Guatemala

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República de Guatemala
República da Guatemala
Bandeira da Guatemala
Brasão de armas da Guatemala
Bandeira Brasão das armas
Lema: Libre Crezca Fecundo
("Livre, cresça fecundo")
Hino nacional: Himno Nacional de Guatemala
Gentílico: guatemalteco(a),
guatemalense,[1]
guatemalês(esa)[2]

Localização

Capital Cidade da Guatemala
Língua oficial Espanhol
Governo República presidencialista
 - Presidente Otto Pérez Molina
 - Vice-presidente Roxana Baldetti
Independência da Espanha 
 - Declarada 15 de Setembro de 1821 
Área  
 - Total 108.890 km² (106.º)
 - Água (%) 0,4
 Fronteira México, Belize, Honduras e El Salvador
População  
 - Estimativa de 2012 14 373 472 [3] hab. (69.º)
 - Densidade 134,6 hab./km² (85.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2012
 - Total US$ 78.420.000 bilhões USD [4]  (83.º)
 - Per capita US$ 5.200 USD (154.º)
IDH (2012) 0,581 (133.º) – médio[5]
Moeda Quetzal
Fuso horário (UTC−6)
Cód. Internet .gt
Cód. telef. ++502
Website governamental http://www.guatemala.gob.gt

Mapa

A Guatemala, oficialmente República da Guatemala, é um país da América Central, limitado a oeste e a norte pelo México, a leste pelo Belize, pelo Golfo das Honduras e pelas Honduras e a sul por El Salvador e pelo Oceano Pacífico. Sua capital é a Cidade da Guatemala.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Guatemala vem do náhuatl Quauhtlemallan e significa "lugar com muitas árvores"

História[editar | editar código-fonte]

Tikal é um dos maiores sítios arqueológicos e centros urbanos da antiga civilização maia.

Do século IV ao século XI, as planícies da região de Péten foram o coração da florescente civilização Maia. Depois do colapso dos estados das terras baixas, os estados Maias do altiplano central continuaram existindo mais ou menos organizados.

Embora os conquistadores espanhóis tenham chegado à região em 1523, houve uma feroz resistência das cidades-estado maias e a última só foi efetivamente conquistada em 1697.

A Guatemala, até 1821, foi uma colônia da Espanha. Durante a segunda metade do Século XX experimentou uma variedade de governos militares e civis, sendo uma dessas de Jacobo Arbenz - que fora retirado do poder por ameaçar fazer reforma agrária em terras da United Fruit Company; desse modo sofreu um golpe com intervenção estadunidense, em 1953, colocando um ponto final na política de Boa Vizinhança, caracterizada pelo governo Roosevelt, bem como uma guerra civil que durou 36 anos. Em 1996, o governo assinou um acordo da paz terminando formalmente com o conflito, que levou à morte de mais de cem mil pessoas e tinha criado um milhão de refugiados.

Política[editar | editar código-fonte]

O parlamento da Guatemala, o Congresso da República, com 113 assentos, é eleito cada quatro anos, simultaneamente com as eleições presidenciais. O presidente atua como chefe de Estado e do governo. Em suas tarefas executivas é auxiliado por um gabinete de ministros que são designados pelo próprio presidente.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A Guatemala está dividida em 22 departamentos (nome que se dá as divisões nesse país).

Eles são: Alta Verapaz, Baja Verapaz, Chimaltenango, Chiquimula, El Progreso, Escuintla, Ciudad Guatemala, Huehuetenango, Izabal, Jalapa, Jutiapa, Petén, Quetzaltenango, El Quiché, Retalhuleu, Sacatepequez, San Marcos, Santa Rosa, Solola, Suchitepequez, Totonicapan e Zacapa.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A Guatemala é o terceiro maior país da América Central. Limita-se ao Norte e a Oeste com o México, ao Sul com o oceano Pacífico e a Leste com Honduras, Belize e El Salvador. Assim como outros países centro-americanos, a Guatemala possui diversos lagos, cadeias de montanhas, que são prolongamento da Serra Madre mexicana, e grandes vulcões – alguns chegam a atingir mais de 4.000m de altitude e ainda estão ativos, como o Tajumulco, de 4.210m e o Tacaná, de 4.093m.

Ao Sul e a Leste as altitudes são menores. O Vale Motagua, na planície de El Petén, é um dos principais campos de fósseis de dinossauros. É também a região mais fértil do país e onde se concentram as principais atividades econômicas, com destaque para o cultivo do milho e a banana. Na região próxima ao Pacífico, as plantações de cana-de-açúcar e café são as mais importantes.

A temperatura é quente nas planícies e fria nas montanhas. No litoral do Pacífico, o clima é o tropical, e na costa caribenha os termômetros chegam a atingir 38 °C. Na floresta da planície de El Petén o clima é quente, e o grau de umidade varia de acordo com a época do ano.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia da Guatemala baseia-se predominantemente na agricultura. Um quarto do PIB, dois terços das exportações e metade da força de trabalho do país provém do campo.

Os principais produtos são:

O presidente Arzu (1996-2000) trabalhou para implementar um programa de abertura comercial e para modernizar a política do país. Em 1996 foi assinado o acordo de paz que pôs fim à guerra civil que durava há 36 anos.

A distribuição de riquezas do país é bastante desigual, com 46,3% da população abaixo da linha da pobreza (2010).[6]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Os ladinos (mestiços e ameríndios ocidentalizados) e brancos compõem cerca de 59,4% da população da Guatemala. Os ameríndios não assimilados, descendentes dos maias, constituem 40,6% da população.Também há descendentes de africanos, especialmente ao longo da costa caribenha, em especial os garifuna.

Embora a maior parte da população da Guatemala seja rural, a urbanização está em aceleração.

Embora a língua oficial seja o espanhol, ela não é universalmente compreendida entre a população indígena; ainda são faladas várias línguas maias, em especial em áreas rurais.

Os acordos de paz assinados em Dezembro de 1996 determinam a tradução de alguns documentos oficiais e de materiais de voto para várias línguas indígenas.

Religião[editar | editar código-fonte]

Catedral na cidade da Guatemala

O catolicismo era a única religião reconhecida durante o período colonial. Sempre havia questões de intolerância religiosa no país na época colonial devido às religiões politeístas dos nativos indígenas. O protestantismo tem aumentado significativamente nos últimos anos, devido à chegada de várias denominações dos Estados Unidos na década de 1970.

Com a chegada dos espanhóis no Novo Mundo, o povo foi convertido ao catolicismo, mas suas crenças primitivas não foram esquecidas. As crenças religiosas maia são praticadas por uma grande porcentagem da população. A prática das crenças religiosas maia tem aumentado bastante entre os descendentes desta civilização devido à proteção garantida a estes pelo Acordo de Paz, principalmente na parte ocidental do país. Um dos exemplos mais típicos desse sincretismo religioso são os ritos da Igreja de Santo Tomás, em Chichicastenango.[7]

Existem atualmente na Guatemala pequenas comunidades de judeus (aproximadamente 1.200 praticantes) que possuem suas próprias sinagogas, muçulmanos, Santos dos Últimos Dias, Testemunhas de Jeová, ateus e budistas.

Em termos de estatísticas, 65% da população da Guatemala segue a Igreja Católica Romana, 30% são protestantes e 5% possuem outras religiões (1% dos quais possui crenças índigenas/tribais relacionadas com a religião do povo Maia)religiones/religiones-en-guatemala.shtml

Santos dos Últimos Dias

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Feriados
Data Nome em português Nome local Observações
15 de setembro Dia da Independência

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa - Dicionário de Gentílicos e Topónimos
  2. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa - Guatemalteco ou guatemalense
  3. CIA - The World Factbook. Comparação entre países: População. Página visitada em 26 de maio de 2013.
  4. CIA - The World Factbook. Economy. Página visitada em 26 de maio de 2013.
  5. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 – Ascensão do Sul: progresso humano num mundo diversificado (14 de março de 2013). Página visitada em 26 de maio de 2013.
  6. Metade dos guatemaltecos vive abaixo da linha de pobreza. Adital (12/09/2007). Página visitada em 11/10/2008.
  7. Geográfica Universal - "Guatemala, Viagem aos Puebos", pg. 68-69. Editora Bloch. Novembro (l997).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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