Leopard

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Leopard I
Leopard-1-latrun-1.jpg
Leopard 1A5 do Exército Australiano
Tipo Carro de Combate Principal
Local de origem  Alemanha Ocidental
História operacional
Utilizadores Ver texto
Histórico de produção
Data de criação 1956
Fabricante Porsche, Rheinmetall e Borgward
Período de
produção
1964-presente
Variantes Leopard 1A1
Leopard 1A2
Leopard 1A3
Leopard 1A4
Leopard 1A5
Leopard 1A6
Especificações
Peso 40.2 t
Comprimento 8.3 m
Comprimento 
do cano
5.46 m
Largura 3.37 m
Altura 2.70 m
Tripulação 4(Comandante; motorista; atirador; auxiliar do atirador)
Blindagem do veículo De aço: 70 mm (máximo); 10 mm (mínimo)
Armamento
primário
1 x 105mm de 55 munições
Armamento
secundário
2 x 7.62 mm MG-3(Co-axial e uma acima da torre)

5.500 munições

Motor MTU MB 838 CaM 500, 10-cilindros motor multi-fuel
830hp (620 kW) a 2200 RPM
Peso/potência 19,7 hp/tonelada
Capacidade de combustível 37.4 l
Alcance
Operacional
600 km na estrada

450 km em terra

Velocidade 65 km/h estrada e 30 km/h terra

O Leopard 1 é um carro de combate projetado e produzido na Alemanha. Entrou em serviço em 1965.

O Leopard possui um projeto tradicional e é conhecido por sua velocidade fora de estrada. Está armado com o canhão 105 mm L7 da Royal Ordnance, o mesmo empregado no Tamoyo III e do M60.

6.485 veículos foram construídos, 4.744 carros de combate e 1.741 outros para diversas funções, como o Gepard, antiaéreo.

Desde 1990, o Leopard 1 vem gradualmente sendo relegado a funções secundárias na maioria dos exércitos, com exceção dos exército Canadense e exército australiano, que pretendem substituí-lo.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Leopard 1[editar | editar código-fonte]

O projeto do Leopard começou em novembro de 1956 para substituir os carros de combate M47 e M48 em uso no Exército da Alemanha Ocidental. O veículo deveria ser leve, resistir a tiros rápidos de 20mm de qualquer lado e ter proteção NBc. A mobilidade teve prioridade em relação ao poder de fogo e a blindagem, considerando-se as modernas armas antitanque. As primeiras entregas ocorreram em 1965 e diversos países europeus adquiriram o veículo. Por restrições impostas pela política de venda de armas da Alemanha, exportações para Grécia, Espanha e Chile[1] foram vetadas, pois nesta época, tais países estavam sob regimes totalitários. Estes países acabaram por adquirir o AMX 30.

Leopard 1A1[editar | editar código-fonte]

Depois da entrega do primeiro lote, os três seguintes já foram do modelo Leopard 1A1. Esta versão inclui um novo sistema de estabilização do canhão, que efetivamente permite o tiro em movimento. O Leopard 1A1 também possui uma proteção ao longo das laterais para proteger a parte superior das lagartas.

Entre 1974 e 1977, todos os veículos foram atualizados para a versão 1A1A1 com blindagem adicional na torre. Em 1980, foram atualizados com o intensificador de imagens noturnas PZB 200, surgindo a versão 1A1A2. Uma alteração no sistema de rádio originou a 1A1A3.

Leopard 1A2[editar | editar código-fonte]

A versão seguinte do Leopard foi a 1A2 que fabricada entre 1972 e 1974. Esta versão possuía uma torre mais pesada e melhor blindada. Recebeu como atualização o intensificador de imagens noturnas PZB 200, versão 1A2A1, e rádios digitais, versão 1A2A2. O Leopard 1A2A3 tem ambas atualizações.

Leopard 1A3[editar | editar código-fonte]

A versão 1A3 teve a suspensão reforçada e uma proteção melhor para a sua nova torre com melhor blindagem. Recebeu as mesmas atualizações da versão 1A2: intensificador de imagens, 1A3A1; rádios digitais, versão 1A2A2; e ambas, 1A2A3.

Leopard 1A4[editar | editar código-fonte]

O versão 1A4 foi a última a ser produzida. É similar à versão A3, porém com um sistema integrado de controle de tiro.

Leopard 1A5[editar | editar código-fonte]

A partir de 1983, foram incorporados sistemas derivados daqueles desenvolvidos para o Leopard II, como o sistema de controle de tiro EMES-18 com telêmetro laser e visão termal para o combate noturno e o sistema ótico da Zeiss. Estas atualizações foram feitas em veículos das versões 1A3 e 1A4.

Emprego no Brasil[editar | editar código-fonte]

Leopard AS1 Australiano.
Bergepanzer, Viatura socorro.
Gepard, Veículo antiaéreo.

Na década de 1960, o Exército Brasileiro adquiriu centenas de unidades do carro de combate M41 Walker Bulldog que se tornaram o principal carro de combate brasileiro. Estes são tanques leves de 23,5 toneladas, pois o sistema rodoviário e ferroviário brasileiro não comporta o translado de veículos maiores.

Como o desenvolvimento de veículos nacionais, o Tamoyo e o EE-T1 Osório, foi paralisado, e o M41 se aproximava do fim de sua vida útil, o Brasil procurou no mercado internacional veículos que pudessem substituí-lo. Entre as opções disponíveis, o Leopard 1 pesa 42,4 toneladas, o M60, por exemplo, aproximadamente 56.

O Exército Brasileiro selecionou o Leopard e adquiriu 128 unidades usadas do Leopard 1A1 da Bélgica com treinamento, ferramental e peças. Interferências políticas levaram a aquisição de 91 carros de combate M60 dos EUA. Os 128 Leopards foram recebidos entre 1997 e 2000. Os M60 e os Leopards foram os primeiros MBTs (Main Battle Tank) do Exército, e causaram uma revolução no treinamento das equipagens e na estrutura de transporte, manutenção e suprimento

Além destes veículos, foram adquiridos 1 Leopard Escola,[2] 2 Leopards viatura de socorro[3] e dois Leopard Sabiex Hart[4]

Um segundo lote foi adquirido em 2006. Estes veículos serão primeiramente manutenidos e entregues prontos para o combate até 2010. O Leopard 1A5 irá exercer a função atual da versão 1A1, como principais carros de combate brasileiros, enquanto os 1A1 e M60 substituirão os M41 remanescentes. Este lote sera composto por 250 Viaturas Blindadas de Combate Carro de Combate (VBC CC), sete Viaturas Blindadas Especializadas (VBE) Socorro, quatro VBE Lançadora de Ponte, quatro VBC Engenharia e quatro VBE Escola para Motorista.

Modernização[editar | editar código-fonte]

Algum tempo depois de o exercito ter adquirido os Leopard 1A5 especialistas militares indicaram que os leopards poderiam ser modernizados no Brasil trazendo melhorias como uma cópia do EE-T1 Osório, como o seu motor de 1040 hp, a sua torre armada com um canhão de 120mm Da Giat, além de melhorias na blindagem. Não se sabe se estas são as intenções do Exército brasileiro.

Operadores[editar | editar código-fonte]

Países que operaram ou operam o Leopard I:

A Bélgica deve fornecer 45 unidades para o Líbano.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Posteriormente, o Chile adquiriu 202 Leopards 1V.
  2. Especialmente projetados para instrução.
  3. Viatura especialmente projetada para realizar manutenção em campo, como utiliza o mesmo chassi, pode acompanhar normalmente a coluna de carros de combate.
  4. Viatura de socorro desenvolvida pela empresa Sabiex.
  5. Ainda não recebidos

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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