Ataques de 11 de Setembro de 2001

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Ataques de 11 de Setembro de 2001

As torres do World Trade Center e o Pentágono queimam após o choque dos aviões, as torres desabam e o vôo 93 cai em um campo aberto na Pensilvânia.
Localização Nova York, EUA
Condado de Arlington, VA
Proximidades de Shanksville, PA
Alvo (s) World Trade Center e Pentágono
Data Terça-Feira, 11 de Setembro de 2001
8:46 am – 10:28 am (UTC-4)
Tipo de Ataque Ataque Suicída, Ataque Aéreo, Suicídio em Massa
Mortes 2,993 (incluíndo 19 terroristas)
Injuriados 6,291+
Autores (s) Al-Qaeda planejado por Osama Bin Laden

Os ataques de 11 de setembro chamados também de atentados de 11 de setembro, foram uma série de ataques suicidas, coordenados pela Al-Qaeda contra alvos civis nos Estados Unidos da América em 11 de Setembro de 2001.

Na manhã deste dia, quatro aviões comerciais foram seqüestrados, sendo que dois deles colidiram contra as torres do World Trade Center em Manhattan, Nova York. Um terceiro avião, o American Airlines Flight 77, foi direcionado pelos sequestradores para uma colisão contra o Pentágono[1][2], no Condado de Arlington, Virgínia. Os destroços do quarto avião, United Airlines Flight 93, foram encontrados espalhados num campo próximo de Shanksville, Pensilvânia. A versão oficial apresentada pelo governo norte-americano reporta que os passageiros enfrentaram os supostos seqüestradores e que, durante este ataque, o avião caiu[1][2]. Os atentados causaram a morte de 3234 pessoas e o desaparecimento de 24.

Desde a Guerra de 1812, esse foi o primeiro ataque de efeitos psicológicos e altamente corretivos imposto por forças inimigas em território americano. Causado por uma célula terrorista ligada à rede Al Qaeda, esse inimigo invisível deixou um saldo de mortes superior a 3 mil. Para se ter uma idéia quantitativa de seu resultado arrasador, só o ataque em si excedeu o saldo de aproximadamente 2400 militares norte-americanos mortos no ataque sem aviso prévio dos japoneses à base naval de Pearl Harbor em 1941; além disso, essa terrível demonstração de impunidade foi caprichosamente planejada e direcionada aos ícones americanos, praticada impunemente, e tendo como armas aviões comerciais. O ato agravou-se muito mais por ter sido transmitido ao vivo pelas cadeias de TV do mundo inteiro, com a própria tecnologia americana. Tal ataque, ainda sem precedentes em toda a história da humanidade, feriu profundamente o orgulho americano e superou, em muito, o efeito moral imposto às tropas americanas pela força aérea japonesa.

Índice

[editar] Os ataques

Paisagem assustadora de fumaça envolvendo os arranha-céus
Paisagem assustadora de fumaça envolvendo os arranha-céus

Os ataques de 11 de Setembro designam uma série de ataques terroristas perpetrados nos Estados Unidos da América no dia 11 de setembro de 2001, uma terça-feira, envolvendo o seqüestro de quatro aviões de passageiros:

Com freqüência as pessoas se referem aos ataques como "o 11 de Setembro", em razão deles terem ocorrido no dia 11 de setembro de 2001.

Sendo terça-feira, os vôos domésticos nos Estados Unidos transportam poucos passageiros, tornando um vôo mais fácil de ser seqüestrado.

[editar] A cronologia do incidente

O horário está estabelecido segundo a hora local no leste dos Estados Unidos.

Escombros do World Trade Center
Escombros do World Trade Center
  • 08.00: o vôo 11 da American Airlines, um Boeing 767 com 92 pessoas a bordo, decola do Aeroporto Internacional Logan de Boston até Los Angeles.
  • 08.14: o vôo 175 da United Airlines, um Boeing 767 com 65 pessoas a bordo, decola do Aeroporto Internacional Logan de Boston até Los Ángeles.
  • 08.21: o vôo 77 da American Airlines, um Boeing 757 com 64 pessoas a bordo, decola do Aeroporto Internacional Dulles de Washington até Los Angeles
  • 08.37: a FAA (a Administração Federal da Aeronaútica) notifica ao NORAD (North American Aerospace Defense Command , Comando de Defesa Aérea da América do Norte) que existe uma suspeita de seqüestro do vôo 11 de American.
  • 08.41: o vôo 93 da United Airlines, um Boeing 757 com 44 pessoas a bordo, decola do Aeroporto Internacional de Newark até São Francisco
  • 08.46.30: o vôo 11 da American Airlines choca com a Torre Norte do World Trade Center (WTC).
  • 09.02.59: o vôo 175 da United Airlines choca com a Torre Sul do World Trade Center.
  • 09.03: a FAA notifica ao NORAD que existe uma suspeita de seqüestro do vôo 175 da United.
  • 09.07: o Chefe de Empregados da Casa Branca avisa o presidente George W. Bush que os Estados Unidos se encontram sob ataque. O presidente se encontrava reunido com umas crianças de uma escola primária de Sarasota (Flórida).
  • 09.10 - 09.25: Richard Clarke, encarregado da oficina anti-terrorista, organiza uma vídeo conferência da Casa Branca com os mais altos chefes militares para organizar uma resposta.
  • 09.21: Fecham-se todos os túneis e pontes da ilha de Manhattan.
  • 09.26: a FAA proíbe a decolagem de todos os aviões civis.
  • 09.31: o presidente George W. Bush pronuncia um discurso na escola primária onde se encontrava, informando que se tratava aparentemente de um ato terrorista.
  • 09.34: a FAA notifica ao NORAD que existe uma suspeita de sequestro do vôo 77 da American.
  • 09.34: o presidente George W. Bush sai da escola primária de Sarasota até o aeroporto.
  • 09.37.46: o vôo 77 da American Airlines se choca com o Pentágono.
  • 09.45: a FAA, (com ordens do Presidente) ordena a todos os aviões em vôo aterrisar imediatamente no aeroporto mais próximo.
  • 09.48: o Congresso dos Estados Unidos e a Casa Branca são evacuados.
  • 09.57: o presidente Bush abandona a Flórida.
  • 09.59: a Torre Sul cai.
13 de setembro de 2001: bombeiro de Nova Iorque olha para o que sobrou da Torre Sul do World Trade Center
13 de setembro de 2001: bombeiro de Nova Iorque olha para o que sobrou da Torre Sul do World Trade Center
  • 10.03.11: o vôo 93 da United Airlines cai em um campo aberto em Shanksville, Pensilvânia.
  • 10:06: a FAA notifica ao NORAD que existe uma suspeita de sequestro do vôo 93 da United.
  • 10.28: a Torre Norte cai.
  • 11.:04: o edifício das Nações Unidas em Nova York é evacuado.
  • 11.45: o presidente Bush aterrisa na base aérea de Barksdale na Louisiana.
  • 13.04: o presidente Bush declara "Alerta Máximo" em todo o mundo e se dirige à nação através dos meios de comunicação.
  • 13.37: o Presidente Bush deixa a bordo do Air Force One, a base Barksdale.
  • 15.07: o Presidente Bush aterrisa na base aérea Offutt em Nebraska.
  • 16.36: o presidente Bush deixa a bordo do Air Force One, a base Offutt e ordena ser levado à Casa Branca.
  • 17.25: cai o edifício 7 de 47 andares do World Trade Center.
  • 19.00: o Presidente Bush chega à Casa Branca.
  • 20.30: o presidente Bush fala à nação.

[editar] As vítimas

Dilvugação pública de fotos de pessoas desaparecidas após o atentando.
Dilvugação pública de fotos de pessoas desaparecidas após o atentando.

As perdas humanas nos ataques de 11 de Setembro de 2001 foram elevadas: 265 nos aviões; pelo menos 2602 pessoas, incluindo 242 bombeiros, no World Trade Center e 125 no Pentágono. 3234 pessoas faleceram. Além das Torres Gêmeas de 110 andares do World Trade Center, 5 outras construções nas proximidades do World Trade Center e 4 estações subterrâneas de metrô foram destruídas ou seriamente danificadas. No total, foram 25 prédios danificados em Manhattan. Em Arlington, uma parte do Pentágono foi seriamente danificada pelo fogo e outra parte acabou desmoronando.

Alguns passageiros e tripulantes efetuaram chamadas telefônicas dos vôos seqüestrados. Um total de 19 seqüestradores foram posteriormente identificados, 4 no vôo 93 da companhia United Airlines e 5 nos outros vôos. Segundo informações, os seqüestradores assumiram o controle das aeronaves usando facas para matar as atendentes de bordo, pilotos, e/ou pelo menos um passageiro. No vôo 77 da American Airlines, um dos passageiros relatou que os seqüestradores estavam na posse de punhais. Foi relatado o uso de um determinado tipo de spray químico nocivo, para manter os passageiros longe da primeira classe nos vôo 11 da American Airlines e 175 da United Arlines. Foram feitas ameaças de bomba em 3 dos 4 aviões seqüestrados, não tendo o vôo 77 da American Airlines registrado ameaça de bomba.

Monumento em Nova Jérsei, em frente ao local onde se encontravam as torres do WTC.(07/2007)
Monumento em Nova Jérsei, em frente ao local onde se encontravam as torres do WTC.(07/2007)

[editar] Responsabilidade

[editar] Al-Qaeda

O FBI, trabalhando junto com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, identificou os 19 sequestradores falecidos em apenas 72 horas. Poucos tinham tratado de ocultar seus nomes ou cartões de crédito, e eram quase os únicos passageiros de origem árabe nos vôos. Assim, o FBI pode determinar seus nomes e em muitos casos detalhes como a data de nascimento, residências conhecidas ou possíveis, o estado do visa, e a identidade específica dos suspeitos pilotos.[6].

As investigações do Governo dos Estados Unidos incluíram a operação do FBI, a maior da história com mais de 7.000 agentes envolvidos. Os resultados desta determinaram que Al-Qaeda e Osama bin Laden tinham responsabilidade dos atentados. A idêntica conclusão chegaram as investigações do governo britânico.[7].

Sua declaração de guerra santa contra os Estados Unidos, e uma fatwa firmada por Bin Laden e outros chamando a matar a civis norte-americanos em 1998, são consideradas por muitos como evidência de sua motivação para cometer estes atos.

No dia 16 de setembro de 2001, Bin Laden negou qualquer participação nos atentados lendo um comunicado que foi emitido por ele por um canal de televisão via satélite do qatarí, a Al Jazeera e posteriormente emitido em numerosas cadeias americanas:[8]: "Insisto que não executei este ato, que parece ter sido executado por indivíduos com seus próprios motivos."

Entretanto, em novembro de 2001, as forças dos Estados Unidos encontraram uma fita de vídeo caseiro de uma casa destruída em Jalalabad, Afganistão, onde Osama bin Laden fala com Khaled al-Harbi[9]. Em várias partes da fita, Bin Laden reconhece ter planejado os ataques: "Nós calculamos por adiantado a quantidade de baixas do inimigo, que morreríam devido ficarem presos na torre. Nós calculamos que os andares que deveriam ser prejudicados eram três ou quatro. Eu era o mais otimista de todos...devido a minha experiência neste campo. Eu pensava que o fogo da gasolina do avião derreteria a estrutura de ferro do edifício e somente faría colapsar a área onde o avião se chocara e os andares acima. Isso era todo o que esperávamos.".[10]

No dia 27 de dezembro de 2001, foi difundido outro vídeo de Bin Laden no qual afirma: "Ocidente em geral, e os Estados Unidos em particular, têm um ódio pelo islã... O terrorismo contra EEUU é benéfico e está justificado.".[11]

Pouco antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2004, em um comunicado por vídeo, Bin Laden reconheceu publicamente a responsabilidade da al-Qaeda nos atentados dos Estados Unidos, e admitiu sua implicação direta nos ataques. Disse "nós decidimos destruir as torres na América... Deus sabe que não nos ocorreu originalmente essa idéia, mas nossa paciência se esgotou diante da injustiça e inflexibilidade da aliança entre Americanos e Israelenses contra o nosso povo na Palestina e no Líbano e então a idéia surgiu na minha mente."

Em uma fita de áudio transmitida pela Al Jazeera em 21 de maio de 2006, Bin Laden disse que ele dirigiu pessoalmente aos 19 sequestradores.[12]. Outro vídeo obtido pela Al Jazeera em setembro de 2006 mostra Osama bin Laden com Ramzi Binalshibh, assim como a dois sequestradores, Hamza al-Ghamdi e Wail al-Shehri, fazendo preparações para os atentados.[13]

A Comissão Nacional sobre os Ataques Terroristas contra os Estados Unidos foi formada pelo governo dos Estados Unidos e é habitualmente connhecida como Comissão 11 de setembro. Publicou uma informação em 22 de julho de 2004, concluindo que os atentados foram elaborados e executados por membros da al-Qaeda[1]. No informe da Comissão se encontra: "Os conspiradores de 11 de setembro gastaram finalmente entre $400.000 e $500.000 USD para planificar e conduzir seu ataque, mas as origens específicas do dinheiro usado para executar os ataques permanece desconhecido."[14]

[editar] Os sequestradores

Mohamed Atta, Um dos cabeças dos atentados terroristas.
Mohamed Atta, Um dos cabeças dos atentados terroristas.

Dezenove homens árabes embarcaram nos quatro aviões, cinco em cada um, exceto no vôo 93 da United Airlines, que teve quatro seqüestradores. Dos terroristas, 15 eram da Arábia Saudita, dois eram dos Emirados Árabes Unidos, um era do Egito, e um do Líbano. Em geral, eram pessoas com estudos e de famílias de posses.

A lista completa é:

Vôo 11 da American Airlines:

Vôo 175 da United Airlines:

Vôo 77 da American Airlines:

Vôo 93 da United Airlines:

Entre os destroços do avião da Pensilvânia, restou praticamente intacta a fotografia do passaporte de um dos supostos terrosistas, Ziad Samir Jarrah.

[editar] Outros seqüestradores potenciais

Vinte e sete membros da Al-Qaeda tentaram entrar nos Estados Unidos para tomar parte no atentado. Finalmente, somente 19 participaram. Os outros oitos são chamados de o vigésimo seqüestrador:

  • Ramzi Binalshibh supostamente queria formar parte dos ataques, mas lhe foi negado o visto para entrar no país.
  • Mohamed al-Kahtani, cidadão da Arábia Saudita pode também ter planejado unir-se aos seqüestradores, mas autoridades do Serviço de Inmigração dos Estados Unidos no Aeroporto Internacional de Orlando negaram sua entrada ao país. Foi capturado posteriormente no Afeganistão e feito prisioneiro em Guantánamo.
  • Zacarias Moussaoui, segundo se informou, foi considerado como um possível substituto de Ziad Jarrah quando este ameaçou abandonar tudo devido a tensões entre os seqüestradores. Supostamente, a Al-Qaeda não confiava nele e se desfez da idéia. Foi preso em 16 de agosto de 2001, quatro semanas antes dos ataques por assuntos de imigração, ainda que os agentes do FBI acreditassem que ele tinha intenções violentas. Tinha recebido treinamento de vôo nesse mesmo ano. Em abril de 2005, Moussaoui se declarou culpado de conspirar para o sequestro dos aviões e de participação na Al-Qaeda, mas negou ter conhecimento dos ataques de 11 de setembro. Moussaoui afirmou em março de 2006 que sob a direção pessoal de Osama bin Laden, em colaboração com Richard Reid, deveria sequestrar um quinto avião e jogar-lo contra a Casa Branca.

Seus advogados defensores disseram tratar-se de uma fantasia de Moussaoui, que nunca foi operativo da Al-Qaeda. Em um vídeo de maio de 2006, Osama bin Laden afirmou que Moussaoui não tinha conexão alguma com os sucessos de 11 de setembro dizendo que sabia disto pois "fui responsável de confiança dos 19 irmãos que levaram a cabo o ataque".

Em 3 de maio de 2006, um jurado federal recusou a pena de morte para os acusados e os condenou a 6 cadeias perpétuas em prisão sem condicional.

Em juízo, o agente do FBI Greg Jones testemunhou que com anterioridade aos ataques já havía avisado a seu supervisor Michael Maltbie, de que "evitara que Zacarias Moussaoui jogasse um avião contra o World Trade Center." Maltbie tinha se negado a atuar em 70 peticões de outro agente, Harry Samit, para buscar o computador de Moussaoui.

Outros membros da Al-Qaeda que tentaram participar mas não conseguiram foram Saeed al-Ghamdi, Mushabib al-Hamlan, Zakariyah Essabar, Ali Abdul Aziz Ali, e Tawfiq bin Attash.

[editar] Grupos de apoio

[editar] Dentro dos Estados Unidos

Por volta de 1.200 estrangeiros foram presos e encarcerados secretamente em relação à investigação dos ataques de 11 de setembro, ainda que o governo não tenha divulgado o número exato [15].

Os métodos utilizados pelo Estado para investigar e deter suspeitos tem sido severamente criticados por organizações de direitos humanos como Human Rights Watch [16] e chefes de governo como a chanceler alemã Angela Merkel [17].

Até agora o governo dos Estados Unidos não falou a ninguém dos participantes da conspiração que realizaram as operações em terra.

[editar] Célula de apoio na Espanha

No dia 26 de setembro de 2005, a Audiência Nacional da Espanha dirigida pelo juiz Baltasar Garzón condenou a Abu Dahdah a 27 anos de prisão por conspiração nos atentados de 11 de setembro e por ser parte da organização terrorista Al-Qaeda. Ao mesmo tempo, outros 17 membros da Al-Qaeda foram condenados a penas de entre 6 e 12 anos [18] [19]. Em 16 de fevereiro de 2006, o Tribunal Supremo baixou a pena de Abu Dahdah a 12 anos porque considerou que sua participação na conspiração não estava provada.[20].

[editar] Motivos do ataque

Segundo conclusões das investigações oficiais do governo americano, os ataques cumpriam com a intenção declarada da Al-Qaeda, expressada na fatwa de 1998 de Osama bin Laden, Aymán al-Zawahirí, Abu-Yasir Rifa'i Ahmad Taha, Shaykh Mir Hamzah, e Fazlur Rahman (emir do Movimento Yihadista de Bangladesh).[21]

A fatwa lista três "crimes e pecados" cometidos pelos Estados Unidos:

  • Apoio militar a Israel.
  • Ocupação militar da península arábica.
  • Agressão contra o povo do Iraque.

[editar] Danos materiais

Fora a destruição das torres gêmeas de 110 andares cada uma, cinco edifícios do World Trade Center ficaram destruídos ou seriamente danificados, entre eles o 7 World Trade Center e o Marriott World Trade Center, quatro estações do metrô de Nova York e a igreja cristã ortodoxa de São Nicolau. No total, 25 edifícios em Manhattan sofreram danos e sete edifícios do complexo do World Trade Center foram arrasados. Mais tarde, o Deutsche Bank Building situado na rua Libery Street e o Borough of Manhattan Community College's Fiterman Hall tiveram que ser demolidos devido ao estado em que se encontravam. Vários equipamentos de comunicações também sofreram danos. As antenas de telecomunicações da Torre Norte caíram com seu desmoronamento.

Em Arlington, uma parte do Pentágono foi severamente danificada pelo fogo e impacto do avião. Uma seção inteira do edifício foi derrubada.

[editar] Efeitos a longo prazo

[editar] Efeitos económicos

Os ataques tiveram um impacto significativo nos mercados norte-americanos e mundiais. A Reserva Federal reduziu temporáriamente seus contatos com bancos pela falta de equipamento perdido no distrito financeiro de Nova York. Em horas recuperou o controle sobre o sinistro de dinheiro, com a consequente liquidez para os bancos. Os índices bolsa New York Stock Exchange (NYSE), American Stock Exchange e NASDAQ não abriram em 11 de setembro e permaneceram fechados até 17 do mesmo mês. Os sistemas do NYSE não foram danificados pelo ataque, mas os danos nas linhas telefônicas do sistema financeiro do World Trade Center impediram seu funcionamento.

Quando os mercados reabriram em 17 de setembro de 2001, atrás da maior queda desde a Grande Depressão, o índice Dow Jones caiu 684 pontos (7,1%), até 8920, em sua maior queda em um só dia. Ao final da semana, o Dow Jones tinha perdido 1369,7 pontos (14,3%), sua maior queda em uma semana. Desde então Wall Street permanece protegido contra um atentado terrorista.

Manhattan vista do espaço logo após os ataques
Manhattan vista do espaço logo após os ataques

A economia de Manhattan, terceiro distrito econômico dos Estados Unidos, ficou devastada. 30% do solo de escritórios (2,7 milhões de m³), muito dele de classe A, foi destruído ou danificado. O Deutsche Bank Building, vizinho das Torres Gêmeas teve que ser fechado pelos danos e demolido. A eletricidade, telefone e gás foram cortados. Foi restringida a entrada de pessoas no Soho e Baixo Manhattan. A deslocalização de postos de trabalho a Midtown e Nova Jersey se acelerou.

A reconstrução enfrentou a falta de acordo sobre as prioridades. Por exemplo, o prefeito Michael Bloomberg fez a candidatura de Nova York para os Jogos Olímpicos de 2012, enquanto o governador Pataki delegou na Corporação para o Desenvolvimento da Baixa Manhattan, duramente criticada pelos escassos recursos obtidos com os amplos fundos recebidos.

Significativas perdas ocorreram no setor aéreo: o espaço aéreo norte-americano permaneceu fechado durante vários dias pela primeira vez em sua história, e em vários países como Canadá. Depois de sua reabertura, as companhias aéreas sofreram uma diminuição em seu tráfico. Se estima que o negócio perdeu uns 20% de seu tamanho, e os problemas financeiros das companhias aéreas norte-americanas se agravaram, dando lugar a uma crise económica.

[editar] Efeito potencial na saúde

Os milhões de toneladas de escombros tóxicos resultado da queda das Torres Gêmeas eram compostos por: 50% de material não fibroso e escombros de construção; 41% de vidro e fibra; 9,2% de celulose e 0,8% de asbesto. Além disto, foram liberados níveis sem precedentes de dioxinas e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos nos fogos que arderam durante os três meses seguintes. Isto causou várias doenças nas equipes de resgate e reconstrução que trabalharam na zona zero. Os efeitos se estendeu também à saúde dos habitantes da Baixa Manhattan e proximidades.

Segundo uma especulação científica, a exposição a vários produtos tóxicos e contaminantes do ar circundante a Torres depois da queda do WTC poderia ter efeitos negativos no desenvolvimento fetal. Devido a este risco potencial, um notável centro de saúde de crianças está atualmente analisando filhos de mães que estavam grávidas durante a queda do WTC e que viviam ou trabalhavam próximas das torres. O propósito do estudo é determinar se há diferenças significativas no desenvolvimento e na saúde das crianças de mães expostas aos produtos tóxicos, frente a filhos cujas mães não estiveram expostas à contaminação.

Em maio de 2007, as autoridades admitiram que a morte de uma advogada se deveu a exposição à nuvem tóxica, o que constituiu o primeiro reconhecimento oficial de uma morte como consequência do pó depois da queda das Torres.

[editar] Por que o WTC caiu?

Ver artigo principal: World Trade Center

Existe muita especulação sobre as causas do efeito da explosão, observado nos desabamentos das Torres Gêmeas do WTC. Embora sem precedentes na história, a razão de tal queda tão sincronizada acontecer ainda é um mistério para a ciência, gerando debates entre arquitetos, engenheiros de estrutura e agências governamentais, todas voltadas à segurança do meio ambiente e interessadas nas respostas ao seguinte questionamento: "Até que ponto os cálculos matemáticos e as técnicas de implosão programadas atenderiam ao desmanche das grandes estruturas?" Antes de tomar qualquer conclusão, saibamos que aqueles aneis horizontais nas torres não eram meros enfeites, e sim, dois andares reforçados para suportar o colapso dos andares acima. Mas, como dito antes, ainda é um mistério.

Sobre as colisões, deve-se considerar que a força dos impactos com as torres foram relativamente nulas, tendo em vista o efeito trespassador observado quando as velocidades relativas são muito grandes.

Contudo, a queima de 91m³ (24.000 galões) de querosene líquidos "praticamente injetados dentro das torres", somado ao design do WTC e às zonas de baixa pressão localizadas nas aberturas "as janelas panorâmicas dos andares superiores por onde os destroços da aeronave abriram fendas", deram início ao efeito chaminé acelerado. Esse efeito acontece quando a convecção de gases numa chaminé é apressada pelo calor das chamas em seu interior. O alto poder calórico conseguido nesses ciclos promove uma reação semelhante ao jato de um maçarico. Essa seria pois, a causa da falência localizada na estrutura do WTC e que deu início ao aspecto de uma implosão programada.

Há também a hipótese de que o impacto dos boeings, somado à queima de 91m³ de fogo, tenha debilitado muito o aço estrutural dos andares da batida dos aviões. Com as colunas de aço que sustentavam os andares superiores comprometidas, as fendas abertas nos edifícios acabaram não suportando o peso dos 20 andares acima do impacto e eles afundaram sobre as torres. O peso deles ao cair foi esmagando andar por andar até os dois colossos de 110 andares estarem no chão.

[editar] Especulações e teorias da conspiração

Após as colisões contra as estruturas que formam a alma dos americanos, tem havido muita especulação sobre seu planejamento na derrubada desses ícones, em especial relacionadas com a possibilidade de haver mais seqüestradores que iriam executar o ataque surpresa. Atrás dessa procura desesperada por informações, formou-se uma comissão para organizar as inúmeras hipóteses. No entanto, até agora, a comissão do 11 de Setembro não conseguiu explicar, de forma racional e coerente, os inúmeros fenômenos que rondam esses eventos e, mesmo sabendo que existe muita informação disponível na Internet, apoiada por milhares de peritos, que põem em litígio as versões oficiais do 11 de Setembro, apresentando para isso as mais variadas provas científicas, até agora nada de novo foi acrescentado.

Os adeptos da teoria da conspiração usam o fato da área de impacto feita no Pentágono ser relativamente pequena e por supostamente não constar no seu perímetro a existência das asas do avião. Fato facilmente desmentido quando analisada as centenas de imagens do local do choque, onde constam centenas de fragmentos da aeronave. Entretanto, algumas testemunhas afiançam que se deram 2 explosões e nessa altura não viram o embate de nenhum avião. Enquanto centenas de outras afirmam terem visto o avião mergulhar contra o edifício.

O quarto avião seqüestrado foi supostamente derrubado por caças em um campo próximo a Shanksville, Pensilvânia, após os passageiros enfrentarem os terroristas, segundo as fontes oficiais. Para alguns permanece o questionamento, do suposto fato de que não foi encontrado nenhum corpo ou partes deles. Os teólogos da conspiração afirmam que um médico legista, jamais identificado e que esteve no local da queda afirmou: "Apenas observei um monte de metal calcinado como se tivesse sido jogado do ar no local e policiais de um lado para o outro, mas nem um corpo..." Caso a teórica fosse verdadeira, surge uma dúvida ainda maior. Onde estão os passageiros e mesmo o avião?

[editar] Suposto envolvimento das redes de televisão

Segundo uma teoria denominada Media Hoax/TV Fakery, o segundo avião visto em directo na televisão por milhões de espectadores, foi introduzido digitalmente por software CGI em tempo real pela CNN e Fox News. O facto de não ter sido mostrado o impacto frontal, teria tornado a produção do suposto vídeo muito fácil. Os outros vídeos mostrando impactos frontais teriam sido produzidos depois [22]. As testemunhas que diziam ter visto os aviões colidir contra as torres teriam quase todas ligacões com os mídias, começando pela primeira a "depor", quatro minutos depois do primeira explosão, o vice-presidente da CNN[23].

[editar] Ver também

Commons
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Referências

  1. 1,0 1,1 "We Have Some Planes" - Comissão 11 de Setembro
  2. 2,0 2,1 Relatório da Comissão 11 de Setembro
  3. 3,0 3,1 3,2 3,3 An Attempt to Uncover the Truth About September 11th, 2001. 9-11 Research. Página visitada em 28-01-2007.
  4. 4,0 4,1 4,2 4,3 The Most Comprehensive Minute By Minute Timeline On 911. 911 Timeline. Página visitada em 28-01-2007.
  5. Flight 93 Timeline. www.flight93crash.com. Página visitada em 28-01-2007.
  6. FBI Anúncio da Lista de 19 Sequestradores. Federal Bureau of Investigation (14 de Setembro 2001).
  7. Responsibilidade das Atrocidades Terrorista de 11/09/2001. 10 Downing Street, Oficina del Primer Ministro del Reino Unido (14 de novembro de 2001). Página visitada em 29-09-2006.
  8. Fox News. "Pakistan to Demand Taliban Give Up Bin Laden as Iran Seals Afghan Border." September 16, 2001.
  9. "Bin Laden em fita: Ataques beneficiaram o Islã", CNN, 14 de dezembro de 2001. Página visitada em 07-09-2006.
  10. [ttp://archives.cnn.com/2001/US/12/13/ret.bin.laden.videotape Extratos da fita em inglês]. CNN.
  11. "O inimigo do ano: Osama Bin Laden: Cronologia", ElMundo.es, 28 de dezembro de 2001.
  12. "Al-Jazeera: Gravação de Bin Laden obtida no Pakistan", MSNBC, Oct 30, 2004. Página visitada em 2006-09-07.
  13. "Vídeo de planejamento de Bin Laden", CBC News, 2006, 7 de setembro.
  14. Comissão Nacional de Ataques Terroristas contra os EU. U.S. Congress (21 de agosto de 2004).
  15. Ocorreu um erro: especifique os parâmetros url e title da seguinte forma {{Cite web|title=título da página|url=endereço da página}}. Para mais informações consulte Predefinição:Cite web Human Rights Watch:.
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  17. Ocorreu um erro: especifique os parâmetros url e title da seguinte forma {{Cite web|title=título da página|url=endereço da página}}. Para mais informações consulte Predefinição:Cite web. Clarín (9 de setembro de 2006).
  18. La Audiencia Nacional dicta la primeira sentencia contra el terrorismo de Al Qaeda en España, Diario Directo, 09.26.2005
  19. Al-Qaeda Cell in Spain Charged with Aiding September 11 Attacks, Institute for Counter-Terrorism, November 19, 2001
  20. El Supremo rebaja de 27 a 12 años la pena a Abu Dahdah y absuelve a otros tres condenados, El País, 06.01.2006
  21. Jihad Against Jews and Crusaders: World Islamic Front Statement (23 de febrero de 1998). Página visitada em 08-09-2006.
  22. Análise das imagens em directo da CNN e da FOX News
  23. Emissão da CNN no momento em que foi interrompida para anunciar a primeira torre a arder

[editar] Leitura adicional

[editar] Ligações externas

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