Esquerda política

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Na Esquerda e Direita política, política de esquerda descreve uma visão ou posição específica que aceita ou suporta igualdade social.[1] [2] [3] [4] Normalmente envolvendo uma preocupação com os cidadãos que são considerados em desvantagem em relação aos outros e uma suposição de que há desigualdades injustificadas que devem ser reduzidas ou abolidas [3]

Os termos "direita" e "esquerda" foram cunhados durante a Revolução Francesa (1789–99), e referiam-se ao lugar onde políticos se sentavam no parlamento francês, os que estavam sentados à direita da cadeira do presidente parlamentar foram amplamente favoráveis ao Ancien Régime.[5] [6] [7] [8]

O uso do termo "esquerda" tornou-se mais proeminente após a restauração da monarquia francesa em 1815 e foi aplicado aos "Independentes".[9] Mais tarde, o termo foi aplicado a uma série de movimentos, especialmente o republicanismo, o socialismo,[10] o comunismo e o anarquismo.[11]

Na decada dos anos 1990, se acelerou em todo o continente a conversão dos partidos socialistas europeus para o liberalismo econômico, particularmente no que diz respeito ao Partido trabalhista britânico, sob a liderança de Tony Blair, e os sociais-democratas alemães sob Gerhard Schröder. O Blairismo, combinando idéias econômicas liberais com o progressismo social desprovido da aspiração igualitária torna-se uma das mais poderosa força da esquerda européia. Outra linha do socialismo europeu representado na época, foi o de Lionel Jospin, então chefe do governo francês que era abertamente menos liberal.[12] [13] Atualmente o termo "esquerda" tem sido usado para descrever uma vasta família de movimentos,[14] incluindo o movimentos pelos direitos civis, movimentos anti-guerra e movimentos ambientalistas.[15] [16]

História[editar | editar código-fonte]

Na política, o termo esquerda deriva da Revolução Francesa: quando, a 28 de Agosto de 1789, se discutiu na Assembleia Nacional Constituinte a questão do direito de veto do rei, os deputados que se opunham à proposta sentaram-se à esquerda do assento do presidente, iniciando-se o costume dos deputados radicais do Terceiro Estado se identificarem com essa posição.

Um deputado, o Barão de Gauville explicou:

Nós começamos a reconhecer uns aos outros: aqueles que eram leais a religião e ao rei tomaram ficaram sentados à direita, de modo a evitar os gritos, os juramentos e indecências que tinham rédea livre no lado oposto.

No entanto, a direita se pôs contra a disposição dos assentos, porque acreditavam que os deputados devessem apoiar interesses particulares ou gerais, mas não formar facções ou partidos políticos. A imprensa contemporânea, ocasionalmente, usa os termos "esquerda" e "direita" para se referir a lados opostos ou que se opõe.[17] Ao longo do século 19 na França, a principal linha divisória de Esquerda e Direita foi entre partidários da República e partidários da Monarquia.[8]

A Revolta dos Dias de Junho durante a Segunda República foi a tentativa da esquerda de afirmar-se após a Revolução de 1848, mas poucos da população (ainda predominantemente rural) apoiaram tal esforço.

Após o golpe de estado de Napoleão III em 1851 e o subsequente estabelecimento do Segundo Império, a esquerda foi excluída da arena política e se focou na organização dos trabalhadores e o trabalho dos ideólogos pensadores sobre essas classes. O crescente movimento operário francês consistia em diversas vertentes segundo os diversos pensadores e ideólogos; o marxismo começou a se rivalizar com o republicanismo radical e o "socialismo utópico" de Saint-Simon e Charles Fourier e o anarquismo de Proudhon, com o qual Karl Marx havia se desiludido. A maioria dos católicos praticantes continuaram a votar de maneira conservadora, enquanto que os grupos que foram receptivos à revolução de 1789 começaram a votar nos movimentos socialistas. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, muitos esquerdistas, sociais liberais, progressistas e sindicalistas foram influenciados pelos trabalhos de Thomas Paine, que introduziu o conceito de igualitarismo baseado em ativos, que teoriza que a igualdade social é possível através da redistribuição dos recursos, geralmente sob a forma de capital concedido aos indivíduos que atingirem a maioridade.

A partir da segunda metade do século XIX, a esquerda ideológica iria se referir cada vez mais a diferentes correntes do socialismo e do comunismo. Particularmente influente foi a publicação do Manifesto Comunista por Marx e Friedrich Engels em 1848, que afirmava que a história de todas as sociedades humanas existentes até então era a história da luta de classes. Ele previa que uma revolução proletária acabaria por derrubar a sociedade burguesa e, através da abolição da propriedade privada, criaria uma sociedade sem classes, sem Estado, e pós-monetária. A Associação Internacional dos Trabalhadores (1864-76), às vezes chamada de Primeira Internacional, reuniu representantes de diversos países, e de diferentes grupos de esquerda e organizações sindicais. Alguns contemporâneos de Marx defendiam ideias semelhantes, mas não concordavam com sua visão de como chegar a uma sociedade sem classes e sem Estado. Após a cisão entre os grupos ligados a Marx e Mikhail Bakunin na Primeira Internacional, os anarquistas formaram a Associação Internacional dos Trabalhadores.[18]

A Segunda Internacional (1888-1916) acabou sendo dividida pela questão do apoio ou oposição à Primeira Guerra Mundial. Aqueles que se opuseram à guerra, como Lênin e Rosa Luxemburgo, voltaram-se mais à esquerda do que o resto do grupo. Fora deste embate, o movimento socialista dividiu-se em social-democratas e comunistas. Na década de 1960, com as convulsões políticas da ruptura sino-soviética e de Maio de 1968 na França, os pensadores da "Nova Esquerda" se definiram como mais críticos, do discurso marxista e marxista-leninista (rotulado de "velha esquerda").

Nos Estados Unidos, a expressão "esquerda" foi usada para descrever aqueles que apoiaram os sindicatos, o Movimento dos direitos civis dos anos 60 e o movimento anti-guerra do Vietnam.[12] [19] Mais recentemente, nos Estados Unidos, "de esquerda" e "de direita", muitas vezes têm sido usados como sinônimos para o " democrata" e " republicano", ou como sinônimos do liberalismo (social) e conservadorismo, respectivamente.[20] [21] [22] [23]

Vertentes[editar | editar código-fonte]

O espectro da esquerda política varia da centro-esquerda à extrema-esquerda. O termo centro-esquerda descreve uma posição ligada à política tradicional. Os termos extrema-esquerda e ultra-esquerda se referem a posições mais radicais, como os grupos ligados ao trotskismo e comunismo de conselhos. Dentre os grupos de centro-esquerda estão os social-democratas, progressistas e também alguns socialistas democráticos e ambientalistas (em particular eco-socialistas), esses no sentido tradicional. O centro-esquerda aceita a alocação de recursos no mercado de uma economia mista, com um setor público significativo e um setor privado próspero.

O conceito de esquerda política, não deve ser confundido com o de "esquerdismo", termo usado por Lênin no ensaio Esquerdismo, doença infantil do comunismo (1920) para designar as correntes oposicionistas dentro Terceira Internacional, que defendiam a revolução pela ação direta do proletariado, sem a mediação de partidos políticos e sindicatos ou que recusavam a via parlamentar, as alianças do partido comunista com outros partidos progressistas visando a participação em "eleições burguesas". Quase nenhum dos partidos de esquerda atualmente existentes é "esquerdista" nesse sentido.

Posições[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Ao longo da sua história, a esquerda tem estado associada de distintos sistemas económicos:

  • Sobretudo no século XIX, a esquerda republicana e o liberalismo "radical" defendiam (ou pelo menos aceitavam) o liberalismo económico (sobretudo contra os privilégios "feudais" e mercantilistas). Também alguns anarquistas individualistas (p.ex., Benjamin Tucker) consideravam-se como continuadores do "liberalismo de Manchester", sendo da opinião que só era possível haver rendimentos do capital devido à intervenção do Estado[24] . Ainda hoje em dia alguns anarco-capitalistas (p.ex., Roderick T. Long) reivindicam-se como de esquerda, considerando que o Estado e a sua intervenção na economia é sobretudo benéfica para as grandes empresas.[25] [26]
  • Parte da esquerda defende nacionalização em larga escala e a economia planificada. Tais ideias foram a inspiração para a contrução do chamado "socialismo real" na URSS e nos países do Bloco de Leste, tendo ao longo do século XX expandido-se para um vasto númenro de países (ex. Cuba, Etiópia, China), nomeadamente no quadro do marxismo-leninismo. A partir sobretudo de 1989, a maior parte dos países com economias de direção central teve uma viragem no sentido de uma maior liberalização económica e por vezes também política.

Com os limites acima referidos, pode-se dizer que desde o início do século XX, a esquerda foi associada a políticas que defendiam a intervenção do governo extensa na economia.[27]

Parte da esquerda acredita na economia marxista, que é baseadas nas teorias econômicas de Karl Marx (ver: Economia marxiana). Alguns distinguem as teorias econômicas de Marx a partir de sua filosofia política, argumentando que a abordagem de Marx para a compreensão da economia é independente de sua defesa do socialismo revolucionária ou sua crença na inevitabilidade da revolução proletária.[28] [29]

A economia marxista não se apoia exclusivamente em Marx mas abrange a partir de uma variedade de fontes marxistas e não-marxistas. A "ditadura do proletariado" ou "Estado de trabalhadores" são termos usados por marxistas para descrever o que eles vêem como um estado temporário entre a sociedade capitalista e a comunista. Marx define o proletariado como trabalhadores assalariados, em contraste com o Lumpemproletariado, que ele definiu ser párias da sociedade, como mendigos, malandros, artistas, artistas de rua, criminosos e prostitutas.[30] A relevância política dos agricultores tem dividido a esquerda. Em Das Kapital, Marx mal mencionou o assunto.[31]

De acordo com Barry Clark:

Os esquerdistas... afirmam que o desenvolvimento humano floresce quando os indivíduos se envolvem em relações de cooperação, de respeito mútuo que podem prosperar somente quando as diferenças excessivas de status, poder e riqueza são eliminados. De acordo com os esquerdistas, uma sociedade sem igualdade substancial irá distorcer o desenvolvimento não só de pessoas deprivadas, mas também daqueles cujos privilégios minam sua motivação e sentido de responsabilidade social. Esta supressão do desenvolvimento humano, em conjunto com o ressentimento e o conflito gerado por diferenças afiadas de classe, acabarão por reduzir a eficiência da economia.[32]

O Global justice movement, ou "Movimento anti-globalização" protesta contra a globalização econômica corporativa , devido às suas supostas consequências negativas para os pobres, os trabalhadores, ao meio ambiente e às pequenas empresas.[33] [34] [35]

Ambientalismo[editar | editar código-fonte]

Tanto Karl Marx quanto o socialista William Morris tiveram uma preocupação com as questões ambientais.[36] [37] [38] [39]

De acordo com Marx:

Mesmo uma sociedade inteira, uma nação, ou todas as sociedades simultaneamente existentes em conjunto... não são proprietários da terra. Eles são simplesmente os seus possuidores, seus beneficiários e tem que transmiti-la em um estado melhor para as gerações seguintes."[36] [40]

Após a Revolução Russa, os cientistas ambientais, como Alexander Bogdanov e a organização Proletkul se esforçaram para incorporar o ambientalismo ao bolchevismo, e "integrar a produção às leis e limites naturais" na primeira década soviética, antes de Joseph Stalin atacar os ecologistas, a ciência da ecologia, ele expurgou ambientalistas e promoveu a pseudociência de Trofim Lysenko.[41] [42] [43] Da mesma forma, Mao Zedong rejeitou o ambientalismo e acreditava que, com base nas leis do materialismo histórico, toda a natureza deve ser colocada a serviço da revolução.[44]

A partir de 1970, o ambientalismo tornou-se uma preocupação crescente da esquerda, com movimentos sociais e alguns sindicatos em campanha sobre questões ambientais. Por exemplo, a Builders Labourers Federation da Austrália, liderada pelo comunista Jack Mundy, se uniu aos ambientalistas para boicotar projetos de desenvolvimento ambientalmente destrutivos.[45] Alguns segmentos da esquerda socialista e marxista conscientemente fundiu o ambientalismo e o anticapitalismo em uma ideologia eco-socialista.[46] Barry Commoner articulou uma resposta de esquerda para o modelo Os Limites do Crescimento que previu o catastrófico esgotamento de recursos e um estímulo ao ambientalismo, postulando que as tecnologias capitalistas foram as principais responsáveis pela degradação ambiental, em oposição às pressões da população.[47] A degradação ambiental pode ser vista como uma questão de classe ou equidade, já que a destruição ambiental afeta desproporcionalmente as comunidades e países mais pobres.[48]

Vários grupos de esquerda ou socialista têm uma preocupação ambiental evidente, ao passo que vários partidos verdes contêm uma presença socialista forte. Por exemplo, o Partido Verde da Inglaterra e do País de Gales possui um grupo eco-socialista, a Esquerda Verde, que foi fundada em junho de 2005 e cujos membros realizam uma série de posições influentes dentro do partido, incluindo o ex-diretor Speakers Siân Berry e Dr. Derek Wall, um acadêmico eco-socialista e marxista.[49]

O socialista presidente da Bolívia Evo Morales ligou a degradação ambiental ao consumo.[50] Ele disse:

A Terra não tem o suficiente para o Norte viver cada vez melhor, mas tem o suficiente para todos nós vivermos bem.

James Hansen, Noam Chomsky, Raj Patel, Naomi Klein, The Yes Men e Dennis Kucinich tiveram opiniões semelhantes.[51] [52] [53] [54] [55] [56]

No século XXI, as questões sobre o meio ambiente tornaram-se cada vez mais politizadas, com a esquerda em geral, aceitando as conclusões da maioria dos cientistas ambientais sobre a origem antropogénica do aquecimento global[57] [58] e defendido políticas para o reduzir. Muitos na direita opõem-se, seja por discordarem ou rejeitarem essas conclusões [59] [60] [61] , seja por duvidarem da efetividade das soluções propostas (nomeadamente a nível da relação custo/benefício).

No entanto, a esquerda ainda se divide sobre como reduzir eficazmente e reduzir igualmente as emissões de carbono - a centro-esquerda, muitas vezes defende uma confiança nas medidas de mercado, tais como comércio de emissões ou imposto sobre o carbono, enquanto aqueles mais à esquerda tendem a apoiar regulamentação e intervenção governamental direta.[62] [63] [64]

Nacionalismo e anti-nacionalismo[editar | editar código-fonte]

A questão da nacionalidade e do nacionalismo têm sido uma característica central do debate político da esquerda. Durante a Revolução Francesa, o nacionalismo foi uma política da Esquerda Republicana.[65] A esquerda republicana defendia o nacionalismo cívico,[8] e argumentou que a nação é um "plebiscito diário" formado pela subjetiva "vontade de viver juntos". Relacionado ao "revanchismo francês", a vontade beligerante de se vingar contra do Império Alemão e retomar o controle de Alsácia-Lorena, o nacionalismo foi, por vezes, contra o imperialismo. Na década de 1880, houve um debate entre aqueles que, como Georges Clemenceau (Radical), Jean Jaurès (socialista) e Maurice Barrès (nacionalista), argumentaram que o colonialismo desviou a França da "linha azul do Vosges" (referindo-se a Alsácia-Lorena), e o " lobby colonial", como Jules Ferry (moderado republicano), Léon Gambetta (republicano) e Eugène Etienne, o presidente do grupo parlamentar colonial. Após o Caso Dreyfus no entanto o nacionalismo tornou-se cada vez mais associado à extrema direita.[66]

O internacionalismo proletário se considerou um impedimento contra a guerra, porque as pessoas com um interesse comum são menos propensas a pegar em armas umas contra as outras, em vez disso elas se focaram na luta contra a classe dominante. De acordo com a teoria marxista, o antônimo do internacionalismo proletário é o nacionalismo burguês. Alguns marxistas, junto com os outros na esquerda, viram o nacionalismo,[67] o racismo[68] (inclusive o anti-Semitismo[69] ) e a religião, como estratégia de dividir para conquistar utilizada pelas classes dominantes para impedir a classe operária de se unir contra eles. Os movimentos de esquerda, portanto, muitas vezes tiveram posições anti-imperialistas.

O anarquismo desenvolveu uma crítica do nacionalismo que incide sobre o papel do nacionalismo em justificar e consolidar o poder e dominação do Estado. Através de sua meta de unificação, o nacionalismo se esforça para a centralização, ambos em territórios específicos e uma elite dominante de indivíduos, ao mesmo tempo que prepara a população para a exploração capitalista. Dentro do anarquismo, este assunto tem sido tratado exaustivamente por Rudolf Rocker em Nationalism and Culture e nos trabalhos de Fredy Perlman, como em Against His-Story, Against Leviathan e "The Continuing Appeal of Nationalism".[70]

O nazifascismo, geralmente definido como extrema-direita, é situado por alguns autores, como o monárquico conservador Erik von Kuehnelt-Leddihn, como estando na esquerda do espectro político.[71] [72] O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (NAZI) representaria o socialismo "nacionalista" enquanto o Partido Comunista da União Soviética (PCUS) seria o representante do socialismo "internacionalista".[73]

Religião[editar | editar código-fonte]

A Esquerda francesa original é anti-clero, opondo-se à influência da Igreja Católica e apoiando a separação Igreja-Estado. [8]

Karl Marx afirmou que:

A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração e a alma de condições desalmadas. É o ópio do povo.[74]

Na Rússia Soviética, os bolcheviques originalmente abraçaram "uma crença ideológica que professa que toda religião seria atrofia" e "resolvemos erradicar o Cristianismo como tal" (ver: Religião na União Soviética). Em 1918, "dez hierarcas ortodoxos foram sumariamente fuzilados" e "crianças foram privadas de qualquer educação religiosa fora de casa" [75]

Um dos principais objetivos da agenda marxista-leninista é extinguir a religião e conduzir a sociedade ao ateísmo (ver: Ateísmo Marxista-leninista).[76] [77] , e depende de um entendimento materialista da Natureza.[78] O marxista-leninista defende que a religião é o ópio do povo, no sentido de que ele leva as pessoas a aceitar o sofrimento na Terra, na esperança da recompensa eterna, e por isso que o marxista-leninista promove o ateísmo e defende que a religião deve ser abolida.[79] [80] O ateísmo Marxista-leninista tem suas raízes na filosofia de Ludwig Feuerbach, Georg Wilhelm Friedrich Hegel, Karl Marx e Lenin.[81]

Segundo alguns autores, como Olavo de Carvalho[82] , os milhões de mortos da responsabilidade dos regimes marxistas[83] demonstram o carácter genocida dos regimes antirreligiosos.

Costumes[editar | editar código-fonte]

Integrantes da esquerda costumam ser liberais nos costumes, alinhando-se a alguns grupos libertários de direita. Tanto liberais de esquerda como de direita defendem a regulamentação da união civil homossexual, a descriminalização do aborto, a legalização das drogas e outros temas controversos.

Há, porém, aqueles que, embora defendam propostas de esquerda em relação à economia e à política, são conservadores nos costumes. No Brasil, a esquerda ligada à igreja católica ou às igrejas evangélicas tende a assumir posições conservadoras com relação aos costumes, como a ex-governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, e outros ligados a movimentos religiosos e sociais.

Referências

  1. Smith, T. Alexander; Tatalovich, Raymond. Cultures at War: Moral Conflicts in Western Democracies. Toronto, Canada: Broadview Press, 2003. p. 30.
  2. Bobbio, Norberto; Cameron, Allan. Left and Right: The Significance of a Political Distinction. [S.l.]: University of Chicago Press, 1997. p. 37.
  3. a b Lukes, Steven. 'Epilogue: The Grand Dichotomy of the Twentieth Century': concluding chapter to T. Ball and R. Bellamy (eds.), The Cambridge History of Twentieth-Century Political Thought.
  4. Thompson, Willie. The left in history: revolution and reform in twentieth-century politics. [S.l.]: Pluto Press, 1997.
  5. Goodsell, Charles T., "The Architecture of Parliaments: Legislative Houses and Political Culture", British Journal of Political Science, Vol. 18, No. 3 (July , 1988) pp. 287–302
  6. Linski, Gerhard, Current Issues and Research In Macrosociology (Brill Archive, 1984) p. 59
  7. Clark, Barry Political Economy: A Comparative Approach (Praeger Paperback, 1998) pp. 33–34
  8. a b c d Andrew Knapp and Vincent Wright. The Government and Politics of France. [S.l.]: Routledge, 2006. ISBN 978-0-415-35732-6
  9. Realms of memory: conflicts and divisions (1996), ed. Pierre Nora, "Right and Left" por Marcel Gauchet, p. 248
  10. Maass, Alan; Zinn, Howard. The Case for Socialism. Revised ed. [S.l.]: Haymarket Books, 2010. p. 164. ISBN 978-1608460731
  11. Schmidt, Michael; Van der Walt, Lucien. Black Flame: The Revolutionary Class Politics of Anarchism and Syndicalism. [S.l.]: AK Press, 2009. p. 128. vol. 1. ISBN 978-1-904859-16-1
  12. a b Van Gosse. The Movements of the New Left, 1950–1975: A Brief History with Documents. [S.l.]: Palgrave Macmillan, 2005. ISBN 978-1-4039-6804-3
  13. Thomas Piketty, « Economiques. Blair et Schröder en font trop. », Libération, 14 juin 1999
  14. Revel, Jean Francois. Last Exit to Utopia. [S.l.]: Encounter Books, 2009. p. 24. ISBN 978-1594032646
  15. Neumayer, Eric. (2004). "The environment, left-wing political orientation, and ecological economics". Ecological Economics 51 (3–4): 167–175. DOI:10.1016/j.ecolecon.2004.06.006.
  16. Barry, John. International Encyclopedia of Environmental Politics. [S.l.]: Taylor & Francis, 2002. ISBN 978-0415202855
  17. Gauchet, p. 242-245
  18. Marshall, Peter. "Demanding the Impossible — A History of Anarchism" p. 9. Fontana Press, Londres, 1993 ISBN 978-0-00-686245-1
  19. Reuss, JoAnne C.. American Folk Music and Left-Wing Politics. [S.l.]: The Scarecrow Press, 2000. ISBN 978-0-8108-3684-6
  20. "Steel to gop fight for Coleman", Time, 2009-03-03. Página visitada em 2010-04-04.
  21. ABC news, reported in The Week, May 15, 2009, page 13
  22. reported in Mother Jones, April 29, 2009
  23. Gellene, Denise. "Study finds left-wing brain, right-wing brain", Los Angeles Times, 2007-09-10. Página visitada em 2010-05-02.
  24. Carson, Kevin A.. Studies in Mutualist Political Economy (em Inglês). Fayetteville, Arkansas: [s.n.], 2004. Capítulo: Introduction to Part II: Exploitation and the Political Means. , 409 p. p. 114-117.
  25. Long, Roderick T. (10 de Novembro de 2008). Corporations versus the Market; or, Whip Conflation Now (em Inglês). Cato Unbound. Cato Institute. Página visitada em 28 de Fevereiro de 2014.
  26. Long, Roderick T. (19 de Novembro de 2008). Keeping Libertarian, Keeping Left (em Inglês). Cato Unbound. Cato Institute. Página visitada em 28 de Fevereiro de 2014.
  27. Eric D. Beinhocker. The origin of wealth. Harvard Business Press. 2006. ISBN 978-1-57851-777-0 p. 416 Google Books
  28. The Neo-Marxian Schools. The New School. Página visitada em 2007-08-23.
  29. Munro, John. Some Basic Principles of Marxian Economics. University of Toronto. Página visitada em 2007-08-23.
  30. Lumpen proletariat -- Britannica Online Encyclopedia
  31. Marxism Fails on the Farm
  32. Clark, B. (1998). Political economy: A comparative approach. Westport, CT: Praeger Press.
  33. Tom Mertes, "A Movement of Movements", New York: Verso, 2004
  34. Krishna-Hensel, Sai. Global Cooperation: Challenges and Opportunities in the Twenty-first Century. [S.l.]: Ashgate Publishing, 2006. 202 p.
  35. Juris, Jeffrey S.. Networking Futures: The Movements against Corporate Globalization. Durham: Duke University Press, 2008. p. 2. ISBN 978-0-8223-4269-4
  36. a b Foster, J. B.. Marx's Ecology. New York: Monthly Review Press, 2000.
  37. Burkett, P.. Marx and Nature. New York: St. Martin's Press, 1999. ISBN 0312219407
  38. William Morris: The First Green Socialist. Leonora.fortunecity.co.uk (2007-12-14). Página visitada em 2010-05-13.
  39. Moore, J. W.. (2003). "Capitalism as World-ecology: Braudel and Marx on Environmental History". Organization & Environment 16 (4): 431–458.
  40. Marx and ecology|. Socialist Worker (2007-12-08). Página visitada em 2010-05-13.
  41. Gare, A.. The Greening of Marxism. New York: Guilford Press, 1996. 111–128 p. ISBN 157230118X
  42. Kovel, J.. The Enemy of Nature. [S.l.: s.n.], 2002.
  43. Gare, Arran. (2002). "The Environmental Record of the Soviet Union". Capitalism Nature Socialism 13 (3): 52–72. DOI:10.1080/10455750208565489.
  44. Shapiro, Judith. Mao's War against Nature: Politics and the Environment in Revolutionary China. [S.l.]: Cambridge University Press, 2001.
  45. Meredith Burgman, Green Bans, Red Union: Environmental Activism and the New South Wales Builders Labourers' Federation (UNSW Press, Sydney,1998)
  46. Por exemplo, Wall, D., Babylon and Beyond: The Economics of Anti-Capitalist, Anti-Globalist and Radical Green Movements, 2005
  47. Commoner, B., The Closing Circle, 1972
  48. Blacksmithinstitute.org
  49. Green Left homepage. Gptu.net. Página visitada em 2010-05-13.
  50. http://www.thedailyshow.com/watch/tue-september-25-2007/president-evo-morales
  51. James Hansen. How to Solve the Climate Problem.
  52. http://books.google.com/books?id=NrLv4surz7UC&printsec=frontcover&dq=profit+over+people&source=bl&ots=Jt-EIM9KkL&sig=SJyrY9YdYjOPM_ssb7Iat4B3hTc&hl=en&ei=a_esTPOIDMifOoyO5PUG&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4&sqi=2&ved=0CCwQ6AEwAw#v=onepage&q&f=false
  53. The Nation: We Have Yet to See The Biggest Costs of the BP Spill.
  54. Naomi Klein- Climate Debt (Part 1) no YouTube
  55. The Yes Men Fix the World.
  56. Kucinich responds to BP Oil Spill no YouTube
  57. The Left Pushes Secular Religions: Global Warming, Embryonic Stem Cell Research - Michael Barone. usnews.com. Página visitada em 2010-05-13.
  58. World Scientists' Warning To Humanity. Dieoff.org (1992-11-18). Página visitada em 2010-05-13.
  59. "Challenges to both Left and Right on Global Warming", by Andrew C. Revkin, Nov. 13, 2007, "A direita diz que o aquecimento global está em algum lugar entre uma brincadeira ou um boato irritante menor, e argumenta que a sede dos liberais para a regulamentação de cima para baixo vai conduzir a riqueza americana aos países em desenvolvimento e desligar o motor de combustível fóssil alimentar a economia."
  60. "Weather Channel Founder Blasts Gore Over Global Warming Campaign", FOXNews.com, 2009-01-29. Página visitada em 2010-05-13.
  61. Chris Mooney, The Republican War on Science, "a Direita moderna adotou um estilo de política que coloca seus seguidores em conflito cada vez mais forte com tanta informação científica e desapaixonada, as análises de especialistas em geral.", p. 4-5, "...o ataque seletivo da direita contra a obra de Mann, finalmente, apresenta uma enorme diversão para os formuladores de políticas tentando decidir o que fazer sobre o aquecimento global." p. 89, Basic Books, 2006, ISBN 978-0-465-04676-8
  62. Rudd's carbon trading — locking in disaster.
  63. Carbon tax not the solution we need on climate.
  64. Simon Butler. James Hansen and climate solutions.
  65. William Doyle, The Oxford History of the French Revolution, Oxford University Press, 2003, ISBN 978-0-19-925298-5, "Um exuberante e intransigente nacionalismo estava por trás de expansão revolucionária da França na década de 1790... "," A mensagem da Revolução Francesa foi a de que o povo é soberano e nos dois séculos desde que foi primeiro proclamada, conquistou o mundo."
  66. Winock, Michel (dir.), Histoire de l'extrême droite en France (1993)
  67. Szporluk, Roman. Communism and Nationalism. 2nd. Oxford University Press, 1991.
  68. Solomos, John. (1995). "Marxism, Racism, and Ethnicity". American Behavioral Scientist 38 (3): 407–420. DOI:10.1177/0002764295038003004.
  69. Lenin, Vladimir (1919). Anti-Jewish Pogroms. Speeches On Gramophone Records.
  70. Perlman, Fredy. The Continuing Appeal of Nationalism. Detroit: Black & Red, 1985. ISBN 0317295586
  71. Leftism: From de Sade and Marx to Hitler and Marcuse. Erik von Kuehnelt-Leddihn, Arlington House, 1974. ISBN 9780870001437 (adicionado em 12/01/2014).
  72. Marxism, Fascism, and Totalitarianism: Chapters in the Intellectual History of Radicalism. A. James Gregor, Stanford University Press, 2008. ISBN 9780804769990 (adicionado em 12/01/2014).
  73. World News - The Soviet Story. Documentário (em inglês) legendado (em português). Página visitada em 12/01/2014.
  74. Marx, K. 1976. Introduction to A Contribution to the Critique of Hegel’s Philosophy of Right. Collected Works, v. 3. New York.
  75. Michael Burleigh Sacred Causes HarperCollins (2006) p41-43
  76. Василий Михайлович Лендьел. Современное христианство и коммунизм (em russo). [S.l.]: Мысль, 1965.
  77. Институт научного атеизма (Академия общественных наук). In: Изд-во "Мысл". Вопросы научного атеизма (em russo). [S.l.: s.n.], 1981.
  78. Анатолий Агапеевич Круглов. In: Беларусь. Основый научного атеизма (em russo). [S.l.: s.n.].
  79. Vladimir Lenin, in Novaya Zhizn No. 28, December 3, 1905, citado em Marxists Internet Archive.
  80. Brad Olsen. Sacred Places Europe. CCC Publishing. p117.
  81. Slovak Studies, Volume 21. The Slovak Institute in North America. p231. "The origin of Marxist-Leninist atheism as understood in the USSR, is linked with the development of the German philosophy of Hegel and Feuerbach."
  82. World News - Vídeo: O Ateísmo É Uma Ideologia Imoral E Assassina (Olavo de Carvalho). Página visitada em 12/01/2014.
  83. (em inglês) hawaii.edu - HOW MANY DID COMMUNIST REGIMES MURDER? By Rudolph Joseph Rummel. Página visitada em 12/01/2014.