Mamanguape

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Município de Mamanguape
"Rainha do Vale"
Bandeira de Mamanguape
Brasão de Mamanguape
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 25 de outubro de 1855 (159 anos)
Gentílico mamanguapense
Lema Renasce a Esperança
Prefeito(a) Eduardo Carneiro de Brito (PR)
(2013–2016)
Localização
Localização de Mamanguape
Localização de Mamanguape na Paraíba
Mamanguape está localizado em: Brasil
Mamanguape
Localização de Mamanguape no Brasil
06° 50' 20" S 35° 07' 33" O06° 50' 20" S 35° 07' 33" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Mata Paraibana IBGE/[2008 [1]
Microrregião Litoral Norte IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Vale do Mamanguape
Municípios limítrofes Rio Tinto, Capim, Itapororoca, Curral de Cima, Pedro Régis, Jacaraú, Mataraca, Canguaretama-RN e Pedro Velho-RN.
Distância até a capital 62 km
Características geográficas
Área 348,745 km² [2]
População 42 534 hab. (PB: 11º) –  estimativa populacional - IBGE/2012[3]
Densidade 121,96 hab./km²
Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,581 baixo PNUD/2000 [4]
PIB R$ 223 962,641 mil (PB: 12º) – IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 408,94 IBGE/2008[5]
Página oficial

Mamanguape é um município do estado da Paraíba, no Brasil. É sede da Região Metropolitana do Vale do Mamanguape. Sua população em 2012 foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 42 537 habitantes,[3] distribuídos em 349 quilômetros quadrados de área.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome do município é uma referência ao rio Mamanguape, que o banha. Existem duas hipóteses etimológicas para o topônimo "Mamanguape":

História[editar | editar código-fonte]

A antiga área de ocupação da cidade compreendia territórios hoje pertencentes a dez municípios: Rio Tinto, Baía da Traição, Marcação, Itapororoca, Jacaraú, Pedro Régis, Curral de Cima, Capim, Cuité de Mamanguape e Mataraca, contando com praias como Barra de Mamanguape e Praia de Campina, hoje pertencentes a Rio Tinto. Chegou a ser a segunda cidade mais desenvolvida da Paraíba e, por isto, teve o privilégio de receber o imperador dom Pedro II.

Mamanguape foi um das principais núcleos econômicos e populacionais da Paraíba no século XIX, superando, na época, as populações dos grandes centros urbanos da província. Sua economia dependia quase exclusivamente da indústria do açúcar. A decadência deste setor, causada tanto por fatores internos (como as secas) quanto por externos (como a concorrência com o açúcar caribenho), levou à estagnação econômica de Mamanguape no século XX.

Economia[editar | editar código-fonte]

Lhe atribuem o título de "Rainha do Vale", porque encontra-se no vale fértil do Rio Mamanguape, o que a torna uma grande produtora de commodities agrícolas. Graças ao acidente geográfico natural, o Rio Mamanguape, é um importante centro pesqueiro no interior do estado, exportando toda a sua produção excedente aos municípios vizinhos.

O setor de comércio e serviços é diversificado, sendo o responsável pelo abastecimento de toda a região. A conexão de Mamanguape com a rodovia BR-101 permitiu que o município se tornasse um grande centro logístico no interior do estado.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O município tem grande acervo histórico e arquitetônico, herdado do período áureo da produção açucareira. Com destaque aos edifícios: Casa do Imperador, Presídio da província da Parahyba, Igreja Matriz São Pedro e São Paulo, Igreja do Rosário e a Igreja de São Sebastião. Há também a antiga ponte férrea do rio Mamanguape, e pode-se fazer um percurso rural até o sítio Pindobal, passando pela Usina Monte Alegre.

Feriados
Centro Cultural Fênix

O antigo Mercado de Mamanguape foi edificado pelo capitão Paulino Fernandes da Costa em 1874. Em 1901, sendo presidente do conselho municipal o capitão Francisco Ivo, foi construído mais um compartimento. Seis anos depois, pelo então prefeito, o coronel José Campelo, foram realizados diversos melhoramentos e novas talhas para o corte de peixe e carne. Um ano depois, no seu segundo mandato como prefeito, o major José Pedro Batista Carneiro concluiu a calçada do Mercado e colocou lampiões de azeite para iluminação externa.

Em 6 de agosto de 1943, tem-se conhecimento da última restauração realizada no antigo Mercado, pelo prefeito José Fernandes de Lima. Em 2005, os comerciantes do mercado se mudaram para outro local conhecido como Mercado Novo, deixando o antigo prédio abandonado. Em 2006, na administração do então prefeito Fábio Fernandes Fonsêca, teve início a obra para transformar o antigo mercado em um centro cultural. Em 4 de julho de 2008, a restauração do prédio foi concluída, passando o antigo mercado a se denominar Centro Cultural Fênix. O Centro Cultural Fênix conta com um auditório multiuso (cinema, teatro e centro de convenções), brinquedoteca, sala de repouso (espaço para exposições e performances diversas), centro de inclusão digital, sala de música, espaço para oficinas temáticas (artesanatos, danças e artes plásticas) e praça de alimentação.

O município é servido pela empresa de transporte Viação Rio Tinto Ltda., que faz a conexão intermunicipal.

Religião[editar | editar código-fonte]

A maioria da população é católica. Há uma igreja matriz e oito igrejas menores na cidade. O restante da população pertence às religiões protestantes. A cidade conta também com a presença da Igreja Adventista do Sétimo Dia, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, das Testemunhas de Jeová, e de centros espíritas.

Educação[editar | editar código-fonte]

Além da rede pública municipal, o município também é servido pela rede pública estadual. Recentemente, o município ganhou o status de cidade universitária ao sediar um dos campi da Universidade Federal da Paraíba. Neste campus em Mamanguape, são ofertados vários cursos, entre eles: hotelaria, ciências contábeis, matemática, ecologia, gastronomia, ciências da computação, design e pedagogia.

Mamanguape dispõe também de escolas técnicas profissionalizantes.

Possui três escolas de idioma: CNA, CCAA e FISK.

Bairros e conjuntos habitacionais[editar | editar código-fonte]

Mamanguape possui doze bairros e quatro conjuntos habitacionais

Bairros
  • Centro
  • Campo
  • Bela Vista
  • Sertãozinho
  • Gurguri
  • Areal
  • Planalto
  • Cidade Nova
  • Alto do cemitério
  • Terra Nova
Conjuntos habitacionais
  • Manoel Fernandes de Lima (requerimento feito pelo deputado estadual Ariano Fernandes)
  • Cícero Lucena (conquista do prefeito Fábio Fernandes)
  • Nossa Senhora da Penha I (entregue pelo atual governador Ricardo Coutinho)
  • Nossa Senhora da Penha II (entregue pelo atual governador Ricardo Coutinho)
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Mamanguape

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. a b Estimativa Populacional 2012 Estimativa Populacional 2012 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (01 de julho de 2012). Visitado em 09 de setembro de 2012.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. Revista do Instituto de Arqueologia e Geografia Pernambucano
  7. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 584.
  8. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 073.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]