Caicó

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Município de Caicó
"Capital do Seridó"
"Terra de Santana"
"Capital da carne de sol e do queijo"
"Vila do Príncipe"
Vista parcial da cidade.

Vista parcial da cidade.
Bandeira de Caicó
Brasão de Caicó
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 16 de dezembro
Fundação 1788 (225–226 anos)
Gentílico caicoense
Padroeiro(a) Sant'Ana
Prefeito(a) Roberto Germano (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Caicó
Localização de Caicó no Rio Grande do Norte
Caicó está localizado em: Brasil
Caicó
Localização de Caicó no Brasil
06° 27' 28" S 37° 05' 52" O06° 27' 28" S 37° 05' 52" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Central Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Seridó Ocidental IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes
Distância até a capital 256 km[2]
Características geográficas
Área 1 228,574 km² (RN: 5º)[3]
População 66 246 hab. (RN: 7º) –  IBGE/2012[4]
Densidade 53,92 hab./km²
Altitude 151 m
Clima Tropical Semiárido e Clima tropical com estação seca
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,710 (RN: 4°) – alto PNUD/2010[5]
PIB R$ 594,550 mil Aumento IBGE/2011[6]
PIB per capita R$ 9 415 04 IBGE/2011[6]
Página oficial

Caicó é um município brasileiro pertencente ao estado do Rio Grande do Norte. Principal cidade da região do Seridó, região centro-sul do estado distante 256 km da capital estadual, Natal.[2] Seu território ocupa uma área de 1.228,574 km², o equivalente a 2,33% da superfície estadual, posicionando-o como o quinto município com maior extensão do Rio Grande do Norte.[3]

Localizada na confluência dos rios Seridó e Barra Nova, na microrregião do Seridó Ocidental, exibe uma altitude média de 151 metros. Sua população em 2013 era de 66 246 habitantes, o que a coloca como a sétima cidade mais populosa do estado, sendo a segunda mais populosa do interior do Rio Grande do Norte, com uma densidade populacional de 51,04 habitantes por km².

Sua atração mais famosa é a Festa de Sant'Ana, realizada no mês de julho, que em 2010 foi tombada como patrimônio imaterial do Brasil.[7] Caicó também é lembrada por seus bordados típicos, sua rica culinária típica,[8] além de seu singular carnaval.

Conhecido centro pecuarista e algodoeiro, Caicó apresenta o quinto maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do interior e semi-árido nordestino. Alcançando o maior índice de longevidade do Rio Grande do Norte.[9] O município ainda se destaca por possuir o menor índice de exclusão social do estado.[10]


História[editar | editar código-fonte]

Pré-história[editar | editar código-fonte]

Entre o fim do Pleistoceno e início do Holoceno, começaram a ser ocupadas áreas por grupos de caçadores que se estabeleceram próximo aos rios e fontes d’água, adaptando-se, assim, às árduas condições dos sertões. As mais antigas datações radiocarbônicas de enterramentos humanos da região do Seridó são de aproximadamente 10 mil anos atrás, encontrada no município de Parelhas. Nessa época, os grupos humanos coabitavam com espécimes hoje extintas de megafauna, como tigres dentes-de-sabre, mastodontes, paleolamas, preguiças gigantes e tatus gigantes. As pinturas rupestres encontradas na região são agrupadas em uma subtradição, que é a representação visual de um universo simbólico primitivo, não necessariamente pertençam aos mesmos grupos étnicos podendo estar separados por cronologias distantes; sendo chamada de subtradição Seridó, caracterizada por figuras de pirogas (embarcações rudimentares), objetos e ornamentos corporais e representação de plantas, dando ideia de paisagem. São constantes ainda temas como a caça, envolvendo animais como veados, emas, tucanos, onças, araras e capivaras; dança ritual em torno de árvore e o lúdico, na forma de “jogos”. A sociedade da Subtradição Seridó era estritamente hierárquica, caracterizada pelas representações de antropomorfos com cocares sobre a cabeça, identificadores de sua alta posição social.[11] Ainda são encontradas na região figuras da Tradição Itaquatiara ou Itaquatiaras, aparecendo em blocos ou rochas ao lado dos cursos d’água, nelas aparecem, comumente, grafismos puros e sinais como tridígitos, círculos, linhas e quadrados, como os encontrados no sítio arqueológico da Gruta da Caridade[12] . Tais registros reforça a hipótese de que o seu território foi povoado por diversas levas de povos pré-históricos, em diferentes épocas. Esse povoamento, feito através de diferentes grupos humanos, deu origem às tribos indígenas.

O bandeirante Domingos Jorge Velho comandou ataques aos nativos abrindo caminho para o povoamento da região.

Colonização e Povoamento[editar | editar código-fonte]

A região da Ribeira do Seridó era habitada pelos índios Tarairiús e Cariris, divididos em 5 grandes grupos: Canindés, Jenipapos, Sucurus, Cariris e Pegas. O primeiro contato e tentativa de colonização se deu pelos flamengos, no entanto não obteve sucesso devido a Guerra dos Bárbaros ou Confederação Cariri.

Em 1687, chega às terras o coronel Antônio de Albuquerque da Câmara, para combater os gentios, usando a Casa Forte do Cuó como base militar. No entanto o ambiente continuava tenso, a ponto do então Governador Geral do Brasil, Matias da Cunha em 1688, convocar os serviços do bandeirante Domingos Jorge Velho, que combateu vindo a prender o cacique Canindé que em 1692 firmou um acordo de paz com os portugueses.

O povoamento se deu inicialmente por paraibanos e pernambucanos à procura de terras para criação de gado, uma vez que a Carta Régia de 1701 proibia o criatório de gado a menos de 10 léguas do litoral para não interferir na produção de cana-de-açúcar. Foram concedidas sesmarias como recompensa por feitios militares, como a expulsão dos holandeses e para padres, com a construção da capela em honra a Sant'Ana em 1695. Já em 1700 se deu a fundação do Arraial de Queiquó, por Manuel de Souza Forte. No entanto as primeiras famílias a se instalarem plenamente se deu a partir de 1720, por portugueses vindos principalmente do norte de Portugal e Açores.

Em 7 de julho de 1735, o arraial foi elevado a condição de "Povoado de Caicó". No intuito de interiorizar o povoamento do nordeste, o Marquês de Pombal eleva à condição de Vila, batizando-a de Vila Nova do Príncipe, em homenagem ao então príncipe e futuro rei Dom João VI. Tornando-se assim sede da Freguesia da Gloriosa Senhora Sant'Ana do Seridó, desmembrada em 1748 da Freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Piancó, atual cidade de Pombal, no estado da Paraíba. E aos 15 de dezembro de 1868 o governador da Província, Manuel José Marinho, assinou a Lei Provincial n.o 612, elevando a mesma à categoria de cidade com o nome de “Cidade do Príncipe”. Até que em 1890, quando o Governo Provisório alterou o nome para "Cidade do Seridó". Tal decreto revogado em 7 de julho do mesmo ano alteraria o nome da cidade para Caicó, nome indígena pelo qual era conhecida desde a fundação. A adoção do nome Caicó se deu com objetivo de expurgar as marcas do Império presentes na terminologia "Cidade do Príncipe", estando inserida no contexto da nova política nacional republicana.[13]

Versão Lendária[editar | editar código-fonte]

Cquote1.svg Quando o sertão era virgem, a tribo dos “Caicós”, célebre por sua ferocidade e que se julgava invencível porque Tupã vivia ali, encarnado num touro bravio que habitava um intrincado mofumbal, existente no local onde hoje está situada a cidade. A tribo foi destroçada, mas o misterioso mofumbal, morada de um deus selvagem, permaneceu intacto. Certo dia, um vaqueiro inexperiente penetrou no mofumbal, vendo-se, de repente, atacado pelo touro sagrado. O vaqueiro, no entanto, lembrou-se de fazer voto a Senhora Sant’Ana de construir uma Capela ali, se a Santa o livrasse a tempo do perigo. Milagrosamente o touro desapareceu e o vaqueiro, tão logo possível, desmatou a área e iniciou a construção da capela. Cquote2.svg
Manuel Dantas [14]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Poço de Santana, fonte de água onde segundo a lenda se originou a cidade

Existem várias versões sobre a origem e adoção do nome do município de "Caicó". No dicionário da língua tupi-guarani, Lemos Barbosa diz que a palavra Caicó deriva da língua cariri e que significa "mato ralo". Acredita-se que a região fosse habitada pelos índios caiacós, da família dos cariris e que os mesmos denominaram a região de Cai-icó, que significaria "macaco esfolado" por causa dos serrotes pelos quais a vegetação era desmatada.

Segundo o pesquisador Olavo de Medeiros Filho, o topônimo vinha de uma ave agourenta, comedora de cobras e que havia em abundância no curso d'água que passava próximo a casa-forte do cuó, chamado rio Acauã. Os topônimos "acauã" e "cuó" seriam sinônimos, sendo a primeira forma em tupi e a segunda em tarairiu e ambas as formas designavam o pássaro que dava nome ao rio e à região. Considerando a partícula "quei" como sendo "rio", rio Acauã seria o mesmo que "Queicuó", posteriormente Caicó.

Outra versão é defendida por Câmara Cascudo, que refere sua gênese a partir dos termos "Acauã" e "Cuó", que servem à designação de acidentes geográficos (rio e serra, respectivamente). "Acauã" pertence à língua Tupi e "Cuó", ao dialeto dos tapuias e tarairius. Tais tribos ainda identificavam o rio pelo termo "quei", o que sugere que Caicó seja uma corruptela de "Queicuó", o mesmo que rio do Cuó. Tal teoria desmistifica a lenda que relata a existência de uma tribo chamada caiacós (citada anteriormente), pois não há registro histórico que comprove a existência dessa tribo na região.

Demarcação do território e integração ao Rio Grande do Norte[editar | editar código-fonte]

Em 1735, a elevação do arraial do Queiquó a povoação e, posteriormente, a sede de freguesia, provocariam uma crise com a província da Paraíba, devido aos limites do território seridoense reivindicado por ambas as províncias. Caicó, judicial e religiosamente, pertencia à comarca e à freguesia de Nossa Senhora do Bonsucesso do Piancó, atualmente cidade de Pombal, no sertão da Paraíba. A disputa pelos limites administrativos entre as duas províncias decorria, em parte, pela ausência de autonomia do Rio Grande. A capitania esteve subordinada juridicamente à Paraíba até 1818, quando foi criada a Comarca de Natal.[15]

A interação do sertão com a sede política da Capitania e da Província do Rio Grande foi escassa na Colônia e no Império, no entanto, em 1812, com a formação das Juntas Constitucionais das capitanias por ordem das Cortes de Lisboa, ocorreu a nomeação de dois seriodenses para a Junta Constitucional Provisória da capitania do Rio Grande: o acariense Capitão-Mor Manuel de Medeiros Rocha, sendo sucedido pelo Padre Francisco de Brito Guerra, vigário do Príncipe (Caicó), que assumiu sua primeira legislatura, como deputado geral, entre os anos de 1831 e 1833 e foi senador vitalício do Império em 1837.

O Padre Brito Guerra procurando objetivar os limites da Vila Nova do Príncipe propôs ao Senado a demarcação do território da vila, representando o interesse potiguar. Seu projeto foi ratificado pelo Decreto de 25 de outubro de 1831. Três anos após o decreto publicado, a insatisfação paraibana permanecia. Em 1834, a Assembleia Provincial paraibana, em conjunto com a Câmara da Vila de Patos, representavam à Câmara Nacional, solicitando a revogação do decreto de 1831. No mesmo ano em que a Paraíba formalizou seu protesto, a Assembleia do Rio Grande do Norte enviou sua representação "contra as pretensões da Província da Paraíba, que trabalha por destruir a lei de 25 de outubro de 1831.[15]

Em 1748, Marquês de Pombal elevou o arraial a condição de Vila.

Ocorreram abaixo-assinados remetidos pelos "juízes de paz, inspetores, guardas nacionais e proprietários", enviados pelas câmaras das Vilas de Acari e Príncipe - onde se mostravam "contentes em pertencer à Província do Rio Grande do Norte"-, percebemos que os móveis do descontentamento respondiam pela Freguesia de Patos e pelas pretensões da Vila de Pombal. Os limites de Caicó estavam estabelecidos, então delimitou-se a enquadrar-se seu espaço no território do Rio Grande do Norte.[15]

Municípios desmembrados de Caicó[editar | editar código-fonte]


Ciclo do algodão[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX, popularizou-se o plantio de algodão nas terras do Seridó, que até então era dominado pela pecuária. Caicó, assim como toda a região do Seridó, se orgulhava em produzir uma das melhores variedades de algodão do mundo, o algodão Mocó ou algodão Seridó, variedade que resistia às secas e fornecia capuchos de fibras longas, resistentes, de brancura única e poucas sementes.[17]

O algodão seridoense abastecia inicialmente as indústrias têxteis da Inglaterra, que, até esse momento, se abastecia do algodão estadunidense, mas que, por motivo da independência estadunidense, teve seu fornecimento bloqueado. Foi, então, preciso buscar matéria-prima em outros locais. Quando a Inglaterra retomou o comércio com os Estados Unidos, o algodão seridoense ficou em segundo plano, mas a produção já tinha destino substitutivo: as indústrias paulistas que começavam a surgir.[17]

Em 1905, o algodão superou o status do açúcar no estado, que, com o crescimento econômico, fez surgir políticos seridoenses, assim como uma elite agrária local. Ao assegurarem o controle político do estado, buscou-se realizar as melhorias adequadas para o cultivo e escoamento do algodão. Em 1924, foi criado o departamento de Agricultura, posteriormente o Serviço Estadual do Algodão (1924) e o Serviço de Classificação do Algodão (1927), além de outras melhorias como a construção de rodovias ligando o Seridó à capital.[17]

Mas em meados de 1918, os paulistas começam a investir em sua produção própria, após uma geada que destruiu as plantações de café e gradativamente deixaram de comprar o algodão seridoense; aliados a falta de investimentos em tecnologia, secas prolongadas e a inserção de pragas, como o bicudo que dizimou vastos algodoais, iniciou-se então a decadência do ciclo algodoeiro. Mesmo com essa situação, foi em Caicó no ano de 1984, que se deu o primeiro registro da colheita de algodão de fibra colorida, dando a partir daí todo o processo de melhoramento genético dessa linhagem.[17]

Período Republicano[editar | editar código-fonte]

Caicó foi uma das cidades pioneiras a lutar pela instalação da república, sendo a primeira do Rio Grande do Norte a possuir um núcleo republicano organizado chamado "Centro Republicano Seridoense", fundado em 1886 por Janúncio da Nóbrega. Com o período republicano e a cotonicultura, a cidade viveu um momento de rápido desenvolvimento com o deslocamento do centro político e econômico do estado da região litorânea (açúcar-têxtil) para o Seridó (algodão-pecuária), e com isso derrubar a Oligarquia Maranhão, que dominava o estado desde 1892. Quando em 1923, o então presidente Artur Bernardes conduziu o caicoense José Augusto para o governo do estado, abrindo caminho para outros seridoenses, como Juvenal Lamartine e Dinarte Mariz[18] . Nessa época, Caicó viveu uma fase de intenso desenvolvimento e modernização, com a melhoria de sua infraestrutura, através da construção da ponte sobre o rio Seridó, instalação de telégrafo e rede telefônica, asfaltamento de rodovias, construção de aeródromo, "Grande Hotel", cinemas, hospital e colégios. Através de políticas higienistas sanitárias, se deu a ampliação da rede de abastecimento e saneamento, além da criação de um código de uso e ocupação do solo urbano.[19]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Caicó corresponde ao tipo megatérmico, com chuvas no verão e outono e estação seca prolongada, mais conhecido como clima semiárido quente. A principal característica climática de Caicó é a concentração de cerca de 80% das precipitações durante os meses de verão e outono (janeiro a maio), variando entre 75 e 215 mm mensais. Essa quantidade contrasta com os índices correspondentes à estação seca, produzida por um domínio anticiclônico que atua durante os meses da primavera (entre julho e novembro), nesta estação, a pluviosidade é quase nula. Essas precipitações são compostas geralmente por chuva, mesmo que ainda ocorra granizo em pontos isolados, principalmente nos setores próximos a Serra de São Bernardo, que estão a aproximadamente 250 metros de altitude.[20] [21] [22]

Durante os meses de inverno, as precipitações são reduzidas a valores entre 5 e 50 mm mensais devido a mudança na direção dos ventos que causam um efeito conhecido como sotavento no Planalto da Borborema, atuando como barreira para a entrada dos alísios úmidos do litoral. Caicó também está susceptível a drásticas variações ano-ano causadas pelos fenômenos El Niño e La Niña. Em anos de El Niño o oceano Pacífico aquece mantendo a Zona de Convergência Intertropical mais ao norte em relação a sua posição normal, causando as chamadas secas regionais, nestes anos as chuvas ocorrem principalmente no outono e inverno e variam de 200 a 500 mm. Na predominância do La Niña o oceano Pacífico arrefece causando o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical para uma posição mais ao sul, ocasionando eventuais enchentes, principalmente em áreas próximas ao rio Barra Nova. Nestes anos, o início do período chuvoso é antecipado e os acumulados variam de 900 a 1600 mm anuais.

Em relação às temperaturas, há pouca variação ao longo do ano. No verão, Caicó apresenta temperaturas tórridas, atingindo com facilidade 37 °C ou mais à tarde, e chegando a 22 °C na madrugada. No inverno, a entrada de ar polar ao largo da costa da região Nordeste provoca temperaturas mais amenas, embora, ainda muito elevadas variando de 30ºC a 20ºC. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a maior temperatura já registrada em Caicó foi de 39,8°C em 13 de dezembro de 2006 e a menor atingiu 12,2°C, no dia 20 de junho de 1975.[23] Já o maior acumulado de chuva registrado em Caicó em 24 horas, desde 1963, foi de 155 milímetros (mm), em 21 de janeiro de 1996. Outros grandes acumulados foram de 143 mm em 4 de dezembro de 1974, 142 mm nos dias 26 de maio de 1995 e 8 de abril de 1985, 133 mm em 6 de março de 1975, 132 mm em 23 de janeiro de 1963, 120,6 mm em 21 de abril de 2011, 119 mm em 19 de abril de 1972, 115 mm em 29 de abril de 1977, 113 mm em 6 de janeiro de 1994, 110 mm em 12 de fevereiro de 1989, 107 mm em 6 de julho de 1974 e 105 mm em 12 de fevereiro de 1985.[24]

Dados climatológicos para Caicó
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 35 34 34 34 33 31 30 31 33 34 35 36 33
Temperatura mínima média (°C) 24 23 23 23 21 20 20 20 22 22 22 24 22
Precipitação (mm) 87,7 135,7 215,3 181,4 75,6 51,3 23,3 5,5 1,5 0,2 8,1 48,8 833,9
Fonte: METSER[25] 04 de outubro de 2013

Formação Vegetal[editar | editar código-fonte]

A vegetação característica da área é a de Caatinga, de transição entre a Caatinga Hiperxerófila e Caatinga Sub-desértica. Configura-se como o único bioma exclusivamente brasileiro, rico em endemismo, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta. Suas folhas caem durante o período seco e renascem após as primeiras chuvas.[26] [27] Trata-se da vegetação mais seca do Rio Grande do Norte, cujos componentes predominantes são cactos, árvores e arbustos dotados de microfilia, com um estrato herbáceo efêmero de rápida floração no período chuvoso. [28] Segundo o Plano Nacional de Combate a Desertificação, Caicó está inserido em área susceptível à desertificação em categoria "Muito Grave".

Solo[editar | editar código-fonte]

O solo predominante é o bruno não cálcico vértico, de fertilidade natural alta, textura arenosa/argilosa e média/argilosa, moderadamente drenado com relevo suave e ondulado. Como ocorrências minerais, encontram-se: barita, calcário, talco, ouro e tungstênio; também há existência de recursos minerais associados como rochas ornamentais,especialmente: migmatitos, brita, rocha dimensionada, mármore e gnaisse.[29]

Serra de São Bernardo, um inselberg que forma o ponto mais alto do município.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Sua altitude varia de cem a duzentos metros. A sede do município se localiza na depressão Sertaneja, terrenos baixos situados entre as partes altas do planalto da Borborema e da chapada do Apodi. As serras e picos mais altos do município pertencem ao planalto da Borborema. Tais picos são conhecidos por campos de inselbergs, originários de processos tectônicos remotos e pela erosão diferencial em função das propriedades das rochas que a compõe. O ponto mais elevado do município é um inselberg conhecido como Serra de São Bernardo, exibindo 638 metros de altitude.[30] Segundo o conceituado geógrafo Aziz Ab'Saber, tais formações formam a área que apresenta as mais bizarras e rústicas paisagens morfológicas e fitogeográficas do Brasil. [31]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município encontra-se totalmente inserido nos domínios da bacia hidrográfica Piranhas-Açu, sendo banhado pelos rios Seridó, que nasce na Serra dos Cariris, na Paraíba, Rio Sabugi, que nasce na Serra dos Teixeiras, na Paraíba; e pelo Rio Barra Nova, que nasce na Serra do Equador, em Parelhas, no RN.

Ainda podemos encontrar uma concentração de pequenas lagoas e açudes de pequeno e grande porte, sendo os mais importantes o Açude Itans com capacidade para 81.750.000 m³ de água, a Barragem Passagem das Traíras com capacidade para 49.702.393,65 m³, Açude Mundo Novo da Emparn, com capacidade para 3.000.000m³. Ainda está em fase de construção da Barragem de Oiticica, no leito do rio Piranhas, onde suas águas cobrirá a parte da zona rural do setor noroeste de Caicó, pronta essa barragem terá capacidade de 560.000.000,00 m³ de água. Todos os cursos d'água encontrados no município são de natureza intermitente.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Verticalização presente na rua Felipe Guerra no Centro da cidade.

A população do município, de acordo com o Censo de 2013 promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 66 446 habitantes, sendo o sétimo mais populoso do estado e apresentando uma densidade populacional de 53,9 habitantes por km².[32] Segundo o censo de 2010, 51,6% da população eram mulheres (32 336 habitantes), 48,4% (30 373 habitantes) homens. Sendo que 91,6% (57 461 habitantes) vivia na zona urbana e 8,4% (5 248 habitantes) na zona rural.[32]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Caicó é considerado "alto" pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,710, sendo o quarto maior do estado do Rio Grande do Norte. Considerando o índice educação (IDHM-E) o valor é de 0,619 (médio). O índice da longevidade (IDHM-L) é de 0,824 (muito alto) e o de renda (IDHM-R) é de 0,703 (alto). O município apresenta a maior expectativa de vida ao nascer do estado, com média de 74,1 anos.[33] No período de 2003 a 2008, a região de Caicó cresceu apenas 3,77% devido a sua baixa taxa de fecundidade geral, fazendo com que a região tivesse a menor taxa de crescimento natural da população do estado do Rio Grande do Norte. No mesmo período a região de Caicó apresentou o maior índice de envelhecimento nos respectivos anos; desse modo, tem-se no ano de 2008, aproximadamente uma média de 35 pessoas acima de 65 anos para cada criança entre 0 e 14 anos.[34] Entretanto, em 2013 a cidade voltou a registrar uma alta taxa de crescimento populacional com um acréscimo de 4,89%.

Os índices sociais de Caicó são considerados melhores em relação a outros municípios do Nordeste, devido a histórica liderança política determinante para a melhoria da infra-estrutura social.[35]

Monumento em homenagem a Sant'Ana presente no Complexo Turístico Ilha de Sant'Ana.

Religião[editar | editar código-fonte]

Capela de São Sebastião.

A grande maioria da população se declara Católica Apostólica Romana, contabilizando 90,48% dos habitantes. 2,72% da população é evangélica de origem pentecostal, que seguem a Igreja Assembleia de Deus (1,44%), Igreja Universal do Reino de Deus (0,44%), Igreja Congregação Cristã do Brasil (0,37%), Igreja Deus é Amor (0,22%), entre outras. Seguida dos evangélicos de missão - 1,19%, que se dividem em Presbiterianos (0,59%), Batistas (0,56%) e Adventistas (0,04%). Entre as minorias temos a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (0,29%), Testemunhas de Jeová (0,27%), Igreja Messiânica Mundial (0,26%), Budismo (0,19%), Candomblé (0,02%) e Islamismo (0,02%). Ainda 3,96% dos caicoenses declaram não seguir nenhuma religião.[36]

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Composição Étnica em Caicó (2010) [37]
Cor/Raça Porcentagem
Branca
  
59,23%
Parda
  
35,39%
Negra
  
4,67%
Amarela
  
0,66%
Indígena
  
0,04%

Os fortes traços de influência europeia da população caicoense fez com que os habitantes recebessem a alcunha de galegos, que era utilizado para designar as pessoas mais claras que vieram majoritariamente de norte de Portugal e da fronteira galega na Espanha, principalmente da região do vale do Minho, seguida das regiões de Açores, Estremadura, Douro e Trás-os-Montes, onde eram chamados de patrões-marinheiros, em referência a viagem marítima de Portugal ao Brasil; mas Caicó ainda foi povoada por migrantes de Pernambuco (Goiana e Igarassu) e Paraíba.[38] No entanto acredita-se que parte da população branca tenha ascendência judia oriunda da Península Ibérica, chamados de Cristãos-Novos, pois foram forçados à converção ao catolicismo, sendo isso ainda motivo de estudos.[39] A presença neerlandesa no município se limitou a expedições científicas em busca de minérios, onde não deixaram descendentes. A presença de negros africanos, apesar de limitada, é muito forte culturalmente na região, onde fundaram a Irmandade dos Negros do Rosário. Em Caicó, os escravos foram libertados antes mesmo da lei Áurea.[40] Os indígenas nativos da região eram originários das famílias Tarairiú (Janduí) e Cariri, onde se dividiam em cinco grupos: Canindés, Jenipapos, Sucurus, Cariris e Pegas.[41] Atualmente, não existem mais índios puros na região, pois foram exterminados durante a ocupação branca por guerras e doenças, restando apenas mestiços.

Política e administração[editar | editar código-fonte]

O poder executivo do município de Caicó é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.[42] O poder legislativo é constituído pela câmara, composta por dez vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[43] ). O município de Caicó não possui constituição própria, em vez disso possui lei orgânica.[44] O município é sede da Comarca de Caicó, classificada como de terceira entrância, e que reúne, além de Caicó, os municípios vizinhos de São Fernando e Timbaúba dos Batistas.[45] Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também conselhos municipais, cada um deles versando sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes dos vários setores da sociedade civil organizada. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Caicó possuía, em outubro de 2011, 43 446 eleitores, o que representa 1,943% dos eleitores do Rio Grande do Norte.[46] Esse número, por ser inferior a duzentos mil, faz com que não haja segundo turno no município.[47]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Centro de Caicó, bairro mais populoso da cidade.
Subdivisões da cidade de Caicó
Localização População
Distrito Estimativa 2013
Sede Administrativa 64.796
Distrito de Laginhas 750
Distrito da Palma 400
Perímetro Irrigado Itans-Sabugi 300

Atualmente, o município de Caicó é dividido em três distritos (Laginhas, Palma e Perímetro Irrigado Itans-Sabugi), sendo que cada uma é administrada por um subprefeito, nomeado pelo prefeito municipal. Além dos distritos, o município também é formado por aproximadamente trinta bairros: Centro, Acampamento, Penedo, Nova Descoberta, Castelo Branco, Canuto e Filhos, Jardim Satélite - I.P.E., Vila Altiva, Bento XVI, Loteamento Graciosa, Maynard, Itans, Loteamento Santa Clara, Boa Passagem, Vila do Príncipe, Recreio, Darcy Fonseca, Alto da Boa Vista, Samanaú, Salviano Santos, Nova Caicó, Loteamento Serrote Branco, Barra Nova, Barra Nova II, João XXIII, Paulo VI, João Paulo II, Walfredo Gurgel, Adjuto Dias, Frei Damião, Novo Horizonte e Soledade. localizados em cinco zonas distintas (central, norte, sul, leste e oeste).[48]

Economia[editar | editar código-fonte]

Caicó apresenta uma economia diversificada com base principal na prestação de serviços e com crescimento de cerca de 250% entre 2000 e 2010. A cidade hospeda 2.758 unidades empresariais[49] , sendo um centro sub-regional de categoria A, a terceira mais elevada na hierarquia urbana do Brasil. Englobando cerca de 500 mil habitantes em sua área de influência, Caicó possui 63,2% da população na classe média, afrente de capitais como Teresina e São Luís, além de uma baixa taxa de pobreza extrema, contribuindo para um forte mercado consumidor.[50] Conhecido centro pecuarista e algodoeiro, Caicó destaca-se no intenso crescimento da indústria têxtil, serviços educacionais e construção civil, caracterizando-se como a nova vocação da cidade.[51] A renda anual média por família é de R$ 19.526,00.[52]

Setor Primário[editar | editar código-fonte]

O algodão foi a mais importante atividade econômica do município.

Caicó teve no setor primário a base de sua economia até o início dos anos 70. Atualmente, apenas 8,5% da população vive no meio rural. Em 2010 o setor da agropecuária movimentou cerca de R$ 26.7 milhões, correspondendo a 4,8% do PIB da cidade no período.[53] O meio rural sobrevive da agricultura familiar e da produção de leite, carne-de-sol e do queijos de manteiga e de coalho. Caicó possui o maior rebanho de bovinos e a maior produção leiteira do Rio Grande do Norte.[54] , fornecendo matéria-prima para a produção mensal de mais de 72 toneladas de queijo de manteiga, 27 toneladas de queijo coalho e mais de 6 mil litros de manteiga-de-garrafa em suas 93 unidades fabris. Sua principal unidade produtora de leite pasteurizado fornece 265 mil litros por mês.[55]

A produção de cachaças já se destaca a nível nacional, tendo sua qualidade atestada pela imprensa especializada. A cachaça Samanaú é exportada para mais de 40 países e a mais consumida em Portugal e França. No ano de 2000 o rebanho bovino da cidade era de 30508 cabeças, seguido pelo número de 36442 aves, 2094 caprinos e 11898 ovinos. A agricultura comercial destaca-se com o plantio de feijão, milho, girassol e arroz, mas não exercendo grande representatividade na economia municipal.[56]

Setor Secundário[editar | editar código-fonte]

Industrias na Zona Oeste da cidade.

O setor industrial movimentou no ano de 2010 cerca de R$ 40.4 milhões, correspondendo a 7,4% do PIB da cidade. Em 1980, Caicó contava com 100 unidades industriais; em 1991, passou a contabilizar 141 estabelecimentos, o que representou um crescimento relativo de 41%, e, no ano de 2009 foram notificados 381 estabelecimentos, obtendo uma variação percentual no crescimento, entre 1991 e 2009, da ordem de 170%.[57] A cidade destaca-se ainda por ser o maior polo de produção de bonés do Nordeste do Brasil.[58] Tradicionalmente a cidade se destaca pela produção de bordados artesanais típicos que são valorizados no mercado interno e externo. A indústria têxtil vem se consolidando como a vocação da cidade e vem crescendo paulatinamente, principalmente o ramo de confecção de camisetas e underwear. Atualmente está em curso um programa do grupo Guararapes visando a abertura de 360 facções até 2017. Em 2013 foram iniciadas as articulações para a instalação do Distrito Industrial do Seridó, que ocupará uma área de 50 hectares e possibilitará a instalação de industrias de indústrias de diversos segmentos e a geração de milhares de empregos. A cidade ainda possui várias indústrias de beneficiamento de alimentos, como de laticínios (leite pasteurizado, queijos e iogurte); café, arroz e milho (torrefação, moagem e embalamento), sorvetes e panificação. No setor secundário ainda se destaca a produção de produtos à base de argila, como tijolos, lajotas e telhas, Caicó produz em média 1200 milheiros mensais.[55] Quanto à produção de cal, a cidade fornece mais de 245 toneladas por mês.[55] A principal matriz energética do município é o uso da lenha extraída de espécies da caatinga, isso se deve a inexistência de um gasoduto que reduzisse o impacto ambiental.[55] [59]

Setor Terciário[editar | editar código-fonte]

O setor de serviços movimentou em 2010 o equivalente a R$ 422.2 milhões, correspondendo a 87,8% de tudo o que é produzido no município. A cidade polariza os serviços da região do Seridó Potiguar e Paraibano, com serviços médicos, jurídicos, escolares e bancários; funcionalismo público; a presença das Forças Armadas - 1º Batalhão de Engenharia de Construção - Batalhão Seridó; além de seu intenso e diversificado comércio realizado com as cidades da região. Outro segmento que cresce no município é o turismo, onde observa-se a cada dia aumentar o número de restaurantes, pousadas, hotéis e a consequente especulação imobiliária.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Panorâmica da cidade englobando o Centro e o bairro Penedo.
Panorâmica da cidade englobando o Centro e o bairro Penedo.

Educação[editar | editar código-fonte]

De acordo com os dados do Censo Escolar 2013 da Secretaria de Estado da Educação e Cultura do Rio Grande do Norte, a cidade conta com 81 estabelecimentos escolares, com um total de 16770 alunos matriculados, desses 10 escolas dispõem de ensino médio. [60]

Caicó conta com importantes universidades públicas e privadas:

Temos a Faculdade Católica Santa Teresinha oferece cursos de Administração, Ciências Contábeis, Serviço Social e Turismo. [61]

A cidade conta também com o Centro Regional de Ensino Superior do Seridó - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, oferecendo cursos presenciais de Ciências Contábeis, Direito, Geografia, Historia, Pedagogia, Matemática, Sistemas de Informação e em 2014 irá dispor do curso de Medicina em uma estrutura multicampi.[62]

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Campus Caicó) dispõe dos cursos de Enfermagem, Filosofia e Odontologia.[63]

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte oferece graduação em Física, e ainda oferta cursos técnicos na área de Vestuário, Eletrotécnica e Informática, ainda atendendo a três mil alunos com cursos de qualificação e requalificação.[64] A cidade ainda conta com a Faculdade de Teologia Eugênio Sales disponibilizando de cursos de Teologia.

O município dispõe com instituições de ensino técnico como SENAC, SENAI, SEBRAE, SESI, além de cursos privados oferecidos por franquias e escolas de idiomas. Caicó dispõe ainda da Biblioteca Municipal Olegário Vale sediada em um prédio histórico da cidade, que detém um acervo de aproximadamente 8 mil livros. A mesma teve sua estrutura renovada, com rampas de acessibilidade, laboratórios de informática, videoteca, salas de estudo e pesquisa, sala infanto-juvenil e hemeroteca.

Saúde[editar | editar código-fonte]

A cidade conta 208 leitos hospitalares[65] , sendo 13 unidades do Programa Saúde da Família, 8 unidades básicas, 4 postos de saúde na zona rural, centro clínico, Hospital de Oncologia do Seridó - Liga Norte-rio-grandense contra o Câncer, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU, policlínica CRIS-Centro Regional Integrado de Saúde, CEREST-Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador, Centro de Reabilitação Infantil e Adulto, laboratório municipal e laboratório regional, Divisão de Vigilância Sanitária, Centro de Controle de Zoonoses, Centro de Apoio Psicossocial-CAPS III (Hospital Psiquiátrico Milton Marinho), Farmácia UNICAT, Hemocentro, Pronto socorro Unimed 24 horas, Projeto "Saúde na Praça"; além das várias clínicas, laboratórios e consultórios privados.[66]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Rodovia RN-118
Com 16km de extensão, o Anel Rodoviário de Caicó contorna quase toda a zona urbana da cidade.

Em seu transporte rodoviário, Caicó é cortada no sentido leste-oeste pela rodovia federal BR 427 ligando a cidade com os municípios de Jardim do Seridó e Serra Negra do Norte. A partir dela deriva conexões através de rodovias estaduais, que a interliga com outros municípios, como São Fernando através da RN 83; Timbaúba dos Batistas através da RN 84; A RN 288 interliga aos municípios de São José do Seridó, a oeste, e Jardim de Piranhas, à leste. Ainda possui a RN 118 que corta a cidade no sentido norte-sul interligando à São João do Sabugi e Jucurutu[67] . Em 2013, finalizou-se a construção do contorno rodoviário de Caicó, conectando as rodovias estaduais RN 118 e RN 288 à BR 427 por fora do perímetro urbano do município, sendo batizada de "estrada do ferro"[68] , devido a sua função de escoamento da produção de minério de ferro das minas de Jucurutu. O transporte rodoviário coletivo intermunicipal é realizado por várias empresas, onde possuem o Terminal Rodoviário Manoel de Neném como ponto de embarque e desembarque. Para transporte aeroviário, o município apresenta o Aeródromo Dr. Rui Mariz apenas para vôos fretados. Em fevereiro de 2014, o ministro Moreira Franco anunciou a construção do Aeroporto Regional de Caicó, com potencial estimado em 18 mil passageiros por ano até 2025. [69]

Parques e espaços públicos[editar | editar código-fonte]

Açude Recreio, considerado o segundo mais antigo do Brasil será uma das UCs do município.

A Ilha de Sant'ana trata-se de um complexo turístico rodeado pelo Rio Seridó dispondo de ginásio, praça, anfiteatro, área de Caatinga conservada, ciclovias, pontos geológicos de importância como a Pedra da Baleia, espaço para eventos, dentre outros. Atualmente está em curso o projeto de transformação das margens do Açude do Recreio em unidade de conservação.[70] Ainda no início de 2014 foram iniciados estudos para a criação de mais três unidades de conservação (UC) no município através da Secretaria do Meio Ambiente, UFRN e Idema. As áreas escolhidas foram a Serra de São Bernardo, o açude Itans e um sítio privado.[71]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

O município possui sete emissoras de rádio, sendo elas o principal meio de comunicação das notícias locais: Rural AM-830KHz, A voz do Seridó AM-1100KHz, Rádio Caicó AM-1290KHz, Rural FM-95,9MHz e Solidariedade FM-106,3MHz.

A transmissão de televisão é feita por retransmissoras. Em sinal aberto as seguintes emissoras: TV União (Canal 7),TV Record (Canal 8) Rede Globo (Canal 10) SBT (Canal 12) Rede Vida (Canal 15) Rede TV! (Canal 17) e TV Assembleia RN (Canal 33). A cidade ainda possui jornais impressos de circulação semanal e quinzenal.

Segurança Pública[editar | editar código-fonte]

A cidade é guarnecida pelo 6º Batalhão de Polícia Militar, chamado Batalhão Dinarte Mariz, possui contingente de 554 policiais militares divididos em 3 companhias, abrangendo 15 municípios; nas modalidades de policiamento de guarda, policiamento a pé, policiamento motorizado, policiamento montado, policiamento especial - Grupo Tático de Combate e policiamento ambiental. A cidade ainda conta com Delegacia de Polícia Civil, Delegacia de Atendimento ao Menor e Delegacia de Atendimento a Mulher, além do Instituto Técnico-Científico da Polícia - ITEP.[72] Para o cumprimento de mandados de reclusão existe a Casa de Albergue e a Penitenciária Estadual do Seridó. A cidade ainda é sede do 3º Subgrupamento de Bombeiros, contando com 57 militares, abrangendo 26 municípios.[73]

Abastecimento[editar | editar código-fonte]

A cidade é abastecida por duas fontes independentes: o Açude Itans e a Barragem Passagem das Traíras. No entanto, devido ao clima adverso, baixo potencial dos aquíferos subterrâneos e topografia desfavorável, foi necessária a construção de uma garantia adicional, através do Sistema adutor Piranhas Caicó, que possui como fonte de água o rio Piranhas na cidade de Jardim de Piranhas.[74] O tratamento e distribuição da água é realizada pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte - CAERN.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Culinária[editar | editar código-fonte]

A culinária caicoense trata-se da gastronomia tipicamente praticada na região do Seridó. Conhecida principalmente pelo consumo de derivados bovinos, como a carne-de-sol e os queijos típicos (manteiga e coalho), é grande parte baseada na culinária oriunda dos colonizadores portugueses, sofrendo influência dos costumes indígenas locais, judaicos e dos escravos africanos. Conhecida por chefs de cozinha por sua qualidade, exclusividade[75] e valor nutritivo.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Arquitetura urbana contemporânea observada no prédio do SESC Seridó.
Arquitetura rural exibindo elementos típicos da região: alpendres, cercas de pedras e açude.

O patrimônio arquitetônico de Caicó vai do colonial ao moderno. A arquitetura colonial presente no município foi construído após tal período, no entanto, houve preservação dessa linha, como pode ser vista na Casa de Pedra do português Gama, considerada primeira residência caicoense, e na antiga cadeia, atual Museu do Seridó. Com o enriquecimento da cidade, mediante a expansão da cotonicultura, Caicó investiu em sua urbanização inspirada nas cidades maiores de Pernambuco e Paraíba, de onde foram trazidos mestres para a elaboração de fachadas e beirais; Assim como sofreu inspiração europeia, trazida pelos arquitetos italianos "Irmãos Giffoni", que se estabeleceram na cidade durante a segunda metade do século XIX.[76] Nessa época vigorou a arquitetura eclética, vista em residências espalhadas pelo centro da cidade e no Mercado Público Municipal. A partir da década de 40 do século XX, iniciou-se a transição do ecletismo para o proto-modernismo e modernismo, visto em algumas residências e no Centro Educacional José Augusto.[77] O casario rural do município também merece destaque, como nas casas-sede das fazendas com sua arquitetura austera e simplificada, exibindo amplos alpendres e sotãos, assim como um dos elementos típicos da região, as cercas de pedra que delimitam as propriedades.[78] Grande parte da arquitetura antiga do município vem sendo destruída ou alterada devido a inexistência de legislação municipal de proteção a esses bens.[79]

Artes[editar | editar código-fonte]

Mosaico em escola pública do bairro Vila do Príncipe.

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural caicoense. A cidade é nacionalmente conhecida pela qualidade da confecção de bordados, mas ainda possui destaque seus trabalhos em couro e cerâmica. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato.[80] Na cidade destaca-se a Feira de Artesanato dos Municípios do Seridó, que é realizada desde 1983 e ocorre durante os festejos da padroeira de Caicó.[81]

Quanto à música, a cidade possui desde 1907 a Filarmônica Recreio Caicoense sob administração municipal, também apelidada de "A Furiosa"[82] ; e o Coral Sertão Encanto pertencente a UFRN.

Atrações turísticas e eventos[editar | editar código-fonte]

O Arco do Triunfo, é um monumento construído em homenagem à passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima pela cidade em 1953.
Vista do Serrote da Cruz da Ilha de Sant'Ana.

Caicó possui diversos pontos turísticos espalhados por seu território, como o Museu do Seridó, o Castelo de Engady, o Largo de Santana, os Balneários do Iate Clube, a Estação de Psicultura do Açude Itans, o Mosteiro das Clarissas, o Centro Cultural Deputado Adjuto Dias, o Poço de Sant'Ana, a Ilha de Sant'Ana, a Casa de Pedra, o Sobrado Padre Guerra - Casa da Cultura, a Catedral de Sant'Ana, o Colégio Diocesano Seridoense, o Mercado Público Municipal, o Santuário do Rosário, o Arco do Triunfo, a Praça da Liberdade (ou Praça Senador Dinarte Mariz), a Praça Dr. José Augusto - Praça da Alimentação, o Antigo Casario Caicoense.[83]

Caicó também realiza uma diversa quantidade de eventos todos os anos. Entre eles, destacam-se: o Carnaval (em fevereiro), o Caicó Fest (no mês de maio), as Vaquejadas, a Festa de Sant'Ana (padroeira caicoense, realizada no mês de julho), os Jogos Escolares do Rio Grande do Norte - JERN's - (que acontecem em agosto), a Festa do Rosário (realizada no mês de outubro), e a festa de emancipação política de Caicó, celebrada no mês de dezembro.[83]

Museus e espaços culturais[editar | editar código-fonte]

Casa da Cultura de Caicó.
  • Museu do Seridó: é uma instituição da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), sendo uma unidade de preservação, conservação e divulgação da memória e da história seridoense. Sediado no antigo prédio do Senado da Câmara e cadeia pública da Vila do Príncipe, concluída em 1812. O acervo existente foi contextualizado a partir de um tema central - Seridó, terra nossa de cada dia, dividido em cinco núcleos expositivos: Seridó, terra e homem pré-cabralino; Sociedade, produção e trabalho; Devoção e arte no Seridó; Ofício e arte do Seridó; e Indústria alimentícia de subsistência. O museu ainda conta com exposições provisórias de artistas locais.[84]
  • Centro Cultural Dep. Adjuto Dias: foi inaugurado em 2002,possui 447 poltronas, 2 camarotes, uma sala de projeção de cinema, 4 camarins, 5 salas para oficinas, estacionamento para 300 carros, além de ar condicionado central. Ele está localizado no bairro Paraíba e ocupa uma área de 1770 m². Destina-se a apresentação de expressões artísticas, como teatro, música, dança e artes plásticas.[85]
  • Casa da Cultura: localizada no sobrado do Padre Brito Guerra, prédio histórico da cidade, o local é dos mais atuantes quanto a presença de manifestações culturais. Contando atualmente com duas exposições permanentes: Brinquedos Populares e Galeria dos Imortais Caicoenses.[86]

Referências culturais[editar | editar código-fonte]

A cidade é citada na série de composições "Bachianas Brasileiras" de Heitor Villa-Lobos, mais precisamente no terceiro movimento da "Bachianas Brasileiras nº04", na forma de Cantiga, recolhida do folclore brasileiro por Teca Calazans, a mesma já foi gravada por Milton Nascimento, Alceu Valença, Pena Branca e Xavantinho, Elba Ramalho e Ney Matogrosso.[87] Caicó ainda foi tema da canção intitulada "A Prosa Impúrpura do Caicó" também conhecida como "Caicó Arcaico", composta por Chico César, onde faz um trocadilho com o título do filme de Woody Allen: "A Rosa Púrpura do Cairo", na canção ele descreve as contradições, realidade e fantasia, existentes na cidade.[88] A cidade também é citada na canção "Forrobodó" de Luiz Fidélis, conhecida pela interpretação da banda de forró Mastruz com Leite.

Esportes[editar | editar código-fonte]

O esporte mais popular no município é o futebol, onde os jogos profissionais são sediados no estádio Senador Dinarte Mariz, casa do Atlético Clube Corintians de Caicó,[89] que junto com o Caicó Esporte Clube formam as únicas equipes profissionais de Caicó. A cidade realiza anualmente a Corrida de Santana,[90] principal evento de atletismo, além de possuir tradição em sediar eventos de outros esportes, como MMA,[91] motocross,[92] e uma das etapas do Rally dos Sertões.[93] Tradicionalmente há a realização de vaquejadas muito procuradas pela população local. Caicó ainda conta com um Clube de Tiro.[94] A cidade sedia anualmente os JERN's - Jogos Escolares do Rio Grande do Norte, onde congrega os municípios da região polarizados por Caicó. Em 2013, houve a Virada Esportiva, realizada no aniversário da emancipação política do município.

Feriados municipais[editar | editar código-fonte]

Caicó apresenta em seu calendário dois feriados municipais, oito feriados nacionais e três pontos facultativos. Os feriados municipais são no dia 16 de dezembro, data de aniversário do município [95] [96] e um feriado móvel em honra a padroeira da cidade Sant'Ana, geralmente a última quinta-feira do mês de julho, de acordo com a lei municipal nº 3096 de 12 de junho de 1987.[97] [98] [99] [100]

Caicoenses ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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