Exército do Iraque

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Exército do Iraque
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País  Iraque
Corporação Forças armadas do Iraque
Criação 1921
Aniversários 6 de janeiro[1]
História
Guerras/batalhas Guerra Anglo-Iraquiana
Guerra Árabe-Israelense de 1948
Guerra dos Seis Dias
Guerra do Yom Kippur
Guerra Irã-Iraque
Guerra do Golfo
Guerra do Iraque
Logística
Efetivo 220.000 (est. 2010)
Comando
Tenente-general Ali Ghaidan Majid[2]

O Exército do Iraque é o componente terrestre das Forças Armadas do Iraque, ativos em diversas formas desde sua formação, pelos britânicos, durante o seu mandato no país após a Primeira Guerra Mundial.

Atualmente, tem a função de assumir a responsabilidade por todas as operações terrestres no Iraque, depois da invasão do país, em 2003. O exército foi reconstruído de acordo com a doutrina do exército americano, e recebe uma enorme quantidade de assistência daquele país, em todos os níveis. Devido à atuação da insurgência iraquiana, desde 2006 o exército iraquiano foi designado como uma força de contra-insurgência por um período de tempo indeterminado, até que a força desta insurgência seja reduzida a um nível que possa ser combatido pela polícia local.[3] Após este ponto, o exército passará por um plano de modernização que inclui a compra de mais equipamentos pesados.

História[editar | editar código-fonte]

A ameaça de guerra com a recém-formada República da Turquia, que havia anexado o vilaiete otomano de Mosul como parte de seu país, levaram os britânicos a formar o Exército do Iraque em 6 de janeiro de 1921. A Brigada Mussa Al-Kadhum, composta por ex-oficiais iraquianos-otomanos, cujos quartéis localizavam-se em Al Kazemiyah.[4] O Reino Unido deu apoio e formação para o Exército e a Força Aérea iraquiana através de uma pequena missão militar com base em Bagdá.[5]

Exército Real Iraquiano[editar | editar código-fonte]

Coroação do Príncipe Faisal como o Rei do Iraque.
Soldados britânicos em Bagdá, 1941.

De 1533 a 1918, o Iraque estava sob o domínio do Império Otomano, e lutou como parte das forças armadas do Império Otomano. Depois de 1917, o Reino Unido assumiu o controle do país. As primeiras forças militares iraquianas estabelecidas pelos britânicos foram as imposições do Iraque, vários batalhões de soldados encarregados de proteger as bases da Força Aérea Real (RAF), quando o Iraque era controlado pelos britânicos.

Em agosto de 1921, o rei Hachemita Faisal I estabelecido pelos britânicos, era o governante cliente do Mandato Britânico do Iraque. Faisal tinha sido forçado a sair como o rei da Síria pelos franceses. Da mesma forma, as autoridades britânicas selecionaram elites árabes sunitas da região para as nomeações do governo e dos ministérios no Iraque. Os britânicos e os iraquianos formalizaram a relação entre as duas nações com o Tratado Anglo-Iraquiano de 1922. Com a ascensão de Faisal ao trono, o exército iraquiano tornou-se o Exército Real do Iraque (ERI).

Em 1922, o exército totalizava um efetivo de 3.618 homens. Isso foi bem abaixo do 6.000 homens solicitados pela monarquia iraquiana e até mesmo inferior ao limite de 4.500, estabelecido pelos britânicos. Os salários desestimulantes dificultavam os esforços de recrutamento precoce.

Em 1924, o seu efetivo era de 5.772 homens e, no ano seguinte, tinha aumentado ainda mais para chegar a 7.500 homens. Era previsto para ficar com 7.500 homens até 1933. A força estava até então com seis batalhões de infantaria, três regimentos de cavalaria, dois regimentos de montanha, e uma bateria de campo.

Em 1932, foi concedida a independência oficial ao Reino do Iraque. Isso foi em conformidade com o Tratado Anglo-Iraquiano de 1930, através do qual o Reino Unido iria terminar o seu mandato oficial, sobre a condição de que o governo iraquiano permitisse que conselheiros britânicos tomassem parte nos assuntos do governo, que as bases militares britânicas permanecesem, e com uma exigência de que o Iraque ajudasse o Reino Unido em tempos de guerra.

Ao alcançar a independência em 1932, as tensões políticas se levantaram sobre a continuação da presença britânica no Iraque, com o governo do Iraque e os políticos divididos entre aqueles considerados pró-britânicos e aqueles que eram considerados antibritânicos. A facção pró-britânica foi representada por políticos como Nuri as-Said, que não se opusera a uma contínua presença britânica. A facção antibritânica foi representada por políticos como Rashid Ali al-Gaylani, que exigiu que o restante da influência britânica no país fosse removida. De 1936 a 1941, cinco golpes pelo Exércio Real Iraquiano ocorreram durante cada ano liderado pelos superiores do exército, para pressionar o governo a ceder às exigências dos militares.

No início de abril de 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, Ali Rashid al-Gaylani e membros da antibritânica "Golden Square" lançaram um golpe de Estado contra o atual governo. O primeiro-ministro Taha al-Hashimi renunciou, e Rashid Ali al-Gaylani tomou seu lugar como primeiro-ministro. Rashid Ali também se proclamou chefe de um "Governo de Defesa Nacional". Rashid Ali não derrubou a monarquia, mas instalou um regente mais complacente. Ele também tentou restringir os direitos dos ingleses, que lhes foram concedidos sobre o tratado de 1930.

Em 30 de abril, unidades iraquianas estabeleceram-se no terreno mais elevado ao sul da base aérea da RAF, em Habbaniya. Um enviado iraquiano foi mandado para exigir que nenhum movimento, seja no solo ou no ar, tivesse lugar a partir da base. Os britânicos se recusaram a cumprir a ordem e, em seguida, exigiram que as unidades iraquianas deixassem a área imediatamente. Além disso, os britânicos desembarcaram forças em Basra, e os iraquianos exigiram que estas forças fossem removidas.

Referências

  1. Al-Marashi, Ibrahim e Salama, Sammy. Iraq's Armed Forces: An Analytical History. Londres e Nova York: Routledge, 2008. 206 p. ISBN 0-415-40078-3 Segundo Al-Marashi e Salama, o octagésimo-terceiro aniversário do Dia do Exército Iraquiano foi comemorado em 2004.
  2. Iraqi Military Faces Hurdles in Its Quest to Take Charge. The New York Times, 15 de maio de 2007.
  3. Measuring Security and Stability in Iraq, Agosto de 2006
  4. Pollack, Kenneth M.. Arabs at War: Military Effectiveness 1948-91, University of Nebraska Press, Lincoln/Londres, 2002, p.149
  5. Lyman, p. 25

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Al-Marashi, Ibrahim e Salama, Sammy. Iraq's armed forces: An analytical history. Oxon e Nova York: Routledge, 2008. 254 p. ISBN 0-415-40078-3
  • Lyman, Robert. Iraq 1941: The Battles for Basra, Habbaniya, Fallujah and Baghdad. Oxford e Nova York: Osprey Publishing, 2006. 96 p. ISBN 1-84176-991-6
  • Pollack, Kenneth M. Arabs at War: Military Effectiveness 1948-91, University of Nebraska Press, Lincoln e Londres, 2002, e a crítica do livro de Pollack em International Security, Vol. 28, No.2.
  • Ofer, Tzvi. The Iraqi Army in the Yom Kippur War, trad. para o inglês 'Hatzav,' Tel Aviv: Ma'arachot, 1986
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