São Vicente (São Paulo)

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Município da Estância Balneária de São Vicente
"A Primeira Vila Brasileira"
"Cellula-Mater da Nacionalidade"

"Berço da Democracia nas Américas"

Vista parcial da cidade.

Vista parcial da cidade.
Bandeira da Estância Balneária de São Vicente
Brasão da Estância Balneária de São Vicente
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 22 de janeiro de 1532 (482 anos)
Gentílico vicentino[1] ou calunga
Lema CELLVLA MATER
(traduzido do latim, significa: "Célula-mãe")
CEP 11300-000 até 11399-999
Prefeito(a) Luis Cláudio Bili Lins da Silva (Bili) (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização da Estância Balneária de São Vicente
Localização da Estância Balneária de São Vicente em São Paulo
Estância Balneária de São Vicente está localizado em: Brasil
Estância Balneária de São Vicente
Localização da Estância Balneária de São Vicente no Brasil
23° 57' 46" S 46° 23' 31" O23° 57' 46" S 46° 23' 31" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008[2]
Microrregião Santos IBGE/2008[2]
Região metropolitana Baixada Santista
Municípios limítrofes Norte: São Paulo, São Bernardo do Campo, Cubatão;
Leste: Santos e
Sudoeste: Itanhaém, Praia Grande e Mongaguá.
Distância até a capital 70 km[3]
Características geográficas
Área 148,424 km² [4]
População 332 445 hab. (SP:19º) –  Censo IBGE/2010[5]
Densidade 2 239,83 hab./km²
Altitude 6 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,768 alto PNUD/2010[6]
PIB R$ 2 458 746,691 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 7 484,27 IBGE/2008[7]
Página oficial
Prefeitura Prefeitura Municipal de São Vicente
Fundação de São Vicente, por Benedito Calixto
Ponte pênsil
São Vicente

São Vicente é um município da Microrregião de Santos, na Região Metropolitana da Baixada Santista, no estado de São Paulo, no Brasil. A sua população, em 2010, era de 332 445 habitantes. A sua área é de 148 km², o que resulta numa densidade demográfica de 2 123,73 habitantes por quilômetro quadrado.

Foi a primeira vila fundada pelos portugueses na América, em 1532. Nesse mesmo ano, a 22 de agosto, ocorreu a primeira eleição da América, onde foram escolhidos os primeiros oficiais da Câmara, atualmente equivalente ao cargo de vereador[8] . Hoje, a cidade, situada na metade ocidental da Ilha de São Vicente, que compartilha com Santos, baseia a sua economia no comércio e turismo.

Parte do município se estende pelo continente, em duas porções distintas: o bairro de Japuí, ligado à cidade por uma ponte construída em 1914 pelo engenheiro Saturnino de Brito no caminho que ruma à Praia Grande, e ao distrito de Samaritá, que inclui também os bairros do Conjunto Humaitá, Parque Continental, Parque das Bandeiras, Jardim Rio Branco, Samaritá, Vila Ema e o Quarentenário, situados ao longo da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, entre Cubatão, Praia Grande e os contrafortes da Serra do Mar.

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do ano 1000, índios tupis procedentes da Amazônia conquistaram a região atualmente ocupada por São Vicente, expulsando, para o interior, os seus habitantes anteriores (os chamados tapuias)[9] . Quando a expedição portuguesa comandada por Gaspar de Lemos chegou ao Brasil, em 22 de janeiro de 1502, deu, à ilha, o nome de São Vicente, em homenagem a Vicente de Saragoça, um dos padroeiros de Portugal. O local, no entanto, já era conhecido pelos índios tupiniquins que a habitavam como ilha de Gohayó[10] .

Outro fidalgo português, Martim Afonso de Sousa, nomeado pelo rei de Portugal dom João III donatário de duas capitanias hereditárias que incluíam a ilha, foi enviado pela coroa portuguesa para explorar a nova colônia e colocar marcos territoriais no litoral atlântico e no Rio da Prata. Fundou, então, a vila de São Vicente em 22 de janeiro de 1532, não sem oposição dos nativos locais. "Sustentou, por espaço de três anos, contínuas guerras com os bárbaros índios da nação Carijós, Guaianases e Tamoios, que os conquistou apesar da oposição que neles achou, sendo-lhe necessário valer de todo o seu esforço contra a contumácia com que lhe resistiu; porque, na posse da liberdade natural, reputavam em menos as vidas que a sujeição do poder estranho; mas, vencidos em vários encontros, cedeu a rebeldia para que, com maior merecimento e glória, fundasse Martim Afonso a vila de S. Vicente"[11] .

Martim Afonso instalou, então, em sua nova vila, os símbolos do poder organizado, construindo um pelourinho, uma igreja e uma câmara e realizando, em 22 de agosto de 1532, as primeiras eleições em todo o continente americano. Como atividade econômica da nova vila, começou a cultura da cana-de-açúcar e a instalação de engenhos para a manufatura do açúcar, principal produto do período colonial. Mas a implantação deste esquema exigiu atividades complementares, consideradas secundárias, porém fundamentais para a produção açucareira. Estas eram a pecuária e a agricultura de subsistência. As primeiras cabeças de gado a chegarem ao Brasil vieram do arquipélago de Cabo Verde, em 1534, para a capitania de São Vicente.

Guerra de Iguape[editar | editar código-fonte]

Esta batalha ocorreu entre os anos de 1534 e 1536, na região de São Vicente. Em virtude de uma interpretação particular do Tratado de Tordesilhas, alguns espanhóis, liderados por Ruy Garcia de Moschera, instalaram-se nos arredores da província vicentina. Aliados aos índios carijós, fundaram uma vila (a I-Caa-Para) e venceram algumas batalhas contra corsários franceses. Quando as forças de defesa luso-brasileiras enfrentaram o contingente espanhol, foram prontamente derrotadas. Em contrapartida, Garcia de Moschera e seus seguidores embarcaram no navio francês e atacaram a vila de São Vicente, que saquearam e incendiaram, levando inclusive o Livro do Tombo, deixando-a praticamente destruída, matando dois terços dos seus habitantes. No entanto, em virtude das incursões sistemáticas das forças luso-brasileiras (que arregimentaram outros índios rivais, "de serra acima", cf. Donato, p. 89), os espanhóis foram forçados a se retirarem: primeiro, para a Ilha de Santa Catarina e, depois, para Buenos Aires. Barreto (1958) menciona o episódio do saque de São Vicente por Moschera, porém datando-o de 1537 (op. cit., p. 258).

Símbolos Municipais Vicentinos[editar | editar código-fonte]

Jorge Bierrenbach Senra, ex-prefeito deste município, através da Lei nº 1684 de 22 de março de 1976, institui os seguintes símbolos municipais de São Vicente:

I – O Brasão de Armas II – A Bandeira Municipal

O Brasão de Armas, de autoria do Dr. Lauro Ribeiro Escobar, assim se descreve: escudo baleado, de prata, com um leão rompante de púrpura e bordadura de goles, carregada de oito cruzes páteas de ouro; o escudo é encimado por coroa moral de prata, de oito torres, suas portas abertas de goles tem como suportes, hastes de cana-de-açúcar natural, listel de goles (vermelho) com a divisa "Cellular Mater" em letras de ouro.

Já a bandeira de São Vicente, assim se descreve: retangular, de branco, com um leão rompante de púrpura e bordadura de vermelho, carregada de oito cruzes páteas em amarelo.

O Brasão de Armas é exclusivo do Poder Público Municipal e será usado:

I – Obrigatoriamente, a. Em documentos e papéis oficiais; b. No gabinete do Prefeito e na sala de sessões da Câmara de Vereadores.

II – Facultativamente, a. Nas fachadas dos edifícios públicos; b. Em veículos oficiais; c. Em locais onde se realizem festividades promovidas pela municipalidade.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Praias[editar | editar código-fonte]

Sem dúvida o grande atrativo da cidade para os visitantes são as praias. A cidade possui cinco praias:

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Entre os acidentes físicos hidrográficos destacam-se no município: a Baía de São Vicente; a Baía de Santos; o Mar Pequeno; os rios: Bugres, Piassubuçú, Branco, Cacheta, Emídio, Cruz, Cobras, Cubatão, Cubatão de Baixo, Cubatão de Cima, Pilões, Branco de Cima, Acarau de Baixo, Acarau de Cima, Tapuá, Santana, Guaramar e Pompeba; os córregos: Divisa e Mãe Maria, o Ribeirão Cagecas, a Cachoeira de Itu e o Canal Barreiros.

Clima[editar | editar código-fonte]

Uma das características da região é a alta taxa de umidade relativa durante todo o ano, sempre superior a oitenta por cento. Essa taxa tão elevada resulta de intensa evaporação e das constantes inversões de massa de ar de origem polar associado ao relevo escarpado. As temperaturas médias durante o verão são em torno de 24 graus centígrados; no inverno, em torno dos dezessete graus centígrados.

Gráfico climático para São Vicente
J F M A M J J A S O N D
 
 
247
 
28
19
 
 
299
 
28
19
 
 
226
 
28
18
 
 
180
 
25
16
 
 
140
 
23
14
 
 
108
 
22
13
 
 
83
 
22
12
 
 
99
 
23
13
 
 
129
 
23
14
 
 
163
 
24
15
 
 
160
 
26
16
 
 
162
 
26
18
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Tempo Agora

Vias de Ligação[editar | editar código-fonte]

A região da Baixada Santista é ligada à Grande São Paulo por rodovia através do Sistema Anchieta – Imigrantes. A Rodovia dos Imigrantes atinge o Município, cruzando a área da ilha urbana e seguindo em direção à Praia Grande pela transposição do Canal dos Barreiros através da Ponte do Mar Pequeno. Em direção ao Litoral Sul, partindo da Rodovia dos Imigrantes, tem-se a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, que corta toda a porção Continental do Município entre Serra do Mar e a planície de Samaritá. O Município é cortado de leste a oeste na ilha e na parte continental pelas linhas da América Latina Logística - ALL (antiga malha da Ferrovia Paulista - FEPASA), que em direção a oeste, interliga São Vicente com Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe; em direção a leste com Santos e em direção ao norte, chega ao Planalto Paulistano, ao sul da Grande São Paulo, em Embu-Guaçu.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

  • SP-55 - Rodovia Padre Manoel da Nóbrega
  • SP-160 - Rodovia dos Imigrantes

Demografia[editar | editar código-fonte]

São Vicente.

O Território do Município de São Vicente integra a complexa planície sedimentar da Baixada Santista, formada pelas planícies de Praia Grande e Bertioga. Estas planícies apresentam morros isolados na ilha de São Vicente (Santos/São Vicente) e de Santo Amaro (Guarujá), sendo delimitada pela linha de costa, e em sua porção interior, pelas cristas da escarpa da Serra do Mar.

Religião[editar | editar código-fonte]

O município pertence à Diocese de Santos.

O município pertence aos Presbitérios de Santos e São Vicente (Para as igrejas protestantes presbiterianas, um conjunto de igrejas forma um presbitério, um conjunto de presbitérios forma um sínodo e por fim o conjunto dos sínodos o concilio, sendo o Supremo concilio a presidência da igreja no Brasil. No caso do município de São Vicente a igreja Matriz mais as igrejas de Santos, Guarujá, Cubatão e Bertioga formam o Presbitério de Santos enquanto as outras igrejas do município mais as de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaem e Peruíbe formam o Presbitério de São Vicente).

Administração[editar | editar código-fonte]

Comércio e serviços[editar | editar código-fonte]

O centro de São Vicente (arredores das praças 22 de Janeiro, Coronel Lopes e Barão do Rio Branco) é um ponto de comércio que têm se desenvolvido em relação a outros pontos da região metropolitana desde meados da década de 2000, deixando de ser predominantemente utilizado por pessoas de baixa renda a partir de obras de revitalização central e políticas de atração com investimentos privados, como a instalação de shopping center em 2007, que impulsionou hipermercados, trouxe grandes redes de lojas, cinemas e restaurantes, explorando finalmente seu potencial estagnado das décadas anteriores.

Tal área privilegia-se de localização centralizada, pois atende tanto à demanda dos munícipes situados na área insular, quanto da área continental através da Ponte dos Barreiros como, ainda, de quem desce a serra para acessar ao município de Santos na parte da zona noroeste e de outro às praias e proximidades na zona leste ou, por fim, como acesso ao município de Praia Grande pela esplendorosa Ponte Pênsil. Por isso, atentou-se em identificar nas vias denominadas como linhas amarela e vermelha, para integrar o trânsito que aproxima-se à região entre o Centro e os bairros do Itararé e Gonzaguinha.

Cultura e turismo[editar | editar código-fonte]

Marco Padrão em São Vicente.

São Vicente não guardou muitos vestígios de sua história antiga, embora existam testemunhos valiosos. A cidade hoje é eminentemente turística, e desenvolveu-se muito no século XX devido ao turismo de veraneio, mas tem por base a sua condição histórica antiga com títulos de Cidade Monumento da História Pátria, ou de Cellula Mater da Nacionalidade. Embora a rede hoteleira seja restrita, os veranistas em geral alugam imóveis mobiliados para a temporada. Por ser um balneário antigo, a cidade possui infraestrutura consolidada, especialmente com bares, restaurantes e clubes.

Na semana de aniversário da cidade, ocorrida na data de 22 de janeiro, é realizado o evento que reúne artistas e população, utilizando-se de um grande palco ao ar livre onde se dá a Encenação da vila de São Vicente e se reafirma sua condição histórica.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Praça 22 de Janeiro[editar | editar código-fonte]

O local antigamente conhecido como Largo da Fonte passou a ser chamado por Largo Treze de Maio com a abolição da escravatura em 1888 e, a partir de 1918, passou a ser como uma praça que leva a data da fundação da vila em sua denominação. Nela, podem ser vistos o Relógio do Sol, e as estátuas de Benedito Calixto e do Soldado Pérsio de Queiroz Filho.

Praça João Pessoa[editar | editar código-fonte]

O local antigamente denominado por Largo Santo Antônio abrigava a Casa da Câmara e a Cadeia, foi construído em 1729 e em 1925 foi demolido. Atualmente, abriga o Mercado Municipal, inaugurado em 1929, onde era o centro de abastecimento local. Hoje, abriga algumas lojas em prédio histórico e a atual Igreja Matriz, que teve a sua primeira construção próxima à praia concluída em 1532 e destruída por maremoto dez anos depois, reconstruída pelo povo já na praça, em 1559, e atacada pelos piratas Thomas Cavendish em 1590 e Joris Van Spilbergen em 1615. A terceira reconstrução ocorreu em 1757 a partir das bases da segunda e permanece até hoje, tendo sofrido incêndio no ano de 2000 que revelou algumas características da antiga igreja que passam por restauração até a atualidade.

Biquinha[editar | editar código-fonte]
Biquinha de São Vicente.

No início da colonização brasileira, o Padre José de Anchieta contribuiu na catequização dos índios e na harmonização do povoado através do colégio vicentino e ministrou suas aulas de catecismo junto à denominada Bica da Fonte do Povoado que, atualmente, é fonte histórica denominada afetivamente como "Biquinha".

Ponte Pênsil[editar | editar código-fonte]

A Ponte Pênsil foi construída em 1914 e projetada pelo Engenheiro Saturnino de Brito que, na época, fez aplicação de tecnologia alemã de escoamento de esgoto para a Ponte de Itaipu, e hoje liga a ilha de São Vicente ao continente para o acesso ao município de Praia Grande e é também uma das principais atrações turísticas da cidade pela sua beleza.

Praça Kotoku Iha[editar | editar código-fonte]

Desde 1998, a localidade conhecida pelos pescadores passou a abrigar um recanto japonês, simbolizando a união da cidade de São Vicente com a de Naha, situada na Província de Okinawa, no Japão, abrigando a construção de um portal e a pedra da sorte à denominada Rua Japão.

Casa Martim Afonso[editar | editar código-fonte]

Em 1895 foi erguido um casarão por Rafael Tobias de Aguiar, conhecido como o II Barão de Piracicaba, que possui nos fundos a mais antiga construção de alvenaria do Brasil, datada da primeira década do século XVI, construída por Cosme Fernandes, o Bacharel de Cananéia, que passou a ser denominada Martim Afonso de Sousa em 1932.

Marco Padrão[editar | editar código-fonte]

Em memória à colônia portuguesa, surgiu à região o Marco Padrão, construído em 1932 sobre uma pequena ilha denominada Pedra do Mato, que apresenta escudos representativos de Portugal Quinhentista, Ordem de Cristo, Atual Pátria Brasileira e de Martim Afonso de Sousa. Ao atravessar a plataforma de pesca e lazer e apreciar-se a vista de toda a Baía de São Vicente, chega-se ao acesso para a Ponte Pênsil.

Parque da Prainha[editar | editar código-fonte]

Em 22 de janeiro de 1502 o navegador Gaspar Lemos, comandado pelo Bacharel Cosme Fernandes, junto a um grupo de degredados construiu o Porto das Naus[12] , localizado na área continental e batizou a ilha do lado oposto como "Ilha de São Vicente". Funcionou como estaleiro e comércio. Em 1532, Martim Afonso o transformou como trapiche alfandegário. Já em 1580 abrigou um engenho de cana de açúcar por Jerônimo Leitão. Já Pero Correa incluiu a Capela de Nossa Senhora das Naus. As instalações foram posteriormente destruídas em um ataque corsário holandês de 1615 por Joris Van Spilbergen.

Morro da Asa Delta[editar | editar código-fonte]

Local explorado para a prática do voo livre, tem seu acesso a partir do Morro do José Menino na divisa com Santos e permite a visão dessas cidades, além de Guarujá, Praia Grande e até Cubatão.

Ilha Porchat[editar | editar código-fonte]

Ilha Porchat

Local frequentado para diversão noturna e altamente explorado em época de veraneio, abriga o Monumento dos 500 Anos do Brasil, projetado por Oscar Niemeyer e localizado no pico da ilha, de onde é possível se obter uma ótima vista da cidade.

Casa do Barão[editar | editar código-fonte]

Casarão térreo com reserva ecológica de 6.500m2 construído em 1925 com tijolos, cobertura em telhas francesas, porão e uma grande varanda apoiada em colunas duplas. Serviu de residência ao Barão Kurt Von Pritzelwitz, gerente da firma exportadora de café Theodor Wille & Cia. Em 1946, o imóvel passou a sediar o Instituto São Vicente, e em 1972 o Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente, que expõe seu acervo aos visitantes. O casarão conta também com a Biblioteca Municipal em suas dependências. Foi tombado como patrimônio histórico pelo CONDEPHAAT em 1988.

Estância balneária[editar | editar código-fonte]

São Vicente.

São Vicente é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo estado, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Balneária, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

A cidade de São Vicente tem nove cidades em cinco países diferentes que são consideradas suas irmãs.[13] São elas:

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Artes[editar | editar código-fonte]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Moda[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Editores do VOLP (2009). Busca no vocabulário Academia Brasileira de Letras. Visitado em 29/04/2013.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  3. Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista. Visitado em 24 de janeiro de 2011.
  4. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  5. Sinopse do Censo Demográfico 2010 - IBGE IBGE. Visitado em 6 de setembro de 2013.
  6. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 01 de agosto de 2013.
  7. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  8. FERREIRA, Tito Lívio. História de São Paulo. vol. 2, pág. 94
  9. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  10. PORTELINHA, R. Trendalert. Disponível em http://trendalert.me/de-gohayo-a-s-vicente/. Acesso em 6 de março de 2013.
  11. Taques, Pedro. História da Capitania de São Vicente. Brasília: Edições do Senado Federal, 2003.
  12. WikiMapia - Porto das Naus no Parque da Prainha
  13. [1].
  14. Site oficial da Prefeitura.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BARRETO, Aníbal (Cel.). Fortificações no Brasil (Resumo Histórico). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1958. 368 p.
  • BUENO, Eduardo. Capitães do Brasil: a saga dos primeiros colonizadores. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999. 288 p. il. ISBN 8573022523
  • DONATO, Hernâni. Dicionário das batalhas brasileiras. São Paulo: Ibrasa, 1987.
  • Luz Soriano, Simão José da. Historia da Guerra Civil e do estabelecimento do governo parlamentar em Portugal, comprehedendo a historia diplomática, militar e política d'este reino desde 1777 até 1834. Lisboa, Impr. Nacional, vol IV, 1870 p. 497.
  • YOUNG, Ernesto G. Esboço Histórico da Fundação da cidade de Iguape. Revista do IHGSP, vol II, São Paulo, 1896 pp. 49–151.
  • LÍVIO FERREIRA, Tito. História da Civilização Brasileira.
  • CONDEPHASV - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico, Cultural e Turístico de São Vicente.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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