Santa Rita (Paraíba)

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Município de Santa Rita
Bandeira de Santa Rita
Brasão de Santa Rita
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 09 de março de 1890 (124 anos)
Gentílico santa-ritense
Padroeiro(a) Santa Rita de Cássia
Prefeito(a) Severino Alves Barbosa Filho (PR)
(2013–2016)
Localização
Localização de Santa Rita
Localização de Santa Rita na Paraíba
Santa Rita está localizado em: Brasil
Santa Rita
Localização de Santa Rita no Brasil
07° 06' 50" S 34° 58' 40" O07° 06' 50" S 34° 58' 40" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Mata Paraibana IBGE/2008[1]
Microrregião João Pessoa IBGE/2008[1]
Região metropolitana João Pessoa
Municípios limítrofes Norte: Capim, Rio Tinto e Lucena;
Sul: Pedras de Fogo, Alhandra e Conde;
Leste: João Pessoa, Bayeux e Cabedelo;
Oeste: Sapé e Cruz do Espírito Santo
Distância até a capital 11 km
Características geográficas
Área 726,565 km² [2]
População 121 994 hab. (PB: 3º) –  estimativa populacional - IBGE/2012[3]
Densidade 167,91 hab./km²
Clima Tropical Quente Úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,659 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 1 138 589 mil (BR: 349º) – IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 7 781,67 IBGE/2008[5]
Página oficial

Santa Rita é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de João Pessoa, estado da Paraíba. Sua população em 2012 foi estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 121.994 habitantes,[3] distribuídos em 726 km² de área.

Santa Rita, junto à capital João Pessoa, é uma cidade de porte histórico, os primeiros engenhos de cana de açúcar da Paraíba foram de Santa Rita e da cidade de Areia. Muitas casas, igrejas, capelas e outros monumentos são de arquitetura barroca. A cidade tem crescido muito nos últimos tempos devido às condições fora da urbanização do município, sendo considerada a 3° maior economia do estado perdendo apenas da capital e de Campina Grande.


Geografia[editar | editar código-fonte]

Aspectos físicos[editar | editar código-fonte]

Localizado na Mesorregião da Mata Paraibana e na Microrregião de João Pessoa e contando com uma área total de 727 km², representando 1.2873% da superfície do Estado da Paraíba, o município está inserido na unidade geoambiental dos Tabuleiros Costeiros. Essa unidade acompanha o litoral de todo o Nordeste e apresenta altitude média de 50 a 100 metros. Compreende platôs de origem sedimentares, que apresentam grau de entalhamento variável, ora com vales estreitos e encostas abruptas, ora abertos com encostas suaves e fundos com amplas várzeas.

A sede do município fica a uma altitude aproximada de 16 metros do nível do mar. O município tem belas colinas verdejantes, cavernas, vales profundos similares a cânions rasgando os tabuleiros fluviais do sertão, denominados por alguns como falésias "mortas" revestidas por densa vegetação de baixa latitude, gerando um microclima divergente do encontrado em zonas menos verdes.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação é predominantemente do tipo floresta subperenifólia (floresta tropical do tipo atlântica), com partes de floresta subcaducifólia e cerrado.

Solo[editar | editar código-fonte]

De modo geral, os solos são profundos e de baixa fertilidade natural. O clima é do tipo tropical chuvoso, com verão seco. O período chuvoso tem início em fevereiro e término em outubro. A precipitação média anual é de 1.600 mm. A temperatura média anual do município oscila em torno de 20°C.

Os solos do município são representados por latossolos e podzólicos nos topos de chapadas, é uma área de planalto em relação à zona costeira, e são topos residuais, pozólicos com fregipan, podzólicos plínticos e podzóis nas pequenas depressões nos tabuleiros e pelos podzólicos concrecionários em áreas dissecadas e encostas. Por fim, por gleissolos e solos aluviais nas áreas de várzeas.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Santa Rita encontra-se inserido nos domínios das bacias hidrográficas dos rios Paraíba, região do Baixo Paraíba, Miriri e Gramame. O município tem saída para o mar através do estuário do Rio Paraíba. Nessa região situam-se várias ilhas, e entre elas se destacam duas pertencentes ao município: Ilha Stuart e Ilha Tiriri.

Seus principais tributários são: os rios Gramame, Jaburu, Camaço, Mamuaba, Mumbaba, Engenho Novo, Preto, Paroeira, Soé, Tapira, Estiva, Pau-Brasil, Miriri, Tibirizinho, Cabocó e Una, Gargaú e Mangereba, além dos riachos: Água Branca, Laminha, Bambu, do Cesto, da Estiva, Mangabeira, Dois Rios, Pau-Brasil, Jacuípe, Jacaraúna, Bibira, Japungu, Palmeira, do Boi, Obim, Miriri, das Pedras e Pilão. Todos os cursos d’água têm regime de escoamento perene e o padrão de drenagem é o dendrítico.

Os principais corpos de acumulação são os açudes: Miriri, Tibiri, Gargaú e dos Reis, além das lagoas: Seca de Cima, Seca de Baixo, Barriga Cheia, Zumbi, do Paturi e Tibiri.

Santa Rita possui o maior número de fontes de águas minerais do estado da Paraíba, por isso, também é conhecida como a cidade das águas minerais.

História[editar | editar código-fonte]

A obra "Rancho Grande dos Tropeiros" lembra muito o passado de Santa Rita, que foi paragem para tropeiros que iam e viam do interior do estado.

Brasil Colônia[editar | editar código-fonte]

A colonização de Santa Rita teve origem logo após a fundação de João Pessoa, em 1585, pelo português Frutuoso Barbosa. Na ocasião, eram freqüentes os combates entre portugueses, tabajaras e potiguaras, estes últimos auxiliados pelos franceses . O primeiro núcleo não-nativo se instalou no século XVI, décadas antes da fundação de Filipéia, conhecido como feitoria do Forte Velho (um dos primeiros entrepostos comerciais - junto a Baía da Traição - na América Portuguesa de normandos e bretões). Segundo Elias Herckmans, o forte velho foi totalmente destruído pelos espanhóis e portugueses aliados aos tabajaras para evitar uma nova investida contra os assentamentos ibéricos na margem oriental da reentrância flúvio-marítima pouco a norte da costa. Aí também nasceu André Vidal de Negreiros. Nesta altura Santa Rita era exportadora-mor de açúcar.

Ainda em 1585 foi erigido o primeiro forte da região, o Mirante do Atalaia, o Forte Velho, que servia como ponto de observação dos portugueses para identificarem possíveis piratas franceses em busca de pau brasil. Paralelo a esta edificação, os portugueses construíram o Engenho Real Tibiry nas proximidades de onde hoje fica os bairros de Várzea Nova e Tibirí Fábrica. Era um engenho de alta tecnologia para a época, movido á água. O nome Tibiry deriva de uma tribo indígena que habitava essa região.

Santa Rita originou-se de acampamento de nativos, colonos, exploradores, comerciantes, criadores e até tropas militares. Foi construído no local então conhecido como Tibiry o Forte de São Sebastião (1771), e próximo a ele foi edificada a capela que, juntamente com o primeiro engenho de açúcar, se tornaram o marco para a formação do povoado.

Brasil Império[editar | editar código-fonte]

A população de Santa Rita fora dos engenhos, começou-se dentro de um acampamento de tropas, ou ponto de partida, ou estacionamento de comboios de almocreves de matutos, tendo sido a atual cidade, primeiramente, um local de "pouso" das pessoas que viajavam da capital da Província para o interior, e vice-versa, onde, geralmente, pernoitavam. Naquele tempo, efetivamente, para se ir à capital da Província, fazia-se um grande rodeio, contornando o vasto alagadiço existente entre Santa Rita e Tibiri, para então alcançar a Estrada de Manênma que ligava o Engenho Tibiri à Paraíba. A pousada aí, portanto, era uma necessidade. Foi, justamente, nesse "pouso", que surgiram as primeiras habitações.

Brasil República e Emancipação[editar | editar código-fonte]

O distrito de Santa Rita foi criado pela Lei provincial nº 2, de 20 de fevereiro de 1839. Já o município foi declarado como tal pelo Decreto estadual nº 10, de 9 de março de 1890 e Antônio Cordeiro Gomes de Melo foi nomeado Presidente do Conselho de Intendência Municipal, cargo equivalente ao de Prefeito Constitucional. Suprimido este, posteriormente a Lei estadual nº 79 de 24 de setembro de 1897 o restaurou, firmando Santa Rita como território desmembrado da cidade de Paraíba. A sede municipal recebeu foros de cidade pela Lei estadual nº 613, de 3 de dezembro de 1924, que novamente extinta foi restaurada pelo Decreto estadual n.º 352, de 28 de dezembro de 1932.

Com isso a cidade teve seu total crescimento fora dos engenhos no centro, perto da Basílica de Santa Rita. Praças foram construídas, prefeitura, biblioteca até um cinema a cidade ganhou, por falta de investimento do governo Santa Rita poderia ser uma cidade padrão Campina Grande. Inicialmente apenas com a sede, sofreu diversas reformulações administrativas chegando em 1959 a contar com os distritos de Livramento, Lucena e Bayeux. Desse ano em diante perdeu os distritos de Bayeux (1959) e Lucena (1961).

A padroeira Católico-Romana do município é Santa Rita de Cássia.

Santa Rita Atualmente[editar | editar código-fonte]

O município, ao longo da sua história teve um único prefeito cassado, o senhor Reginaldo Pereira, acusado de prática de nepotismo, fraude em licitação, desvio de verbas públicas e descumprir lei federal, ao se ausentar do país, não dando posse ao vice. O índice de rejeição beirava aos 90%, quando em 25 de abril de 2014, centenas de pessoas se concentravam em frente à Câmara Municipal da cidade para acompanhar a votação da sua cassação, festejando com fogos e carregando no ombro o novo prefeito empossado, Severino Alves Barbosa Filho, Netinho de Várzea Nova.

Limites e divisão territorial[editar | editar código-fonte]

O município limita-se com os municípios de Cabedelo (23 km), Lucena (27 km), Rio Tinto (36 km), Capim (28 km), Sapé (27 km), Cruz do Espírito Santo (12 km), Conde (18 km), Pedras de Fogo (34 km), Alhandra (45 km), Bayeux (7 km) e João Pessoa (12,7 km).

Bairros da sede do município[editar | editar código-fonte]

Zona Norte: Vila Tibiri, Santa Cruz, Tibiri Fábrica, Texeirão, Jardim Miritânia, Liberdade, Distrito Industrial (colado as 4 partes).

Zona Sul: Bairro dos Municipios, Tibiri I, II e III, Heitel Santiago, Marcos Moura, Loteamento Plano de vida, Sol Nascente, Nova Esperança, Jardim Carolina, Jardim Europa I, II e III, Boa Vista e Bairro do Planalto.

Zona Oeste: Centro, Alto das Populares, Bairro do Onze, Açude, Loteamento Nice, Paulo VI, Paraíso Tropical.

Zona Leste: Várzea Nova, Augustolândia, Castanheiro, Mutirão, Flaviano Ribeiro, Alto dos Eucaliptos.

Distritos, subdistritos e localidades municipais[editar | editar código-fonte]

  • Bebelândia, Cadene, Cangulo, Cauira, Chã do Congo, Cicerolândia, Cotovelo, Estiva, Forte Velho, Gargaú, Jacaraúna, Lerolândia, Mel de Furo, Monte Alegre, Mumbaba Alecrim, Mumbaba dos Canários, Mumbaba de Belez, Mumbaba Bandeirante, Mumbaba Caiçara, Mumbaba (de Baixo e de Cima), Mumbaba de Peninchos, Mumbaba dos Américos, Livramento, Odilândia, Oiteiro, Prego, Reis, Ribeira (de Baixo, do Meio e de Cima), Santa Ana, Santo André, Socorro, Taboleiro de Santana, Taboleiro do Leandro, Tambauzinho, Tibirizinho, Usina Santana, Usina São João, Várzea Nova, Vigário, Santo Amaro, Povoado de São Bento, Sítio Reis, Usina Santa Rita, Engenho do Meio, Volta do Quimba (Coimbra), Nossa Senhora do Patrocínio, Jaburu, Fazenda Caldeirão, Babilônia, Jacaraúna, Tapira.

Economia[editar | editar código-fonte]

Além da indústria e comércio, a economia do município é bem movimentada pela agricultura e agropecuária. O município destaca-se como o segundo maior produtor de abacaxi da Paraíba[carece de fontes?]. Santa Rita possui uma grande produção de cana-de-açúcar. Além disso, diversas indústrias existem na cidade, como a Metalbrasil Metalúrgica, a Alpargatas SA(calçados), Velas Santa Clara, Carioflex (estofados), Cincera (cerâmica), Ceramina (cerâmica), Caiongo (cerâmica), Lajes Sigma (pré-moldados de cimento), Cosibra (sisal), Brastex (sisal), Demyllus (confecções), Valtex (confecções). A cidade conta com cinco agências bancárias, que são: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e posto de atendimento do HSBC. Há três feiras livres que recebe clientes também de municípios circunvizinhos como Bayeux, Cabedelo, João Pessoa, Cruz do Espírito Santo, Sapé, Mari, Pedras de Fogo e Mamanguape. Na indústria canavieira (açúcar, álcool e aguardente) algumas empresas são: Usina Japungu, Usina Santana, Usina São João, Engenho do Meio, Usina Monte Alegre, Destilaria Miriri.

Por ser o município paraibano com maior incidência de fontes de água mineral, também existem as indústrias deste recurso, dentre elas: Água Mineral Platina, Água Mineral Indaiá, Água Mineral Sublime e Água Mineral Itacoatiara.

Novos Empreendimentos[editar | editar código-fonte]

Por se considerada a 3° maior cidade em PIB do estado, Santa Rita tem economia maior que as cidades de Bayeux, Cabedelo e Patos. Seu Limite territorial equivale 1.2873% da superfície do Estado da Paraíba, sendo assim, maior 3 vezes do que a Capital do Estado, maior 3 vezes do que Recife que tem apenas 218,435 km², e 4 vezes maior do que Natal que tem 167,263 km², e também Salvador cuja extensão territorial é de 693,276 km². Com isso novos projetos de incentivo da prefeitura e do governo estão sendo instalados na cidade.

Hospital Metropolitano de Santa Rita[editar | editar código-fonte]

Futuro hospital de Santa Rita irá disponibilizar para a população 209 leitos, sendo 30 de UTI, além de atendimento ambulatorial, imediato de emergência, urgência e trauma, e de pacientes em internação, com apoio ao diagnóstico e terapia. Para o setor de atendimento ambulatorial, o projeto prevê a construção de salas de espera de pacientes e acompanhantes, curativos, inalação, aplicação de medicamentos e de serviços. Também contará com consultórios de enfermagem, ginecologia/obstetrícia, pediatria e nutricionista. Está prevista ainda uma área exclusiva para serviço de nutrição e dietética, assim como uma farmácia popular.

Maior Hotel da Paraíba[editar | editar código-fonte]

Segundo o apresentador Tony Show, da Rádio 100.5 FM, um grupo de empresários irá construir em Santa Rita o maior Hotel do Estado da Paraíba. A decisão se deu após esta nova Lei sancionada pelo prefeito da cidade, e o grupo já estava migrando para Natal-RN, por não terem encontrado o incentivo agora oferecido em Santa Rita, então, decidiram se instalar na cidade, devido a extensão territorial do Município, que é de mais de 700km², ou seja, três vezes maior do que João Pessoa,  e próximo apenas 12km da Capital. O hotel será construído, provavelmente, as margens da BR-230, caminho para Campina Grande, local onde se tem uma das vistas mais bonitas do Estado.

Metropolitan Shopping Center[editar | editar código-fonte]

O futuro Shopping Center que vai ser iniciada dentro de alguns meses pelo empresário Heitel Santiago. Segundo o empresário, logo no início a obra irá gerar cerca de 2.500 empregos diretos, e será um dos maiores shoppings do Estado da Paraíba.

Sistema VLT[editar | editar código-fonte]

Segundo o governador Ricardo Coutinho, a região metropolitana de João Pessoa, as cidades de Santa Rita e Cabedelo irar ganhar o Sistema de Veículos Leves sobre trilhos (VLT), o projeto está sendo implantado pelo governo do estado.

Arte e cultura[editar | editar código-fonte]

Santa Rita abriga um universo artístico muito pouco explorado, porém riquíssimo, composto por atores; repentistas; músicos; dançarinos; coreógrafos; poetas; artesãos; cineastas; artistas plásticos, etc. Por volta de 1950, a cidade já se encantou com a força das lapinhas, que encantavam a muitos nos períodos natalinos. Era comum que as pessoas se encontrassem na praça central (atual Getúlio Vargas), para uma passeada ou uma ída ao coreto que ali existia. Também a cidade ja teve quatro cinemas, o "Cine Avenida" na Praça Getúlio Vargas; o "Cine São João" na rua São João; o conhecido popularmente por "Cine Purga" na rua Dr. Pedroza, e um que não conhecemos o nome, que funcionava onde atualmente é a Caixa Econômica Federal, na Praça Getúlio vargas, além do "Cinema de Várzea Nova" que funcionava naquele distrito. As principais festas populares do município são: Festa da Padroeira (22 de maio); São João; Natal e Ano Novo.

Santa Rita possui três bens tombados pelos patrimônio histórico federal: a Capela do antigo Engenho Una (atual Engenho Nossa Senhora do Patrocínio), a Igreja de Nossa Senhora das Batalhas e a Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro[6] .

Existem no município algumas ONGS que trabalham com cultura, são elas: ENCUMBE (Engenho Cumbe); Pro Dia Nascer Feliz; LIQUAJ (Liga de Quadrilhas Juninas); Espaço Múltiplo.Um dos pontos fortes da cultura local são as quadrilhas juninas, as quais todos os anos variam entre 10 e 12, e existem dois grandes festivais importantes na cidade, o Festival de Quadrilhas Juninas, promovidos pela LIQUAJ, e o Fest Ressaca, promovido pela ENCUMBE, e que no ano de 2010 teve a sua última edição quando completou 10 anos de festival. Além desses dois festivais, a cidade teve como sede no ano de 2010 do Festival Estadual de Quadrilhas Juninas, durante três dias.

Existe um vídeo-documentário produzido pela Universidade Federal da Paraíba, juntamente com um artista de Santaritense, intitulado "Santa Rita, Engenho das Artes", que relata a vida de alguns artistas de Santa Rita, e que foi premiado no Festival Nacional do Audiovisual com o prêmio de "Melhor Vídeo de Projeto Experimental". É a cultura de Santa Rita, sendo divulgada para o mundo através do audiovisual.

Cultura imaterial[editar | editar código-fonte]

A cidade de Santa Rita manifestações de cultura imaterial como a procissão de Santa Rita de Cássia, com mais de 200 anos[carece de fontes?] acontece todos os anos no dia 22 de maio; os folguedos populares como lapinhas, cocos de roda; a culinária local e agricultura, a exemplo do camarão de forte-velho, da produção de iguarias de coco, em Forte Velho, a cultura da cana-de-açúcar com os seus derivados como a cachaça e a rapadura.

Outras manifestações religiosas incluem festas sacras umbandistas e afro-indígenas, como o culto da Jurema, com relevância a Mestra Joana-Pé-de-Chita, título de uma das músicas da cantora Cátia de França. Mestra Joana viveu nas terras do Engenho Tibiry, terras estas que também já deram abrigo aos índios Tibirys.

Teatro[editar | editar código-fonte]

O antigo teatro municipal, chamado "Teatro Oficina das Artes", funcionava no bairro da Liberdade (Centro) e foi demolido pelo poder público municipal, para dar lugar a um banco particular. Juntamente, foram extintos a banda filarmônica e o grupo de cultura popular Massapê, que ali existiam.

Atualmente a cidade só dispõe de um teatro particular no Conjunto Tibiri II [carece de fontes?]. O teatro, de propriedade do dramaturgo, professor, ator e diretor teatral Ivonaldo Rodrigues (cujo teatro tem seu mesmo nome). Neste mesmo teatro todos os anos acontece o "Festaty" (Festival de Teatro de Tibri II), que vai na sua décima-quinta edição. Além de um festival anual, o Teatro Ivonaldo Rodrigues faz já há três anos a "Mostra Cultural", que dura um semana e acontece sempre em maio.

No Teatro Ivonlado Rodrigue já foram apresentadas várias peças, como "A Santa e o Reverendo" (comédia), "O Túnel e a Luz" (drama), "Máscaras" (drama), "As tias" (comédia). Inúmeras peças já foram encenadas no Ivonaldo Rodrigues, desde concursos de teatros e peças diversas, além da atividade conjunta com alunos do bairro, a exemplo do "Auto de Natal" do ano de 2007, realizado sob a direção da professora (de artes), Quadrinhista e atriz Lais Lima Sobreira, e com o apoio da formação de coreografia de Shirley Bento (coreógrafa, professora e atriz). Contou também com a preparação técnica de Ana Claudia Gonçalves (professora e atriz), além dos alunos-atores da Escola União, localizada no mesmo bairro.

Além do teatro, que segue o estilo de um palco italiano, o bairro de Tibiri II também acontece a anual "Paixão de Cristo" que reúne o empenho de atores anônimos do próprio bairro.

Dança[editar | editar código-fonte]

A dança se manifesta na maioria das vezes em folguedos da própria cidade, cada qual em sua localidade. Nos períodos juninos podemos ter a presença das várias quadrilhas juninas, muitas das quais estilizadas, animando a cidade e resgatando as raízes da terra.

As três mais ativas na cidade são a Riacho Verde e o Grupo de Cultura Popular e Quadrilha Junina Explosão Nordestina e, do bairro de Tibiri II e Quadrilha Junina Riacho Fundo do bairro Heitel Santiago. Essas quadrilhas inovam a cada ano para melhor contarem os enredos e situarem a plateia a respeito dos enredos que contam, seja num casório matuto ou com a presença de personagens que mais parecem arlequinss de uma comédia.

A cidade tinha um grupo de cultura popular e dança chamado Massapê, que se apresentava em todo o estado e país, com previsão até de apresentações internacionais.

Existem também vários grupos culturais de dança da 3ª idade, entre eles o grupo "Flores Belas" da ONG Pro Dia Nascer Feliz, com espetáculos de dança e teatro.

No distrito de Forte Velho, existe um grupo de "Coco de Roda" com mais de 150 anos de existência, passado de geração a geração, e que consta na enciclopédia do folclore brasileiro como um "Coco" de estilo próprio, denominado de "Coco de Forte Velho".

Esportes[editar | editar código-fonte]

A cidade possui um time de futebol que já deu muitas glórias no esporte para a cidade, é o Santa Cruz de Santa Rita, além de diversos times amadores. Também o esporte que se destaca no município é o Taekwondo, onde os atletas têm competido em torneios importantes pelo Brasil e fora dele, e trazendo até títulos nacionais.[carece de fontes?]

Times de futebol[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Santa Rita ao ser emancipada não tinha setor de saúde, os santa-ritenses eram obrigados a se atenderem em João Pessoa ou Recife. A necessidade de um hospital na cidade era um transtorno principalmente para os trabalhadores dos engenhos de cana-de-açúcar. Só em 02/08/1962, foi doado a cidade o Hospital e Maternidade Flávio Ribeiro Coutinho, a doação foi transferida para a Congregação das Irmãs de Caridade da Mãe da Misericórdia, representada pela Madre Maria Cornélia Elizabeth Ter Meer. A principal atividade da Instituição continua sendo o atendimento a saúde, disponibilizando para o SUS mais de 67% de todos os seus serviços e, acrescentando os serviços prestados gratuitamente, este percentual eleva-se 78,46%. É o único hospital e maternidade público da cidade, um dos melhores da Paraíba. Mais tarde foi criado o Hospital de Pronto Socorro Infantil de Santa Rita que por muitos anos atendeu a população mais nova da cidade, porém por meio de falta de implementamentos o hospital fechou em 2009.

A cidade hoje possui mais de 30 PSF'S espalhados na zona urbana e nos distritos, recentemente esta sendo construído o Hospital Metropolitano de Santa Rita, as margens da BR-230. Possui vários laboratórios de análises clinicas, convênios, PAM de Santa Rita e localidades de saúde. Em 26 de outubro de 2010, o Governo da Paraíba inaugura a primeira UPA na cidade e no estado, no bairro de tibiri II, sua estrutura é composta por dez leitos (sete para adultos e três para crianças) e uma equipe formada por três enfermeiros, dois pediatras, dois clínicos gerais e um cirurgião, que trabalham em regime de plantão.

Educação[editar | editar código-fonte]

Santa Rita possui diversas escolas públicas, e privadas, certa de 38 escolas públicas permanecem letivas ao ensino na cidade. A primeira escola pública da cidade foi o Enéas Carvalho localizado no centro da cidade, em seguida as escolas publicas Normal e João XXII. Por muitos anos o Enéas Carvalho foi considerado a 2° maior escola pública da paraíba, só perdia para o colégio Lyceu Paraibano, em João Pessoa, estudantes saim da capital pra estudar na cidade. Com a urbanização da zona sul da cidade que antes era apenas plantações de abacaxi, foram criadas mais escolas publicas municipais e federais, também a primeira creche da cidade. Em ensino privado Santa Rita possui 19 escolas particulares, sendo a mais antiga e primeira escola particular da cidade o Centro Educacional Santa Teresinha, localizada no centro da cidade, entre outras escolas estão o Colégio e Curso José Américo de Almeida, Instituto Nossa Senhora de Fátima, Escola Dom Bosco, Escola Cenecista Ministro José Agripino, Escola União e Instituto Educacional Pastor Antônio Petronilo dos Santos(Escola Evangélica), são as principais escolas particulares da cidade. A cidade também possui centros de cursos para jovens e adultos (Núcleos), possui diversas creches, e também tem vários convênios do Pro-Jovem.

A cidade possui vários problemas em relação as escolas como a má estrutura adequadas para os alunos e professores, falta de merendas, falta de professores, ensino péssimo de baixo nível em algumas situações, falta de segurança, muitas escolas públicas da cidade são referências de terror e vandalismo aos cidadãos, por ser a escola mais antiga da cidade o Enéas Carvalho já passou por várias situações de revoltas estudantis, e ganhando o posto de pior escola pública da cidade. Fora ela a escola Professor Luiz de Azevedo Soares no Bairro dos Municípios(Tibiri II) vem sofrendo pela sua estrutura, e transformando uma das melhores escolas públicas da cidade em padrão Enéas Carvalho em relação a sua estrutura.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Emissoras de Rádio

Santa Rita conta com uma emissora FM denominada de Rádio Santa Rita Ltda, que opera em 100.5 na Frequencia Modulada. Duas outras emissoras tem concessão em Santa Rita mas transmite desde a cidade de João Pessoa, sendo a FM Sucesso (Sistema Arapuan de Comunicação), que transmite em 92,9 FM e a Rádio Liberdade (Rede Aleluia da IURD), que transmite nos 99,7 FM. Há também a RACE/FM 104,9 - Rádio Comunitária Educadora FM, com sede no Bairro Popular - Santa Rita, fundada em 1998 pelo educador Francisco de Paula Melo Aguiar. A cidada também ganhou recentemente mais uma FM comunitária, denominada "Universo FM" que transmite nos 104,9 Mhz, com sede no Conjunto Heitel Santiago.

Quanto à telefonia fixa, duas companhias telefônicas atuam no município, a Oi Fixo e a GVT. Já na telefonia móvel, Oi, TIM, Claro e Vivo mantêm cobertura na região.

Transporte[editar | editar código-fonte]

O "barco-ônibus" e o principal transporte de ligações fluviais coletivas depois do ferry-boat.

Transporte Terrestre[editar | editar código-fonte]

Por ser ligada apenas 12 km da capital, Santa Rita possui redes de ônibus e trem que liga a João Pessoa, Bayeux, Cabedelo e Lucena. Antes apenas a rodoviária Santa Rita fazia as viagens locais mais tarde, a cidade ganha novos ônibus da empresa Sim(Sistema Integrado Metropolitano), ambas da mesma empresa. Pode ser rastreado pelo aplicativo CittaBus, aonde avisa horários dos ônibus e suas localizações. Além disso as empresas de ônibus que ligam os bairros são Sonho Dourado, PBRio e outros ônibus privados.

nMapa estuário do rio Paraíba os distritos do lado esquerdo, todos pertecem a Santa Rita, menos Lucena, Fagundes e Costinha.

Transporte Aquático[editar | editar código-fonte]

A cidade não possui praias desde a emancipação da cidade de Lucena, porém possui uma quantidade rica em rios, lagoas e riachos, em seus distritos e possível transportes aquáticos que liga a cidade a outras cidades e gera economia e fonte de renda.

Transporte Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Com 30 km de extensão, o Sistema de Trens Urbanos em João Pessoa é composto por 4 locomotivas e 24 carros de passageiros, formando 2 composições que realizam 28 viagens diárias, interligando os municípios de Cabedelo, João Pessoa, Bayeux e Santa Rita, na Grande João Pessoa. O sistema da CBTU João Pessoa possui 9 estações modernas e recuperadas, e transporta, em média, 10,1 mil passageiros/dia. A velocidade comercial média é 25,5 km/h, e o custo da tarifa é R$ 0,50.

Nos 30 km de extensão, os passageiros podem desfrutar de uma viagem agradável, segura e econômica, além de contemplar belas paisagens rurais em plena área urbana. Preocupada com o espaço onde está inserida, a CBTU João Pessoa, ao oferecer um transporte de passageiros com qualidade, se integra à comunidade lindeira realizando projetos sociais e culturais que visam manter uma sinergia com a população, resgatando os valores do povo paraibano.

A área formada pelos quatro municípios (João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita) atravessados pelo sistema ferroviário apresenta uma população total de aproximadamente 844 mil pessoas, o que corresponde a cerca de 24,5% do total da população estadual.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. a b Estimativa Populacional 2012. Estimativa Populacional 2012. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (01 de julho de 2012). Página visitada em 09 de setembro de 2012.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 14 de dezembro de 2011.
  6. IPHAN. Lista dos Bens Culturais Inscritos nos Livros do Tombo (1938-2012). Página visitada em 23 de julho de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]