Telefónica

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Telefónica
Telefónica S.A.
Tipo Privada
Cotação Euronext: TEF, NYSE: TEF, LSE: TDE, FWB: TEF
Gênero Telecomunicações
Fundação 19 de abril de 1924 (90 anos)
Sede Madri,  Espanha
Pessoas-chave César Alierta, (Presidente e CEO)
Empregados 269,050(2010)[1]
Produtos Serviços de comunicação
Subsidiárias Telefónica de España
Telefónica Móviles
Telefónica O2 Europe
Terra Networks, S.A.
Vivo S.A.
Lucro Lucro 13.338 bilhões (2007)[2]
LAJIR Lucro 8.906 bilhões (2007)[2]
Faturamento Lucro 56.441 bilhões (2007)
Renda líquida Baixa 3,93 bilhões (2012)[3]
Página oficial www.telefonica.com

Telefónica S. A. (Euronext: TEF, NYSE: TEF, LSE: TDE, FWB: TEF) é uma empresa espanhola de telecomunicações. Operando globalmente, é uma das maiores companhias de telecomunicações fixas e móveis do mundo. No dia 15 de abril de 2012 as empresas Telefónica e Vivo se integraram, formando apenas uma empresa no Brasil adotando apenas a marca Vivo.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Sede da Telefônica na Gran Vía, em Madrid, Espanha.

Criada em 19 de abril de 1924, em Madrid, com o nome "Compañía Telefónica Nacional de España", nome que perdurou por muitos anos. Até 1997, ano em que o governo decide vender as ações que o Estado possuía, a empresa detinha o monopólio das telecomunicações da Espanha. Em 2004 a empresa detinha 75% do mercado de telecomunicações da Espanha e detinha o monopólio em algumas regiões.

Em janeiro de 1999, a empresa muda o nome para "Telefónica de España", nome que perdura até hoje.

Em 2003, A Telefonica Celular uniu-se à Portugal Telecom, Telesp Celular e Global Telecom (PR e SC), com o objetivo de unificar todas as empresas de telefonia móvel controladas por elas no Brasil na maior operadora de telefonia celular do Brasil: a Vivo.

Desde 2004, vem obtendo êxito com a comercialização de um de seus principais produtos: o serviço de Internet de alta velocidade, cujo nome é Speedy.

Centro corporativo do Grupo Telefónica no Distrito C de Madrid, Espanha.

No final de 2006, criou a VocêTV, TV por Assinatura Via Satélite em parceria com a Astralsat. Em 2012 mudou para Vivo TV e em 2014 para Vivo HDTV . Desde sua criação até hoje, conquistou 500 mil assinantes, segundo um relatório da própria empresa.

Em abril de 2007, foi obrigada a suspender a divulgação de seus planos de minutos, depois da decisão da Anatel. O Procon de São Paulo, solicitou a agência a proibição da publicidade, a fim de facilitar a compreensão dos consumidores durante a mudança no sistema de tarifação, de pulsos para minuto.

Em 5 de Julho de 2007, a Comissão Europeia multou à companhia com a maior importância da história, quase 152 milhões de euros por atividades para eliminar a concorrência, segundo Neelie Kroes: "por danificar os consumidores espanhóis, as empresas espanholas, a mesma economia espanhola, também danificando a união europeia".[5]

Áreas de atuação[editar | editar código-fonte]

Países em que a Telefônica atua (em azul).

Desde a liberalização do mercado de telecomunicações em 1997, com a venda das ações que o governo detinha da empresa e com a privatização total da mesma, a Telefônica se espalhou e hoje tem atuação em pelo menos 50 países, dos quais, em 20 países tem uma atuação expressiva.

Até hoje o principal mercado é a Espanha, que é de onde se localiza a sede. Os outros mercados tidos como importantes e estratégicos pela empresa são: Uruguai, Argentina, Brasil, Peru, México, Chile, Colômbia, El Salvador e Guatemala.

Espanha[editar | editar código-fonte]

Cabine de telefone da Telefónica, em Madrid.

Telefónica é a maior empresa de telecomunicações do país, sendo proprietária Telefónica de España, a maior operadora de telefonia fixa e ADSL do país e da Telefónica Moviles, a maior operadora de telefonia móvel na Espanha, Terra Networks S.A. e Telefónica Publicidad e Información, publicadora das páginas amarelas da Espanha.

República Tcheca[editar | editar código-fonte]

Em 2005, a Telefónica comprou a Český Telecom, a empresa de telefonia que dominava o mercado de telefonia fixa tcheco. Além disso, a empresa também adquiriu a Eurotel, a maior operadora de telefonia móvel do país.

Argentina[editar | editar código-fonte]

A empresa é dona da Telefónica de Argentina, a maior operadora de telefonia fixa do país. Provê serviços de ligações telefônicas local e de longa distância e de acesso banda larga à Internet à região sul do país e na região da grande Buenos Aires. A empresa atua no país desde 1990. O serviço de telefonia móvel é oferecido pela Telefónica Móviles, através da movistar.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Área de cobertura de telefonia fixa residencial da Telefônica no Brasil;.

A empresa começou a atuar no país quando comprou a Companhia Riograndense de Telecomunicações - CRT, do Rio Grande do Sul, empresa que não fazia parte do sistema de telecomunicações brasileiro Telebrás, mas que era da competência estadual desde o governo de Leonel Brizola, em 1962. Por ocasião do programa de privatização da Telebrás, em 1998, no governo Fernando Henrique Cardoso, a empresa passou a operar na região sudeste do Brasil, tendo como principal aquisição a estatal paulista TELESP. Além da Telesp, foram adquiridas a Telefónica Celular, pertencente a Telefónica Moviles, presentes nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe e Bahia, sendo resultado da privatização da Tele Sudeste Celular (Rio de Janeiro e Espírito Santo) e Tele Leste Celular (Bahia e Sergipe). Para essas negociações nas regiões sudeste e nordeste, contudo, a Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel estabeleceu que a Telefônica deveria deixar de atuar no Rio Grande do Sul, onde os serviços[6]

Telefone público da Telefónica em São Paulo, SP.

Marrocos[editar | editar código-fonte]

A empresa possui algumas ações da empresa Méditel, a segunda maior empresa de telecomunicações do país.

China[editar | editar código-fonte]

A empresa detém 5% das ações da empresa China Netcom.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Segundo o Procon do estado de São Paulo, a Telefónica liderou o ranking de empresas mais reclamadas em 1998, 1999, 2000 e 2001.[7] Liderou em 2006, 2007 e 2008 a lista das empresas com mais reclamações fundamentadas.[8] [9] De todas as empresas listadas pelo Procon, é a que menos respondeu reclamações de seus clientes nesse período[10] Em 2009, voltou a liderar a lista, com 300% a mais de reclamações que no ano anterior, sendo 37% de todas as reclamações fundamentadas feitas no Procon paulista.[11]

Recentemente a Anatel proibiu a Telefônica de vender banda larga depois de uma série de interrupções no serviço Speedy. Segundo Plínio de Aguiar Júnior, conselheiro da Anatel, a Telefônica não tinha domínio técnico-operacional suficiente para controlar o sistema de banda larga.[12]

No site de reclamações contra serviços e empresas Reclame Aqui, o produto Telefônica Speedy recebeu a classificação de empresa não recomendada em 2009.[13]

Produtos[editar | editar código-fonte]

  • Telefonia fixa e móvel na Espanha e América Latina.
  • Acesso à Internet, discado (Internet ilimitada) e banda larga (ADSL / Fibra Óptica - Speedy).
  • Provedor pago de acesso à Internet banda larga e/ou discada Terra.
  • Provedor de acesso gratuito a Internet discada convencional ou permanente (ilimitada) iTelefonica.
  • Serviços de Contact Center com a Atento Brasil S.A., presente em mais de 8 países. (Telefônica vendeu a Atento para a Bain Capital em 2012)
  • Transmissão de dados através de filiais.
  • Serviço de TV por Assinatura via Satélite e IPTV (Xtreme).

Patrocínios[editar | editar código-fonte]

No futebol, a empresa patrocina as equipes espanholas de futebol Real Zaragoza e Valencia CF. E na área de tecnologia, a empresa patrocina o Campus Party Valência e Campus Party Brasil.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Annual Results 2010. Telefónica. Página visitada em 4 April 2011.
  2. a b Informe anual 2007
  3. Grupo Telefónica tem lucro de 3,93 bilhões de euros. Tela Viva (28 de fevereiro de 201). Página visitada em 2 de março de 2013.
  4. Folha.com. Telefônica vai adotar marca Vivo até primeiro semestre de 2012. 24/10/2011. Página visitada em 25/10/2011.
  5. Press conference on Telefónica decision – introductory remarks
  6. Speedy campeão de reclamações
  7. [1]
  8. [2]
  9. [3]
  10. [4]
  11. Telefônica lidera ranking de queixas pelo 4º ano seguido - O Estado de S.Paulo, 13 de março de 2010 (visitado em 14-3-2010)
  12. [5]
  13. Reclame Aqui. Telefônica - Speed - Índices. Página visitada em 14/03/2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]