Catolé do Rocha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde agosto de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Município de Catolé do Rocha
"Catolé"
Bandeira de Catolé do Rocha
Brasão de Catolé do Rocha
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 26 de maio
Fundação Francisco Rocha
Gentílico catoleense
Lema Saxum Venerandum
Prefeito(a) Leomar Benício Maia (PTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Catolé do Rocha
Localização de Catolé do Rocha na Paraíba
Catolé do Rocha está localizado em: Brasil
Catolé do Rocha
Localização de Catolé do Rocha no Brasil
06° 20' 38" S 37° 44' 49" O06° 20' 38" S 37° 44' 49" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Sertão Paraibano IBGE/2008 [1]
Microrregião Catolé do Rocha IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Brejo dos Santos, Riacho dos Cavalos, Jericó, Brejo do Cruz, Belém do Brejo do Cruz, São Bento, João Dias e Patu.
Distância até a capital 411 km[2]
Características geográficas
Área 552,098 km² [3]
População 28 766 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 52,1 hab./km²
Altitude 272 m [3]
Clima Semiárido BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,640 (PB: 16º) – médio PNUD/2010 [5]
PIB R$ 132 659,006 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 4 684,29 IBGE/2008[6]
Página oficial

Catolé do Rocha é um município brasileiro no estado da Paraíba, localizado na microrregião de Catolé do Rocha. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2006 sua população era estimada em 27.691 habitantes. Área territorial de 552 km².

História[editar | editar código-fonte]

Os historiadores mostram a descoberta destas terras, com os primeiros habitantes, presumivelmente, os índios Pegas (ou Degas), Coyacus e Cariris, nos fins do século XVII. As bandeiras do governo Geral, capitães Paulistas, matavam os índios requerendo sesmarias de três léguas de comprimentos por uma de largura. Eram eles, os Garcia D'Ávila, Rocha Pita e os Oliveira Ledo que povoaram principalmente a região do rio Agon.

A história registra, no entanto a presença de habitantes e fazendas de gado desde 1700, quando Dona Clara Espínola, o Conde Alvor, Manoel da Cruz, Bartolomeu Barbosa requerendo a sesmaria de três léguas para cada um entre os providos de Poty e Riacho dos Porcos e do meio, o governo de então concede a Dona Clara Espínola e Bento Araújo, terras no sertão de Piranhas e Riacho Agon ou Ogon.

Em 1717, Dona Clara solicita mais três léguas atingindo a corrente fértil, tendo início da colonização desde 1769.

Em 1754, Francisco Dom Vital, descendente de Teodósio de Oliveira Ledo, chega à região, estabelecendo-se as margens do riacho Agon.

O Tenente Coronel Francisco da Rocha Oliveira e sua esposa Dona Brásida Maria da Silva, iniciaram aqui as primeiras edificações, no ano de 1774, com a construção de uma capela erigida em honra de Nossa Senhora do Rosário.

O território compreendia uma extensão de aproximadamente 5.400 km. E como aconteceu em quase todas as cidades e povoações nordestinas que surgiram, o seu início se deu às margens de riachos e nascentes ou subsolos que apresentavam condições favoráveis para o abastecimento d'água. Com Catolé não foi diferente, o seu início foi às margens do Riacho Agon ou Ogon ou ainda Yagô, onde havia água farta mesmo nos anos de estiagem.

Logo após a sua chegada, o tenente tratou de explorar a parte de terra que lhe cabia, organizando plantações, construindo fazendas para criação de gado, construindo casas residenciais, fazendas de gado como também a construção de uma capela no local onde hoje é a Avenida Américo Maia, próximo ao Banco do Nordeste, denominada Capela do Rosário. Anos depois a capela do Rosário foi demolida para a abertura de novas avenidas, e construída a Igreja matriz, sob a invocação de Nossa Senhora dos Remédios.

O município conta com uma capela no sítio de Conceição, sendo a padroeira Nossa Senhora da Conceição, segundo os historiadores, foi a 1ª capela construída no município.

Após a construção da igreja de Nossa Senhora do Rosário, em fins do século XVIII, o lugar teve um surto de desenvolvimento, com o surgimento de algumas construções que marcaram a época como: o prédio da Coletoria Estadual, um sobrado com a fachada revestida de azulejos trazidos de Portugal, o prédio da Intendência a antiga Prefeitura, onde hoje funciona o Projeto Arte de Viver, o sobrado de Américo Maia onde funciona dois Cartórios e a Rádio Panorama FM, o sobrado Coronel Valdivino Lobo, já demolido, a Casa de Caridade, depois Colégio Leão XIII, atualmente Centro de Catequese e Pastoral.

A toponímia Catolé do Rocha deve-se a abundância de uma palmeira nativa, de nome Coco Catolé, e Rocha, uma homenagem ao seu fundador que tinha sobrenome Rocha. Alguns historiadores, afirmam também, ser costume de se referir a uma localidade, utilizando o nome de seu dono, acreditam também, por haver outra localidade com o nome de Catolé, costumeiramente se referiam a "Catolé dos Rochas" por pertencer ao Tenente Francisco da Rocha.

A autonomia administrativa de Catolé do Rocha começa a se concretiza em 1835 quando o então governador Manoel Maria Carneiro, presidente da província da Paraíba, através da Lei Provincial nº. 5 de 26 de maio de 1835, cria a Vila Federal de Catolé do Rocha.

Em 1935, 100 anos depois, pelo Decreto de 21 de janeiro de 1935, é elevada à categoria de cidade.

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Hoje, Catolé do Rocha é cidade pacata e hospitaleira. É uma das cidades polos mais importante do Sertão Paraibano. Catolé sofre um processo de industrialização, tendo sido criado recentemente diversas empresas de pequeno porte, na área têxtil, calçadista e de alumínio, desenvolvendo assim a economia do município, gerando emprego e renda para seus moradores, conta também com o nome de cidade mais verde da Paraíba, sendo uma cidade de clima arejado e tranquila. Na Educação, além das escolas públicas, tanto estaduais como municipais, conta com várias escolas particulares que está sendo a cidade que mais cresce em indíce de educação, entre elas, podemos destacar o Colégio Normal Francisca Mendes, Colégio João Agripino Filho e Colégio Técnico Dom vital, além, de um campus da UEPB, onde se localiza a Escola Agrotécnica do Cajueiro.

Também a cidade ficou conhecida nacionalmente por uma disputa entre as famílias Oliveira e Batista Mesquita.[7] [8] A guerra entre as duas famílias, que começou na década de 1980 por conta de disputas políticas, já vitimou mais de cem pessoas.[9] [10] [11] A polícia realizou a operação laços de sangue através do Grupo de Operações Especiais (GOE), que prendeu quatro pistoleiros contratados e mais de dez membros das duas famílias.[12] [13] [14]

Bairros[editar | editar código-fonte]

  • Centro
  • Corrente
  • Batalhão
  • Tabajara
  • Noel Veras
  • Sandy Soares
  • Luzia Maia
  • Natanael Maia
  • João Pinheiro Dantas
  • Santa Clara
  • Várzea
  • Tancredo Neves
  • Padre Pedro Serrão
  • Elesbão Gonçalves
  • Liberdade
  • São Paulo I, II e III
  • Loteamento Dr Benjamim
  • Loteamento João Serafim (Próximo à Rodoviária)
  • Loteamento Elesbão Gonçalves
  • Sady Soares(Próximo à Rodoviária)

Distritos[editar | editar código-fonte]

  • Coronel Maia
  • Picos

Comunidades Rurais[editar | editar código-fonte]

  • Sitio Colina
  • Sitio São José
  • Sitio Sossêgo
  • Sítio Rancho do Povo
  • Sítio Trapiá
  • Sítio Cajueiro
  • Sítio Boqueirão
  • Sítio Maniçoba
  • Sitio Vaca Morta
  • Sítio Estrela
  • Sítio Picos
  • Sítio Ricardo
  • Sitio Lagoa rasa
  • Sítio Serra Nova
  • Sítio Serra das Almas
  • Sítio Jenipapeiro
  • Sítio São Domingos
  • Sítio Catolé de Baixo
  • Sítio Pau de Leite
  • Fazenda Liberdade
  • Fazenda Nova América
  • Fazenda Passagem Limpa
  • Sitio São Francisco
  • Sitio Conceição

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A área do município é banhada pelos afluentes do rio Piranhas. Os cursos principais de água são: o riacho Agon que corta cidade de Catolé, o Capim Açu, o Picos, o Jenipapeiro dos Porcos, e o de Coroatá. O município dispõe também de certa quantidade de açudes de pequeno porte. A pluviometria média anual é de 849,1 (Período do 1911-2005) e, desse total 84,1% concentra-se em 04 meses (FMAM). Os rios e riachos têm pouco poder erosivo, atingindo alguma impetuosidade somente nos seus cursos superiores, de maiores declividades quando descem das partes elevadas.

Clima[editar | editar código-fonte]

O município de Catolé do Rocha insere-se no Polígono das Secas. Possui clima Bsh-Semi-árido quente com chuvas de verão e, segundo a divisão do Estado da Paraíba em regiões bioclimáticas, possui bioclima 4bTh de seca média com 5 a 7 meses secos. A estação chuvosa ocorre de janeiro a julho, sendo que nesta época as chuvas caem mais nos meses de fevereiro, março e maio o que chamamos de inverno. O clima é caracterizado de clima semi-árido por ser um clima quente e seco.

Relevo[editar | editar código-fonte]

O Relevo de Catolé do Rocha apresenta uma superfície ondulada, formada por elevações que são parte do Planalto da Borborema, destacando-se as principais serras: Coroatá cuja altitude máxima é de 695 m, São Gonçalo 598m, Três Cabeços 748m, Almas 472m, Monte Tabor 300m. Temos também a serra do Capim Açu, do Moleque, do Prado, da Rajada e Serra Nova. O Monte Tabor caracteriza-se pela existência de uma capelinha construída no ano de 1910 pelo padre Belisário Dantas Correia de Góis. Este conjunto de serras serve de linha fronteiriça com o Rio Grande do Norte, tanto a oeste como ao Norte, onde destacam-se as serras Pedras Altas 354m e Cajueiro 580m

Aeroporto[editar | editar código-fonte]

Aeroporto de Catolé do Rocha: ICAO: SIBU Posição:6° 21' 45S 37° 45' 22W Altitude: 892 ft AMSL Desvio Magnético:: 22.122W Hora: UTC-3(-2DT) Pistas: 29/11 Dimensões(m):1000/20 Pavimento:Asfalto

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&tab=wl
  3. a b IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  7. Guerra entre famílias causa, pelo menos, cem mortes no sertão do Brasil
  8. BRIGA ENVOLVENDO FAMÍLIA SUASSUNA JÁ CAUSOU AO MENOS 100 MORTES NO SERTÃO PARAIBANO
  9. Reportagem do Fantástico mostra situação da segurança dos magistrados que atuam no interior da Paraíba
  10. Banho de sangue na guerra entre famílias de Catolé do Rocha
  11. Briga entre três famílias levou a 64 assassinatos em 20 anos; Polícia prende 4 pessoas por homicídios
  12. Veja fotos exclusivas dos presos na operação ‘Laços de Sangue II’ realizada na Paraíba
  13. Guerra entre famílias deixa três mortos
  14. Operação policial prende quatro pessoas acusadas de homicídios no Sertão

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]