MTV Brasil

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MTV Brasil
Abril Radiodifusão S.A.
Tipo Rede de televisão comercial
País  Brasil
Fundação 20 de outubro de 1990
por Grupo Abril e MTV Networks
Extinção 30 de setembro de 2013
Proprietário Abril Radiodifusão
Cidade de origem São Paulo São Paulo
Sede Av. Professor Alfonso Bovero, 52
Sumaré, São Paulo
Estúdios Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Slogan A música não para
Formato de vídeo 480i (SDTV)
1080i (HDTV)
Canais irmãos BRZ
Cobertura Brasil
Emissoras afiliadas Ver lista completa
Nome(s) anteriore(s) TV Abril (1989-1990)
MTV: Music Television (1990-2006)

A MTV Brasil foi uma emissora de televisão brasileira pertencente ao Grupo Abril dedicada ao público jovem. Nasceu no dia 20 de outubro de 1990 como a primeira rede de televisão aberta segmentada, sendo a versão nacional da MTV.[1] Foi a terceira versão da MTV a ser lançada no mundo e a primeira a ser lançada em TV aberta.

A sede da emissora ficava em São Paulo, na Avenida Professor Alfonso Bovero, 52, no bairro Sumaré, onde foi anteriormente a sede da Rede Tupi. Este edifício foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat), sendo o primeiro da capital do estado de São Paulo a ser tombado.[2]

No começo da década de 2010, era considerada a maior rede jovem e a sétima maior rede de televisão do Brasil, sendo considerada ainda pelo jornal Meio & Mensagem como a quinta emissora de TV mais admirada do país.[3] .[4] Além disso foi a primeira TV segmentada do país dedicada ao público jovem,[5] [6] além de ter sido a primeira emissora de TV brasileira a transmitir a sua programação 24 horas por dia (sem ficar fora do ar na madrugada).[7]

O canal encerrou suas operações em 30 de setembro de 2013, sendo substituído por um novo canal operado pela Viacom na TV paga. Seu sinal na TV aberta, por sua vez, passou a ser ocupado pela Ideal TV.[8]

História[editar | editar código-fonte]

O videoclipe chegou ao Brasil em 1975, no programa Fantástico da Rede Globo. O primeiro clipe foi da música "América do Sul" de Ney Matogrosso. O programa foi o único a produzir e veicular videoclipes até o início da década de 80, quando as produtoras independentes passaram a querer fugir do "Padrão Globo", e quando também houve o surgimento da MTV norte-americana. Ao longo da década de 80, surgiram outros programas de clipes, como Clip Trip da Gazeta, Som Pop (TV Cultura), FMTV e Manchete Clip Show da extinta Rede Manchete e o Clip Clip, que era também exibido na Rede Globo.[9]

A primeira imagem exibida pela MTV Brasil.

Após meses de planejamento e atrasos, finalmente a MTV Brasil estreou em 20 de outubro de 1990, ao meio-dia, em São Paulo, através do canal 32 UHF e no Rio de Janeiro, pela TV Corcovado, canal 9 VHF. Primeiro saía do ar a color bar com a inscrição Rede Abril e entravam as vinhetas modernas com o logotipo da MTV. A primeira pessoa a aparecer na tela da MTV foi a VJ Astrid Fontenelle, inaugurando o canal com a seguinte frase: "Está no ar a MTV Brasil". Em seguida, a VJ Cuca Lazarotto apresenta o primeiro videoclipe da cantora nacional Marina Lima (Garota de Ipanema), seguido pelo clipe internacional Groove Is in the Heart formado pelo trio musical Deee-Lite, que resumia bem a tendência estética do canal, na qual era possível ver o uso excessivo da imagem sobre a música e a despreocupação com a padronização ou qualidade técnica dos programas produzidos.[10] Ela foi iniciada após uma sociedade do Grupo Abril com a MTV Networks. Na época de sua estréia, a emissora tinha 25% de produção nacional e 75% fornecida pela sua detentora mundial da marca.[1]

Em 7 de dezembro de 2009, o Grupo Abril comprou a parcela das ações da MTV Brasil pertencentes a Viacom (grupo dono da MTV Networks, detentora da marca MTV em todo mundo), e passou a ser detentora dos direitos da marca MTV no Brasil[11] . Assim, o Grupo Abril passou a pagar uma taxa anualmente à Viacom para o licenciamento da marca.

Crise e devolução da marca[editar | editar código-fonte]

A MTV Brasil passa por problemas financeiros desde o final de 2009, quando começou a perder seu faturamento.[12] O problema se agravou em 2012, o que fez que os jornalistas especializados em mídia especulassem a venda da emissora e/ou a devolução da marca MTV a sua detentora mundial, a Viacom.

Daniel Castro, do portal R7, publicou em seu blog em 13 de abril de 2012 que a então News Corporation (Fox), o apóstolo Valdemiro Santiago e o grupo português Ongoing estavam interessados na compra da emissora.[13] No mês seguinte, o programa Comédia MTV ao Vivo exibiu um clipe com a paródia da música Roda Viva, de Chico Buarque.[14] A música, intitulada Indiretas Já, fala sobre a atual situação da televisão em geral de forma indireta, como sugere o título.[14] No clipe, os humoristas também debocham dos rumores de venda da MTV.[14]

Keila Jimenez, do jornal Folha de S. Paulo, publicou em sua coluna de 16 de agosto de 2012 que o Grupo Abril havia iniciado as negociações de venda do canal e a devolução da marca MTV para Viacom.[15] No mesmo dia, em nota, o grupo negou que haviam negociações para a venda da emissora.[16] [17] [18] Após a publicação dessa notícia, os programas Furo MTV e Trolalá reagiram com piadas a respeito da venda.[19] No Trolalá, o humorista Paulo Serra passou um trote para a portaria da própria MTV, fingindo ser um representante de Eike Batista, que estaria interessado na compra do canal.[20]

Em 15 de maio de 2013, Keila Jimenez publicou na sua coluna "Outro Canal" da Folha de S. Paulo que Grupo Abril, não pretendia manter a emissora musical no ar além deste ano. O canal, mesmo com forte redução de gastos, continua com as contas no vermelho. Sem compradores interessados no momento, o Grupo Abril estaria analisando dois novos projetos de gestão para o canal manter-se no ar. Os dois projetos envolvem a devolução da marca MTV Brasil para sua proprietária, a programadora norte-americana Viacom. O nome MTV Brasil é um licenciamento pago anualmente pela Abril à Viacom. Uma das ideias é manter o canal no ar, já com outro nome, apostando apenas em produções de humor ao estilo atual. O outro projeto, com custo bem menor, era manter a emissora sem produções nacionais, exibindo apenas documentários e videoclipes. A Viacom, que pode receber a marca MTV Brasil de volta, já até estaria programando o relançamento do canal no país.[21]

Em 12 de junho de 2013, Keila Jimenez publicou em sua coluna que o Grupo Abril devolveria a marca MTV para a Viacom, e lançaria um novo canal de televisão em seu lugar, e a Viacom, por sua vez, relançaria a MTV somente na TV por assinatura.[22] Isso foi confirmado em seguida pelo blog da colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo.[23] No dia seguinte, o programa Acesso MTV foi encerrado e os apresentadores Titi Müller, Juliano Enrico e Pathy DeJesus foram dispensados.[24] [25] [26] Os programas MTV sem Vergonha e A Hora do Chay também foram encerrados.[24] [26] Em outras áreas, ocorreram corte de pessoal, resultando na demissão de vários profissionais.[27]

Na semana seguinte, em entrevista ao jornalista Daniel Castro, Zico Góes, diretor de programação da emissora, confirmou que a MTV seria devolvida a Viacom, sem dar mais detalhes.[28] O canal seguirá lançando novas atrações até setembro de 2013, quando a marca MTV será devolvida para a Viacom.[29] [30] [31]

Em 29 de julho, a Viacom International Media Networks (VIMN The Americas), divisão internacional da Viacom, anunciou que o canal será relançado na TV paga no dia 1º de outubro.[32] A empresa pretende que a nova MTV alcance 75% dos assinantes de TV paga, o que representa um alcance maior do que a atual cobertura do canal da Abril.[33] A programadora pretende produzir mais de 350 horas de conteúdo nacional até dezembro de 2014, com versões brasileiras de programas como o MTV World Stage, Guy Code e Pranked, além de programas diários, séries, esportes radicais e realities.[34] [35] Versões dubladas de programas da matriz americana ocuparão a maior parte da grade.[36]

Com a devolução da marca para a Viacom, a MTV Brasil deixa de ser operada pelo Grupo Abril no dia 30 de setembro, data em que será exibido um especial de despedida do canal da TV aberta.[37] [38] [39] A partir de outubro o canal abandona a denominação "Brasil", passando a se chamar apenas MTV.[40]

Após a entrega da marca para a Viacom, a Abril pretende se desfazer de sua rede de radiofusão e da cessão do sinal UHF que usava para transmitir seu canal, já que não tem intenção de lançar novo canal e nem seguir no ramo televisivo. O grupo pretende prosseguir com a exibição de reprises, porém outras produções para segurar a concessão do canal enquanto ocorrem as negociações para a venda de sua infraestrutura.[41] Seu acervo totalmente digitalizado de imagens e programas também estava sendo negociado, devendo ser transferido para a Viacom.[42] Já o nome deixou de ser utilizado juntamente a entrega da marca para Viacom, com isso o canal passou a se chamar Ideal TV umas das propriedades da Abril, já foi noticiado que a Abril não tem interesse de manter o canal, um dos motivos foram queda de audiência e da internet, trazendo aos prejuizos para o grupo.

Venda do canal[editar | editar código-fonte]

Em 18 de dezembro de 2013 num comunicado oficial, Fábio Colletti Barbosa, presidente do Grupo Abril, anunciou a venda da concessão da TV aberta ao Grupo Spring que edita a revista Rolling Stone Brasil no país entre outras revistas.[43] Este grupo pertence ao ex-vice-presidente do SBT e Band, José Roberto Maluf. Os valores da transação não foram divulgados, mas especula-se que gire em torno dos R$ 200 milhões e também supostamente a Abril recusou um valor maior que isso oriundo do religioso R. R. Soares, fazendo assim, que o futuro da nova emissora está em mãos e provavelmente, uma programação laica.[44] Tudo isso ainda tem que ser aprovado pelo Ministério das Comunicações e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).[45]

Transmissão[editar | editar código-fonte]

TV aberta e online[editar | editar código-fonte]

Além da transmissão aberta, a MTV Brasil também era disponível na TV por assinatura e através do site via streaming.

Fim da transmissão[editar | editar código-fonte]

A última imagem exibida pela MTV Brasil.

Em seus derradeiros dias, a MTV Brasil apresentou uma programação nostálgica cheia de reprises dos melhores momentos registrados ao longo do seu ciclo de vida. Além dos últimos programas da série My MTV com ex-VJs, o canal mostrou, ainda, em parceria com a Mídia Ninja, um último programa envolvendo um passeio pelas dependências do prédio onde ficava sua sede, acompanhado de uma virtuosa discussão sobre o passado, presente e futuro das mídias de comunicação. A programação foi finalizada no dia 30 de setembro de 2013, às 23h59. O último programa exibido foi O Último Programa do Mundo, com Daniel Furlan e Juliano Enrico, em seguida o VJ Thunderbird apresentou sua despedida. Em sentido oposto ao da inauguração do canal, a ex-VJ Cuca Lazarotto apresenta o último videoclipe - "Maracatu Atômico" da banda brasileira de manguebeat Chico Science & Nação Zumbi[46] [47] [48] , possivelmente como forma até mesmo de auto-afirmação do nome Brasil que compunha seu nome. A também ex-VJ Astrid Fontenelle encerra a programação, uma vez que foi a mesma quem abriu as transmissões há quase 23 anos atrás, encerrando-se, assim, o ciclo de transmissões da MTV Brasil do Grupo Abril de Televisão[49] . A última vinheta transmitida foi uma seleção de imagens de funcionários da emissora, com a canção "Ôrra Meu", da cantora brasileira Rita Lee, de fundo musical. Por fim, surge na tela uma logomarca da MTV estilizada com as cores da bandeira brasileira sobre um fundo preto. A sua logomarca foi diminuindo e desaparecendo nesse fundo preto. Essa foi a última imagem da MTV Brasil. [50]

Como parte das atividades necessárias para devolução da marca, o endereço mtv.com.br também deixou de funcionar às 22h30 do dia 30 de setembro[51] , sendo redirecionado para endereços de propriedade da Viacom.

Videoclipes[editar | editar código-fonte]

Primeiro formato e VJs[editar | editar código-fonte]

Na concepção original, a MTV estava destinada a exibir videoclipes e focar em um público jovem de 12 a 35 anos. Quatro meses antes de sua estreia, a MTV abriu um concurso para seus apresentadores, que seriam conhecidos como video-jockeys ou simplesmente VJs. Eram homens e mulheres jovens que teriam a função de serem os "anfitriões" dos programas. A primeira equipe de VJs era formada por Astrid Fontenelle,[52] Cuca Lazzarotto, Daniela Barbieri, Gastão Moreira, Maria Paula, Rodrigo Leão, Thunderbird e Zeca Camargo. Em geral, os VJs tinham pouca ou nenhuma experiência na televisão.

No início, a MTV Brasil exibia muitos clipes de rock e música pop, em sua maioria internacionais. Porém, nesta época também houve a influência do grunge, com destaque para bandas como Nirvana e Alice in Chains. Outros artistas tiveram destaque no mesmo período como foi o caso do Skank, Paralamas do Sucesso, Madonna, Michael Jackson e Guns N' Roses.

Programas segmentados[editar | editar código-fonte]

Exibição de videoclipe na MTV Brasil em 2013

Logo em seu início, a MTV criou programas para vários segmentos musicais como foi o caso do Yo!, destinado ao hip-hop e rap; Lado B voltado para o universo alternativo e o Fúria Metal, dedicado ao heavy metal e hard rock. Porém, esses programas eram exibidos em horários menos destacados como a madrugada.

O Lado B e o 121, versão brasileira do 120 Minutes, eram voltados para um universo mais alternativo mostrando um pop e um rock que não seguiam as tendências do momento. O Lado B durou de 1990 a 2000, apresentado por Fábio Massari e o 121, comandado por Thunderbird, de 1991 a 1994.

Já o Yo!, que era a versão brasileira do Yo! MTV Raps, tentou inicialmente cobrir o cenário do rap/hip-hop internacional, porém pela dificuldade e por pressão dos telespectadores, o Yo! passou a cobrir mais o cenário nacional.

Em meados de 1991, a MTV Brasil criou dois programas voltados ao rock pesado, o Fúria Metal, versão brasileira do Headbangers Ball, e o Gás Total, ambos apresentados pelo VJ Gastão Moreira.

Houve também programas destinados à dance music e música eletrônica como o Dance MTV, Beat MTV e o AMP. Programas como Tutti Dani, Hits MTV e Non-Stop exibiam os maiores sucessos do momento.

Disk MTV (1990–2006)[editar | editar código-fonte]

Criado em 1990, o Disk MTV era a versão brasileira do Dial MTV (precursor do TRL), com a ideia de exibir os dez clipes mais votados do dia através do telefone. Inicialmente o programa foi apresentado por Astrid Fontenelle e, além de exibir os dez clipes mais pedidos, levava ao ar entrevistas com artistas e bandas. Astrid deixou o comando do programa em 1994, sendo substituída por Cuca Lazarotto. Cuca, por sua vez, foi substituída por Sabrina Parlatore em 1996. Sabrina deixou o programa em 2000 quando se transferiu para a Rede Bandeirantes. O Disk foi temporariamente apresentado por Chris Nicklas entre julho e agosto de 2000.

Após dois meses, Sarah Oliveira assumiu o comando do Disk MTV. Ao mesmo tempo que exibia a parada musical, o programa trazia artistas no estúdio do programa para entrevistas. Em pouco tempo o Disk se tornou o principal programa da MTV Brasil e um dos mais assistidos em seu horário. Sarah deixou o programa em 2005 para apresentar o Jornal da MTV ao lado de Rafael Losso.

Após a saída de Sarah, o Disk passou a ter apresentadoras que ficavam no comando do programa no máximo um ano, como foi o caso de Carla Lamarca, entre 2005 e início de 2006, as gêmeas Keyla Boaventura & Kênya Boaventura, entre março e novembro, e por último Luisa Micheletti, entre novembro e dezembro. Em 2006, a MTV comunicou que iria focar menos na música e isso culminou no fim do programa, o que provocou revolta entre os fãs do programa.

Em 2008, a MTV Brasil criou uma nova versão do Disk MTV, o Top 10 MTV, apresentado originalmente por Sophia Reis aos sábados e foi exibido até 20 de dezembro daquele ano. Em 2009, surgia o MTV Lab Disk, uma seção sem apresentadores reservada aos 15 clipes mais votados pelo publico. Em janeiro de 2010, o Top 10 voltou ao ar e passou a ser diário, com apresentação de Vanessa Hadi. O programa foi exibido até o dia 1º de agosto de 2013.

Em fevereiro de 2014, o ex-diretor de programação da MTV Brasil Zico Góes, afirmou em entrevista que as votações do programa Disk MTV eram manipuladas pela emissora.

Video Music Brasil (1995–2012)[editar | editar código-fonte]

Em 1995, foi ao ar o primeiro MTV Video Music Brasil, ou VMB, sendo a versão nacional do já consagrado Video Music Awards. Sob o comando de Marisa Orth, ele originalmente era intitulado de Video Music Awards Brasil. A estatueta entregue na premiação geralmente era um cachorro.

Em 2007, a premiação sofreu uma reformulação e passou a focar menos nos videoclipes e mais nos artistas.[53]

O programa foi anualmente transmitido até 2012. Em 2013, o evento não foi realizado devido à devolução da marca MTV para a Viacom. A nova MTV que estava avaliando a viabilidade em realizar o evento[54] [55] decidiu não realizar a premiação em 2014 por priorizar produções como EMA, VMA e o World Stage.[56]

Outros programas[editar | editar código-fonte]

Programas roteirizados (1999-2013)[editar | editar código-fonte]

Um dos programas mais lembrados da emissora é o Hermes & Renato que teve início em 1999. O mesmo grupo de humoristas também foi responsável por outros programas como Sinhá Boça (2006) e Tela Class (2007). Outros programas de destaque foram 20 e Poucos Anos (2000), Descolados (2009), A Menina Sem Qualidades (2013) e Overdose (2013).

Programas animados (2003-2013)[editar | editar código-fonte]

O Megaliga MTV de VJs Paladinos foi o primeiro desenho animado da emissora, que estreou em 2003 e contava as histórias com narração da própria equipe de apresentadores naquela época. Em 2005, estreou o Fudêncio e Seus Amigos que atualmente foi o desenho que mais rendeu temporadas a MTV.

Mudanças na grade[editar | editar código-fonte]

Por suas diversas reformulações, quase sempre anuais, e maior produção de programas sobre comportamento jovem, muitos telespectadores passaram a sentir falta de uma programação basicamente musical na MTV. Em resposta a essas reclamações, a emissora passou a exibir, em março de 2006, programas focados especialmente na exibição de videoclipes e discussões sobre música, em que os telespectadores podiam interagir com a programação através de mensagens de texto e pela internet.

No entanto, em dezembro de 2006, foi anunciado pelo diretor de programação, Zico Góes, que em 2007 a MTV passaria a exibir videoclipes somente durante a madrugada. Segundo ele, o fácil acesso a conteúdos audiovisuais na internet (leia-se YouTube e MTV Overdrive), levou o telespectador a não querer esperar para ver um videoclipe na programação. Essa reestruturação culminou na extinção de um dos mais tradicionais programas da casa, o Disk MTV.

No dia 3 de março de 2008, a MTV teve seu primeiro relançamento com novas atrações e passou a ter alguns programas focados na música, além de séries da MTV americana e programas de comportamento, e 12 horas de apenas videoclipes.

Além da MTV[editar | editar código-fonte]

Revista MTV[editar | editar código-fonte]

Em 13 de março de 2001 foi lançada a primeira Revista MTV, com tiragem inicial de 120 mil exemplares foi investido cerca de cinco milhões de reais no projeto.[57] O foco principal dela era de colecionadores e a intenção era de aumentar a visibilidade da emissora no país, em que completava dez anos.[58] Ela era vendida por cerca de cinco reais.[59] Em 2006, a revista teve distribuição retida apenas para assinantes, e em dezembro de 2007 a revista teve sua última circulação. No total, ela teve 79 edições.[60]

Portal MTV[editar | editar código-fonte]

O Portal MTV em fevereiro de 2013.

Foi lançado em 2000. Seguindo a sua matriz, em agosto de 2006 a MTV lançou o MTV Overdrive, que reunia videoclipes, similar ao Youtube. Ele também continha a programação da TV e erros de gravação dos programas.[61] Para promover o serviço, a MTV Brasil também transmitia o programa de nome homônimo. Com um acervo de 7 mil clipes, ele era o segundo site Overdrive mais acessado do mundo, perdendo apenas para o serviço americano.[62] Nele foram lançados duas atrações exclusivas, o documentário Torcidas Organizadas e a série Artur, o Estagiário.[63] O serviço foi finalizado em março de 2008.

MTVr[editar | editar código-fonte]

Em 2010, o Grupo Abril cogitou ceder a marca MTV Brasil para uma empresa lançar a MTV FM na capital de São Paulo.[64] Naquela época, chegou até ser divulgada a frequência utilizada pela estação, que seria 107,3 MHz.[65] Mas, em dezembro de 2010 a MTV Brasil lançou a web rádio MTVr em versão beta, com dezoito programas, dentre eles atrações da própria emissora.[66]

Marketing e marca[editar | editar código-fonte]

Logos[editar | editar código-fonte]

Slogans[editar | editar código-fonte]

  • 1990: Te vejo na MTV
  • 1990 - 1992: sem slogan
  • 1992 - 1994: sem slogan
  • 1994 - 1996: sem slogan
  • 1996 - 1997: sem slogan
  • 1997 - 1998: MTV, a sua casa
  • 1998 - 1999: sem slogan
  • 1999 - 2002: "MTV Brasil, na sua língua"
  • 2002 - 2004: Música e atitude
  • 2004 - 2006: sem slogan
  • 2006 - 2007: sem slogan
  • 2007 - 2008: sem slogan
  • 2008 - 2009: Transformação pela raiz
  • 2009 - 2010: Você está aqui
  • 2010 - 2011: "MTV: O canal dos ovos de ouro"
  • 2011: Música para tudo
  • 2011 - 2013: A música não para
  • 2013: "A televisão tem futuro?"

Programas[editar | editar código-fonte]

Apresentadores[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

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