Indaiatuba
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| Município de Indaiatuba | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| "Cidade dos Indaiás" | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Indaiatuba é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 23º05'25" sul e a uma longitude 47º13'05" oeste, estando a uma altitude de 624 metros. Sua população estimada em 2007 era de 173.508 habitantes[2].
Índice |
[editar] História
- Data de elevação do então povoado de Cocais a freguesia da vila de Itu, com a denominação Indaiatuba, data que se tornou aniversário da cidade: 9 de Dezembro de 1830
O nome Indaiatuba é uma junção de dois termos da língua tupi-guarani: "Indaiá" que designa um tipo de palmeira, e "tuba", que equivale a grande quantidade. Portanto "Indaiatuba" significa muitos "Indáias". A denominação se prendeu às características da paisagem e da vegetação da localidade, hoje já alteradas. Tornou-se oficial em 1830, embora haja notícia de que tenha sido utilizada anteriormente.
A existência marcante de palmeiras do tipo "Indáia", carregadas de pequenos cocos, fez com que Indaiatuba tivesse recebido, entre meados do século XVIII e início do século XIX, a denominação de "Cocais". O povoado que deu origem ao município teria recebido primeiramente o nome de "Votura", designação do ribeirão cuja foz era próxima ao local da povoação.
[editar] Crescimento demográfico
A partir do final do século XIX Indaiatuba recebeu muitos imigrantes da Suíça, Alemanha, Itália, Espanha e, já no século XX, imigrantes do Japão. Esses homens e mulheres dedicaram-se principalmente à agricultura, mas também ao comércio, às oficinas e manufaturas. Com sua economia dividida entre a cultura de café e batata e algumas pequenas fábricas, a cidade cresceu pouco na primeira metade do século XX. Em 1950 havia 11.253 habitantes no município. Em 1964 eram 22.928. A partir daí o crescimento acelerou-se, baseado principalmente na expansão da indústria e de serviços. Em 1991 o censo registrou 92.700 habitantes, número que em 2000 saltou para 146.829, e continua crescendo.
[editar] Geografia
Com uma população de aproximadamente 174.000 habitantes, Indaiatuba situa-se a 90 km da capital paulista e a apenas 25 km de Campinas. Sua privilegiada localização (a 10 quilômetros do Aeroporto Internacional de Viracopos, o futuro maior terminal de cargas da América Latina), boa infra-estrutura e bons indicadores de qualidade de vida.
[editar] Relevo
O relevo de Indaiatuba é uma depressão relativa, onde sua região é mais baixa que as áreas adjacentes, dominantes as formas de planície aluvial, colinas, morros e morrotes.
[editar] Hidrografia
[editar] Demografia
- Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 12,9
- Expectativa de vida (anos): 72,9
- Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,9
- Taxa de Alfabetização: 92,3%
- Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,829
- IDH-M Renda: 0,898
- IDH-M Longevidade: 0,798
- IDH-M Educação: 0,791
(Fonte: Atlas IDH 2000 - PNUD)
[editar] Economia
[editar] Comércio
Na década de 70 a dependência comercial de Indaiatuba era bastante grande, pois, para a obtenção de grande parte das mercadorias e serviços existentes, seus moradores tinham que recorrer a cidades mais desenvolvidas, como Campinas e Itu. Com o desenvolvimento industrial e o crescimento populacional que foi se processando na década de 70, a sociedade atingiu níveis financeiros maiores, o que aumentou a demanda por serviços e mercadorias. Devido às condições que se formavam na época, a cidade de Indaiatuba sentia que deveria diminuir sua dependência em relação a outras cidades. Nesse período, a concentração comercial era praticamente no centro da cidade. Entretanto, com o surgimento de novos núcleos habitacionais e a formação de outros bairros, o comércio foi se expandindo e descentralizando-se. É o caso, por exemplo, dos pólos comerciais da Cidade Nova, Cecap e Jardim Morada do Sol, que com sua expansão, também vêm se unindo ao comércio de outros bairros.
A cidade deixava gradualmente sua tradição agrária e começava a se inserir num contexto urbano, condicionando sua população a uma mudança de valores e costumes levados por um mercado representativo e atrativo, alguns segmentos comerciais, que atuavam em outras cidades com suas redes de lojas, vieram se instalar em Indaiatuba. No final da década de 70 e início da de 80, devido à falta de concorrência em alguns segmentos comerciais, muitos consumidores iam buscar em outras cidades, como Campinas, produtos oferecidos na cidade. Mas atualmente a realidade é outra.
A concorrência entre vários estabelecimentos comerciais de Indaiatuba que ofereceriam os mesmos tipos de mercadorias e serviços, criou diversas opções para os consumidores. Portanto, hoje é possível adquirir a preços competitivos muitas mercadorias que antes, mesmo existindo em Indaiatuba, eram buscadas em outras cidades. Devido a essas e outras mudanças que ocorreram no cenário econômico, os consumidores passaram a ser mais críticos em relação à qualidade e preço dos produtos que pretendem adquirir. Assim, o mercado passou a exigir muito mais dos comerciantes.
[editar] Indústria
O município vem aumentando seu pólo industrial nos últimos anos, principalmente devido à vinda de grandes empresas de outras cidades do estado de São Paulo.
Indaiatuba possui grandes empresas do setor automotivo como a Toyota Motor do Brasil e o campo de provas da General Motors, além das unidades fábris da Unilever, Filtros Mann, Yanmar do Brasil, TMD Friction/COBREQ, BASF, Plastek do Brasil, o Centro de Tecnologia da Ericsson dentre outras, que criaram vários empregos na cidade.
A partir de 1920 começaram a se instalar no município as primeiras unidades industriais.
Entre os anos de 1930 e 1945 instalaram-se diversas indústrias de transformação de madeira, teve destaque especial a indústria de cabos de guarda-chuva, cuja produção era vendida para todo o país. Após 1945, instalaram-se e tiveram expansão no município as indústrias têxteis.
Na década de 1960, o município recebeu grandes indústrias mecânicas e metalúrgicas. Em 1980, estavam instaladas 422 indústrias no município.
Como muitas outras cidades da região, antes da década de 70, Indaiatuba era uma cidade de predominância rural e provavelmente não imaginava o papel que iria representar no contexto econômico nacional. Atualmente a realidade é bastante diferente daquela que se apresentava há 25 anos.
O grande salto em busca do desenvolvimento de Indaiatuba foi dado com a criação do Distrito Industrial em agosto de 1973, no governo do prefeito Romeu Zerbini, que criou no ano seguinte uma lei de incentivos às indústrias que se instalassem no município. Em 1970 havia 37 indústrias em atividade na cidade e esse número subiu para 75 em 1975.
As condições para o progresso da cidade seriam favorecidas pelo seu potencial energético; sua localização em relação aos grandes centros industriais e comerciais; as opções de vias de acesso a outras cidades, o que facilitava o escoamento de sua produção e suas relações comerciais. Na década de 70, a cidade começou a receber grande número de migrantes e a demarcação da área do Distrito Industrial teve que sofrer algumas mudanças, para ceder espaço à ampliação residencial que foi se processando com esse fluxo migratório. Os conjuntos habitacionais do Bairro Cecap, por exemplo, surgiram dessas mudanças.
Em 1974 foi fundada a Associação das Indústrias do Município de Indaiatuba (Aimi) e, nesse período, alguns empresários começaram a reivindicar a criação de uma unidade do Serviço Nacional da Indústria (Senai) na cidade, pois a maior parte da formação profissional dos moradores de Indaiatuba era feita no Senai de Itu.
Essa deficiência começou a ser sanada com a criação da Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (FIEC), em 1985 e a introdução do primeiro curso técnico de mecânica em 1986.
[editar] Agricultura
Na segunda metade do século XIX, tinham maior importância econômica a cultura de cana-de-açúcar e a do café.
A década de 1930 assistiu a emergência da cultura do tomate, sobretudo em função da fixação de famílias japonesas no município. O município foi durante muito tempo, exclusivamente, produtor de café, algodão e batata. Nos últimos anos as culturas permanentes, notadamente a fruticultura, vêm aumentando progressivamente a sua produção em relação às culturas temporárias, a exemplo da uva, morango (100 mil pés com produção anual de 50 toneladas); tomate (2 milhões de pés e produção de 400 mil caixas); batata (área plantada de 200 alqueires e produção de 300 mil sacas).
A uva é hoje a principal cultura agrícola do município, um dos maiores produtores estaduais, sendo o 5º maior produtor [3]. Com mais de 10 milhões de pés produzindo aproximadamente cerca de 4 milhões de caixas por ano, completa o abastecimento no estado de São Paulo. E na agricultura temporária se destaca, atualmente, a cana-de-açúcar, com uma produção de 208.592 toneladas em 2005.
[editar] Pecuária
A pecuária não tem grande importância para o município, avicultura, bovinos, suínos e eqüinos em uma quantidade não muito expressiva. O rebanho de suínos é de 9.048 cabeças, sendo o 33º maior rebanho do estado[4].
[editar] Educação
[editar] Ensino superior
- Faculdade Comunitária de Indaiatuba (Anhanguera Educacional) — privada;
- Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo-Indaiatuba (FATEC-ID) — pública;
- Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (FIEC) — pública;
- Faculdade Max Planck — privada;
- União das Faculdades da Organização Paulistana Educacional e Cultural (UNOPEC) — privada.
[editar] Transportes
[editar] Transporte Urbano
O serviço de transporte público no município é realizado pela Viação Guaianazes de Transportes LTDA que conta com uma frota de aproximadamente 60 veículos que atendem o município através de 21 linhas que operam das 4h40min a 1h. A cidade conta com três terminais de onibûs urbano de pequeno porte: Praça Dom Pedro II (Centro), Jd. Morada do Sol e Praça Andréia Bonachella (Vila Costa e Silva), sendo que o terminal da Morada do Sol só atende as linhas no sentido bairro - centro.
[editar] Transporte Metropolitano, Suburbano e Rodoviário
Indaiatuba possui linhas que transportam os moradores a cidades vizinhas e importantes com linhas metropolitanas para Campinas, Monte Mor, Americana e Vinhedo, suburbanas para Elias Fausto, Salto, Itupeva e Jundiaí, rodoviárias para São Paulo, Itu, Boituva, Porto Feliz, Itapetininga, Tatuí e Capivari além de outras cidades do interior paulista e do Brasil. Para atender tais linhas, a cidade conta com o Terminal Rodoviário "Prefeito Alberto Brizolla" localizado no Centro da cidade.
[editar] Aeroporto
O município não possui um aeroporto, no entanto, existe o Aeroporto Internacional de Campinas (Viracopos) à 10 quilômetros de Indaiatuba, com fácil acesso pela Rodovia Engº Ermênio de Oliveira Penteado que liga o município ao aeroporto. Existem linhas metropolitanas (Linhas 738 - Vinhedo , 601 - Campinas , 738VP1 - Aeroporto de Viracopos ) que fazem esse trajeto, saindo da Rodoviária de Indaiatuba direto para Viracopos.
[editar] Rodovias
A principal estrada de acesso ao município é a Rodovia Engº Ermênio de Oliveira Penteado [5], (SP-75), que, por meio de ligações com outras vias importantes, como: Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), Rodovia Castello Branco (SP-280), Rodovia Anhangüera (SP-330), e Rodovia do Açúcar (SP-308), alcança os principais pólos econômicos do estado. Além desta rodovia, o município possui estradas vicinais que ligam a cidade aos seus municípios vizinhos.
[editar] Turismo
Com o seu crescimento, Indaiatuba se tornou uma cidade turística. Destacando-se no turismo de negócios, pelo número considerável de empresas instaladas na cidade. Também se destaca no turismo religioso com prédios históricos, tais como:
- Mosteiro de Itaici, onde acontece a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB);
- Igreja Matriz N. S. da Candelária, umas das poucas edificações religiosas de taipa de pilão em existência no estado;
- Santuário Ecológico Santa Rita de Cássia, que possui uma árvore em seu interior e a
- Capela de São Nicolau de Früet na Colônia Helvetia.
Ainda há ainda o crescimento do turismo rural, pois o município conta com diversas propriedades agrícolas, sendo um dos maiores produtores de uva de mesa do estado e também do turismo de eventos com os campeonatos de motocross, bicicross, skate, luta de braço e ciclismo em nível regional, estadual, nacional e até internacional.
[editar] Curiosidades
- O Parque Ecológico "corta" a cidade em 80% da sua totalidade, possuindo ao longo de sua extensão, bosques, lagos, jardins, áreas de recreação, campos de futebol, vôlei, uma pista de bicicross oficial, uma pista de skate profissional, uma raia de remo olímpico, equipamentos de ginástica, uma praça de eventos e um teatro multidisciplinar. São 15 quilômetros de pistas de caminhadas e cooper, além de ciclovias. Hoje o parque ecológico de Indaiatuba tornou-se, segundo o arquiteto e urbanista Ruy Otake, o maior parque ecológico em extensão do Brasil.
- O tornado do dia 24 de maio de 2005 foi o maior e mais violento já registrado no Brasil, porém não houve nenhuma vítima fatal. Destruiu parte do Distrito Industrial da cidade. "O vendaval de Indaiatuba foi um dos mais intensos do País, atingiu o nível F3 (com velocidade de 252 a 331 quilômetros por hora), em uma escala que vai de F0 (64 a 116) a F5 (420 a 511)", segundo informações do pesquisador do Instituto Tecnológico SIMEPAR, Ernani de Lima Nascimento.
- O Museu Ferroviário de Indaiatuba é um local onde está conservado importante patrimônio ferroviário brasileiro.
- O município é considerado um dos melhores do país em qualidade de vida.[carece de fontes]
- Indaiatuba recebe em média uma proposta por semana de empresas importantes para se instalarem na cidade.
- O "Crime do Poço", que ficou conhecido na história de Indaiatuba, foi o primeiro crime que ocorreu no município em 1907. Foi o assassinato do imigrante italiano Domenico de Luca, que trabalhava com o comércio. Depois, jogaram seu próprio corpo em um poço, na Rua Candelária, perto da Igreja da Candelária. Na época, a cidade tinha um pouco mais de 1.500 habitantes. O município fez um documentário e até um livro sobre esse assunto. Hoje, o imigrante está enterrado no Cemitério da Candelária.
[editar] Esporte
O município possui hoje um time de futebol profissional, chamado Real Racing Primavera [6], anteriormente chamado Esporte Clube Primavera, que atualmente disputa a Segunda Divisão do Campeonato Paulista de Futebol. O time manda seus jogos no Estádio Ítalo Mário Limongi, em Indaiatuba.
Possui também um time de Rugby, chamado Indaiatuba Rugby Clube, popularmente chamado de Tornados Indaia. O time foi formado em junho de 2007 e participa hoje da 2ª divisão do campeonato paulista de Rugby, mandando seus jogos no campo do Bella Vista.
Além destes esportes, a cidade ainda se destaca no ciclismo, atletismo, natação, motocross, luta de braço, bicicross, futsal, futebol amador e pólo hípico com equipes formadas por colégios, clubes e pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, disputando campeonatos em nível local, regional, estadual, nacional e internacional, inclusive sediando diversas competições nestes níveis.
Referências
- ↑ IBGE, Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005
- ↑ IBGE, Estimativa da População dos Municípios em 2006.
- ↑ IBGE, Produção Agrícola Municipal 2005.
- ↑ IBGE, Pesquisa Pecuária Municipal 2005.
- ↑ Denominação de Rodovias (de A até Z) - Site do DER/SP
- ↑ Clube do Interior assina forte parceria com time espanhol

