Reconhecimento em força

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Motocicleta do exército japonês preparada
para missões de reconhecimento.

O reconhecimento em força (português europeu) ou reconhecimento (português brasileiro)[1] é uma operação de objectivo limitado com a finalidade de pôr à prova o dispositivo, meios, composição e pontos fracos do inimigo e/ou obter outras informações. Embora a sua finalidade primária, como o próprio nome indica, seja o reconhecimento, este tipo de acção permite descobrir pontos fracos do inimigo cujo conhecimento é importante para o planeamento do ataque.

Esta acção, quando aplicada numa área restrita, é planeada e executada como um ataque de objectivo limitado. Se for necessário esclarecer a situação sobre o inimigo ao longo de toda a frente, empregam-se uma série de ataques destinados a sondar, em força e agressivamente, a situação do inimigo em determinados pontos críticos. Numa situação em que o inimigo apresenta frentes extensas, podem ser executados reconhecimentos em força, escalonados no tempo sobre pontos largamente separados, o que permite obrigar o inimigo a revelar o seu dispositivo e intenções numa vasta área.

A realização destas acções implica riscos. É necessário agir por forma a obter os resultados desejados mas também a evitar que a acção resulte num empenhamento superior ao desejado, isto é, um empenhamento geral. Isto não invalida que o comandante que ordena estas acções não deva estar preparado para explorar os sucessos obtidos pela força de reconhecimento, dando continuidade ao ataque por elas iniciado ou mantendo a posse de terreno que tenham conseguido ocupar. O comandante da força que ordena o reconhecimento deve preparar-se também para auxiliar aquela força no caso de esta vir a ficar fortemente empenhada em condições desfavoráveis.

A força destacada para uma operação deste tipo deve ser suficientemente forte para desencadear um ataque que obrigue o inimigo a reagir e, desta forma, a revelar o seu dispositivo, efectivos, etc. Uma vez cumprida a missão, a força de reconhecimento pode retirar ou manter a posse do terreno conquistado.

Referências

  1. Este artigo é integralmente baseado no texto do elemento bibliográfico apresentado, pp. 268 a 270

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AAVV, Regulamento de Campanha: Operações, volume 1, Estado Maior do Exército, Lisboa, 1971.