Equador (Rio Grande do Norte)

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Município de Equador
Praça de eventos "Zequinha Sanfoneiro"

Praça de eventos "Zequinha Sanfoneiro"
Bandeira de Equador
Brasão de Equador
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 17 de março
Fundação 1856
Gentílico equadoense
Prefeito(a) Noeide Clemens Ferreira de Oliveira (DEM)
(2013–2016)
Localização
Localização de Equador
Localização de Equador no Rio Grande do Norte
Equador está localizado em: Brasil
Equador
Localização de Equador no Brasil
06° 56' 42" S 36° 43' 04" O06° 56' 42" S 36° 43' 04" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Central Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Seridó Oriental IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes São José do Sabugi, Tenório, Junco do Seridó, Parelhas e Santana do Seridó.
Distância até a capital 283 km
Características geográficas
Área 264,985 km² [2]
População 5 822 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 21,97 hab./km²
Altitude 572 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,623 (RN: 52°) – médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 34 232,000 mil IBGE/2010[5]
PIB per capita R$ 4 528,53 IBGE/2008[5]
Página oficial

Equador é o município mais meridional do estado brasileiro do Rio Grande do Norte, localizado na região do Seridó. De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2007, sua população é de 5.875 habitantes. Área territorial de 312 km².

A sua economia está voltada à extração de minérios, sendo o principal produto de extração o caulim, minério composto de silicatos hidratados de alumínio.

História[editar | editar código-fonte]

O atual município de Equador-RN, nasceu em consequência de uma promessa, feita pelo senhor Simão Gomes da Silva em 1856, quando uma epidemia do cólera estava dizimando os habitantes da região.Temendo uma catástrofe, fez um voto a São sebastião que se ele o livrasse e seus familiares da doença, doaria um terreno, edificaria uma capela e colocaria uma imagem do referido santo. A terrível peste não foi contraída por Simão e nem por seus familiares e ele cumpriu a promessa. Doou 220 metros quadrados de terra, construiu a capela e colocou a imagem de São Sebastião. Então, começara a surgir construções de residências nas imediações da capela, nascendo assim em 1856 o povoado de São Sebastião, sendo este seu primeiro nome. A primeira missa foi celebrada no mesmo ano em que foi fundado o povoado, 1856. A primeira feira livre aconteceu em 1870 debaixo de uma baraúna. Simão Gomes faleceu em 1886.

Em outubro de 1938, o povoado de Equador passou a ser distrito de Parelhas e em 1º de janeiro de 1939, passou a vila, tendo como sub-prefeito o Senhor Jacob Alves de Azevedo.

Em 11 de maio de 1962, Equador passou a cidade, através da lei nº 2,799 de 11 de maio de 1962.

A cidade foi instalada como município a 17 de março de 1963 e o primeiro prefeito foi o senhor José da Costa Cirne Filho, que administrou durante 10 meses como prefeito interino.

A primeira pessoa que escreveu sobre a história de Equador foi a geografa Maria Zélia Batista Guedes, filha do ex-vereador José Batista de Oliveira, seu Dede Batista, poeta e vereador por vários mandatos na câmara foi propositor de varios prjetos que beneficiaram o municipio e hoje a casa legislativa leva seu nome.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Equador, em vermelho, e municípios limítrofes (em verde, municípios da Paraíba).

O município de Equador está localizado na mesorregião Central Potiguar e microrregião do Seridó Oriental, no estado do Rio Grande do Norte,[1] distante 283 km de Natal, capital estadual,[6] e 2 114 km km de Brasília, capital federal.[7] Ocupa uma área de 264,985 km²,[2] e se limita, em sentido horário, com os municípios de Parelhas, São Vicente do Seridó, Tenório, Junco do Seridó, São José do Sabugi e Santana do Seridó.[8]

O relevo do município, com altitudes médias entre 400 e 800 metros, é constituído pelo Planalto da Borborema, formada por terrenos antigos originários do período Pré-Cambriano. Equador está situado em área de abrangência de rochas que formam o embasamento cristalino, do Grupo Seridó, formadas durante o período Pré-Cambriano inferior, com idade entre 570 milhões e um bilhão de anos. Geomorfologicamente predominam formas de relevos tabulares com topo plano, com diferentes aprofundamentos de drenagens e ordens de grandeza, normalmente separados por vales de fundo plano. Apenas no sul do município o relevo é mais aguçado, com vales em formato de “V”.[8] O tipo de solo é o litólico eutrófico, que é altamente fértil, textura média ou formada por areia e forte drenagem, além de ser raso e pedregoso.[9] [8]

Situado na bacia hidrográfica do Rio Piranhas/Açu, Equador é cortado pelos rios Seridó e das Malhada Grande. Os principais reservatórios, com capacidade igual ou superior a 100 000 metros cúbicos (m³) de água, são os açudes Mamão (1 183 000 m³), Equador (150 000 m³) e Riacho Verde (100 000 m³).[8]

A cobertura vegetal de Equador é formada pela caatinga, com a predominância entre cactáceas e plantas de baixo porte, adaptadas à seca, além de arbustos e árvores ralas e xerófitas. Entre as espécies mais encontrados estão o facheiro (Pilosocereus pachycladus), o faveleiro (Cnidoscolus quercifolius), a jurema-preta (Mimosa hostilis), o macambira (Bromelia laciniosa), o mandacaru (Cereus jamacaru) e o xique-xique (Pilosocereus polygonus). O município encontra-se em processo de desertificação "muito grave", conforme o Plano Nacional de Combate à Desertificação (PNCD).[8]

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em Equador por meses
Mês Acumulado Data Ref Mês Acumulado Data Ref
Janeiro 108,4 mm 26/01/2004 [10] Julho 22,2 mm 24/07/1978 [11]
Fevereiro 110,2 mm 24/02/1974 [12] Agosto 17 mm 02/08/2000 [13]
Março 108 mm 23/03/1950 [14] Setembro 60,2 mm 18/09/1934 [15]
Abril 106,8 mm 21/04/2011 [16] Outubro 30,5 mm 21/10/1939 [17]
Maio 90,9 mm 21/05/1938 [18] Novembro 70,3 mm 25/11/1947 [19]
Junho 78,7 mm 08/06/2006 [20] Dezembro 71 mm 19/12/1972 [21]
Fontes: EMPARN (1933-1983 e a partir de 1992).[22]

O clima de Equador é caracterizado como semiárido quente (tipo Bsh na classificação climática de Köppen-Geiger),[23] com temperatura média anual em torno de 23 ºC, sendo janeiro o mês mais quente (24,5 ºC) e julho o mais frio (21,2 ºC).[24] O principal período chuvoso ocorre entre fevereiro e maio.[25] O índice pluviométrico é baixo, de apenas 445 milímetros (mm) anuais. Os meses com maior média de pluviosidade são março (126 mm) e abril (115 mm), enquanto os menores são outubro (2 mm) e setembro (1 mm).[24] A umidade relativa do ar é de 66% e o tempo de insolação de aproximadamente 2 700 horas anuais.[8]

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), referentes ao período de 1933 a 1983 e a partir de 1992, o maior acumulado de precipitação (chuva) em 24 horas registrado em Equador foi de 110,2 mm em 24 de fevereiro de 1974.[12] Outros grandes acumulados foram 108,4 mm em 26 de janeiro de 2004,[10] 108 mm em 23 de março de 1950,[14] 106,8 mm em 21 de abril de 2011,[16] 105,9 mm em 20 de março de 1946,[26] 104,9 mm em 9 de março de 1934,[27] 102,6 mm em 26 de fevereiro de 1940[28] e 100 mm em 18 de abril de 1974.[29] O mês mais chuvoso foi janeiro de 2004, quando foram registrados 662,8 mm.[30]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Equador Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 29,7 29,4 28,8 27,9 26,6 25,2 25 25,6 27,3 28,8 29,4 29,7 27,8
Temperatura média (°C) 24,5 24,3 24,1 23,6 22,8 21,7 21,2 21,4 22,5 23,5 24 24,3 23,2
Temperatura mínima média (°C) 19,3 19,3 19,4 19,3 19,1 18,3 17,5 17,3 17,8 18,3 18,7 19 18,6
Precipitação (mm) 33 80 126 115 31 16 15 4 1 2 4 18 445
Fonte: Climate Data.[24]

Economia[editar | editar código-fonte]

Há neste município algumas indústrias de beneficiamento de caulim como a CAULINIA, Caulim Seridó, Caulim Potiguar e CAULISE dentre outras. As quais geram empregos diretos e indiretos informais como garimpeiros e lenhadores.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Equador é formado apenas pelo distrito-sede e, segundo divisão oficial reconhecida pelo IBGE, a zona urbana do município é dividida em cinco bairros, sendo José Marcelino o mais populoso deles, com 1 791 habitantes.[31] A zona rural é formada por várias comunidades.[32]

Bairros oficiais de Equador (IBGE/2010)[31]
Bairro
População
Homens
Mulheres
Alto da Bela Vista 302 163 139
Alto do Juazeiro 587 307 279
Centro 1 361 658 703
Dinarte Mariz 770 375 395
José Marcelino 1 791 862 929

Cultura[editar | editar código-fonte]

A Secretaria de Educação, Cultura e Desportos é o órgão da prefeitura responsável pela educação e pela área cultural e esportiva do município de Equador. É ela que organiza atividades e projetos culturais, além do setor turístico da cidade.[8]

Segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), Equador contava, em 2008, com duas bibliotecas, um ginásio poliesportivo, dois clubes sociais, sete campos de futebol e uma quadra de esportes.[8]

Turismo e eventos[editar | editar código-fonte]

Equador conta com alguns pontos turísticos, sendo os mais importantes a Capela de São Sebastião - construída em homenagem a São Sebastião, num terreno doado por Simão Gomes da Silva -, O Pinga, o Açude dos Mamões - que abastece a população equadoense - e a Escavação de Minas Antiga.[8]

No ramo dos eventos, Equador realiza uma diversa quantidade de eventos todos os anos, como a festa de emancipação política (realizada em 17 de março), o São João nos Bairros (realizado sempre no mês de junho), o São João Fora de Época (em agosto), o Equaforró (em setembro,Semana da Juventude (em Outubro) e a festa do padroeiro São Sebastião, realizada no mês de novembro.[8]

Referências

  1. a b c Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. a b Área Territorial Brasileira - Consulta por Município Resolução da Presidência do IBGE de n° 1, de 15/01/2013 IBGE (23 de janeiro de 2013). Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2015.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 04 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. Distância entre Natal e Equador. Visitado em 21 de fevereiro de 2015.
  7. Distância entre Brasília e Parelhas. Visitado em 21 de fevereiro de 2015.
  8. a b c d e f g h i j EQUADOR IDEMA/RN. Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2015.
  9. Mapa Exploratório-Reconhecimento de solos do município de Equador, RN Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2015.
  10. a b Ocorrência de Chuvas (mm) - 2004 - Posto: Equador (Particular) Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (2004). Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014.
  11. Chuvas - médias diárias 7/1978 Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1978). Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2015.
  12. a b Chuvas - médias diárias 2/1974 Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1974). Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 22 de julho de 2014.
  13. Ocorrência de Chuvas (mm) - 2000 - Posto: Equador (Particular) Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (2000). Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2015.
  14. a b Chuvas - médias diárias 3/1950 Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1950). Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 22 de julho de 2014.
  15. Chuvas - médias diárias 9/1934 Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1934). Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2015.
  16. a b Ocorrência de Chuvas (mm) - 2011 - Posto: Equador (Particular) Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (2011). Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014.
  17. Chuvas - médias diárias 10/1939 Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1939). Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2015.
  18. Chuvas - médias diárias 5/1938 Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1938). Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2015.
  19. Chuvas - médias diárias 11/1947 Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1947). Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2015.
  20. Ocorrência de Chuvas (mm) - 2006 - Posto: Equador (Particular) Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (2006). Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014.
  21. Chuvas - médias diárias 12/1972 Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1972). Visitado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2015.
  22. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). Monitoramento Hidrometeorológico - Municípios - Equador (Estação Equador) Agência Nacional de Águas (ANA). Visitado em 21 de fevereiro de 2015.
  23. Climate Summary Weatherbase. Visitado em 11 de junho de 2014. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014.
  24. a b c Clima: Equador Climate Data. Visitado em 11 de junho de 2014. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014.
  25. Análise de precipitação acumulada por mês - Ano: 2004 - Microrregião: Seridó Oriental Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (2004). Visitado em 11 de junho de 2014. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014.
  26. Chuvas - médias diárias 3/1946 Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1946). Visitado em 22 de julho de 2014. Cópia arquivada em 22 de julho de 2014.
  27. Chuvas - médias diárias 3/1934 Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1934). Visitado em 22 de julho de 2014. Cópia arquivada em 22 de julho de 2014.
  28. Chuvas - médias diárias 2/1940 Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1940). Visitado em 22 de julho de 2014. Cópia arquivada em 22 de julho de 2014.
  29. Chuvas - médias diárias 4/1974 Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (1974). Visitado em 22 de julho de 2014. Cópia arquivada em 22 de julho de 2014.
  30. Análise de precipitação acumulada por mês - Ano: 2004 - Posto: EQUADOR (PARTICULAR) Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (2004). Visitado em 11 de junho de 2014. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014.
  31. a b População por bairros - Rio Grande do Norte - 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2010). Visitado em 9 de fevereiro de 2014.
  32. Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticas Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010). Visitado em 9 de fevereiro de 2014.
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