Ponte Newton Navarro

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Ponte Newton Navarro
Ponte Newton Navarro ao entardecer.
Nome oficial Ponte de Todos - Newton Navarro
Arquitetura e construção
Design Ponte estaiada
Mantida por Governo do Estado do Rio Grande do Norte
Início da construção 24 de outubro de 2004
Término da construção 17 de novembro de 2007 (7 anos)
Data de abertura 21 de novembro de 2007 (7 anos)
Dimensões e tráfego
Comprimento total 1.781,60 m
Largura 22 m
Altura 55,10 m (pista no vão central)
103,45 m (mastros principais)
Maior pilar 103,45 m
Tráfego 25 mil veículos/dia
Pedágio Não
Geografia
Via 2 vias, 2 de segurança, 1 via para pedestres e 1 via para ciclistas.
Cruza Rio Potengi
Localização Natal  Rio Grande do Norte
Coordenadas -5° 45′ S -35° 12′ W

A Ponte de Todos - Newton Navarro está localizada na cidade de Natal, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Norte. Ela liga os bairros da Zona Norte de Natal e os municípios do litoral norte do estado aos bairros da Zona Leste de Natal e do litoral sul, além de outras regiões da cidade passando pelo Rio Potengi. Devido a sua altura e imponência, logo virou atração turística.

A principal finalidade é a desobstrução do tráfego da Ponte de Igapó, melhorar o acesso ao futuro Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante e a novos empreendimentos que vem se instalando na região norte, além de facilitar e aumentar o fluxo de turistas no litoral norte e facilitar a saída dos moradores da Zona Norte para os bairros do centro da cidade e outras zonas da capital.

O seu nome homenageia Newton Navarro, um importante artista potiguar.

A Ponte[editar | editar código-fonte]

A ponte, cujo trecho estaiado foi projetado pelo engenheiro italiano Mario de Miranda, possui cerca de 1,8 km de extensão dos quais cerca de 500 metros são sustentados por cabos de aço presos a dois blocos centrais de 110 metros de altura, e o restante sustentado por vãos convencionais. [carece de fontes?] A ponte tem uma iluminação cênica e rodoviária.

Números[editar | editar código-fonte]

Característica Informação[1] [2]
Altura da pista no vão central

55,10 m (equivalente a um predio de 18 andares)

Peso

170 milhões de quilos

Número total de estais (cabos de aço)

144 unidades

Inclinação da rampa 5,80%
Volume de concreto

62.930,00 m³ (dos quais 70% são de concreto protendido)

Quantidade total de aço

8.621.526 kg

Capacidade

60 mil veículos/dia

Linhas de ônibus circulantes

9 linhas (75A, 75B (as duas primeiras, com exceção dos domingos e feriados), 78A, 84, 85, 160A, 160B, I e U (as duas últimas, apenas nos sábados, domingos e feriados))

Valor da obra

R$ 194 milhões (valor inicial era de R$ 170 milhões)

Festividades de inauguração

Data: 6 dias de inauguração (16 de Novembro de 2007 a 21 de Novembro de 2007)
Valor das festividades: R$ 1 milhão e 150 mil

Na semana compreendida entre 21 e 25 de Setembro de 2009, a ponte passou a ter o tráfego interditado seis vezes por dia, em períodos de cinco minutos de duração. O objetivo foi realizar uma medição das tensões nos estais através de um sensor interno, para averiguar o estado dos mesmos.[3]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

A ideia, o começo, as obras[editar | editar código-fonte]

Ponte Newton Navarro durante a construção.

O projeto da ponte, oficialmente, veio desde 1992 na então gestão do prefeito Aldo Tinoco. Porém para algumas construtoras, a obra parecia impossível e não acreditavam que o estado teria capacidade para executar uma obra de tamanha magnitude. O projeto ficou "adormecido" por quatro anos. Até que em 1996, Wilma de Faria, então prefeita da capital potiguar, trouxe novamente o projeto a tona, mas só quando ela assumiu a governadoria do estado em 2002, conseguiu por a ideia em prática. E em 2003, o governo assumiu a responsabilidade da obra. E em 2004 foi aberto um novo edital de licitação.

As obras começaram oficialmente em 24 de outubro de 2004. Durante o ano 2005 a obra seguia em ritmo lentíssimo e cheia de empecilhos que atrasavam a obra, entre estes vários escandalos de super-faturamento envolvendo a governadora e várias datas de inauguração remarcadas. Em 2006 havia uma delas, mas a ponte não foi inaugurada. Depois, novamente marcaram a inauguração para Junho de 2007, quando também não ocorreu.

Praia do Forte com a Ponte Newton Navarro ao fundo.

Vários empecilhos impediam a inauguração da ponte, os principais eram a instalação do sistema de proteção (defensas) nos dois pilares do vão central da ponte,[4] e a desapropriação dos terrenos próximos a ponte, para o acesso a mesma. Com a demora das desapropriações,[5] a Secretaria de Infra-Estrutura (SIN), resolveu construir na cabeceira da Avenida João Medeiros Filho (avenida de acesso a ponte), uma rótula/giradouro, que vai receber o fluxo de veículos tanto no sentido Santos Reis/Redinha, como Redinha/Santos Reis. Lembrando que a rotula/giradouro é uma "medida provisória" para que a ponte seja inaugurada, mas as desapropriações dos terrenos vão continuar para que seja restabelecido o projeto original, que é a construção de um viaduto para o acesso a ponte.[6]

Inauguração[editar | editar código-fonte]

A ponte foi liberada para o tráfego de veículos, pedestres e ciclistas, as 8:00 da manhã do dia 21 de Novembro de 2007, momentos antes, um homem se jogou da ponte[7] e faleceu,[8] após o tráfego liberado, milhares de natalenses cruzaram a ponte; apesar das placas de proibição, vários chegavam a parar os carros na ponte, para pode olhar a paisagem e pode tirar fotos, o que ocasionou, um enorme engarrafamento, mesmo com a chegada de guardas de trânsito no local, o engarrafamento se agravou.[9]

Benefícios[editar | editar código-fonte]

O transito de carros na ponte.

A ponte trouxe vários benefícios, entre eles, está a desobstrução do tráfego da Ponte de Igapó que melhorou muito, apesar de ainda ter um elevado tráfego de veículos e congestionamentos em certas partes da ponte e da avenida de acesso a ela.[10] Outro benefício, é a valorização dos imovéis do litoral norte do estado e da Zona Norte de Natal, chegando a 200% de valorização.[11] Outros benefícios são a chegada de vários empreendimentos na Zona Norte, como o Natal Norte Shopping, Carrefour e Atacadão, e ainda o aumento de turistas no litoral norte e a chegada do futuro-novo Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, que promete ser o maior aeroporto de cargas e passagerios da America Latina.

Trivia[editar | editar código-fonte]

A ponte era vista como o maior estimulo ao desenvolvimento da Zona Norte de Natal e do litoral norte. O jornal Tribuna do Norte em seu artigo "Ponte não traz frutos esperados" cita que a ponte não trouxe, ainda, os frutos esperados para o desenvolvimento turístico da região, destacando que outras ações precisam ser implementadas na área de infraestrutura para a indução do desenvolvimento turístico. O artigo também destaca que a região carece de uma estrutura viária melhor, como a falta da construção do Complexo Viário da Redinha nos entroncamentos das Avs. João Medeiros Filho e Conselheiro Tristão, previsto no projeto original da ponte e que até hoje não saiu do papel.[12] [13] [14] [15] [16]

A ponte também era vista como uma solução ao problema do transito na saída e entrada para a região norte da cidade. Entretanto, pouco depois de dois anos de sua inauguração, a ponte se tornou um dos pontos críticos do transito na capital potiguar, especialmente no início da noite. Os principais problemas no local são o semáforo na rotatória (que em seu lugar era para estar o tal Complexo Viário da Redinha) e a falta dos acessos para receber o grande fluxo de carros. Como os outros pontos da Zona Norte, os motoristas não têm outras alternativas.[17]

Referências

A ponte vista do Porto de Natal.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]