M41 Walker Bulldog

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M41 Walker Bulldog
M41A3-Walker-Bulldog-latrun-2.jpg
M41A3 Walker Bulldog
Tipo Carro de combate Leve
Local de origem  Estados Unidos
História operacional
Utilizadores vide operadores
Histórico de produção
Variantes vide variantes
Especificações
Peso 51 808 lb (23 500 kg)
Comprimento 26,9 ft (8,2 m)
Largura 10,5 ft (3,2 m)
Altura 8,89 ft (2,7 m)
Tripulação 4
Blindagem do veículo 38mm de Aço
Armamento
primário
1 Canhão 76 mm M32
Armamento
secundário
1 x metralhadora .50 Browning M2, 1 x metralhadora .30 Browning M1919
Motor Continental AOS 895-3 6 cilindros a gasolina
500hp
Peso/potência 21,3 hp/tonelada
Suspensão Barra de torção
Alcance
Operacional
100 mi (161 km)
Velocidade 60 km/h estrada e 45 km/h na terra

O M41 Walker Bulldog é um carro de combate leve fabricado nos Estados Unidos. Foi desenvolvido para substituir o M24 Chaffee.[1] [2] [3] Seu nome é uma homenagem ao General Walton Walker, morto em um acidente de Jeep na Coreia. A versão modernizada desenvolvida no Brasil foi designada M41C Caxias pelo Exército Brasileiro.

História[editar | editar código-fonte]

Apesar do sucesso do M24, com a evolução do projeto e da blindagem dos veículos de combate, foi detectada a necessidade de uma arma principal mais efetiva. Em 1947, foi iniciada o projeto de um novo carro de combate leve, designado T37. Foi equipado com um canhão de 76 mm preparado como arma antitanque, o que incrementou sua capacidade antitanque. Depois de alterações no projeto, foi renomeado M41.

O M41 é um carro de combate ágil e bem armado. Tem muitas características do M24, tinha ótima velocidade em estradas, confiável e facilmente reparado, sua torre inteiramente soldada possui ótimas características. Por outro lado, é barulhento, possui alto comsumo de combustível e pesado o suficiente para causar problemas ao transporte aéreo.

Walker Bulldog nunca foi utilizado em combate pelos Estados Unidos, mas foi empregado pelo Vietnã do Sul na Guerra do Vietnã. Utilizado principalmente em missões de segurança interna, mostrou-se efetivo contra carros de combate inimigos, inclusive o russo T-54.

O M41 foi também exportado para o Brasil (300), Chile (60), República Dominicana (12), Guatemala (10), Somália (10), Taiwan (675), Tailândia (200), Tunísia (10) entre outros. Sua fabricação total atingiu as 5.500 unidades.

Emprego no Brasil[editar | editar código-fonte]

Um M41A1 no Museu Conde de Linhares, no Rio de Janeiro

Devido ao Programa de Ajuda Militar, as forças armadas brasileiras tinham grande facilidade em obter material bélico americano. Em agosto de 1960, os M41 chegaram ao Brasil, que operava os carros de combate M3 Stuart, M3 Lee, já considerados obsoletos durante a Segunda Guerra Mundial, e os M4 Sherman, também protagonista do conflito mundial. Um dos principais veículos blindados importados pelo programa foi o M41. As primeiras 50 unidades foram recebidas em Agosto de 1960, aproximadamente 340 unidades do M41A1 e do M41A3 foram recebidas, tornando o veículo o principal carro de combate do Brasil. Assim, substituindo os blindados M3 Lee e M4 Sherman


M41B e M41C Caxias[editar | editar código-fonte]

Com objetivo de nacionalizar os componentes e resolver algumas deficiências do veículo, em 1978, foi iniciado um programa de modernização. Este programa foi realizado em conjunto pelo Centro Tecnológico do Exército e a empresa Bernardini. O programa pretendia tornar o veículo mais confiável, com manutenção nacionalizada, aumentar seu poder de fogo e seu raio de ação.

Estas modificações foram, a troca do motor Continental AOS 895-3 dos M41A1 e AOS 895-5 dos M41A3, ambos a gasolina pelo motor Scania DS14, a diesel, fabricado no Brasil e o alongamento da parte traseira do veiculo, para a colocação do motor a diesel. Este blindado foi designado M41B. As modificações também trouxeram vários problemas a o blindado, o primeiro deles foi o eixo entre o motor e a transmissão, que frequentemente quebrava. A transmissão era a original do M41, que operava com motor a gasolina, que tinha menos vibração que o motor a diesel instalado no blindado. Isso dava muita dor de cabeça as tripulações dos blindados e sempre deixava uma grande quantidade de veículos indisponíveis. Outro problema vinha do alongamento da parte traseira do blindado, que mudou a ponto de gravidade do blindado, acarretando desgaste acentuado das lagartas. Ambos os problemas nunca foram resolvidos.

Muitos blindados do exército foram passados para o padrão M41B, mas logo foi visto que o padrão não atendia todos os requisitos do exército, então foi feito um novo modelo do blindado, chamado M41C Caxias. Houveram varias modificações no Caxias, entre elas foram a instalação de sistemas ópticos de fabricação nacional, a melhoria das blindagens frontais, substituição das lagartas por um modelo fabricado pela Novatração Artefatos de Borracha S/A, a colocação de saias laterais no blindado, instalação de lança-granadas fumigeno, a colocação de vários compartimentos na parte traseira da torre, substituição do sistema elétrico e broqueamento do canhão para 90mm.

A ideia original da Bernardini seria a utlização do canhão Cockehill Mark.IV, fabricado sobre licença pela Engesa e usado nos EE-9 Cascavel e no X1A2 Carcará, dois blindados M41B receberam este canhão para testes, porém esta ideia foi abandonada. Se viu que havia uma opção mais barata que comprar canhões novos para os M41, que era o recalibramento dos canhões M32, originais, de 76mm para 90mm, podendo, dessa forma, usar a mesma munição do Cascavel, uma vez que o Exército havia adotado a 90mm como padrão, e também estava começando a ser usado munição APFSDS, que também era 90mm. Os canhões de 76mm originais eram maiores em comprimento que os Cockehill, do Cascavel, Então, o canhão era cortado para que ficasse do tamanho do Cockehill, depois, foi visto que o tamanho do cano não afetava o funcionamento do canhão. Pode ser encontrado ainda blindados com os dois tamanhos de canhão. O canhão era encamisado e depois broqueado para a munição 90mm, porém, esta operação rendeu muitos problemas, um deles era que, em alguns canhões, uma parede do cano era mais grossa que a outra, o que é comum de se encontrar ainda nos M41C do Exército.

Outro problema não resolvido foi o extrator de gases, que não funcionava muito bem, enchendo a torre de gases provenientes dos disparos e dificultando o trabalho da tripulação. Na verdade, a modificação do canhão para 90mm não o fez melhor, e sim pior que o 76mm original, pois só foi levado em conta o tipo de munição que iriam empregar, a de 90mm fabricada no Brasil e a de 76mm não (Exemplo: Munição HE no canhão de 76mm, velocidade de 732m/s com ll,7kg de explosivo e no canhão de 90mm, velocidade de 700m/s com 8,5kg de explosivo).

Apesar do M41C ser um pouco mais lento que a versão original, a troca do motor a gasolina para uma a diesel, Scania DS14, aumentou seu raio de ação de 110 para 550km.

O kit de modernização era projetado para ser levado para exportação, porém não deu certo, por causa da crise no setor da defesa, que aconteceu no fim dos anos 80 e inicio dos anos 90, que acabou com muitos projetos e empresas belicas no país. O kit da Bernardini tambem se mostrou inferior a outros kits vindos principalmente da Europa e dos E.U.A. O kit da Bernardini foi levado para testes na Dinamarca, porem o blindado que estava fazendo a demostração para o Exército Dinamarquês se acidentou quando se chocou contra um obstaculo e acabou provocando danos na suspensão dos dois lados, tendo que ser rebocado por um Leopard 1 e recuperado pelo prorio pessoal da Bernardini e continuando a demonstração, o blindado trazido de volta para o Brasil, uma vez que o blindado não era da Bernardini, e sim do Exército Brasileiro. Porém, o kit da Beranrdini foi usado em blindados M41A3 uruguaios, porem o canhão não é o M32 modificado, e sim o Cockehill Mk.IV, de 90mm.

Com a experiência adquirida na modernização dos M41, a Bernardini desenvolveu um Carro de Combate denominado Tamoyo, derivado diretamente do M-41.


Variantes[editar | editar código-fonte]

M41D
  • M41 (1951).
  • M41A1 (1953): Sistema de acionamento hidráulico da torre ao invés de elétrica. O sistema mais compacto permitiu aumentar a quantidade de munições de 76mm no carro de 57 para 65 tiros.
  • M41A2 (1956): Troca do motor Continental AOS 895-3, com carburador, pelo motor AOS 895-5, com injeção de combustivel.
  • M41A3: Unidades do M41/M41A1 com motor antigo substituído pelo Continental AOS 895-5.
  • M41B: Modificação Brasileira, feita pela Bernardini. Troca do motor Continental AOS 895-5, a gasolina, pelo motor Scania DS14, a diesel e susbtituição do sistema eletrico.
  • M41C Caxias: Modernização Brasileira, feita pela Bernardini. Modificação do canhão de 76mm para 90mm, modernização das lagartas, colocação de sais laterais para proteção das lagartas, melhorias na blindagem frontal, substituição do sistema elétrico, instalação de lançadores de granadas fumigenas e troca do motor a gasolina por um a diesel.
  • M41D : Modernização Taiwanesa. Novo canhão de 76mm, produzido localmente, novo sistema de detecção de alvos, motor Detroit Diesel 8V-71T, a diesel, blindagem reativa.
  • M41DK-1: Modernização Dinamarquesa. Troca do motor original por um motor Cummins VTA-903TR, sistema de guerra NBC, mira termica integrada a um periscopio noturno, saias laterais, para proteção das lagartas e modificação do canhão de 76mm.
  • M41UR: Modernização Uruguaia. Troca do canhão M32 de 76mm por um canhão belga Cockehill Mark IV, de 90mm e do motor Continental, a gasolina, por um motor Scania DS14EX1, a diesel.
  • Nimda M41: Modernização Israelense. Troca do motor original por um motor Detroit Diesel 8V-71T, a diesel e um sistema de detecção de alvos e controle de fogo FCS-53.
  • M42 Duster (1952): Sistema de defesa antiaéreo autopropulsado, baseado no chassi do M41. Dois canhões Bofors 40mm foram montados na torre.

Operadores[editar | editar código-fonte]

M42 Duster

Veja Também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. 'Self-Propelled Howitzer Roams Any Terrain a Tank Can Travel." Popular Mechanics, October 1954, p. 104, bottom of page.
  2. Armoured Fighting Vehicles of the World, Christopher F. Foss, p. 177, Charles Scribner's Sons, ISBN 0-684-14113-2
  3. note - Originally designated M-44 and M-52, but over time re-designated M44 and M55.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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