Região Metropolitana de Campinas

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Região Metropolitana de Campinas (RMC)
Localização
Localização
Unidade federativa  São Paulo
Lei 870
Data da criação 19 de junho de 2000
Número de municípios 20
Cidade-sede Campinas
Características geográficas
Área 3 791,910 km²[1]
População 2 976 433 hab. () Estimativa Populacional Seade/2014[2]
Densidade 784,94 hab./km²
IDH 0,835 () – elevado PNUD/2000[3]
PIB R$ 105.398,47 milhões [4]
PIB per capita R$ 48.332,79 Seade/2014[5]

A Região Metropolitana de Campinas, constituída por 20 municípios paulistas, foi criada pela lei complementar estadual 870, de 19 de junho de 2000.

A região é uma das mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro e representa 1,8% do PIB (produto interno bruto) nacional e 7,81% do PIB paulista, ou seja, cerca de 105,3 bilhões de reais.[4] Além de possuir uma forte economia, a região também apresenta uma infra-estrutura que proporciona o desenvolvimento de toda a área metropolitana.[6]

Conforme a estimativa populacional do Seade em 2014, a Região Metropolitana de Campinas chegou a marca de 2,97 milhões de habitantes[2] , distribuídos em 3.791 km².[1] É a nona maior região metropolitana do Brasil e a segunda maior região metropolitana de São Paulo faz parte do Complexo Metropolitano Expandido, uma megalópole que compreende 12% da população brasileira, ou cerca de 30 milhões de habitantes.[7]

Economia[editar | editar código-fonte]

REPLAN, a maior refinaria em produção de petróleo da Petrobrás.

Nos últimos 100 anos, a região de Campinas vem ocupando e consolidando uma importante posição econômica nos níveis estadual e nacional. Situada nas proximidades da Região Metropolitana de São Paulo, comporta um parque industrial abrangente, diversificado e composto por segmentos de natureza complementar. Possui uma estrutura agrícola e agroindustrial bastante significativa e desempenha atividades terciárias de expressiva especialização.[8]

Destaca-se ainda pela presença de centros inovadores no campo das pesquisas científica e tecnológica, bem como do Aeroporto de Viracopos – o segundo maior terminal aéreo de cargas do País,[9] localizado no município de Campinas. A RMC também conta com a Região do Polo Têxtil que compreende os municípios de Americana, Santa Bárbara d'Oeste, Sumaré, Nova Odessa e Hortolândia sendo o maior polo têxtil do Brasil, responsável por 85% da produção nacional de tecidos.[carece de fontes?]

Em 2012, Viracopos registrou um fluxo de cargas embarcadas e desembarcadas em vôos internacionais de cerca de 246.219 toneladas.[9] De cada três toneladas de mercadorias exportadas e importadas, uma passa pelo aeroporto,[9] que também responde por 18,1% do fluxo aéreo total de cargas no Brasil. Em relação ao transporte de passageiros, o aeroporto campineiro ultrapassou a marca de 8,8 milhões de passageiros.[9] A REPLAN, maior refinaria da Petrobras em produção, encontra-se nessa região.

Produto Interno Bruto (PIB)[editar | editar código-fonte]

Composição da economia (2011)[10]
Comércio e Serviços
65,01%
Indústria
34,45%
Agropecuária
0,54%

A produção industrial diversificada – com ênfase em setores dinâmicos e de alto input científico / tecnológico, notadamente nos municípios de Campinas, Americana, Paulínia, Sumaré, Indaiatuba, Santa Bárbara d'Oeste, e Jaguariúna – vem resultando em crescentes ganhos de competitividade nos mercados interno e externo.[11]

A região exibe um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 105,3 bilhões/ano.[4] Sua renda per capita é bastante significativa se comparada à do estado de São Paulo ou Brasil.

Regiões Comparativas PIB [5]
Região Metropolitana de Campinas R$ 37.183,64
Estado de São Paulo R$ 32.454,91
Brasil US$ 12.118,00

Geografia e demografia[editar | editar código-fonte]

Mapa dos municípios integrantes da região metropolitana de Campinas.

Área[editar | editar código-fonte]

Os 20 municípios abrangidos ocupam uma área de 3.791 km²,[1] o que corresponde a 0,04% da superfície brasileira e a 1,47% do território paulista.

Quando se iniciou a discussão da criação da Região Metropolitana de Campinas, Mogi-Guaçu, Mogi-Mirim e Itapira estavam inseridas no contexto. Porém, por intermédio do então prefeito guaçuano Walter Caveanha (PTB), esses três municípios decidiram ficar de fora da nova região metropolitana. Caveanha explica que a decisão, à época, se deu porque a região da Baixa Mogiana tem características próprias, especialmente quanto ao meio ambiente, e não está ligada à Campinas, apesar da proximidade a essa.

Caveanha foi, a princípio, o único prefeito na época contrário à inclusão dos municípios vizinhos à RMC, convencendo os prefeitos mojimiriano e itapirense. Com a proposta de criação da primeira microrregião do país, envolvendo nove municípios da bacia do rio Moji-Guaçu, a Microrregião de Mogi-Guaçu. Caveanha entrou com esse projeto na Assembleia Legislativa de São Paulo em 1995, quando era deputado estadual. Mas a matéria parou nas comissões e está entravada até hoje. O projeto tramita atualmente na Alesp sob a tutela do deputado Campos Machado. O projeto da microrregião de Mogi-Guaçu tem caráter socioeconômico e ambiental voltado para Estiva Gerbi, Conchal, Lindoia, Águas de Lindoia, Serra Negra, Espírito Santo do Pinhal, além da própria Mogi-Guaçu, Mogi-Mirim e Itapira.[12]

Aspectos demográficos[editar | editar código-fonte]

Gráfico da população da RMC por cidade.

A Região possui uma população de 2.976.433 habitantes[2] , segundo dados da estimativa populacional do Seade, o que corresponde a 1,46% da população nacional e a 6,8% da estadual. Deste total, Campinas abriga 38,62%. Hortolândia, Sumaré, Indaiatuba, Americana e Santa Bárbara d'Oeste têm, cada um, mais de 180 mil habitantes. Em Holambra, vivem pouco mais de 12 mil pessoas.

A malha viária permitiu uma densa ocupação urbana, organizada em torno de algumas cidades de portes médio e grande, revelando processos de conurbação já consolidados ou emergentes. As especificidades dos processos de urbanização e industrialização ocorridos na Região provocaram mudanças muito visíveis na vida das cidades. De um lado, acarretaram desequilíbrios de natureza ambiental e deficiências nos serviços básicos. De outro, geraram grandes potencialidades e oportunidades em função da base produtiva (atividades modernas, centros de tecnologia, etc.). Nesse cenário, cidades médias passaram a conviver com problemas típicos de cidades grandes. A proliferação de favelas, violência e pobreza revelam um padrão de crescimento bastante perverso, que aprofunda as desigualdades sociais.

Apesar dos problemas sociais, a Região Metropolitana de Campinas possui o melhor Índice de Desenvolvimento Humano entre as regiões metropolitanas do Brasil, segundo dados do PNUD.[3]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

A Região conta com amplo sistema viário, bastante ramificado, e que apresenta os seguintes eixos principais: a Rodovia dos Bandeirantes e a Rodovia Anhangüera, que ligam a cidade de São Paulo ao interior paulista, cortando RMC; a rodovia SP-304, rumo a Piracicaba, a Rodovia Santos Dumont, rumo a Sorocaba e a Rodovia Dom Pedro I, que faz a ligação com o Vale do Paraíba, entre outras. Entre as rodovias que servem de ligação entre as cidades da RMC, se destacam:

Municípios[editar | editar código-fonte]

Município Área [1] População
(2014) [13]
PIB
(2011)[4] (em milhões)
IDH-M
(2010)[3] [14]
Bandeira Americana.jpg Americana 133,93 226 970 R$ 6.857,07 0,811
Muito Alto
Bandeira Artur Nogueira.jpg Artur Nogueira 178,03 49 346 R$ 672,64 0,749
alto
Flag of Campinas.svg Campinas 794,43 1 154 617 R$ 40.525,21 0,805
Muito Alto
Cosmopolis-bandeira.jpg Cosmópolis 154,66 65 628 R$ 961,68 0,769
alto
Bandeira.engenheiro.coelho.jpg Engenheiro Coelho 109,94 18 153 R$ 293,39 0,732
alto
Bandeira de Holambra.jpg Holambra 65,58 13 046 R$ 574,67 0,793
alto
Bandeira Hortolandia SaoPaulo Brasil.svg Hortolândia 62,28 212 527 R$ 6.701,94 0,756
alto
Indaiatuba bandeira.jpg Indaiatuba 312,05 226 602 R$ 5.982,82 0,788
alto
Bandeira itatiba.png Itatiba 322,23 111 620 R$ 3.431,92 0,778
alto
Bandeira Jaguariuna.png Jaguariúna 141,40 50 719 R$ 3.364,42 0,784
alto
Bandeira Monte Mor.JPGMonte Mor 240,41 54 462 R$ 1.405,98 0,733
alto
Bandeira Morungaba.pngMorungaba[15] 146,75 12 779 R$ 365,74 0,715
alto
Bandeira Nova Odessa.jpg Nova Odessa 74,32 56 008 R$ 2.176,61 0,791
alto
Cosmopolis-bandeira.jpg‎ Paulínia 138,72 95 221 R$ 8.188,94 0,795
alto
Pedreira 108,59 45 052 R$ 707,47 0,769
alto
Bandeira SantaBarbaradOeste SaoPaulo Brasil.svg Santa Bárbara d'Oeste 270,90 189 223 R$ 3.968,67 0,781
alto
Bandeira de Santo Antônio de Posse-SP, Brasil.jpg Santo Antônio de Posse 154,00 22 176 R$ 453,55 0,702
alto
BandeiraSumare.pngSumaré 153,50 262 308 R$ 7.853,92 0,762
alto
Bandeira de Valinhos.PNG Valinhos 148,59 118 302 R$ 3.968,63 0,819
Muito Alto
Bandeira vinhedo.jpg Vinhedo 81,60 71 217 R$ 7.308,95 0,817
Muito Alto
Total 3.791,91 3 055 976 105.398,47

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Notas

  1. Os municípios de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Bauru não constituem um "aglomerado urbano" definido por lei. Por conta disso, apenas a população residente no território municipal foi inserida.

Referências

  1. a b c d Seade (10 out. 2002). Perfil Regional, Perfil da Região: Metropolitana de Campinas, Território e População, Área Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). Visitado em 31 agos. 2014.
  2. a b c Seade (10 out. 2002). Perfil Regional, Perfil da Região: Metropolitana de Campinas, Território e População, População Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). Visitado em 31 agost. 2010.
  3. a b c Ranking decrescente do IDH-M das regiões metropolitanas do Brasil Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 30 de maio de 2008.
  4. a b c d Seade (31 agost. 2014). Perfil Regional, Perfil da Região: Metropolitana de Campinas, Economia, PIB (Em milhões de reais correntes) Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). Visitado em 31 agos. 2014.
  5. a b Seade (31 agost. 2014). Perfil Regional, Perfil da Região: Metropolitana de Campinas, Economia, PIB per Capita (Em reais correntes) Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). Visitado em 31 agos. 2014.
  6. RMC Governo do Estado de São Paulo. Visitado em 30 de maio de 2008.
  7. Diego Zanchetta (3 de agosto de 2008). O Estado de S. PauloA primeira macrometrópole do hemisfério sul. Visitado em 12 de outubro de 2008.
  8. DuPont tem preferência em fábricas Investe SP (09 de fevereiro de 2011). Visitado em 03 de fevereiro de 2011.
  9. a b c d Movimento nos Aeroportos Infraero (Dezembro de 2007). Visitado em 30 de maio de 2008.
  10. Perfil Municipal, Emprego e Rendimento - SEADE (em português) (2011). Visitado em 31082014.
  11. Parque tecnológico e industrial de Paulínia vai receber 13 indústrias EPTV (17 de dezembro de 2010). Visitado em 12 de fevereiro de 2011.
  12. Discussão da Microrregião de Mogi-Guaçu
  13. ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2014 (pdf) ibge.gov.br. Visitado em 08/09/2014.
  14. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 31 de agosto de 2014.
  15. Decreto estadual pela integração do município de morungaba Governo do estado de SP (2014). Visitado em 16 de agosto de 2014.
  16. Estimativa da População 2014 (HTML) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (1 de julho de 2014). Visitado em 12 de outubro de 2014.
  17. Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2014 (PDF) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (28 de agosto de 2014). Visitado em 29 de agosto de 2014.
  18. IBGE divulga as estimativas populacionais dos municípios em 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (28 de agosto de 2014). Visitado em 29 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 29 de agosto de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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