Verizon Communications

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Verizon Communications Inc.[1] [2] [3]
Tipo Pública[carece de fontes?]
Indústria Telecomunicações[1]
Fundação 7 de outubro de 1983[4]
Incorporada em 30 de junho de 2000[3]
Sede Nova Iorque[1] [2] [3]
Presidente Presidente e CEO: Lowell C. McAdam[1] [5]
Produtos Internet de banda larga
Televisão por cabo
Serviços wireless
Lucro 11,5 bilhões de dólares (2013)[1]
Faturamento Green up.png 120,6 bilhões de dólares (2013)[1]
Renda líquida 9.54%[1]
Página oficial http://www.verizon.com

A Verizon Communications Inc. (NYSE: VZ) é uma empresa pública[carece de fontes?] estadunidense especializada em telecomunicações. Tem mais de 100 milhões de clientes espalhados por todo o mundo e é parceira da Hyette Communications, uma empresa multinacional com origem nos EUA.[carece de fontes?] Atua há 13 anos no mercado nacional e internacional, atendendo a América do Norte, Central e do Sul.[carece de fontes?]

No Brasil, a matriz está situada em São Paulo.[carece de fontes?] Há filiais em Campinas, Rio de Janeiro, Macaé, Belo Horizonte e Curitiba.[carece de fontes?]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Por intermédio de uma mal-conduzida tentativa de reduzir o tráfego de spam, em 22 de dezembro de 2004 a Verizon configurou seus servidores nos Estados Unidos para não mais aceitarem e-mails oriundos da Europa. Os domínios de origem dos e-mails só eram desbloqueados após o registro de uma queixa formal.[6]

Escândalo da colaboração com a NSA[editar | editar código-fonte]

Em 11 de maio de 2006, o jornal USA Today noticiou que a NSA havia secretamente coletado os registros de ligações telefônicas de dezenas de milhões de estadunidenses, para isto utilizando-se de dados fornecidos pela AT&T, Verizon[7] e BellSouth, e que esses dados estavam sendo usados para analisar padrões de chamadas em um esforço para detectar atividades terroristas.[8]

Posteriormente, em 15 de outubro de 2007, a Verizon admitiu haver fornecido ao governo federal estadunidense dados de ligações telefônicas de seus clientes, entre os anos de 2005 e 2007. De todas as coletas de dados realizadas, noventa e quatro mil foram realizadas com autorização judicial, porém ao menos outras 720 foram realizadas sem qualquer autorização.[9]

Apesar do furor ocorrido em 2006 e 2007, o escândalo só veio a se concretizar em 6 de junho de 2013, quando as revelações feitas por Edward Snowden levaram o jornal britânico The Guardian a denunciar a colaboração da Verizon com o programa de vigilância da NSA.[10] Na mesma data, a revista estadunidense The New Yorker revelou também que a NSA vinha mantendo um banco de dados com os metadados de todas as ligações telefônicas estabelecidas pela Verizon dentro dos Estados Unidos (inclusive ligações locais para telefones fixos) e também de todas as comunicações entre os Estados Unidos e o exterior.[11] [12] Com o consentimento da empresa Verizon, juntamente com as empresas AT&T e BellSouth, o monitoramento teve início pouco após os ataques de 11 de setembro de 2001, portanto muito antes do ano de 2006, e esse monitoramento foi efetivamente responsável pela captura de dados de milhões de telefonemas diários.[8] [12] [13]

Na América Latina, o Brasil foi o país mais monitorado pela NSA.[14] Embora não haja números exatos para o Brasil, em setembro de 2013 o jornal O Globo divulgou um infográfico, baseado em relatórios eletrônicos da NSA divulgados por Snowden, em cuja escala de cor o Brasil aparece logo atrás dos Estados Unidos, que tiveram 2,3 bilhões de mensagens e telefonemas espionados no período de 2001 a março de 2013.[14] O infográfico também revelou que pelo menos até 2008 o Brasil era um dos países sul-americanos monitorados pela NSA por intermédio do XKeyscore, que é capaz de detectar a presença de estrangeiros por intermédio da língua usada por eles em e-mails e telefonemas. Além do Brasil, a NSA também monitorou informações da Venezuela relacionadas a petróleo, do México relacionadas a energia, e da Colômbia relacionadas ao tráfico.[14]

Referências

  1. a b c d e f g Verizon Communications Inc. (em inglês). CNN Money. Página visitada em 4 de abril de 2014.
  2. a b Who We Are (em inglês). Verizon. Página visitada em 4 de abril de 2014.
  3. a b c Corporate History (PDF) (em inglês) (janeiro 2013). Página visitada em 4 de abril de 2014.
  4. Certificate of Amendment of Restated Certificate of Incorporation of Verizon Communications Inc. (PDF) (em inglês) (3 de fevereiro de 2014). Página visitada em 4 de abril de 2014.
  5. Meet the Board (em inglês). Verizon. Página visitada em 4 de abril de 2014.
  6. John Leyden (14 de janeiro de 2005). Verizon persists with European email blockade (em inglês). The Register. Página visitada em 4 de abril de 2014.
  7. What’s the deal with NSA’s operation names?
  8. a b William Fisher (26 de maio de 2006). Public Hearings Sought in Phone Record Scandal (em inglês). Inter Press Service. Página visitada em 4 de abril de 2014.
  9. Martin H. Bosworth (16 de outubro de 2007). Verizon Gave Customer Data To Government Without Court Orders (em inglês). Consumer Affairs. Página visitada em 4 de abril de 2014.
  10. Glenn Greenwald (6 de junho de 2013). NSA collecting phone records of millions of Verizon customers daily (em inglês). The Guardian. Página visitada em 4 de abril de 2014.
  11. Amy Davidson (6 de junho de 2013). The N.S.A.-Verizon Scandal (em inglês). The New Yorker. Página visitada em 4 de abril de 2014.
  12. a b EUA coletam secretamente registros telefônicos da Verizon. The New York Times. Último Segundo (6 de junho de 2013). Página visitada em 4 de abril de 2014.
  13. Melissa McNamara (12 de maio de 2006). Verizon Sued For Giving Records To NSA (em inglês). CBS News. Página visitada em 4 de abril de 2014.
  14. a b c O Globo (5 de setembro de 2013). Mapa mostra volume de rastreamento do governo americano. O Globo - Mundo. Página visitada em 4 de abril de 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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