Piancó

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Município de Piancó
Bandeira de Piancó
Brasão de Piancó
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 8 de novembro
Fundação 11 de novembro de 1871
Gentílico piancoense
Prefeito(a) Flávia Serra Galdino (PP)
(20092012)
Localização
Localização de Piancó
Localização de Piancó na Paraíba
Piancó está localizado em: Brasil
Localização de Piancó no Brasil
07° 11' 52" S 37° 55' 44" O07° 11' 52" S 37° 55' 44" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Sertão Paraibano IBGE/2008 [1]
Microrregião Piancó IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Aguiar, Coremas, Emas, Igaraci, Itaporanga, Olho d'Água e Santana dos Garrotes.
Distância até a capital 395 km
Características geográficas
Área 564,730 km² [2]
População 15 465 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 27,38 hab./km²
Altitude 264 m
Clima semi-árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,634 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 65 377,690 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 005,74 IBGE/2008[5]

Piancó é um município brasileiro destado da Paraíba, localizado na microrregião de Piancó. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2006 sua população era estimada em 14.068 habitantes e sua área territorial é de 565 km². Piancó destaca-se por ser o marco da Coluna Prestes e o lugar onde tombou o corpo do maior bandeirante/sertanista de todos os tempos; Domingos Jorge Velho, o paulista que desafiou os limites dos perigosos e selvagens sertões sulamericanos muito antes de haver as marchas para o oeste em qualquer uma das Américas.

Índice

[editar] História

Em 1800, precisamente no dia 18 de setembro, Francisco Dias Gomes, senhor da casa da Torre e proprietário a mais de três décadas de uma fazenda de gado existente na referida localidade, denominada Pinho Sol, cedeu boa parte dessas terras para formar o patrimônio da segunda igreja, dedicada a Santo Agostinho, erguida às margens do Rio Piancó, com uma arquitetura invejável, mantida até os dias atuais. Representou o doador durante o ato jurídico de transferência de bens, o Mestre de Campo Pedro Alves Cabral (filho do fundador da povoação Francisco de Paulo) e como curador e administrador da beneficiária o Sargento-Mor Manuel da Silva Passos. Esse acontecimento é tido como o marco oficial da oficialização da fundação de Piancó, motivo pelo qual a data é anualmente lembrada com diversas comemorações.

A emancipação política foi conquistada em 11 de novembro de 1871, recebendo a denominação de Vila Constitucional de Santo Antonio de Piancó. Sua instalação oficial se deu no dia 2 de maio de 1832. Já a Comarca foi criada pela lei provincial 250, de 9 de outubro de 1884, suprimida por decreto de 17 de abril de 1890 e restaurada pela lei nº 8, de 15 de dezembro de 1892. O retrocesso voltou a ser registrado pôr pouco tempo, no ano de 1916, quando nova supressão veio a ocorrer por iniciativa do Padre Otaviano, chefe de política dominante, em represália ao Juiz de Direito da época, que acabou removido, trazendo em conseqüência a normalização do trabalho forense.

[editar] Origem de nome

O nome Piancó originou-se do chefe dos Coremas, que assim se chamava. Foram eles os primeiros habitantes da região. O mesmo nome foi dado ao rio que banha todo o Vale do Piancó, constituído de vinte cidades. A palavra Piancó em Tupi significa terror, pavor.

[editar] Geografia

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[6]. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

[editar] Resumo cronológico

1731 – Era emitida uma ordem Régia mandando dar a pedido dos moradores de Piancó, ornamentos para a Igreja Matriz feita a custa dos mesmos moradores.

1732 – Foram recebidas junto ao Governo provincial, as primeiras sesmarias do Sertão de Piancó.

1739 – Foi criada a Freguesia de Santo Antônio de Piancó, com início da construção da 1ª Igreja da localidade.

1740 – O Padre Pedro Bezerra e Brito inaugura a 1ª etapa da construção da Igreja de Santo Antônio.

1746 – Era vigário de Piancó o Padre Pedro Bezerra de Brito.

1748 – Francisco Dias D’Ávila fez a doação do terreno onde se edificou o Piancó.

1749 – Chega a Piancó, procedente de Lisboa a primeira imagem de Santo Antônio.

1754 – Foi nomeado Francisco de Oliveira Ledo, para o cargo de capitão-mor da freguesia de Piancó.

1766 – Descobre-se no povoado de Piancó minas de ouro. Nesse ano teve concessão destas terras para exploração o senhor Manoel Barbosa Reis, morador da freguesia.

1777- O governador da Paraíba comunica ao capitão-mor de Piancó, o envio de equipamentos para a Igreja da freguesia.

1823 – O governo imperial do Brasil envia correspondência ao presidente da província da Paraíba, autorizando a posse do Cel. João Leite Ferreira, no ofício de administrador da freguesia de Piancó.

1829 – Foi criada em Piancó, a primeira escola primária da freguesia, projeto de João Albuquerque Maranhão.

1830 – Reúne-se o Conselho Geral da Província da Paraíba, para solicitar ao governo imperial a criação da Vila de Piancó com a denominação de Vila Amélia de Piancó.

1855 – Foi construído em Piancó, o primeiro cemitério da Província da Paraíba, obra do missionário Francisco Serafim de Catania.

1912 – Foi criada a primeira Mesa de Rendas da Vila de Piancó. Decreto 599. Antes a Mesa de Rendas era uma representação.

1918 – O prefeito Manuel Bezerra Leite inaugurou a primeira iluminação publica de acetileno.

1936 – Foi instalado em Piancó o Bureaux Eleitoral do Partido Progressista da Paraíba.

1940 – Foi descoberta a mina de São Vicente

1941 – Foi instalada a Biblioteca pública, através do decreto-lei n° 10.

1953 – Foi criada a Escola de Ensino Secundário Ginásio Sant’Anna.

2003 – O vereador Joaquim Franklin Remígio, apresenta projeto de lei n° 14 criando feriado municipal em Piancó.

[editar] Ver também

Padre Aristides e a Coluna Prestes

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro.

[editar] Ligações externas

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