judas;
5 Capuava Bairro Capuava (incluindo Pólo Petroquímico);
6 Sônia Maria Jardim Sônia Maria e Jardim Silvia Maria;
7 Magini ; Oratório / Nova Mauá Jardim Oratório, Vila Santa Cecília, Jardim Rosina, Parque Rosalinda, Jardim Paranavaí, Vila Nova Mauá, Jardim Cerqueira Leite, Jardim Ipê, Vila Nova Canaã e Vila Magini;
8 Zaíra Jardim Zaíra, Jardim Alto da Boa Vista, Vila Pereira, Vila Maria José, Vila Coronel Pires, Vila Abdouni e Parque Boa Esperança;
9 Parque das Américas Parque das Américas, Vila Flórida, Vila Santa Rosa, Jardim Salgueiro, Jardim Brasília, Vila Cláudia, Vila Correia, Jardim Rosinelli, Vila Otávio Miniguinni, Vila Bocaina, Vila Augusto e Jardim Santa Lídia;
10 Itapark Jardim Mauá, Jardim Miranda d’Aviz, Vila Independência, Vila Falchi, Vila Batoni, Sítio Bocaina, Jardim Nóbrega, Vila Emílio, Jardim Campo Verde, Jardim Eliana, Jardim Bocaina, Vila São Francisco, Vila N. Sra. de Fátima, Vila N. Sra. de Aparecida, Jardim Bela Vista, Jardim Bógus, Jardim Aracy, Jardim Cecília Tereza e Jardim Itapark;
11 Feital Vila Lisboa, Sítio Feital, Jardim Agatti, Jardim Cruzeiro, Jardim São Gabriel, Jardim Coimbra, Chácara Maria Aparecida, Chácara Maria Francisca, Sítio Bela Vista, Jardim Itaussu, Núcleo Sampaio Vidal (parte) e Vila Feital;
12 São João / Maringá Parque dos Bandeirantes, Jardim Maringá, Jardim Maria Eneida, Jardim Olinda, Jardim Nilza Miranda, Jardim Ingá, Núcleo Pajussara, Jardim Canadá, Vila Ana, Jardim Cleide, Jardim Santana, Cidade Kennedy, Jardim São Luiz, Jardim Bom Recanto, Jardim Estrela, Jardim São João, Jardim São Miguel, Vila São Roberto, Jardim Paulista, Jardim Sílvia, Vila São José, Vila Sônia, Jardim Cinerama, Parque Centenário, Jardim Centenário, Parque Centenário II, Núcleo Cincinato Braga, Parque Alvorada e Vila São João;
13 Itapeva Jardim IV Centenário, Jardim Esperança, Jardim Adelina, Jardim Santista, Jardim Planalto, Vila Tavares, Jardim Luzitano, Jardim Nossa Terra, Jardim Hélida, Jardim Éden, Jardim Elizabeth, Jardim São Sebastião, Vila Real, Jardim Camargo, Parque Pilarópolis, Recanto Vital Brasil (parte), Núcleo Sampaio Vidal (parte) e Jardim Itapeva;
14 Mananciais Núcleo Sampaio Vidal (parte), Núcleo Dr. Carlos de Campos, Chácara Santa Tereza, Chácara São Brás, Chácara São Lúcido e Recanto Vital Brasil (parte);
Região Central de Mauá

Política municipal [editar]

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Desde a redemocratização, a política mauaense é dominada por dois grupos políticos: os petistas (de esquerda) e o grupo conhecido popularmente como Damo/Grecco (de centro-direita). Os principais expoentes do petismo no município são o ex-prefeito Oswaldo Dias e o deputado estadual e prefeito eleito em 2012, Donisete Braga. Os conservadores tem o ex-prefeito Leonel Damo como figura central de seu grupo, embora este já tenha se aposentado politicamente e alçado a filha, a deputada Vanessa Damo, como sua herdeira política. Outros nomes do grupo são os ex-prefeitos José Carlos Grecco e Amaury Fioravanti. Grecco, que governou a cidade entre 1993 e 1996, anunciou sua saída da política ao final de sua gestão, considerada impopular. Já Fioravanti que havia se afastado da política após sua candidatura ao Paço pelo PTB naufragar em 1996, concorreu á uma cadeira na Câmara este ano com votação pífia.

Dias é o político mauaense que mais tempo ficou a frente do comando da Prefeitura. No total, quando seu mandato se encerrou em dezembro de 2012, foram 12 anos no comando do executivo municipal (o petista foi prefeito da cidade entre 1997 e 2004 e conquistou o terceiro mandato em 2008). Seus dois primeiros mandatos foram bem avaliados pela população e marcados por uma série de intervenções que tinham como objetivo alavancar o setor de comércio e serviços na região central da cidade: a construção dos calçadões dos centros Alto e Baixo, o Shopping Popular e as negociações para a instalação do Mauá Plaza Shopping, que faziam parte de um projeto chamado “Centro Vivo”. Também são realizações dessas duas gestões do petista o Viaduto Mário Covas, o Teatro Municipal e o Ginásio Poliesportivo.

A sucessão de 2004 foi conturbada no município devido á um imbróglio jurídico envolvendo o então candidato governista Márcio Chaves (PT), que era vice-prefeito da cidade e foi acusado de uso da máquina pública em período eleitoral, e o candidato oposicionista Leonel Damo (então no PV). A crise sucessória culminou com a eleição do então vereador Diniz Lopes (PR) pela Câmara para exercer mandato interino. Uma decisão no STF em dezembro do mesmo ano culminou com a posse de Damo. Entretanto, o embate político entre os dois grupos causou dano ao andamento da máquina pública e a gestão de Damo acabou se mostrando ineficiente e impopular. Na eleição seguinte (2008), Leonel abriu mão de disputar a reeleição e indicou seu secretário de governo Chiquinho do Zaíra (então no PSB) para concorrer ao Paço. Tanto o socialista quanto o interino Diniz foram derrotados pelo ex-prefeito Dias, que conquistou o terceiro mandato com facilidade.

Entretanto, o petista não conseguiu desenvolver projetos de forma eficiente e não conseguiu obter o mesmo prestígio e aprovação popular que tivera em sua passagem anterior pelo comando da cidade. A parceria com o governo do Estado que resultou na ligação Rodoanel- Jacu Pêssego e na interligação das vias com a Avenida do Estado, a conquista de recursos junto ao governo federal para a construção das Marginais do Tamanduateí e urbanização do Jardim Oratório, a conclusão do Edifício da Biblioteca (agora transformado, ilegalmente, uma vez que fora construído com recursos da educação, e este é, na verdade, um prédio administrativo, em Centro de Formação de Professores) sem, no entanto, concluir o Boulevard e a quebra do monopólio do transporte coletivo municipal (ainda que sem a construção de um novo Terminal Urbano no Centro), além de um amplo programa de recapeamento de vias importantes da cidade e um projeto de iluminação pública foram as principais realizações de seu terceiro mandato.

O petista chegou a conquistar a indicação de seu partido para concorrer á um quarto mandato, mas, foi pressionado por membros de outras tendências petistas á abrir mão da disputa. Estes apoiavam a indicação do deputado estadual Donisete Braga como candidato, alegando a necessidade de renovação frente á baixa aprovação da gestão petista. Dias só desistiria em definitivo ao ser informado de sua condenação no caso do imbróglio de 2004, que o tornou inelegível por oito anos. O apoio á candidatura de Braga viria algumas semanas depois ao negociar a substituição do vice Paulo Eugênio pelo secretário de Obras Hélcio Silva.

A oposição (grupo Damo/ Grecco) entrou na disputa com a deputada estadual Vanessa Damo (PMDB) que, devido a divisão petista e baixa aprovação do governo Dias, começou a campanha como favorita. Entretanto, a peemedebista herdou a forte rejeição do pai ao trazer antigos aliados deste para dentro de sua campanha. Enquanto isso, Braga conseguiu de forma eficiente descolar da imagem de Dias sem, no entanto, se afastar do eleitor petista fiel e conseguiu, já no primeiro turno, uma votação superior à de Vanessa.

A disputa no segundo turno foi bastante tensa e considerada por muitos de baixo nível. Braga venceu contando com apoio popular surpreendente: o petista conquistou cerca de 120 mil votos (57% do total), votação recorde para o cargo tanto em termos absolutos quanto percentuais. Vanessa, apesar de derrotada conquistou nessa eleição a liderança de seu grupo também reivindicada por Átila Jacomussi (PPS) que, apesar de ser padrinho de casamento da peemedebista, apoiou Braga no segundo turno e tende a ser um aliado importante de seu governo.

A forte polarização política na cidade entre esses dois grupos torna difícil o sucesso de qualquer tentativa de consolidação de uma terceira via. Em 1996, o então vereador Paulo Bio lançou- se candidato pelo PMDB e ficou em terceiro lugar com cerca de 15% dos votos. Em 2000, outro vereador, o Doutor Cincinato Freire (ainda pelo PL), obteve 14% dos votos. Na eleição de 2004, Chiquinho do Zaíra foi às urnas pelo PSB exaltando o apoio de Fioravanti e conquistou 10% dos votos. Neste ano, Átila Jacomussi pelo PPS conquistou 14% dos votos. Mas, o maior sucesso foi o do ex-prefeito interino Diniz Lopes: nas eleições de 2008 como candidato do PSDB ele obteve 23% dos votos e quase tirou de Chiquinho a vaga no segundo turno contra Dias. Entretanto, o hoje republicano sofreu com o desgaste de ter sua candidatura impugnada nas eleições de 2010 e deste ano e seu peso político passou a ser incerto.

O município tem uma dificuldade crônica, apesar de populoso, em eleger deputados estaduais e federais: no histórico de sucesso entre os candidatos a ocupar uma cadeira em Brasília estão o ex-prefeito José Carlos Grecco, eleito pelo PMDB como deputado constituinte em 1988 e Wagner Rubinelli que assumiu o posto em 2002, com a ascensão do titular Ricardo Berzoini como ministro do então presidente Lula. Já na Assembleia Legislativa, o histórico é ligeiramente mais amplo: o ex-prefeito Leonel Damo foi eleito em 1990 (mas deixou o cargo em 1992 para concorrer como vice de Grecco); o vereador Clóvis Volpi conquistou uma cadeira em 1994 pelo PSDB (hoje Volpi é prefeito da vizinhaRibeirão Pires pelo PV); Donisete Braga assumiu como suplente em 2000 e foi reeleito em 2002, 2006 e 2010 (mas deixou o cargo no final do ano de 2012 para assumir a Prefeitura) e Vanessa Damo que foi eleita em 2006 pelo PV como a mais jovem parlamentar do país e reeleita em 2010 já no PMDB.

Poder executivo [editar]

Desde 1954, ano em que Mauá recebeu o status de município ao desmembrar-se de Santo André, foram eleitos ou nomeados os seguintes prefeitos:

Poder legislativo [editar]

A Câmara Municipal de Mauá conta atualmente com 23 vereadores:

Cidades-irmãs [editar]

Mauá tem a seguinte cidade como cidade-irmã:

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. CENSO 2010 - SÃO PAULO. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Estimativas da população para 1º de julho de 2009 (PDF). Estimativas de População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 out. 2010). Página visitada em 16 de agosto de 2009.
  7. http://www.ceaam.net/maua/legislacao/

Ligações externas [editar]