Guitarra baiana

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Uma guitarra baiana.

Guitarra baiana é um instrumento elétrico, de quatro ou cinco cordas, criado na bahia.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A dupla "Dodô e Osmar" (Adolfo Dodô Nascimento e Osmar Álvares Macêdo), ambos de Salvador, tiveram a idéia de construir um novo instrumento a partir de uma apresentação na capital baiana, do músico Benedito Chaves - que utilizava um captador acoplado a um violão tradicional de caixa acústica oca equipada com um captador.

Dodô, técnico em eletrônica, junto ao amigo, fez vários testes com madeira e posicionando o amplificador sob as cordas, conseguiu evitar a microfonia que verificaram ocorrer na apresentação que tinham assistido.

O protótipo criado por Dodô e Osmar no início da década de 1940 ficou conhecido como pau elétrico ou cavaquinho elétrico[1] .

Em 1950, Dodô e Osmar se apresentaram nos dias de carnaval, sobre um Ford 1929, transformando ele em palco, dando origem o fenômeno do trio elétrico no Carnaval da Bahia.

Músicos[editar | editar código-fonte]

Temos como intuito nessa lista, fazer um reconhecimento daqueles que tiveram ou tem, vida e obra com a Guitarra Baiana. Para tanto, listamos em ordem alfabética os músicos em atividade e os fora de atividade. Essa lista foi feita pela Comunidade de Músicos da GB.

***Músicos Em Atividade

Alexandre Vargas, Armandinho Macêdo, Aroldo Macêdo, Askê Mesquita, Carlos Abreu de Almeida, Carlos Marthau, Cruz, Davi Moraes, Emmerson Leão, Eugenio Nobre, Fábio Batanj, Felipe Facó, Fernando Duarte, Fred Menendez, Fred Neto, Gabriel Dominguez, Heládio Tourinho, Igor Hereda, Jackson Dantas, Jean Paul Charles, Jonathan Raphael, Julio Caldas, Julio Moreno, Laila Rosa, Lipe Monteiro, Lito Nascimento,Luana Damiani, Lúcio Ferraz, Luiz Brazil, Luiz Caldas, Marcela Martrinez, Marcelo Novaes, Márcio de Oliveira, Marcos Faia, Marcos Moletta, Mike Caldas, Mintcho Garrammone, Missinho, Morotó Slim, Mou Brazil, Nando Borges, Nino Moura, Pará Monteiro, Paty Kiss, Paulo Chamusca, Pedro Souza, Pepeu Gomes, Ricardo Leão, Ricardo Marques, Robertinho Barreto, Robertinho Lago, Sergio Albuquerque, Sergio Chiavazzoli, Thathi, Xico Barroso, Yonsen Maia

***Músicos Fora de Atividade

Aderson, Adolfo Antônio "Dodô" Nascimento, Almério Santos, Altair, Cacik Jonne - João Fernandes da Silva Filho, Dico, Edgarzinho, Fernando Padre, Gato, Geo Benjamim, Jorginho Gomes, Melo, Moacyr Soares, Musso, Osmar Álvares Macêdo, Reginaldo Silva, Renatinho, Roberto Santos, Seu Dica, Temístocles Aragão, Vicente Santana

Luthier[editar | editar código-fonte]

No mesmo molde da lista de músicos, citamos aqui os construtores da GB, em atividade e fora de atividade. Lista também feita pela Comunidade de Músicos da GB.

***Luthiers Em Atividade

Elifas Santana, Fábio Batanj, Jacimário, Jorge Itacaranha, Yuri Barreto. Em Gualeguay, cidade Argentina da província de Entre Rios, Diego Serra luthier constrói belas guitarras baianas, uma das quais é propriedade da Mintcho Garrammone.

***Luthiers Fora de Atividade

Dodô, Luizinho Dinamite, Vitório Quitanilha, Vitório Quintílio, Jader e Jean Paul Charles.

Afinações e evolução[editar | editar código-fonte]

Com suas quatro cordas originais, a guitarra baiana é afinada como o bandolim ou o violino - sol, ré, lá e mi (do grave para o agudo).

O músico baiano e virtuoso da guitarra baiana e do bandolim, Armandinho, filho de Osmar Macêdo, sentindo necessidade de obter um som mais grave, adicionou ao instrumento uma quinta corda, afinada em .

Na década de 1990, o luthier sergipano Elifas Santana www.elifas.com.br, responsável pela criação das guitarras baianas de Armandinho e de Luiz Caldas, adaptou um sistema de ponte flutuante (Floyd Rose) nestes instrumentos.[2] .

Referências

  1. Ana Maria Bahiana. Nada será como antes: MPB anos 70 - 30 anos depois. [S.l.]: Editora Senac, 2006. 169 pp. 8587864947, 9788587864949.
  2. Luciano Marsiglia. (Abril de 2000). "Guitarra Baiana 50 Anos". Guitar Player (50). Editora Trama.a partir dos anos 90 em diante, após o luthier sergipano Elifas Santanawww.elifas.com.br ter revolucionado a concepção do instrumento ao inserir a alavanca, a guitarra baiana passou a ter mais adeptos não só na Bahia mas em vários estados do País e ao redor do mundo. Isso inspirou vários outros Luthiers, que adicionaram novas técnicas, formatos e materiais à guitarrinha, dando mais versatilidade ao instrumento. Como exemplos desses novos Luthiers, temos Fábio Batanj [1], Jacimário da MLaghus [2] e Yuri Barreto [3].


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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