Banda Eva

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Banda Eva
A banda no Carnaval da Bahia, 2014 (foto: Juliana Gabriela/Setur Bahia)
Informação geral
Origem Salvador (Bahia)
País  Brasil
Gênero(s) Axé music, Samba-reggae.
Período em atividade 1980—presente (bloco)
1993—presente (grupo)
Gravadora(s) Sony Music (1993—1994)
Universal Music (1994—2007)
Som Livre (2007—presente)
Página oficial Site Oficial
Integrantes Felipe Pezzoni (voz)
Marcelinho Oliveira (teclados e violão)
Hugo Alves (percussão)
Alex Pontes (percussão)
Esso Brumom (bateria)
Cristiano Ferreira (baixo)
Ton Carvalho (saxofones e flauta)
Ex-integrantes Bloco:
Jota Morbeck (voz) (1982; 1984—1985)
Carlinhos Caldas (voz) (1983)
Luiz Caldas (voz) (1986)
Marcionílio (voz) (1986—1987)
Ricardo Chaves (voz) (1988—1992)
Durval Lelys (voz) (1993—1995)
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Banda:
Ivete Sangalo (voz) (1993—1999)
Emanuelle Araújo (voz) (1999—2002)
Saulo Fernandes (voz) (2002-2013)[1]

A Banda Eva, também conhecida apenas como EVA, é uma banda de axé music brasileira. Iniciada em 1980 apenas como um bloco de carnaval, o Eva, como era apenas chamado, teve em sua frente importantes cantores como Luiz Caldas, Daniela Mercury, Ricardo Chaves e Durval Lelys, vocalista do Asa de Águia. Em 1993 o bloco de carnaval se tornou oficialmente uma banda quando Ivete Sangalo assumiu os vocais e o grupo recém-formado oficialmente assinou com a Universal Music. Com Ivete o grupo lançou "Me Abraça", "Beleza Rara", "Levada Louca", "Arerê" e "Carro Velho". Na segunda metade dos anos 90s divergia de outras bandas de Axé do mainstream no sentido de apelar menos para percussão e mais para um vocal de maior qualidade e ibidem instrumentos musicais mais complexos.

Em 1999, Ivete Sangalo deixa o grupo para seguir carreira solo, sendo que em seu lugar entra Emanuelle Araújo, que anos depois viria a se tornar atriz e dona. Apesar do pouco tempo que Emanuelle ficou com a Banda Eva, o grupo reuniu alguns sucessos como "Pra Lá e Pra Cá", "My Love" e "Chuva de Verão". Em 2002, Emanuelle Araújo deixou a banda, entrando em seu lugar Saulo Fernandes, ex-vocalista do Chica Fé, banda que havia formado com seu irmão Sérgio Fernandes, sendo que com a entrada de Saulo se quebrou o ciclo de mulheres comandando os vocais da banda. No carnaval de 2013, o cantor Saulo Fernandes se despediu da banda e Felipe Pezzoni, ex-vocalista da banda Mil Verões, entrou no seu lugar.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

1977—80: Grêmio e fundação do Bloco Eva[editar | editar código-fonte]

No final da década de 1970, um grupo de onze amigos do Colégio Marista de Salvador, na Bahia, criou um grêmio que visava se reunir fora dos domínios escolares para se divertir tocando e cantando, formado por Ademarzinho, André Silveira, Jorginho Sampaio, Ricardo Martins, Jonga Cunha, Maurício Magalhães, Hunfrey Ataíde, Guto Almendra, Eduardo Gil, Pernambuco e Cyro Coelho. O grupo, que se reunia frequentemente no sítio de Adermazinho, batizou o grêmio de EVA, abreviação de Estrada Velha do Aeroporto, onde era localizado o sítio das reuniões, portanto, ligação alguma com a alegoria bíblica de Adão e Eva.

No final de 1979 os onze amigos passaram no vestibular para seus determinados cursos. Porém para selar a amizade e não deixa-la esvaecer surgiu a idéa de formar um bloco de carnaval, em 11 de fevereiro de 1980, mantendo o antigo nome do grêmio, surgindo assim o Bloco Eva. Pouco tempo depois de formado o bloco, os sócios chamaram mais duas pessoas para integrar-lo: Lui Muritiba e Waldir, professor de Química, porém ambos ficaram por pouco tempo. Em 1981 foi dado o primeiro ano de carnaval do Bloco Eva, com apenas onze sócios, o grupo original do ex-grêmio. No primeiro ano o bloco já saiu pdealizado por Carlos Correa (Gordinho) e Carlos Muller, contando com caixas de som e voz, diferenciando-se dos outros trios da época que ainda usavam cornetas Selenium sem voz. Assim o Eva tornou-se o primeiro trio elétrico a usar caixas de som, sendo que em 1981 outros blocos passaram a utiliza-lo como Traz os Montes, Dodô e Osmar e Novos Baianos.

Em 4 de junho de 1980 foi realizada a primeira festa pós-carnaval do Eva na Casa de Festejos (ex-Parafernália), junto com a banda Scorpius (que mais tarde viria a se tornar o Chiclete com Banana). No mesmo ano os sócios idealizaram a formação de uma banda, juntando-se com os irmãos Gato e Aderson, integrantes recém saidos da banda Scorpius, para procurarem jovens empreendedores para investir na banda. Mais tarde se juntou ao grupo o contrabaixista Levi, recém-saido do Trio Tapajós.

1981—92: Formação do bloco e primeiros Carnavais[editar | editar código-fonte]

Em 27 de fevereiro de 1981 o Bloco Eva realizou seu primeiro dia de Carnaval com uma banda completa tocando em cima do trio elétrico, porém sem um vocal fixo, sendo geralmente Levi e Aderson os vocalistas da maioria das canções. A banda tocou alguns sucessos daquele ano como "Sim, é com a Flor" de A Cor do Som, "Chão da Praça" de Moraes Moreira, "Evaporação" de Eduardo Gil e "Deixa o Coração Mandar" de Waltinho Queiroz, em arranjos de axé music. No Carnaval de 1982 quem assumiu os vocais do bloco foi o falecido cantor Jota Morbeck, sendo o primeiro a cantar "Eva", canção da banda Rádio Táxi que ficaria conhecida como marca do grupo mais de dez anos após na voz de Ivete Sangalo. Outras canções que marcaram aquele ano no bloco foram "Cometa Halley" e "Cometa Mambembe", além de adaptações em frevo de músicas de Rita Lee, A Cor do Som, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Jota Morbeck gravou um álbum em 1982 com os instrumentais do Eva, porém levando apenas seu nome, sendo que no final do mesmo ano se afasta da banda para dedicar-se a sua carreira. Em 1983 o cantor Carlinhos Caldas assume os vocais do bloco, marcado pela versão de "Flagra" de Rita Lee, deixando a banda no mesmo ano.

Em 1984 Jota Morbeck volta a assumir os vocais da banda no Carnaval, permanecendo até 1985. Nessa época o bloco inaugurou a tradição do carnaval na Barra, quando os blocos Eva e Camaleão saíram no sábado à tarde em cima do trio elétrico, no sentido Ondina à Barra, o contrário do que é hoje em dia. Em 1985 o cantor Luiz Caldas seguiu a frente da banda por alguns meses alternando com sua carreira solo, estourando o sucesso "Fricote". Nos carnavai de 1986 e 1987 o Eva contou teve em seus vocais o compositor, arranjador e multi-instrumentista, Marcionílio, marcando aqueles anos pelas canções "Eva Alegria" e "Táxi". Além disso em 1986 deu-se a descoberta de Daniela Mercury como cantora, ao ser contratada como backing vocal, fazendo os vocais na banda até 1989.

Em 1988, após a saída de Marcionílio, Ricardo Chaves assumiu a banda durante o carnaval, ficando à frente do bloco até 1992. O cantor, que já havia gravado um álbum solo antes, fechou uma parceria nos dois primeiros anos, 1988 e 1989, como Ricardo Chaves & Banda Eva. Daniela Mercury saiu dos vocais de apoio em 1989 para seguir na banda de Gilberto Gil. A partir de 1990 o Eva voltou a ter o nome desvinculado de Ricardo Chaves, porém continuando com os vocais do cantor, que chegou a gravar quatro álbuns enquanto na banda, assinados apenas com o nome do cantor, porém com os instrumentais da banda. Com Ricardo Chaves o bloco marcou sucessos como "Eu Vou no Eva", "Namoro" e "Reencontro", sendo que no final de 1992 o cantor deixa a banda para fcar apenas em sua carreira solo.

1993—presente: Oficialização da Banda Eva[editar | editar código-fonte]

O grupo foi revelado em 1993, através da iniciativa do produtor Jonga Cunha, assinando contrato com a gravadora Sony Music, pela qual gravou seu primeiro disco em 1993. No ano seguinte, a banda se transferiu para a PolyGram, atual Universal Music Group, na qual conheceu o sucesso nacional, cujo auge se deu com o CD Banda EVA Ao Vivo, gravado e lançado em 1997.

A banda durante show em Brasília

Com a saída de Ivete Sangalo, que iniciou uma carreira solo de absoluto sucesso, seu lugar foi assumido pela também cantora baiana e atualmente atriz Emanuelle Araújo, que permaneceu no grupo de 1999 a 2002, lançando dois discos. Em 2002, Emanuelle deixa a banda, dedicando-se à carreira de atriz e à banda Moinho, que lidera atualmente. Seu posto é assumido por Saulo Fernandes, ex-membro da banda Chica Fé, formada junto com seu irmão Sérgio Fernandes (atualmente nos vocais do Chica Fé), que acabou com uma hegemonia de quase 10 anos, quando só mulheres podiam comandar a banda. Em 2005, o grupo comemorou os 25 anos do Bloco EVA, com o CD e DVD Banda Eva 25 Anos: Ao Vivo, gravado no Riocentro (Rio de Janeiro), com a participação de vários artistas que estiveram junto com o EVA durante a trajetória do bloco e da banda, como Ricardo Chaves, Luiz Caldas, Durval Lelys, Emanuelle Araújo e Ivete Sangalo.

Em 2007, mais um DVD é lançado, desta vez pela Som Livre: Veja Alto, Ouça Colorido, cujo repertório é composto de 11 canções inéditas e oito regravações. Poucos dias depois da gravação, um de seus músicos, o percussionista Fabrício Scaldaferry (conhecido como Fafá) falece em virtude de uma meningite. Uma homenagem ao músico foi incluída como material extra do DVD. Em 2009, lançam um novo DVD, "Eva - Lugar da Alegria", produzido pela Caco Discos, com roteiro de Saulo Fernandes, direção musical de Alexandre Lins e direção de Alejandro Alvaro, com 17 faixas inéditas e uma regravação com Carlinhos Brown, é filmado ao vivo em HD num sitio em Lauro de Freitas, com a participação de Ninha, e no Castelo D'Avila em Praia do Forte, com a participação de Tatau e Margareth Menezes.

Atualmente, no Carnaval de Salvador, a banda comanda o Bloco EVA, no Circuito Campo Grande (Osmar), e os blocos Cocobambu (pertencente ao Asa de Águia) e Nú Outro, no circuito Barra-Ondina (Dodô). A banda também chegou a comandar o bloco Cerveja & Cia, pertencente a Ivete Sangalo.

No fim de 2012, Saulo Fernandes anuncia sua saída da Banda Eva após o Carnaval de 2013, para a carreira solo. Em seu lugar, assume Felipe Pezzoni, oriundo da banda Mil Verões.

Antigos Integrantes[editar | editar código-fonte]

O Eva foi palco de grandes estrelas da música baiana como Jota Morbeck (in memorian), Marcionílio, Ricardo Chaves, Daniela Mercury, Durval Lelys, Ivete Sangalo, Emanuelle Araújo. Talento foi o que nunca faltou na história do Eva e por isso músicos como Bastola (in memorian), Roney Scot, Tony Mola, Octávio Américo, Nino Moura, Luisinho Assis, Radamés Venâncio, Luiz Caldas, Paulinho Andrade, Jonga Cunha, Nairo Elo, Pavão, Rodrigo Vásquez Suit e Ramiro Mussoto (in memorian) também passaram pelo EVA. O Ultimo vocalista a deixar a Banda EVA foi Saulo Fernandes.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Formação[editar | editar código-fonte]

  • Felipe Pezzoni: voz
  • Marcelinho Oliveira: teclado e violão
  • Esso Brumom: bateria
  • Ton Carvalho: sax e flauta
  • Cristiano Ferreira: contrabaixo
  • Hugo Alves: percussão
  • Alex Pontes: percussão

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/11/saulo-fernandes-confirma-saida-da-banda-eva.html
  2. http://musica.terra.com.br/noticias/0,,OI6284918-EI1267,00-Saulo+Fernandes+deixa+Banda+Eva+para+seguir+carreira+solo.html