T-72

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T-72
T72 cfb borden 1.JPG
Tipo Tanque Principal de Batalha
História operacional
Em serviço Desde 1976
Utilizadores  União Soviética
 Rússia
 Síria
 Ucrânia
Mongólia
 Polónia
 Geórgia
 Finlândia
 Eslováquia
 Irã
 Iraque
 Venezuela
 Marrocos
Guerras  Afeganistão
Histórico de produção
Criador  União Soviética
Quantidade
produzida
18.000
Especificações
Armamento
primário
1 x 125mm 2A46M L/51 (Calibre: 125mm - Alcance estimado de 2.5Km a 4.5Km)
Armamento
secundário
Uma Metralhadora coaxial PKT de 7,62 mm
Motor V46-V12 Diesel
840cv
Alcance
Operacional
460Km normal e 600Km com tanque de combustível adicional
Velocidade 60Km/h na estrada e 45Km/h na terra.

O T-72 é um tanque de origem soviética que entrou em produção em 1971. É o desenvolvimento do tanque T-62 com algumas características do T-64 (com ele, foi um projeto paralelo). Pertence à mesma geração de tanques que o M-60 norte americano, Leopard 1 alemão, e o britânico Chieftain.

Descrição[editar | editar código-fonte]

T-72 no gráfico.

Quando no inicio dos anos 80 a fábrica Morozov que tinha sido preterida pela fabrica dos Urais (UKV) no fabrico do T-72, lança o tanque T-80, a fábrica dos Urais, introduz vários desenvolvimentos no T-72.

Aparentemente, os próprios projetistas russos tinham-se apercebido de que embora tivessem tido sucesso na criação de um modelo de tanque mais barato e adequado à produção em massa, tinham também produzido um tanque que era inferior em termos de blindagem.

É por essa razão que os engenheiros se lançam numa corrida com o objetivo de transformar o T-72 num tanque capaz de competir com o T-80, pelo menos no que respeita à blindagem. O novo tanque com as novas alterações passa a ser conhecido como T-72M, ou T-72M2 (para a versão que além do reforço da blindagem também tem blindagem reativa).Com a nova blindagem, o T-72M ficou cerca de três toneladas mais pesado, o que levou à necessidade de substituir o grupo motriz por uma versão mais potente do motor V84 (Esta versão é conhecida como T-72S).

As restantes mudanças foram menores, como a alteração da posição dos lançadores fumígenos, cuja posição foi passada para a parte posterior da torre, como resultado do grande aumento da blindagem frontal desta, que levou a que o T-72M2 recebesse o codnome não oficial de Super Dolly Parton no ocidente. Esta protuberância blindada da torre do T-72M transformou-a na torre mais protegida de todos os tanques russos, incluindo o T-80.

Na Rússia muitos T-72M, foram equipados com o sistema de defesa anti-míssil Shtora e com blindagem reativa adicional. Estes veículos são conhecidos como T-72S e T-72BM.

Os estudos e projetos da União Soviética que resultaram no fabrico do T-64 (um tanque com uma suspensão completamente diferente da dos seus antecessores e que embora considerado superior era demasiado caro e complexo) levaram ao modelo T-72, que surgiu em 1971.

O T-72 foi assim um concorrente do modelo T-64, no que foi uma competição entre os gabinetes de projectos ligados ao complexo da fábrica Morozov de Karkhov na Ucrânia, responsável pelo sofisticado T-64 e os seus equivalentes na fábrica de Nizhni-Tagil (UVZ - Ural Vagon Zavod) para lá dos montes Urais, responsável pelo T-64 modificado e barateado, que viria a resultar no T-72.

Enquanto os projetistas da região ocidental da URSS (Em Kharkov na Ucrânia e em Moscou) estavam atarefados em desenhar tanques mais modernos, com proteções e blindagens especiais, a fábrica UVZ, tinha apenas autorização para trabalhar em modernizações da linha T-54/T-55/T-62.

Mas quando as autoridades soviéticas concluiram que o T-64 se tinha transformado num tanque demasiado complicado, caro e com demasiadas avarias mecânicas, foi dada a possibilidade à fábrica da Sibéria de utilizar os estudos de modernização do mais antigo T-62 e aplica-los no T-64, com o objectivo de reduzir os custos de produção e conseguir um tanque mais barato que pudesse mais facilmente substituir o T-62.

Os projetistas da Sibéria estavam limitados ao desenho básico do tanque e por isto o T-72, é muito parecido com o T-64, sendo as diferenças mais visíveis ao nível do sistema de suspensão. O T-72 representa por isso uma volta a um sistema de suspensão convencional com seis grandes rodas, em vez do sistema utilizado no T-64 (com seis rodas pequenas), embora incorporando muitas das novas características do T-64, entre as quais se encontrava uma nova torre com um carregador automático, um novo motor e um canhão de 125mm. Pode-se dizer que o T-72 é o resultado da mistura entre as caracteristicas mais sofisticadas do T-64, com a plataforma mais antiga mas provada do T-55/T-62.

O T-72 foi construido para ser o tanque padrão dos países do Pacto de Varsóvia, tendo sido desenvolvidos esforços para que fosse fabricado em outros países do pacto, tais como a Polônia e a Checoslováquia.

Quando apareceu o seu antecessor (T-64) ele apressou o movimento de modernização dos tanques europeus e americanos (Leopard-I e M-60) que estavam em operaçao na Europa para poder responder ao novo canhão de 125mm,[1] ao sistema de pontaria com telemetro a laser, e sistema de visão noturna, além da blindagem com algumas modificações. O que não foi entendido na altura e só saltou «literalmente» à vista mais tarde foi a debilidade da blindagem da torre do T-72, a sua falta de protecção e a facilidade com que as munições explodiam no interior fazendo saltar a torre. O T-72 é menos blindado e menos protegido que o T-64.Estas deficiências foram notadas especialmente na guerra do golfo em 1991, quando estes tanques se defrontaram com os na altura novíssimos M1 Abrams.

O tanque T-72M1 é uma das muitas adaptações do tanque T-72A dos anos 70. Como o T-72A não tinha o reforço frontal da torre, em alguns casos foi-lhe acrescentada uma proteção adicional em cunha na parte frontal da torre, a qual pode receber blindagem reativa.

O T-72A, é uma ligeira modernização do T-72 original do inicio dos anos 70 armado com um telêmetro laser. Outras versões do T-72A foram desenvolvidas como forma mais econômica de melhorar a deficiente protecção do T-72, tais como o T-72M2, uma versão do T-72 original, com blindagem a torre reforçada e com a adição de blindagem reativa.

Principais Utilizadores[editar | editar código-fonte]

Operadores no Mundo do T-72.
  •  Rússia
  • Designação Local: T-72B
  • Quantidade Máxima: 15.000 - Quantiade em serviço: 9.700
  • Situação operacional: Em serviço

Do total de veículos T-72 herdados pela Rússia, estão oficialmente ao serviço cerca de 9.700 unidades. Trata-se no entanto de veículos pouco modernizados, onde apenas uma pequena parte foi submetida a algum tipo de modernização. Os veículos estão ao serviço em várias unidades, mesmo de primeira linha. Os T-72B têm sido modernizados a um ritmo lento.

As modernizações destes tanques permitem elevar o padrão de blindagem para o equivalente ao T-90S, o que é visto como uma solução econômica.

Mas o exército russo parece estar mais interessado nos veículos como o T-90S novos, porque os veículos base T-72B que estão ao serviço já são demasiado antigos (a maioria tem entre 15 a 20 anos) para que seja rentável efetuar modernizações.[2]

  •  Síria
  • Designação Local: T-72M
  • Quantidade Máxima: 1.502 - Quantidade em serviço: 1.500
  • Situação operacional: Em serviço

O T-72 é o carro de combate mais numeroso em serviço no exército sírio. Calcula-se que uma parte da frota seja constituida por carros T-72A que ainda não foram convertidos para o novo padrão T-72M.

Os sirios receberam os seguinte T-72: 194 unidades em 1977-1979, recebidos da Checoslováquia. 58 unidades em 1993, recebidos da Eslováquia. 1250 unidades recebidas ao longo dos anos 80 da União Soviética.

Não se sabe qual a situação em que se encontra a totalidade da frota de T-72, embora sejam conhecidos programas de modernização dos T-72.

  •  Irã
  • Designação Local: T-72S
  • Quantidade Máxima: 480 - Quantidade em serviço: 422
  • Situação operacional: Em serviço

O Irã recebeu inicialmente cerca de duas centenas de tanques T-72 modificados da Polónia e da Rússia entre 1993 e 1995, posteriormente tem recebido mais unidades do tanque e vem vindo a efetuar desenvolvimentos de sistemas próprios. O Irã fabrica localmente sob licença uma versão do canhão 2A46M de 125mm e efetuou algumas alterações aos tanques T-72S em serviço no país.

Alegadamente existe um sistema de controle de tiro equipado com um telemetro a laser, o qual tanto pode ser utiizado nos T-72S como em outros veículos do tipo T-72 ou do tipo T-55.

  •  Argélia
  • Designação Local: T-72B
  • Quantidade Máxima: 300 - Quantidade em serviço: 300
  • Situação operacional: Em serviço

A Argélia fez um contrato com a Rússia em 2006 para a modernização de cerca de três centenas de carros de combate T-72 argelinos, que serão convertidos para o padrão T-72B.

  •  Venezuela
  • Designação Local: T-72B1V
  • Quantidade Máxima: 192 - Quantidade em serviço: 92
  • Situação operacional: Em serviço

A Venezuela comprou a Rússia 92 T-72B1V que foram entregues entre 2009 e 2012. Em Junho de 2012 encomendou mais 100.

  •  Polónia
  • Designação Local: T-72A / M1
  • Quantidade Máxima: 1.200 - Quantidade em serviço: 586
  • Situação operacional: Em serviço

Os carros de combate T-72 polacos constituem ainda o maior contingente de carros de combate em serviço no país. Trata-se de carros T-72A modernizados com blindagem reativa, que também foi utilizada para a versão polonesa do T-72 PT-91

  •  Ucrânia
  • Designação Local: T-72A
  • Quantidade Máxima: 1.300 - Quantidade em serviço: 1.180
  • Situação operacional: Em serviço

O T-72 é o segundo veículo mais numeroso entre as forças blindadas da Ucrânia, representando cerca de 30% do total. A Ucrânia no entanto, não parece dar grande preferência a este veículo, uma vez que grande parte dos seus sistemas e peças são de origem russa.

T-72 Indiano.

Outras versões[editar | editar código-fonte]

T-72 com Blindagem reativa.
  • T-72 - Veículo original, derivado do T-64A
  • T-72M - Versão do T-72 original com blindagem cerâmica mais resistente.
  • T-72A - Versão do T-72 com electrónica mais aprefeiçoada e com telemetro Laser.
  • T-72M1 - Também conhecido como «Dolly Parton» caraacteriza-se pela torre com protuberâncias frontais, destinadas a dar maior protecção. Esta versão, deu origem ao T-72M2 conhecido como Super Dolly Parton, que se caracteriza por em cima do reforço adicional, ter recebido blindagem reativa.
  • T-72B Idêntico ao T-72A, mas com um novo sistema de carregamento automático da arma principal, que permite maior cadência de fogo.
  • T-72BM Versão do T-72B, com os novos sistemas de tiro, novo carregador automático e com blindagem reativa adicional.
  • T-72S Uma soma de características dos veículos anteriores, com blindagem reativa frontal
  • T-72 Ajeya Versão vendida há Índia.
T-72 Ajeya.
  • T-90 A mais recente versão desta família de carros de combate, é em tudo idêntica às versões modernizadas T-72S, embora normalmente os T-72S sejam veículos modernizados.

O T-90 é um veículo novo, em que a torre está desenhada de forma a incluir os sistemas eletronicos e ópticos de tiro. A versão e exportação é conhecida como T-90S.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Curiosamente o canhão de 125mm instalado no T-72 foi escolhido pela União Soviética quando um militar iraniano desertou para o lado soviético da fronteira, levando consigo um tanque M-60. A análise do M-60 e do seu canhão de 105mm, levou os soviéticos a concluir que o canhão de 115mm inicialmente proposto para o T-64 era inadequado, tendo sido decidida a utilização do canhão de 125mm.
  2. Venezuela poderia comprar alguns destes tanques T-72 da Rússia

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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