T-90

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T-90S
T-90A MBT photo011.jpg
Um T-90 do russo.
Tipo Carro de combate principal
Local de origem  Rússia
História operacional
Em serviço 1996-presente
Utilizadores Arábia Saudita
 Argélia
 Chipre
 Rússia
Turquemenistão
Histórico de produção
Criador Kartsev-Venediktov
Fabricante Uralvagonzavod
Custo unitário $2.3 milhões US$ (Janeiro de 2007)
Período de
produção
1995-presente
Quantidade
produzida
1.667 +
Especificações
Peso vazio: 44.500Kg. - Peso preparado para combate: 46.500Kg.
Comprimento 31,27 ft (9,5 m)
Largura 12,4 ft (3,8 m)
Altura 7,41 ft (2,3 m)
Tripulação 3 (Comandante, Artilheiro, Motorista)
Blindagem do veículo Blindagem composta-reativa (com o uso de ERA Kontakt-5)
Armamento
primário
1 x 125mm 2A46M L/51, com capacidade de uso de ATGM, modelo 9M119 Svir
Armamento
secundário
1 x metralhadora PKT 7.62, coaxial, 1 x metralhadora NSV ou Kord 12.7 mm, anti-aérea, controlada remotamente.
Motor Uralvagonzavod V-84MS, refrigerado a ar, 12-cil, a diesel
Uralvagonzavod V-92S2DE, refrigerado a água, 12-cil, a diesel
Uralvagonzavod V-96, refrigerado a água, 12-cil, a diesel.
840cv (V-84MS)
950cv (V-92S2DE)
1.250cv (V-96)
Peso/potência 18,1 hp/tonelada (V-84MS)
20,4 hp/tonelada (V-92S2DE)
26,3 hp/tonelada (V-96)
Suspensão barra de torção
Alcance
Operacional
550-700 km (340-430 mi) dependendo do motor do veiculo
Velocidade 60-65 km/h (30-47 mp/h) dependendo do motor do veiculo

O T-90 é um tanque, o mais moderno dos exércitos russo e indiano, entrou em baixa produção em 1993, baseado num protótipo designado como T-88. O T-90 foi produzido pela Kartsev-Venediktov Design Bureau na Uralvagonzavod em Nizhny Tagil. O modelo de produção é baseado no largamente redesenhado T-72BM, com algumas partes da série T-80; o nome foi escolhido por causa das grandes perdas de tanques T-72 na Guerra do Golfo. A inovações do T-90 incluem uma nova geração de blindagem reativa explosiva Kontakt-5 na base e na torre. Duas variantes, o T-90S e T-90E foram identificadas como possíveis exportações.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Em 1996, 107 tanques T-90 entraram em serviço pelo Far Eastern Military District. O plano era substituir todos os tanque mais velhos com T-90s no fim de 1997, mais esse objetivo ainda não foi terminado pela falta de fundos.

Em 1999 apareceu uma nova versão do T-90, com uma torre totalmente protegida. Este novo modelo é chamado de "Vladimir" em honra ao chefe de design do T-90 Vladimir Potkin, que faleceu em 1999. É desconhecido como esse design afeta a proteção e o design da torre, a blindagem frontal foi extensivamente redesenhada.

Uso[editar | editar código-fonte]

Além do exército russo, os tanques T-90 são também usados no exército indiano. Em 2001, a Índia comprou 310 tanques T-90, onde 124 foram totalmente fabricados na Rússia e 186 foram entregues desmontados ou semi-desmontados. Os T-90s eram feitos pela Uralvagonzavod e os motores eram entregues pela Chelyabinsk Tractor Plant A Índia começou a produzir os seus tanques a partir de sua experiência com T-72. Ela pretende construir mais de 1.000 tanques. A versão indiana do T-90 é conhecida como Bhishma.

Principais Utilizadores[editar | editar código-fonte]

Parada do dia da Vitória de 2013.
  •  Rússia[1] [2]
  • Designação Local: T-90
  • Quantidade Máxima: 431 - Quantidade em serviço: 431
  • Situação operacional: Em serviço

A Russia, colocou uma encomenda de cerca de 350 unidades do T-90, que estão em operação, ainda não estando todos entregues. Existem neste momento dúvidas sobre se este tanque virá a receber mais encomendas ou se o lugar de principal tanque russo do futuro, será ocupado pelo rival T-80, numa versão modernizada conhecida como T-95.

  •  Índia[3] [4]
  • Designação Local: T-90 - Bhishma
  • Quantidade Máxima: 310 - Qtd. em serviço: 310
  • Situação operacional: Em serviço
T-90s do exercito indiano

A Índia, que opera 310 unidade do T-90S, dos quais 120 foram fornecidos completos, 90 foram fornecidos parcialmente montados e 100 foram fornecidos em peças separadas. A HVF foi assim responsável pela montagem total ou parcial de 190 tanques T-90S. A opção pelo T-90S tem a ver com o fato de a Índia possuir grande números de tanques T-72 de modelos mais antigos e precisar de um tanque para responder à compra pelo Paquistão de tanques T-84 ucranianos e à fabricação conjunta do Khalid, um derivado dos modelos de tanques chineses. Em 2006, foi divulgado que a Índia deverá adquirir mais 1.000 unidades deste tanque a serem fabricadas na Índia, tendo no final do mesmo ano sido efetuada uma nova encomenda de mais 330 unidades, a serem forneceidas pela Rússia. Alegadamente esta última encomenda prende-se com dificuldades e aumento dos custos de produção do tanque t-90 na Índia. Os T-90S da Índia não estão equipados com o sistema de contramedidas SHTORA e têm um sistema de visão termica de origem francesa, o qual alegadamente apresentou problemas a altas temperaturas. A instalação do SHTORA estava no entanto em estudo em 2008, bem assim como a instalação do sistema ARENA.

Em 2008 foi anunciado que em condições de calor extremo o T-90S apresentou problemas, porque os sistemas eletrônicos instalados no veículo apresentaram vários problemas de sobreaquecimento.

O T-90 não pode utilizar praticamente nenhum dos seus sitemas eletrônicos que permitiriam tornar o tanque mais eficiente. Este problema levou a considerar que a operacionalidade dos T-90 indianos é muito baixa.[5] Como resultado o exército indiano começou estudos para a instalação de ar condicionado a bordo dos veículos.

  •  Argélia[1]
  • Designação Local: T-90S
  • Quantidade Máxima: 180 - Quantidade em serviço: 54
  • Situação operacional: Encomendado

A Argelia encomendou em 2006 40 unidades deste carro de combate. A encomenda foi incluida num pacote que incluia vários tipos de armamentos. Posteriormente, notícias vindas a público referem a intenção por parte da Argélia de adquirir um total de até 180 tanques T-90S. Até ao momento não é clara a quantidade de carros de combate deste modelo adquiridas pela Argélia A Argelia opera vários tipos de carros de combate de origem russa como T-72 e T-54/T-55[6] O tanque russo só não poderá competir com o tanque americano M1A2 Abrams, que tem uma superioridade em blindagem,deslocamento e armamento

Outros Utilizadores[editar | editar código-fonte]

  • Arábia Saudita - A Arábia Saudita comprou 150 tanques T-90S e helicópteros em um negocio na casa de 2 bilhões de dólares.[7]
  •  Chipre - O governo cipriota grego concordou em comprar 41 T-90 em janeiro de 2009.

Design[editar | editar código-fonte]

Armamento[editar | editar código-fonte]

O armamento principal é o canhão 2A46M de 125 mm, estabilizado em dois eixos, coberto por uma luva térmica, e carregado automaticamente. Capaz de disparar uma grande variedade de munições, incluindo a 3BM-44M APFSDS (Armour Piercing, Fin-Stabilized, Discarding Sabot), munição HEAT ( High Explosive Anti-Tank) 3BK21B (com revestimento de urânio empobrecido), 3BK29 (com penetração de 800mm) e 3BK29M (com carga tripla) e a 3OF26 HE-FRAG (High Explosive Fragmentation). Este canhão pode disparar mísseis anti-tanque 9M119 Refleks, com alcance de 4 km, guiagem a laser e ogiva de carga oca, capaz de penetrar as blindagens explosivo reativas. Seu armamento inclui ainda uma metralhadora coaxial PKT de 7,62x54mmR, com 250 munições (mais 7.000 carregada no blindado) e uma metralhadora NSV ou Kord, 12,7x108mm, controlada remotamente, com 250 munições, para defesa anti-aérea.

Propulsão[editar | editar código-fonte]

A propulsão do T-90 é provida por um motor a diesel V-84MS, de 840 hp, refrigerado a água. O tanque pode carregar até 1.600 litros de combustível, e pode-se adicionar querosene ou benzina ao diesel, sem danos ao motor. Possui um snorkel para travessias de cursos d'água, utilizável por vinte minutos. O Exército russo utiliza há algum tempo a versão T-90S e em fevereiro de 2001 o Exército indiano assinou um contrato para o fornecimento de 310 unidades deste modelo.

T-90 Russo em treinamento

Eletronica[editar | editar código-fonte]

O T-90 é o mais recente desenvolvimento da série de tanques "T" russos e apresenta maiores poder de fogo, mobilidade e blindagem em relação aos seus predecessores, sendo fabricado pela empresa Nizhnyi Tagil. Equipado com um sistema integrado de controle modelo 1A4GT automático, engloba o sistema de controle de disparo do canhão modelo 1A43, o imageador térmico KO1 com alcance de até 1,5 km e o imageador PNK-4S para o comandante.

O motorista tem à sua disposição um visor noturno infravermelho modelo TVN-5. A blindagem do T-90 é uma combinação do material convencional com material explosivo reativo (ERA). Seu sistema de alerta está a cargo do Shtora-1, composto de jameador infravermelho, quatro detectores de emissões de laser e lançador de granadas fumígenas. Possui equipamento de proteção NBC (nuclear, biológica e química).

Blindagem[editar | editar código-fonte]

O T-90 é equipado com "três camadas" de proteção: a primeira camada é a blindagem composta na torre, composta de uma armadura básica com uma inserção de camadas alternadas de alumínio e de plástico e uma seção de deformação controlada.

O segundo nível é a terceira geração ERA armadura reativa explosiva que degrade significativamente o poder de penetração da munição cinética APFSDS e também nesses blocos ERA da a sua torre clam shell distintivo angular "aparência. ERA os tijolos também estão localizados no telhado da torre a fornecer proteção contra armas de ataque mais alto.

Pacote em frente a armadura da torre, além da EEI e chapeamento de aço contém um enchimento composto colado de Blindagem composta russa entre as placas superior e inferior em aço, os resultados dessa armadura composta e um menor peso e maior proteção, quando comparado só com aço.

O terceiro nível é um Shtora -1 sistema de contramedidas, produzido por Elektromashina da Rússia. Este sistema inclui dois bloqueadores de infravermelho na parte da frente da torre, quatro receptores de aviso de laser, dois sistemas 3D6 aerossol descarregam um sistema informatizado de controle. O Shtora-1 avisa a tripulação do tanque quando o tanque foi "travado" por uma arma laser de orientação e permite que o grupo enfrentar a ameaça.

O jammer infravermelho, o TShU1-7 EOCMDAS, compotas de comando semi-automático de linha de visada (SACLOS sistema de orientação) de alguns mísseis guiados antitanques. As granadas de aerossol podem ser usados para mascarar o tanque do Telêmetros laser e designadores, bem como a ótica de outros sistemas de armas. Tanques T-90S Indianos não estão equipados com o Shtora-1 sistema de contramedidas.

Além disso, para os sistemas de proteção passiva e ativa, o T-90 é também equipado com armas nucleares, biológicas e químicas (equipamento de proteção NBC), varreduras de minas KMT e um sistema de extinção automática de incêndios.

Durante um teste realizado relatado pelo exército russo em 1999, o T-90 foi exposto a uma variedade de RPG, ATGM e munições APFSDS. Quando equipado com Kontakt-5 ERA o T-90 não poderia ser penetrado com qualquer um dos APFSDS ou ATGM utilizado durante o treinamento e superou o T-80U, que também participou.[10]

Variantes[editar | editar código-fonte]

  • T-90K tanque de comando.[11] [12]
  • T-90S variante de exportação (por vezes referido como o T-90E), movido por um motor diesel, o desenvolvimento de 1000 cavalos de potência.
  • T-90SK variante comando de exportação.
  • T-90 Bhishma ou Bheeshma. É uma licença de construção variante em serviço com o exército indiano. Ela não tem Shtora sistema de contramedidas, mas mantém a capacidade ATGM 9K119 Reflec. Também é alimentado pelo motor diesel 1000hp.
  • T-90A melhor variante do Exército russo, equipado com um motor diesel, o desenvolvimento de 1 000 cv. Tem também algumas pequenas melhorias comparando com o modelo original.[13]
  • MTU-90 bridgelayer. Ele é projetado para lançar pontes entre trincheiras e obstáculos de água em condições de combate.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre T-90

Notas

Ligações externas[editar | editar código-fonte]