São Bento (Paraíba)

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Município de São Bento
"Capital Mundial Das Redes"
"São Bento das Redes"
"Terra das Redes"
Bandeira de São Bento
Brasão de São Bento
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 29 de abril
Fundação 1959 (54 anos)
Gentílico são-bentense[1]
Prefeito(a) Gemilton Sousa (PR)
(2013–2016)
Localização
Localização de São Bento
Localização de São Bento na Paraíba
São Bento está localizado em: Brasil
São Bento
Localização de São Bento no Brasil
06° 29' 09" S 37° 27' 03" O06° 29' 09" S 37° 27' 03" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Sertão Paraibano IBGE/2008[2]
Microrregião Catolé do Rocha IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Paulista, Riacho dos Cavalos, Serra Negra do Norte (RN), Jardim de Piranhas (RN), Catolé do Rocha, Mato Grosso.
Distância até a capital 375 km[3]
Características geográficas
Área 248,198 km² [4]
População 31 582 hab. IBGE/2012[5]
Densidade 127,25 hab./km²
Clima semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,638 médio PNUD/2000[6]
PIB R$ 137 011,178 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 4 568,26 IBGE/2008[7]
Página oficial

São Bento é um município brasileiro situado no estado da Paraíba, localizado na microrregião de Catolé do Rocha. Distante 375 Km da capital João Pessoa, é uma cidade pólo industrial com uma grande produção de redes de dormir, mantas e produtos têxtil, São Bento é conhecida como a Terra das Redes produzindo mais de 12 milhões de redes por ano. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2012 sua população era estimada em 31.582 habitantes, sendo a 14° cidade mais populosa da Paraíba. Sua Área territorial é de 248 km².

Possui o 28º maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da Paraíba; E o seu PIB (Produto Interno Bruto) é de US$ 137 mil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o município de São Bento possui 22.697 eleitores.

História[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX, ás margens do Rio Piranhas habitava na região um senhor conhecido como "Catonho" com sua família e alguns moradores de sua fazenda conhecida como Cascavel. Pouco tempo depois, por ali passou um sacerdote de nome desconhecido com destino à cidade de Pombal (Paraíba), onde iria celebrar a Festa do Rosário, que teria batizado o lugar de São Bento, devido quase ter sido picado por uma cobra, assim permanecendo até nossos dias. Morrendo Catonho, seu filho, Manoel Vieira e seu primo Leandro Pinto, de propriedades vizinhas, iniciaram um trabalho de desenvolvimento com a finalidade de aumentar o núcleo, agrupando moradores e crescendo o número de habitantes.

Assim como Belém do Brejo do Cruz e São José do Brejo do Cruz, São Bento tinha suas terras pertencentes a Brejo do Cruz. Logo nos primeiros anos de fundação, São Bento começou a progredir já com alguns teares manuais fabricando redes de dormir. Com bastante oferta de trabalho já se sentia a necessidade de seu desligamento com Brejo do Cruz. Finalmente no dia 29 de abril de 1959, depois de várias manifestações populares e do senso comum, ocorreu a sua emancipação política através da Lei 2073, de autoria do deputado estadual Tertuliano de Brito, publicada em Diário Oficial na Paraíba. A partir daí o município transpunha novos horizontes.

Foi escolhido como padroeiro do lugar São Sebastião e em sua honra, construída uma capela, concluída em 1889. A Igreja Matriz conta com um sino doado pelos dois amigos fundadores, que se destaca pela majestade de seu som. A primeira missa foi celebrada pelo padre Emídio Cardoso no mesmo ano de conclusão das obras da Igreja.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localizada no sertão da Paraíba, limita-se ao sudoeste com o município de Paulista/PB, ao oeste com Riacho dos Cavalo/PB, ao norte com Brejo do Cruz/PB, ao nordeste com jardim de Piranhas/RN e ao leste com Serra Negra do Norte/RN.

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[8] . Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

São Bento é cortada pelo Rio Piranhas/Rio Açu, este perenizado pelo açude de Coremas/Mãe d'água. O Rio Piranhas/Açu, além de servir para o uso vital e entretenimento, é indispensável à industrialização têxtil, uma vez que todas as indústrias do municípios necessitam de água em abundância para o tingimento dos fios utilizados na confecção de redes de dormir e artigos do gênero.

População[editar | editar código-fonte]

População urbana[editar | editar código-fonte]

A estimativa da população urbana é de 25.039 habitantes, corresponde a 81,08% da população total, censo realizado em 2010 pelo IBGE.

População Rural[editar | editar código-fonte]

A estimativa da população rural é de 5.841 habitantes, corresponde a 18,92% da população total, censo realizado em 2010 pelo IBGE. A População rural é formada por várias aglomerações rurais, dentre elas destacam-se o distrito de Barra de Cima e os sítios: Jenipapo, Várzea Grande, Riachão, Terra Nova e Areia Fina.

O sítio Contenas, localizado nesse município, abriga uma grande riqueza histórica pois teve sua origem de um Quilombo de escravos que ali se estabeleceram sendo hoje reconhecida como Comunidade Quilombola.

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

  • João Silveira Guimarães
  • Milton Lúcio da Silva
  • João Silveira Guimarães
  • Milton Lúcio da Silva
  • Pedro Eulâmpio da Silva
  • Milton Lúcio da Silva Filho
  • Ademar Pereira Diniz
  • Milton Lúcio da Silva Filho
  • Márcio Roberto da Silva
  • Márcio Roberto da Silva
  • Jaci Severino de Souza
  • Jaci Severino de Souza
  • Gemilton Sousa

Esporte[editar | editar código-fonte]

São Bento possui o Estádio Pedro Eulâmpio da Silva (O Pedrão) com capacidade de 4.000 pessoas, mas ainda não conta com nenhuma equipe profissional.

Economia[editar | editar código-fonte]

Fundada nas margens do Rio Piranhas, a cidade desenvolveu um grande potencial na indústria de redes de dormir sendo a maior produtora nacional do ramo. Atualmente, exporta redes para todo os estados do Brasil bem como para a maioria dos países da América do Sul, África, Europa e Ásia.

São fabricadas infinitas toneladas de redes de dormir, gerando uma grande movimentação econômica no comércio interno. Isso se constituiu no principal fator pelo qual, diferentemente da maioria dos municípios do sertão paraibano, a população não sente necessidade para deslocar-se para os grandes centros urbanos do país. É por essa razão, que o município de São Bento apresente um bom índice de crescimento de modo a possuir uma das maiores densidades demográficas do sertão paraibano.

São Bento é conhecida na região como a cidade que tem um índice 0% de desemprego e uma grande movimentação financeira, gerando um dos maiores ICMS do estado. Suas redes são conhecidas em todo o Brasil, disputando lugar de destaque com a cidade de Jaguaruana, do estado do Ceará</ref>[http://www.cidades.ibge.gov.br/xtras/grafico_cidades.php?lang=&codmun=251390&idtema=71&search=paraiba%7Csao-bento%7Cfinancas-publicas-2009Erro de citação: </ref> de fecho em falta, para o elemento <ref>

  1. Editores do VOLP (2009). Busca no vocabulário Academia Brasileira de Letras. Visitado em 29/04/2013.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  3. [1]
  4. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  5. ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2011 (PDF) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (30 de agosto de 2011). Visitado em 31 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 31 de agosto de 2011.
  6. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  7. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  8. Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro.