São José de Espinharas

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Município de São José de Espinharas
Bandeira de São José de Espinharas
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 26 de dezembro
Fundação 1961
Gentílico espinharense
Prefeito(a) Renê Trigueiro Caroca (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de São José de Espinharas
Localização de São José de Espinharas na Paraíba
São José de Espinharas está localizado em: Brasil
São José de Espinharas
Localização de São José de Espinharas no Brasil
06° 50' 49" S 37° 19' 33" O06° 50' 49" S 37° 19' 33" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Sertão Paraibano IBGE/2008 [1]
Microrregião Patos IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Patos
Municípios limítrofes Norte: Paulista (Paraíba), Serra Negra do Norte, São João do Sabugi e Ipueira; Sul: Patos; Leste: São Mamede; Oeste: Malta e Vista Serrana
Distância até a capital 332 km
Características geográficas
Área 725,654 km² [2]
População 4 760 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 6,56 hab./km²
Altitude 208 m
Clima Semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,593 baixo PNUD/2000 [4]
PIB R$ 22 424,316 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 436,07 IBGE/2008[5]
Página oficial

São José de Espinharas, município no estado da Paraíba (Brasil), localizado na microrregião de Patos e na Região Metropolitana de Patos. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2010 sua população era de 4.760 habitantes. Área territorial de 726 km².

História[editar | editar código-fonte]

Na primeira parte do século XIX, mais precisamente em 1826, o Comandante José Raimundo Vieira, natural da cidade de Icó, no Ceará, comprou ao Barão do Ipanema uma sesmaria com seis léguas quadradas (36 km X 36 km), instalando a Fazenda São José e construindo a primeira casa do futuro município, conhecida como "Casa Grande". José Raimundo e sua esposa, Clemência Sotero de Melo, passaram a residir nesta fazenda. Deste casamento, nasceu uma única filha. Mais tarde, o Cavaleiro da Ordem Imperial de Portugal Miguel Sátiro de Sousa casou-se com esta jovem e estabeleceu-se às margens do Rio Espinharas juntamente com o seu irmão, Aquiles Sátiro, cujo túmulo se encontra no Cemitério Municipal de São José de Espinharas. No dia 26 de dezembro de 1961, foi promulgada a Lei 2.687, criando o Município de São José de Espinharas, cujo território foi desmembrado do Município de Patos. A história de São José de Espinharas está profundamente vinculada à história do Município de Patos, ao qual pertenceu. Em 1937, o Município de Patos aparece como sendo composto de quatro distritos: Patos, Cacimba de Areia, Passagem e São José. Em 1943, o Distrito de Passagem passa a chamar-se “Espinharas” e o Distrito de São José passa a chamar-se “Mucunã”. Em 1949, o Distrito de Espinharas volta a denominar-se “Passagem” e o Distrito de Mucunã passa a denominar-se “São José de Espinharas”. Em 1960, o Município de Patos é constituído pelos seguintes distritos: Patos, São José de Espinharas, Passagem, Cacimba de Areia, Santa Teresinha, Salgadinho, Areia de Baraúnas e Santa Gertrudes. Somente em 1962, é criado o Distrito de Jerimum, que, em 1964, é desmembrado de Patos e torna-se município com o nome de São José do Bonfim. O Distrito de Quixaba é criado em 1961, subordinado ao Município de Cacimba de Areia. Em 1964, Quixaba torna-se município. O Município de São José de Espinharas foi instalado no dia 30 de dezembro de 1961. Na verdade, o seu nome deveria ser São José "do" Espinharas, em referência ao rio[6] .

Geografia[editar | editar código-fonte]

Dados geográficos[editar | editar código-fonte]

O Município de São José de Espinharas possui clima quente e seco com estações não definidas. O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[7] . Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. ". Há secas freqüentes, mas o índice pluviométrico médio é de 885 mm/ano (média entre 1962 e 1985), que não pode ser considerado baixo. O grande problema é que as chuvas são bastante irregulares na sua distribuição. Devido à irregularidade das mesmas e às freqüentes secas, a vegetação do município é do tipo Caatinga-Sertão, percebendo-se tendência à desertificação. A temperatura média anual é de 28 graus Celsius. São José situa-se na Bacia do Rio Piranhas, sub-bacia do Rio Espinharas, que, na verdade, é um rio temporário, com possíveis cheias na estação das chuvas. Além do Rio Espinharas, destacam-se os seguintes riachos: Trapiá, dos Bois, Caiçara, Sombrio, Caluete, Louro, da Roça,Ferrão,Santa Rita, Melancias e Lamarão. Os principais açudes são: Novo, Sombrio,Ferrão, Flores e Maria Paz. No município, há ainda muitos poços artesianos e amazonas. A sede do município se situa a 208m de altitude; há algumas elevações, no município, que têm altitude entre 200 e 600m, como: Serra da Carnaúba, do Olho D'Água, do Feijão, dos Currais, do Resende, da Bonita, das Melancias, do Jardim, do Tronco e dos Quintos.

Limites[editar | editar código-fonte]

O Município de São José de Espinharas se limita ao Norte com o Município de Paulista (PB) e com os Municípios de Serra Negra do Norte, São João do Sabugi e Ipueira (RN); ao Leste, com o Município de São Mamede (PB); ao Sul, com o Município de Patos (PB); e a Oeste, com os Municípios de Malta e Vista Serrana (PB).

Localização e Acesso[editar | editar código-fonte]

O Município de São José de Espinharas se localiza no centro do Estado da Paraíba, na Meso-Região do Sertão, na Micro-Região de Patos. Dista 332 km de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba. O acesso à sede do município, partindo-se de João Pessoa, dá-se pela BR 230: até Patos (310 km), passando por Campina Grande, Soledade, Juazeirinho, Junco do Seridó e Santa Luzia. Em seguida, deve-se tomar a direção norte, pela Rodovia Estadual PB 275 (22,2 km). O trecho entre Patos e São José de Espinharas é uma "estrada implantada". Outra possibilidade de acesso é pela BR 110. 14 km depois de Patos (na direção Oeste - Pombal), encontra-se o Distrito de Santa Gertrudes. Logo depois do Distrito de Santa Gertrudes, à direita, deve-se tomar a BR 110 na direção de Serra Negra do Norte e, na altura da Fazenda Flores, entrar à direita numa estrada vicinal que dá acesso à sede do município (11,5 km). No período das chuvas (fev-mai), pode haver alguma dificuldade de passagem pelo Rio Espinharas, pois não há ponte.

Principais propriedades rurais[editar | editar código-fonte]

O Município de São José de Espinharas tem a terceira maior área territorial do Estado da Paraíba. O contato das várias fazendas e sítios com a sede do município nem sempre é tão fácil. Isto se deve, principalmente, a três fatores: devido a sua magnitude; à existência do Rio Espinharas, que separa o município ao meio; e, sobretudo, à facilidade de comunicação por parte da zona sul e oeste do município com Patos, cidade que polariza a região. Os principais "sítios" e "fazendas" da zona rural são, em ordem alfabética: Arara, Aurora, Bonita, Cachoeira, Caiçara, Caicu, Cajazeiras, Cipó, Farias, Ferrão, Flores, Fortaleza, Garrotes, Jacu, Jatobá, Lamarão, Laranjeiras, Laranjeiras II, Mamanguape, Maria Paz, Melancias, Mucunã, Paiva, Pau-a-Pique, Pinhão, Poço Dantas, Queimadas, Resende, Riacho da Roça, Riacho Fundo, Santa Rita, Santana, Sombrio, Suécia, Tijolos, Trapiá, Travessia, Tronco e Vale da Sela.

Economia[editar | editar código-fonte]

Agricultura e Pecuária[editar | editar código-fonte]

O Município de São José de Espinharas possui terras que estão entre as melhores da região. A maioria de sua população reside na cidade. Nestas terras férteis do baixo Espinharas, a produção do algodão era a principal atividade agrícola até cerca de 1980. Esta cultura foi, contudo, dizimada por pragas, especialmente o "Bicudo", e pelos baixos preços, resultado da competitividade internacional. O município ainda produzia e produz culturas de subsistência, como feijão, milho e arroz. A crise do algodão provocou uma massiva migração da população para as áreas urbanas, especialmente para São José, Patos e para o Sudeste do país. Houve também um processo contínuo de diminuição das "fazendas", devido à transmissão de heranças, e uma série de anos de secas, entre 1980 e 1990. Tudo isto contribuiu para o declínio econômico do Município de São José de Espinharas, como também de outros municípios do sertão. O município já foi destaque na produção de algodão, cultura que está ressurgindo com algumas espécies mais resistentes às pragas. Pode-se ainda destacar a produção de gado de corte, de derivados do leite e a criação de frangos para o abate. É lamentável perceber que o município não encontrou, ao longo destes mais de 20 anos, nenhuma outra vocação econômica para substituir a cultura do algodão.[carece de fontes?]

Produção Mineral[editar | editar código-fonte]

São José de Espinharas é bastante conhecida no universo da geologia pela grande jazida de urânio que possui. Entre os anos de 1977 e 1982, São José abrigou um grande projeto de estudo das potencialidades da jazida. Engenheiros e geólogos do mundo inteiro por aí passaram. A empresa Nuclan, vinculada à Nuclebrás, num projeto conjunto entre Brasil e Alemanha, fez estudos nos municípios de São José de Espinharas, Cajá, Barra de Santa Rosa e Pocinhos. Destes estudos, revelou-se que somente a jazida de São José de Espinharas é viável para a exploração. O urânio encontrado em São José de Espinharas é de boa qualidade (teor de 1.200 partes por milhão) e numa quantidade bastante considerável. Atualmente, o Brasil retomou o projeto das Usinas Nucleares de Angra dos Reis. No momento, as jazidas de Poços de Caldas (MG) e Lagoa Real (BA) fornecem o urânio para as Usinas Angra I e II. A jazida de Itatiaia (CE), a maior do país, e de São José de Espinharas (PB) permanecem como reserva para uma futura possível exploração. A jazida de São José tem 1,5 km de extensão[8] .

Política[editar | editar código-fonte]

O município é administrado pelo prefeito Renê Trigueiro Caroca (PSDB). O vice-prefeito é Paulo Medeiros (PPS). Os vereadores são: Socorro Santos, Saulo Wanderley e Eliane Wanderley (PMDB); Dedé de Boleau, Ivo Ferreira e Paulo Camilo (PSDB); João Lúcio (PSD); Netto Gomes (PP) e Salomão Gomes da Nóbrega (PR).

Lista dos Prefeitos[9] :

  1. Pedro Marinho da Nóbrega - Interino (de 30 de dezembro de 1961 a 30 de outubro de 1962);
  2. Mozart Wanderley da Nóbrega (de 30 de outubro de 1962 a 31 de outubro de 1966);
  3. Moacir de Sousa Vida - Interventor (de 1 de novembro de 1966 a 31 de outubro de 1967);
  4. Wergniaud Dantas de Sousa (de 31 de outubro de 1967 a 31 de janeiro de 1970);
  5. Antônio Murilo Wanderley da Nóbrega (de 31 de janeiro de 1970 a 31 de janeiro de 1973);
  6. Wergniaud Dantas de Sousa (de 31 de janeiro de 1973 a 31 de janeiro de 1977);
  7. Antônio Murilo Wanderley da Nóbrega (de 31 de janeiro de 1977 a 31 de janeiro de 1983);
  8. Francisco Gomes de Sousa (de 31 de janeiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988);
  9. José de Sousa Gomes (Zezito) (de 1 de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992);
  10. Ariano Wanderley Vasconcelos Nóbrega (de 1 de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996);
  11. José de Sousa Gomes (Zezito) (de 1 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000);
  12. Renê Trigueiro Caroca (de 1 de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2008);
  13. Ricardo Wanderley da Nóbrega (de 1 de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012);
  14. Renê Trigueiro Caroca (de 1 de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016);

Religião[editar | editar código-fonte]

A população do Município de São José de Espinharas é de maioria católica romana. A comunidade passou à categoria de paróquia no dia 27 de dezembro de 2008. Até então, a comunidade pertencia à Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Patos (PB). O padroeiro da cidade é São José. Na sede do município, há uma igreja dedicada ao santo patrono e, em várias localidades da zona rural, há capelas que servem para as celebrações comunitárias e para as atividades pastorais. É celebrado com muito fervor o Mês Mariano (maio) e a festa do Padroeiro. Ultimamente, o município viveu uma grande efervescência religiosa, no ambiente católico, com a realização das Santas Missões Populares e com a alegria de ter se tornado paróquia[10] . O primeiro pároco é o Pe. Erivaldo Alves. Há ainda, na sede do município, a presença de outras denominações cristãs, tais como a Igreja Filadélfia Pentecostal, a Assembleia de Deus, a Congregação Cristã do Brasil, a Igreja Evangélica Batista e a Assembleia de Deus Gideões.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  6. História de Patos.
  7. Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro.
  8. Cf. Barbosa, C.T.P. & Souza Neto, J. A. 2005. Distribuição geoquímica de K-U-Th, geofísica e mapeamento geológico aplicados ao zoneamento de áreas com radiação natural anômala: exemplo do depósito de U-ETR de São José de Espinharas. In: SBG, Congresso Brasileiro de Geoquímica, X e Simpósio de Geoquímica dos Países do Mercosul, II, Núcleo Nordeste, Porto de Galinhas, Pernambuco (CD ROM).
  9. Portal de São José de Espinharas.
  10. Portal de São José de Espinharas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]