Anarquismo

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Anarquismo (do grego ἀναρχος, transliterado anarkhos, que significa "sem governantes",[1] [2] ou "sem poder"[3] a partir do prefixo ἀν-, an-, "sem" + ἄρχή, arkhê, "soberania, reino, magistratura"[4] + o sufixo -ισμός, -ismós, da raiz verbal -ιζειν, -izein) é uma filosofia política que engloba teorias, métodos e ações que objetivam a eliminação total de todas as formas de governo compulsório e de Estado.[5] De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceita[6] e, assim, preconizam os tipos de organizações libertárias baseadas na livre associação.

Há diversas escolas de pensamento e tradições de anarquismo, as quais não são mutuamente exclusivas.[7] Cada vertente do anarquismo tem uma linha de compreensão, análise, ação e edificação política específica, embora todas vinculadas pelos ideais base do anarquismo. Correntes do anarquismo têm sido divididas em anarquismo social e anarquismo individualista, ou em classificações semelhantes.[8] [9]

A maioria dos anarquistas são apartidários; se opõe ao Estado e a qualquer regime ditatorial, apoiando a autodefesa ou a não violência (anarcopacifismo)[10] [11] ; outros, contudo, apoiam o uso de outros meios, como a revolução violenta. Outro conceito, a propaganda pelo ato, apesar de ter tido um início violento, hoje em dia incorporou diversos tipos de ações não violentas.[12]

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

Estampa xilográfica de um documento digger escrito por William Everard

Não há consenso entre os historiadores sobre as origens da ideologia anarquista.[13] Alguns consideram que os mais antigos temas anarquistas podem ser encontrados no século XI a.C.[14] nos trabalhos do filósofo taoísta Lao Zi,[15] e em séculos posteriores, nas obras de Chuang-Tzu e Bao Jingyan.[16] A filosofia de Chuang-Tzu vem sido descrita por diversas fontes como essencialmente anarquista.[17] [18] [19] [20] Diógenes de Sínope e os cínicos, e o seu contemporâneo Zenão de Cítio, fundador do estoicismo, também introduziram tópicos semelhantes em sua filosofia.[15] [21] Para muitos anarquistas cristãos, Jesus é considerado o primeiro anarquista, como bem descreve Georges Lechartier: "O verdadeiro fundador da anarquia foi Jesus Cristo, e a primeira sociedade anarquista foram seus apóstolos".[22] Nos primórdios da história islâmica, algumas manifestações de pensamentos anarquistas podem ser encontradas durante a Segunda Guerra Civil Islâmica, onde os carijitas insistiam que o imamate é um direito de cada indivíduo dentro da sociedade islâmica.[23] Mais tarde, alguns teólogos muçulmanos, como Amer al-Basri[24] e Abu Hanifa,[25] lideraram movimentos de boicote aos governantes, abrindo o caminho para a tradição do waqf, que serviu como uma alternativa de asilo às autoridades centrais dos emires. Porém, tais interpretações refletem concepções religiosas subversivas como os acima referidos ensinamentos taoistas aparentemente anarquistas e as outras tradições religiosas antiautoritárias, criando uma relação complexa em relação à questão de saber se o anarquismo e religião são compatíveis. Essa compatibilidade, por exemplo, existe quando a glorificação do estado é vista como uma forma de idolatria pecaminosa.[26] [27]

O filósofo renascentista francês Étienne de La Boétie escreveu, em seu Discurso da Servidão Voluntária, o que alguns historiadores consideram um importante antecedente da filosofia anarquista.[28] [29] O cristão radical protestante Gerrard Winstanley e seus seguidores, conhecidos como diggers, são citados por vários autores por propor medidas sociais consideradas anarquistas, na Inglaterra do século XVII.[30] [31] [32] O termo "anarquista" (anarchist) aparece pela primeira vez na língua inglesa em 1642, durante a Guerra Civil Inglesa, como um termo pejorativo usado pelos realistas (royalists) contra seus oponentes cabeças redondas (roundheads).[33] Já na Revolução Francesa, alguns grupos, como os enragés, começaram a usar o termo de maneira positiva,[34] em oposição à centralização do poder promovida pelos jacobinos e vendo a ideia de "governo revolucionário" como paradoxal.[33] Por volta do século XIX, o termo "anarquismo" já havia perdido sua inicial conotação negativa.[33]

O anarquismo moderno, contudo, tem suas origens no pensamento secular ou religioso do iluminismo, particularmente em argumentos de Jean-Jacques Rousseau sobre a centralidade moral da liberdade.[35]

William Godwin, "o primeiro a formular as concepções políticas e econômicas do anarquismo, mesmo que ele não tenha dado nome às ideias desenvolvidas em seu trabalho"[15]

Em meio ao turbilhão político da década de 1790 provocado pela Revolução Francesa, William Godwin desenvolveu a primeira expressão do pensamento anarquista moderno.[36] [37] Godwin foi, de acordo com Piotr Kropotkin, "o primeiro a formular as concepções políticas e econômicas do anarquismo, mesmo que ele não tenha dado nome às ideias desenvolvidas em seu trabalho",[15] enquanto Godwin ligava suas ideias anarquistas a Edmund Burke.[38]

Godwin argumentou, em sua obra A Justiça Política (1793),[37] [39] que o governo exerce uma influência inerentemente malévola para a sociedade ao perpetuar a dependência e a ignorância. Ele pensava que a propagação do uso da razão pelas massas acabaria por causar o definhamento do governo, que se tornaria uma força desnecessária. Embora não concordasse com a legitimidade moral do Estado, Godwin era contra o uso de táticas revolucionárias para tirar o governo do poder. Ao invés disso, ele defendia que sua substituição deveria ser dada por um processo gradual de evolução pacífica.[37] [40]

Sua aversão à imposição de uma sociedade baseada em leis o levaram a denunciar, como uma manifestação de "escravidão mental" do povo, as fundações de direito, direitos de propriedade e até mesmo a instituição do casamento. Godwin considerava que fundamentos básicos da sociedade estariam restringindo a capacidade natural dos indivíduos de usar seus próprios poderes de raciocínio para chegar a um método mutuamente benéfico de organização social. Em todos os casos, o governo e suas instituições são apresentados como restringindo o desenvolvimento da capacidade de viver em total acordo com o livre e pleno exercício do julgamento privado.

O francês Pierre-Joseph Proudhon é considerado o primeiro a autoproclamar-se anarquista, rótulo que adotou em sua obra O Que É a Propriedade?, publicada em 1840 e razão pela qual alguns afirmam Proudhon como o precursor da teoria anarquista moderna.[41] Ele desenvolveu a teoria de uma ordem espontânea na sociedade, onde a organização emerge sem um coordenador central impondo sua própria ideia de ordem contra as vontades dos indivíduos agindo em seus próprios interesses. Em O Que É a Propriedade?, Proudhon responde tal pergunta com a famosa declaração "a propriedade é um roubo". Neste trabalho, Proudhon se opôs à instituição da decretada "propriedade", onde os proprietários tem total direito de "usar e abusar" de sua propriedade como bem quiserem.[42] Ele constratou isso com o que ele chamou "possessão", ou propriedade limitada de recursos e bens apenas durante um uso mais ou menos contínuo. Mais tarde, porém, Proudhon acrescentou que "a propriedade é a liberdade", argumentando que ela era um baluarte contra o poder do Estado.[43] Sua oposição ao Estado, à religião organizada e certas práticas capitalistas inspirou futuros anarquistas e fez, dele, um dos principais pensadores sociais de seu tempo.

O anarcocomunista Joseph Déjacque foi o primeiro a descrever-se como "libertário".[44] Ao contrário de Proudhon, Déjacque argumentou que "não é o produto de seu trabalho que o trabalhador tem o direto, mas sim a satisfação de suas necessidades de qualquer natureza".[45] Em 1884, o filósofo alemão Max Stirner publicou seu livro O único e sua propriedade, que mais tarde seria considerado um influente trabalho dentro do anarcoindividualismo.[46] Alguns anarquistas franceses participaram das revoluções de 1848, como Anselme Bellegarrigue, Ernest Coeurdeory, Joseph Déjacque[44] e Pierre-Joseph Proudhon.[47] [48]

Primeira Internacional e Comuna de Paris[editar | editar código-fonte]

O anarquista coletivista Mikhail Bakunin opôs-se ao objetivo marxista da ditadura do proletariado em favor de uma rebelião universal e aliou-se aos federalistas na Primeira Internacional antes da sua expulsão pelos marxistas.[33]

Na Europa, uma severa reação seguiu as revoluções de 1848, durante as quais dez países tinham experimentado convulsões sociais breves ou longas com grupos realizando levantes de cunho nacionalista. Depois de a maioria dessas tentativas sistematicamente acabar em fracasso, elementos conservadores tiraram vantagem de grupos divididos de socialistas, anarquistas, liberais e nacionalistas, para impedir futuras revoltas.[49] Na Espanha Ramón de la Sagra fundou o jornal anarquista El Porvenir em Corunha, em 1845. Inspirado nas ideias de Proudhon, é considerado o primeiro período anarquista.[50] O político catalão Francisco Pi y Margall tornou-se o principal tradutor dos trabalhos de Proudhon para o espanhol[51] e torna-se o presidente da Espanha em 1873, na liderança do Partido Republicano Democrático Federal. De acordo com George Woodcock, "essas traduções iriam ter um efeito profundo e duradouro no desenvolvimento do anarquismo espanhol depois de 1870, mas já antes as ideias proudhonianas, interpretadas por Pi, haviam inspirado fortemente o movimento federalista que nascia nos príncipios de 1860".[52] De acordo com a Encyclopedia Britannica, "durante a Revolução Cantonal de 1873, Pi y Margall tentou estabelecer um sistema político descentralizado, baseado nas ideias de Proudhon".[50]

Em 1864, a Associação Internacional dos Trabalhadores (também conhecida como "Primeira Internacional") uniu diversas correntes revolucionárias, como seguidores franceses de Proudhon,[53] blanquistas, republicanos e democratas radicais, sindicalistas ingleses, socialistas e sociais democratas. Devido às suas ligações com movimentos ativos de trabalhadores, a Internacional tornou-se uma organização significativa. Karl Marx tornou-se uma figura importante na Internacional e membro do seu Conselho Geral. Seguidores de Proudhon, os mutualistas, opunham-se ao socialismo estatal de Marx, advogando o abstencionismo político e o arrendamento de pequenas propriedades.[54] [55] Alguns anarcoindividualistas como Lysander Spooner e William B. Greene também foram membros da Primeira Internacional.[56] Em 1868, seguindo a sua mal sucedida participação na Liga da Paz e da Liberdade, o revolucionário russo Mikhail Bakunin e as suas associações anarquistas coletivistas juntaram-se à Primeira Internacional (que tinha decidido não se envolver com a Liga da Paz e Liberdade).[57] Eles aliaram-se com as seções socialistas federalistas da Internacional, que advogavam o fim do Estado através da revolução e a coletivização da propriedade.[58] Em um primeiro momento, os coletivistas trabalharam com os marxistas para empurrar a Primeira Internacional para uma direção mais socialista revolucionária. Subsequentemente, a Internacional tornou-se polarizada dentro de dois campos, com Marx e Bakunin como suas respectivas lideranças.[59] Bakunin caracterizou as ideias de Marx como centralistas e previu que, se o partido marxista chegasse ao poder, os seus líderes iriam simplesmente tomar o lugar da classe dominante contra a qual tinham lutado.[60] [61] O historiador anarquista George Woodcook documenta que "O congresso anual da Internacional não havia sido realizado em 1870 devido à sublevação da Comuna de Paris, e em 1871 o Conselho Geral convocou apenas uma conferência especial, que deveria acontecer em Londres. Da Espanha, veio apenas um delegado e, da Itália, nenhum. Utilizando uma desculpa técnica - a de que haviam separado-se da Federação Romanche -, os partidários de Bakunin na Suíça não foram convidados. Assim, apenas uma diminuta minoria de anarquistas estava presente e as resoluções do Conselho Geral foram aprovadas por unanimidade quase absoluta. A maior parte delas era obviamente dirigida contra Bakunin e seus seguidores".[11] Em 1872, o conflito atingiu seu clímax com uma separação final entre dois grupos no Congresso de Haia, no qual Bakunin e James Guillaume foram expulsos da Internacional e a sede da organização foi transferida para Nova Iorque. Em resposta, as partes federalistas formaram a sua própria Internacional no Congresso de St. Imier, adotando um programa anarquista revolucionário.[62]

A Comuna de Paris foi o primeiro governo operário da história,[63] estabelecido em 18 de março e durando até 28 de maio de 1871, resultado de um levante em Paris após a derrota francesa na Guerra Franco-Prussiana.[63] Os anarquistas participaram ativamente na Comuna de Paris. Entre eles

Cquote1.svg Louise Michel, os irmãos Reclus, e Eugène Varlin (este último, assassinado durante a repressão à Comuna). Os anarquistas puderam ver suas ideias de trabalho associado começando a ser realizadas com às reformas iniciadas pela Comuna, como a reabertura dos postos de trabalho como cooperativas. Além disso, as ideias da Comuna sobre a federação, obviamente refletiram a influência de Proudhon nas idéias radicais francesas. Na verdade a visão da Comuna, de uma França igualitária baseada em uma federação de delegados eleitos com mandatos vinculativos e revogáveis ​​a qualquer momento, ecoa nas ideias de Proudhon e de Bakunin (Proudhon, como Bakunin argumentaram a favor da "implementação do mandato vinculativo" em 1848 (...) e para a federação de comunas). Tanto economicamente quanto politicamente, a Comuna de Paris foi fortemente influenciada por ideias anarquistas.[64] Cquote2.svg

George Woodcock afirma:

Cquote1.svg Uma importante contribuição às atividades da Comuna e, em particular, à organização dos serviços públicos, foi feita por membros de várias facções anarquistas, incluindo-se os mutualistas Courbet, Longuet e Vermorel, os coletivistas libertários Varlin, Malon e Lefrançais e os bakuninistas Élie e Élisée Reclus e Louise Michel.[11] Cquote2.svg

Trabalho organizado[editar | editar código-fonte]

Gravura de Walter Crane mostrando solidariedade aos anarquistas de Chicago, executados após a Revolta de Haymarket.

As seções antiautoritárias da Primeira Internacional foram as precursoras do anarcossindicalismo, procurando "substituir o privilégio e a autoridade do Estado" pela "livre e espontânea organização do trabalho".[65] Em 1886, a Federação de Sindicatos Organizados dos Estados Unidos e Canadá (Federation of Organized Trades and Labor Unions of the United States and Canada - FOTLU) decidiram por unanimidade que 1° de maio de 1886 seria a data em que a jornada de oito horas se tornaria padrão.[66]

Em resposta, sindicatos dos Estados Unidos prepararam uma greve geral para apoiar o evento.[66] Em 3 de maio, em Chicago, uma briga iniciou-se quando fura-greves tentaram cruzar a linha dos piquetes, e dois trabalhadores morreram quando a polícia abriu fogo contra a multidão.[67] No dia seguinte, 4 de maio, os anarquistas organizaram um comício na Haymarket Square de Chicago.[68] Uma bomba foi jogada por um desconhecido perto da conclusão do comício, matando um oficial.[69] No pânico subsequente, a polícia abriu fogo contra a multidão, que revidou.[70] Sete policiais e ao menos quatro trabalhadores foram mortos.[71] Oito anarquistas direta e indiretamente relacionados aos organizadores do comício foram presos e acusados do assassinato dos policiais. Eles tornaram-se celebridades políticas internacionais entre o movimento operário. Quatro deles foram executados e um quinto cometeu suicídio antes da sua execução. O incidente tornou-se conhecido como a Revolta de Haymarket, e foi um revés para o movimento operário e para a luta pela jornada de oito horas. Em 1890, uma segunda tentativa, desta vez de extensão internacional, para a mobilização pela jornada de oito horas, foi feita. O evento também tinha o objetivo secundário de lembrar trabalhadores assassinados na Revolta de Haymarket.[72] Apesar de ter sido inicialmente concebida como um evento isolado, no ano seguinte a celebração do Dia do Trabalhador tinha se tornado um feriado internacionalmente estabelecido entre os trabalhadores.[66]

Em 1907, o Congresso Internacional Anarquista de Amsterdã reuniu delegados de quatorze países diferentes, entre os quais importantes figuras do movimento anarquista, como Errico Malatesta, Pierre Monatte, Luigi Fabbri, Benoît Broutchoux, Emma Goldman, Rudolf Rocker e Christiaan Cornelissen. Vários temas foram tratados durante o Congresso, em particular concernando a mobilização do movimento anarquista, publicações de educação popular, a greve geral e o antimilitarismo. Um debate central concernou a relação entre o anarquismo e o sindicalismo. Malatesta e Monatte particularmente discordaram sobre o assunto, já que o segundo pensava que o sindicalismo era revolucionário e criaria condições para uma revolução social, enquanto Malatesta não considerava o sindicalismo por si só como suficiente.[73] Ele pensava que o movimento sindical era reformista e até mesmo conservador, citando os dirigentes sindicais como essencialmente burgueses e antitrabalhadores. Malatesta alertou que o objetivo dos sindicalistas era perpetuar o sindicalismo, enquanto os anarquistas deviam sempre ter a anarquia como o seu fim e, consequentemente, abster-se de se comprometer com qualquer método particular de alcançá-la.[74]

A Federação Espanhola dos Trabalhadores, fundada em 1881, foi o primeiro grande movimento anarcossindicalista da história. As federações sindicais tiveram especial importância na Espanha. A mais bem sucedida foi a Confederación Nacional del Trabajo (Conferação Nacional do Trabalho - CNT), fundada em 1910. Antes dos anos 1940, a CNT era a maior força na política do proletariado espanhol, atraindo 1,58 milhão de membros em certo ponto e tendo um papel significativo na Guerra Civil Espanhola.[75] A CNT era afiliada à nova Associação Internacional dos Trabalhadores, uma federação de sindicatos anarcossindicalistas fundada em 1922 que reivindicava o legado da Primeira Internacional, com delegados representando dois milhões de trabalhadores de quinze países da Europa e da América Latina. Na América Latina em particular, como afirma George Woodcock, "os anarquistas logo tornaram-se ativos na organização de artesãos e operários da indústria em toda a América do Sul e Central, e até o começo da década de 20 a maioria dos sindicatos no México, Brasil, Peru, Chile e Argentina seguia uma organização geralmente anarcossindicalista; o prestígio da CNT espanhola como organização revolucionária foi sem dúvida grandemente responsável por essa situação. Uma das organizações mais fortes e ativas foi a Federación Obrera Regional Argentina, fundada em 1901, sob inspiração do italiano Pietro Gori; ela cresceu rapidamente, até aproximadamente um quarto de milhão de membros, sobrepujando as uniões social democráticas rivais".[11]

Propaganda pelo ato[editar | editar código-fonte]

Pôster de propaganda mostrando um anjo protegendo pessoas contra um ativista bolchevista com uma bomba e uma faca nas mãos: a "propaganda pelo ato" sempre foi vista de modo negativo

Alguns anarquistas, como Johann Most, defenderam a divulgação de atos violentos de retaliação contra contrarrevolucionários porque "nós proclamamos não apenas ação em e para si mesma, mas também ação como propaganda."[76] Por volta dos anos 1880, a frase "propaganda pelo ato" tinha começado e ser utilizada tanto dentro quanto fora do movimento anarquista para se referir a bombardeios individuais, regicídios e tiranicídios. Entretanto, em 1887, figuras importantes no movimento anarquista distanciaram-se de tais atos individuais. Peter Kropotkin assim escreveu naquele ano em Le Révolté que "uma estrutura baseada em séculos de história não pode ser destruída com alguns quilos de dinamite".[77] Uma variedade de anarquistas advogou o abandono desse tipo de táticas em favor de uma ação coletiva revolucionária, por exemplo através do movimento sindical. O anarcossindicalista Fernand Pelloutier argumentou em 1895 pelo envolvimento de renomados anarquistas no movimento trabalhista, baseando-se em que o anarquista não poderia ir bem sem "o dinamitador individual."[78]

A repressão do Estado (incluindo as lois scélérates francesas de 1894) para movimentos anarquistas e trabalhistas seguindo os poucos bem-sucedidos bombardeios e assassinatos poderiam ter contribuído para o abandono desse tipo de táticas, apesar de, reciprocamente, a repressão do estado, em primeiro lugar, ter possivelmente contribuído para esses atos isolados. A separação do movimento socialista em muitos grupos e, seguindo a supressão da Comuna de Paris em 1871, a execução e exílio de muitos communards para colônias penais, favoreceram expressões e atos políticos individuais.[79]

Revolução Russa e outros levantes na década de 1910[editar | editar código-fonte]

Anarquistas participaram junto aos bolcheviques tanto na Revolução de Fevereiro quanto na Revolução de Outubro, e estavam inicialmente entusiasmados com a revolução bolchevique.[80] Entretanto, os bolcheviques tornaram-se contrários aos anarquistas e outros opositores de esquerda em pouco tempo, conflito que culminou na Revolta de Kronstadt, reprimida pelo novo governo. Os anarquistas na Rússia central foram aprisionados, obrigados a viver na clandestinidade ou juntaram-se aos bolcheviques vitoriosos; os anarquistas de Petrogrado e Moscou fugiram para a Ucrânia.[81] Lá, no Território Livre, eles lutaram na guerra civil contra o Exército Branco (grupo apoiado por monarquistas e outros opositores da Revolução de Outubro) e depois contra os bolcheviques no Exército Insurgente Makhnovista, liderado por Nestor Makhno, que estabeleceu uma sociedade anarquista na região por alguns meses.

Os anarquistas expulsos dos Estados Unidos Emma Goldman e Alexander Berkman estavam entre os que faziam agitações em resposta à política bolchevique e à repressão da Revolta de Kronstadt, antes de deixarem a Rússia. Ambos escreveram diários das suas experiências na Rússia, criticando o grande controle exercido pelos bolcheviques. Para eles, as previsões de Bakunin sobre as consequências do domínio marxista de que os dirigentes do novo estado "socialista" marxista se tornariam uma nova elite tinham se provado todas verdadeiras.[60] [82]

A vitória dos bolcheviques na Revolução de Outubro e o resultado da Guerra Civil Russa provocaram sérios prejuízos para o movimento anarquista internacional. Muitos trabalhadores e ativistas viam o sucesso bolchevique como um exemplo; partidos comunistas cresceram às custas do anarquismo e de outros movimentos socialistas. Na França e nos Estados Unidos, por exemplo, membros dos maiores movimentos sindicais da CGT e do IWW deixaram as organizações e se juntaram à Internacional Comunista.[83]

A onda revolucionária de 1917-23 contou com a ativa participação de anarquistas em vários graus de protagonismo. Na Revolução Alemã de 1918-1919, que estabeleceu a República Soviética da Baviera, os anarquistas Gustav Landauer, Silvio Gesell e Erich Mühsam tiveram lideranças importantes dentro das estruturas conselhistas revolucionárias.[84] [85] Nos eventos italianos que ficaram conhecidos como Biênio Vermelho (Biennio Rosso)[86] o sindicato anarcossindicalista Unione Sindacale Italiana "cresceu para 800.000 membros e a influência da União Anarquista Italiana (20.000 membros mais Umanità Nova, seu periódico diário) cresceu na mesma proporção (...) Os anarquistas foram os primeiros a sugerir que se ocupassem os locais de trabalho".[87] Na Revolução Mexicana o Partido Liberal Mexicano foi estabelecido e durante o início da década de 1910 ele liderou uma série de ofensivas militares que levaram à conquista e ocupação de determinadas cidades e distritos na Baixa Califórnia com a liderança do anarcocomunista Ricardo Flores Magón.[88] No Brasil, inspirados pela Revolução Russa, os anarquistas organizaram-se numa tentativa de derrubar o governo central brasileiro e a instaurar uma sociedade autogestionada baseada em organizações descentralizadas e sindicatos operários nos moldes propostos pelo anarcossindicalismo,[89] evento que ficou conhecido como a Insurreição anarquista de 1918. Em Portugal, os anarquistas lutam ao lado dos republicanos pela derrubada da monarquia.[90]

Em Paris, o grupo de Dielo Truda, formado por anarquistas russos exilados, incluindo Nestor Makhno, concluiu que os anarquistas precisavam desenvolveu novas formas de mobilização em resposta às estruturas do bolchevismo. O seu manifesto de 1926, chamado Plataforma Organizacional da União Geral dos Anarquistas (Projeto),[91] foi apoiado. Grupos plataformistas ativos hoje em dia incluem o Workers Solidarity Movement (Movimento Solidário dos Trabalhadores) na Irlanda e a Federação do Nordeste de Anarquistas Comunistas da América do Norte. O sintetismo emergiu como uma alternativa organizacional ao plataformismo e tentava juntar anarquistas de diferentes tendências sob os princípios do anarquismo sem adjetivos.[92] Na década de 1920, essa forma encontrou os seus principais proponentes em Voline e Sebastien Faure.[92] É o princípio essencial por trás das federações anarquistas agrupadas em torno da Internacional de Federações Anarquistas contemporânea.[92]

Luta contra o fascismo[editar | editar código-fonte]

Nos anos 1920 e 1930, a ascensão do fascismo na Europa transformou o conflito do anarquismo com o estado. A Itália viu as primeiras lutas entre anarquistas e fascistas. Anarquistas italianos tiveram um papel chave na organização antifascista Arditi del Popolo, que era mais forte em áreas de tradição anarquista, e alcançou algum sucesso em seu ativismo ao repelir os camisas negras do bastião anarquista de Parma em agosto de 1922.[93] O veterano anarquista italiano Luigi Fabbri foi um dos primeiros críticos teóricos do fascismo, descrevendo-o como "a contra-revolução preventiva".[16] Na França, onde as ligas de extrema direita aproximaram-se da insurreição nos conflitos de fevereiro de 1934, os anarquistas dividiram-se por uma política de frente única.[94]

Os anarquistas na França[95] e na Itália[96] foram ativos em movimentos de resistência durante a Segunda Guerra Mundial. Na Alemanha, o anarquista Erich Mühsam foi preso sob acusações desconhecidas nas primeiras horas da manhã de 28 de fevereiro de 1933, poucas horas depois do incêndio do Reichstag em Berlim. Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista, classificou-o como "um desses judeus subversivos". Pelos próximos dezessete meses, Mühsam esteve preso nos campos de concentração em Sonneburg e em Brandenburg. No dia 2 de fevereiro de 1934, Mühsam foi transferido para os campos de concentração em Oranienburg, onde na noite de 9 de julho do mesmo ano, foi torturado e assassinado pelos guardas. Seu corpo maltratado foi encontrado em uma latrina pela manhã.[97]

No Brasil, frente ao avanço da Ação Integralista Brasileira (AIB), de inspiração fascista e liderada por Plínio Salgado, os anarquistas organizam-se junto aos comunistas e sindicalistas na Frente Única Antifascista para combater o integralismo. Os anarquistas e comunistas enfrentaram-se com os integralistas em um conflito armado em 7 de outubro de 1934 na Praça da Sé em São Paulo, episódio que, mais tarde, seria conhecido como a Batalha da Praça da Sé e que foi responsável pela desarticulação da Ação Integralista Brasileira, que, a partir de então, começou a perder força em todo o país.[98]

Revolução Espanhola[editar | editar código-fonte]

Manifestação em Barcelona em 1936-1937 onde trabalhadores seguram uma faixa do jornal "Solidariedade Operária", da Confederação Nacional do Trabalho-Associação Internacional dos Trabalhadores

Na Espanha, a Confederação Nacional do Trabalho, inicialmente, recusou-se a juntar-se a uma aliança popular eleitoral, e a abstenção dos membros da confederação levou a direita política à vitória nas eleições. Em 1936, porém, a Confederação Nacional do Trabalho mudou a sua política e os votos dos anarquistas ajudaram a trazer a frente popular de volta ao poder. Meses depois, a antiga classe dominante respondeu com uma tentativa de golpe de estado que desencadeou a Guerra Civil Espanhola (1936-1939).[99] Em resposta à rebelião do exército, um movimento de inspirações anarquista de camponeses e trabalhadores, apoiado por milícias armadas, tomou o controle de Barcelona e grande áreas da zona rural espanhola, onde coletivizaram a terra.[100] [101] A Revolução Espanhola foi uma revolução social feita pelos trabalhadores que começou durante o eclodir da Guerra Civil Espanhola em 1936 e resultou na implementação de princípios de organização anarquistas e mais amplamente socialistas libertários em várias partes do país, em especial na Catalunha, Aragão, Andaluzia e em algumas partes do Levante peninsular por dois ou três anos. Grande parte da economia da Espanha foi colocada sob o controle dos trabalhadores; em bastiões anarquistas como a Catalunha, o valor era tão alto quanto 75%, mas menor em áreas com a forte presença do Partido Comunista Espanhol, já que o partido resistiu fortemente às tentativas de coletivização. As fábricas eram dirigidas por comitês de trabalhadores, áreas rurais foram coletivizadas e funcionavam como comunas libertárias. O historiador anarquista Sam Dolgoff estima que cerca de oito milhões de pessoas participaram direta ou indiretamente na Revolução Espanhola,[102] que ele alegou ser o que "chegou mais perto de realizar o ideal de uma sociedade livre e sem estado em uma larga escala como nenhuma outra revolução na história".[103]

Mesmo antes da vitória fascista em 1939, os anarquistas foram perdendo campo em uma luta dura com os stalinistas, que controlavam a distribuição de ajuda militar para a causa republicana da União Soviética. Tropas lideradas por stalinistas suprimiram as áreas coletivizadas e perseguiram tanto os marxistas dissidentes do Partido Operário de Unificação Marxista (POUM) quanto anarquistas.[104] O proeminente anarquista italiano Camillo Berneri, que voluntariou-se para lutar contra Franco na Espanha foi assassinado por um pistoleiro associado ao Partido Comunista Espanhol.[105] [106] [107]

Anos pós-guerra[editar | editar código-fonte]

O movimento anarquista procurou reorganizar-se depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e, nesse contexto, o debate entre o sintetismo e o plataformismo novamente ganhou importância, especialmente na Itália e na França. A Federação Anarquista Mexicana foi estabelecida em 1945 após a união da Federação Anarquista do Centro com a Federação Anarquista do Distrito Federal.[108] No início da década de 1940, a Solidariedade Internacional Antifascista e a Federação de Grupos Anarquistas de Cuba fundiram-se em uma grande organização nacional, a Asociación Libertaria de Cuba (Associação Libertária de Cuba).[109] De 1944 até 1974, a Federação Anarquista Comunista Búlgara ressurge, porém é reprimida pelo novo regime comunista.[110] Em 1945, na França, a Fédération Anarchiste e o sindicato anarcossindicalista Confédération nationale du travail são estabelecidos e, no ano seguinte, a sintetista Federazione Anarchica Italiana é fundada na Itália. Anarquistas coreanos formam a Federation of Free Society Builders (FFSB) em setembro de 1945[110] e em 1946 a Federação Anarquista Japonesa é fundada.[111] Um congresso anarquista internacional com delegados de toda a Europa foi sediado em Paris em maio de 1948.[110] Após a Segunda Guerra Mundial, é publicado um apelo no periódico Fraye Arbeter Shtime retratando a situação dos anarquistas alemães e pedindo o apoio dos americanos; em fevereiro de 1946, o envio de pacotes de ajuda para os anarquistas na Alemanha foi uma operação em grande escala. A Federação dos Socialistas Libertários foi fundada na Alemanha em 1947 e Rudolf Rocker escreveu para o seu periódico, Die Freie Gesellschaft, que durou até 1953.[112] Em 1956, a Federação Anarquista Uruguaia é fundada.[113] Em 1955, a Federação Anarcocomunista da Argentina muda seu nome para Federação Libertária Argentia. A Federação Sindicalista dos Trabalhadores foi um dos mais ativos grupos sindicalistas ativos na Inglaterra pós-guerra[114] e predecessora da Solidarity Federation, formada em 1950 por membros da existinta Federação Anarquista Britânica.[114] Ao contrário da Federação Anarquista Britânica, que era influenciada pelas ideias anarcossindicalistas mas não era sindicalista em si, a Federação Sindicalista dos Trabalhadores decidiu prosseguir com uma estratégia centrada no trabalhador e mais definitivamente ligada ao sindicalismo desde o início.[114]

O anarquismo continuou a influenciar importantes personalidades literárias e intelectuais dessa época, como Albert Camus, Herbert Read, Paul Goodman, Dwight Macdonald, Allen Ginsberg, George Woodcock, Leopold Kohr,[115] [116] Julian Beck, John Cage[117] e o grupo surrealista francês liderado por André Breton, que abertamente aderiu ao anarquismo e colaborou com a Fédération Anarchiste.[118]

O anarcopacifismo tornou-se influente dentro do movimento antinuclear e dos movimentos pacifistas da época,[119] [120] como pode ser visto no ativismo e nos escritos do anarquista inglês Alex Comfort, membro da Campanha para o Desarmamento Nuclear, assim como no ativismo do anarcopacifistas católicos americanos Ammon Hennacy e Dorothy Day. O anarcopacifismo tornou-se uma "base para a crítica do militarismo de ambos os lados na Guerra Fria".[121]

Anarquismo contemporâneo[editar | editar código-fonte]

Okupa perto do Parc Güell, em Barcelona, em 2007. A ocupação foi uma parte importante do emergente movimento anarquista renovado da contracultura dos anos 1960 e 1970.

Uma onda de interesse popular pelo anarquismo ocorreu nas nações ocidentais durante as décadas de 1960 e 1970.[122] O anarquismo foi influente na contracultura da década de 1960[123] [124] [125] e os anarquistas participaram ativamente nos protestos de 1968.[126] Em 1968, em Carrara, na Itália, a Internacional de Federações Anarquistas foi fundada durante uma conferência anarquista internacional por federações anarquistas europeias já existentes: a da Fédération Anarchiste francesa, a Federazione Anarchica Italiana italiana, a Federação Anarquista Ibérica e a federação búlgara no exílio francês.[127] [128]

No Reino Unido em 1970, essa onda foi associada ao movimento punk, exemplificado por bandas como Crass e Sex Pistols.[129] A crise de habitação e de emprego na maior parte da Europa Ocidental levou à formação de movimentos de comunas e de ocupações como o de Barcelona, na Espanha. Na Dinamarca, uma base militar fora de uso foi ocupada e foi declarada a Cidade Livre de Christiania, um local autônomo no centro de Copenhague.[130] Desde o início dessa onda de reinteresse pelas ideias libertárias na metade do século XX, uma série de novos movimentos e escolas de pensamento surgiram dentro do anarquismo. Apesar de tendências feministas terem sempre sido uma parte do movimento anarquista na forma do anarcofeminismo, elas voltaram a vigorar com a segunda onda do feminismo na década de 1960. O antropólogo anarquista David Graeber e o historiador anarquista Andrej Grubacic têm posto uma ruptura entre gerações do anarquismo, com aqueles "que frequentemente ainda não se livraram dos hábitos sectários" do século XIX contrastando com os jovens ativistas que são "muito mais informados, por, entre outros elementos, ideias indigenistas, feministas, ecológicas e contraculturais" e que, na virada do século XXI, eram formados "em ampla maioria" por anarquistas.[131]

Perto da virada para o século XXI, o anarquismo cresceu em popularidade e em influência nos movimentos antiguerra, anticapitalistas e antiglobalização.[132] Anarquistas tornaram-se conhecidos pelo seu envolvimento em protestos contra os encontros da Organização Mundial do Comércio, do G-8 e o Fórum Econômico Mundial. Algumas facções anarquistas nesses protestos estão envolvidos em tumultos, destruição de propriedade e confrontos violentos com a polícia. Essas ações são provocadas por grupos de curta duração, sem liderança e anônimos conhecidos como black blocs; outras táticas de mobilização utilizadas nesta época incluem reuniões em grupos de afinidade e o uso de tecnologias descentralizadas como a internet.[132] Um dos marcos dessa época foram as manifestações contra o encontro da OMC em Seattle.[132] De acordo com o estudioso anarquista Simon Critchley, "o anarquismo contemporânea pode ser visto como uma poderosa crítica do pseudo-libertarianismo do neoliberalismo contemporâneo (...) Pode-se dizer que o anarquismo contemporâneo é sobre a responsabilidade, seja sexual, ecológica ou socioeconômica; flui a partir de uma experiência de consciência sobre as múltiplas formas com que o Ocidente devasta o resto; é um ultraje ético na desigualdade crescente, empobrecimento e que é tão palpável locamente e globalmente".[133]

Internacionais de federações anarquistas em atividade incluem a Internacional de Federações Anarquistas, a Associação Internacional dos Trabalhadores e a Solidariedade Internacional Libertária. O maior movimento anarquista organizado hoje é o da Espanha, na forma da Confederación General del Trabajo (CGT) e da CNT. O número de membros da CGT foi estimado em cerca de 100.000 em 2003.[134] Outros movimentos anarcossindicalistas ativos incluem a Organização Central dos Trabalhadores da Suécia e a Federação da Juventude Anarcossindicalista Sueca, ambas na Suécia; a CNT-AIT francesa,[135] a Union Sindicale Italiana na Itália; a Workers Solidarity Alliance e a Industrial Workers of the World nos Estados Unidos; a Solidarity Federation; a Federação Anarquista na Grã-Bretanha; a Confederação Operária Brasileira no Brasil, entre outros.

Vertentes do anarquismo[editar | editar código-fonte]

Retrato do filósofo Pierre-Joseph Proudhon (1809–1865) por Gustave Courbet. Proudhon foi o primeiro proponente do mutualismo e influenciou, posteriormente, muitos pensadores anarquistas individualistas

Ideias anarquistas têm apenas ocasionalmente inspirado movimentos de todos os tamanhos, e "a tradição é o principal dos pensadores individuais, mas eles têm produzido um importante corpo de teoria".[136] Escolas anarquistas de pensamento tinham sido geralmente agrupadas em duas principais tradições históricas, anarquismo individualista e anarquismo social, as quais têm algumas origens, valores e evolução diferentes.[137] [8] [138] A corrente individualista do anarquismo enfatiza as liberdades negativas, por exemplo a oposição ao estado ou controle social sobre o indivíduo, enquanto aqueles na vertente social enfatizam a liberdade positiva para alcançar o potencial do homem e argumenta que humanos têm necessidades que a sociedade deveria preencher totalmente, "reconhecendo igualdade de direitos".[139] No senso cronológico e teórico, há escolas anarquistas clássicas - aquelas criadas no século XIX - e a pós-clássicas - aquelas criadas desde a metade do século XX.

Por trás das correntes específicas de pensamento anarquista está o anarquismo filosófico, que une a estância teórica de que o Estado tem falta de legitimidade moral ao não aceitar o imperativo da revolução para eliminá-lo. Um componente especialmente do anarquismo individualista[140] [141] que o anarquismo filosófico pode aceitar é a existência de um estado mínimo como despropositado, e usualmente temporariamente, um "mal necessário", mas ele argumenta que os cidadãos não têm uma obrigação moral para obedecer o estado quando as suas leis entram em conflito com a autonomia individual.[142] Uma reação contra o sectarismo dentro do meio anarquista foi o "anarquismo sem adjetivos", uma convocação para tolerância primeiramente adotada por Fernando Tarrida del Mármol, em 1889, em resposta aos "debates amargos" da teoria anarquistas naquele tempo.[143] Ao abandonar os anarquismos hifenados (p. ex. anarquismo-coletivista, -comunista, -mutualista, e -individualista), era solicitada a ênfase nas crenças no antiautoritarismo comum a todas as escolas de pensamento anarquistas.[144]

Mutualismo[editar | editar código-fonte]

O mutualismo começa com os movimentos de trabalhadores ingleses e franceses do século XIX, assumindo seu caráter anarquista com Pierre-Joseph Proudhon na França e outros nos Estados Unidos.[145] Proudhon propôs a ordem espontânea, onde a organização emerge sem uma autoridade central, uma "anarquia positiva onde a ordem surge quando todos fazem "o que desejam e apenas o que desejam"[146] e onde "transações de negócios sozinhas produzem a ordem social".[147]

O mutualismo anarquismo se preocupa com a reciprocidade, associação livre, contratos voluntários, federações e reforma de crédito e moeda. De acordo com William Batchelder Greene, cada trabalhador, no sistema mutualista, receberia "o justo e exatamente o pagamento pelo seu trabalho; serviços equivalentes em custo sendo trocáveis por serviços equivalentes em custo, sem lucro ou desconto".[148] O mutualismo tem sido caracterizado ideologicamente situado entre as formas individualistas e coletivistas do anarquismo.[149] Proudhon caracterizou primeiro o seu objetivo como "a terceira forma da sociedade, a síntese do comunismo e da propriedade."[150]

Anarquismo individualista[editar | editar código-fonte]

Anarquismo individualista refere-se a algumas tradições de pensamento dentro de movimento anarquista que enfatizam o indivíduo e a sua vontade sobre quaisquer tipos de determinantes externos, tais como grupos, sociedade, tradição e sistemas ideológicos.[151] [152] O anarquismo individualista não é uma única filosofia, referindo-se a um grupo de filosofias individualistas que algumas vezes são conflitantes.

O Filósofo do século XIX Max Stirner, usualmente considerado um dos primeiros importantes anarquistas individualistas (desenho de Friedrich Engels).

Em 1793, William Godwin, que tem frequentemente[153] sido citado como o primeiro anarquista, escreveu Justiça Política, que alguns consideram ser a primeira expressão do anarquismo.[37] [154] Godwin, um filósofo anarquista de uma base racionalista e utilitarista se opôs à ação revolucionária e viu um estado mínimo como um "mal necessário" presente que se tornaria cada vez mais irrelevante e sem poder pela propagação gradual de conhecimento.[37] [155] Godwin advogou um individualismo extremo, propondo que toda a cooperação no trabalho fosse eliminada na premissa de que isso seria o mais conducente ao bem geral.[156] [157]

Godwin era um utilitarista que acreditava que todos os indivíduos não são de valor igual, com alguns de nós "de mais valor e importância" do que outros, dependendo da nossa utilidade em trazer bem social. Portanto, ele não acredita em direitos igual, mas na vida da pessoa, e que deveria ser favorecida a que é mais contribuinte para o bem social.[157] Godwin se opôs ao governo porque ele o viu infringindo a direito individual de "julgamento privado" para determinar quais ações mais maximizam a utilidade, mas também fez uma crítica de toda autoridade sobre o julgamento do indivíduo. Esse aspecto da filosofia de Godwin, privado de motivações utilitárias, foi desenvolvido em uma forma mais extrema posteriormente por Stirner.[158]

A forma mais extrema do anarquismo individualista, chamada de "egoísmo",[159] ou anarquismo egoísta, teve como expoente um dos primeiros e mais bem conhecidos proponentes do anarquismo individualista, Max Stirner.[46] O único e sua propriedade de Stirner, publicado em 1844, é o texto fundador dessa filosofia.[46] De acordo com Stirner, a única limitação dos direitos do indivíduo é o seu poder para obter o que ele deseja,[160] sem considerar Deus, estado ou moralidade.[161] Para Stirner, direitos eram espectros na mente, e ele afirmava que a sociedade não existe, mas sim que "os indivíduos são a sua realidade".[162]

Stirner defendia a autoafirmação e previa uniões de egoístas, associações não sistemáticas continuamente renovadas pelo apoio de todos os partidos através de um ato de vontade,[163] que Stirner propôs como uma forma de organização no lugar do estado.[164] Anarquistas egoístas afirmam que o egoísmo irá alimentar uma união genuína e espontânea entre os indivíduos.[165] O "egoísmo" tem inspirado muitas interpretações da filosofia de Stirner. Ele foi redescoberto e promovido pelo filósofo e ativista GLBT John Henry Mackay. O anarquismo individualista inspirado por Stirner atraiu poucos seguidores da boemia europeia e intelectuais.

Anarquismo social[editar | editar código-fonte]

O anarquismo social denomina um sistema de propriedade público dos meios de produção e controle democrático de todas as organizações, sem qualquer autoridade governamental ou coerção. É a maior escola de pensamento no anarquismo.[166] O anarquismo social rejeita a propriedade privada, vendo-a como a fonte da desigualdade social, e enfatiza a cooperação e a ajuda mútua.[167]

O teórico russo Peter Kropotkin (1842–1921), influente no desenvolvimento do anarcocomunismo.

Anarquismo coletivista, também chamado de "socialismo revolucionário" ou uma forma de tal,[168] [169] é uma forma revolucionário de anarquismo, comumente associada com Mikhail Bakunin e Johann Most.[170] [171] Anarquistas coletivistas se opõem a toda propriedade privada dos meios de produção, defendendo que a propriedade deve ser coletivizada. Isso era para ser alcançado através de uma revolução violenta, primeiramente começando com um grupo pequeno e coeso através de atos de violência, ou "propaganda pelo ato", o que inspiraria trabalhadores como um todo a se revoltar e coletivizar forçadamente os meios de produção.[170]

Entretanto, a coletivização não era para ser estendida para a distribuição das receitas, já que os trabalhadores seriam pagos de acordo com o tempo trabalhado, mais do que receber bens distribuídos de "acordo com a necessidade" como no anarcocomunismo. Essa posição foi criticado por anarcocomunistas como efetivamente "assegurando o sistema de salários".[172] O anarquismo coletivista surgiu contemporaneamente ao marxismo, mas se opôs à ditadura do proletariado marxista, apesar de aceitar o objetivo marxista de uma sociedade coletivista sem classes.[173] Ideias anarcocomunistas e anarquistas coletivistas não são mutuamente exclusivas; apesar de os anarquistas coletivista defenderem compensação pelo trabalho, alguns estenderam a possibilidade de uma transição pós-revolucionária para um sistema comunista de distribuição de acordo com a necessidade.[174]

O anarcocomunismo propõe que a forma mais livre de organização social seria uma sociedade composta por comunas autogeridas com o uso coletivo dos meios de produção, organizada democraticamente, e relacionada a outras comunas através de federação.[175] Enquanto alguns anarcocomunistas preferem a democracia direta, outros sentem que o seu caráter majoritário pode impedir a liberdade individual e então estes apoiam uma democracia consensual. No anarcocomunismo, assim como o dinheiro seria abolido, indivíduos não receberiam compensação direta pelo trabalho (através do compartilhamento dos lucros ou pagamentos), mas teriam livre acesso aos recursos e ao excedente da comuna.[176] [177] O anarcocomunismo nem sempre tem uma filosofia comunitária. Algumas formas de anarcocomunismo são egoístas e fortemente influenciadas por individualismo radical,[178] acreditando que o anarcocomunismo não requer inteiramente uma natureza comunitária.

No começo do século XX, o anarcossindicalismo surgiu como uma vertente distinta dentro do anarquismo.[179] Com grande foco no movimento trabalhista do que formas anteriores de anarquismo, o sindicalismo coloca sindicatos radicais como uma força potencial para uma mudança social revolucionária, substituindo o capitalismo e o estado por uma nova sociedade, democraticamente autogerida por trabalhadores. É frequentemente combinado com outras formas de anarquismo, e anarcossindicalistas frequentemente aceitam os sistemas econômicos anarcocomunistas ou anarquistas coletivistas.[180] Uma liderança inicial e pensador do anarcossindicalismo foi Rudolf Rocker, cujo panfleto de 1938 Anarcossindicalismo delineia uma visão da origem do movimento, objetivando a importância para o futuro do trabalho.[180] [181]

Correntes pós-clássicas[editar | editar código-fonte]

Lawrence Jarach (esquerda) e John Zerzan (direita), dois autores anarquistas contemporâneos proeminentes. Zerzan é conhecido como o principal teórico do anarcoprimitivismo, enquanto Jarach é um notável defensor da anarquia pós-esquerdismo.

O anarquismo continua a gerar muitos filósofos e movimentos, às vezes ecléticos, baseando-se em várias fontes, e sincréticos, combinando conceitos diferentes contrários para criar novas abordagens filosóficas. Desde a nova onda do anarquismo nos Estados Unidos, nos anos 1960,[130] novos movimentos e escolas têm emergido.[182] O anarcocapitalismo desenvolveu-se do libertarianismo radical anti-estado e do anarquismo individualista, baseando-se na Escola Austríaca de economia, em estudos de leis e economia e na teoria da escolha pública,[183] enquanto os florescentes movimentos feminista e ambientalista também produziram ramificações anarquistas. Não é consenso que Anarcocapitalismo seja uma corrente anarquista, visto que muitos anarquistas discordam disso. Isso acontece porque é uma filosofia que contradiz os valores anarquistas, como a ausência de coerção e a ausência de desigualdades. Muitos anarquistas consideram o Anarcocapitalismo como uma apropriação cultural e distorção das ideias e valores anarquistas, tendo essas ideias uma forma extrema de liberalismo.

O anarcafeminismo desenvolveu-se como uma síntese do feminismo radical e do anarquismo, que vê o patriarcado (dominação masculina sobre as mulheres) como uma manifestação fundamental de governos compulsórios. Ele foi inspirado por escritas do século XIX das primeiras anarquistas feministas como Lucy Parsons, Emma Goldman, Voltairine de Cleyre e Dora Marsden. Anarcafeministas, como outras feministas radicais, criticam e defendem a abolição dos conceitos tradicionais de família, educação e do papel social de gênero. O anarquismo verde (ou eco-anarquismo)[184] é uma escola de pensamento dentro do anarquismo que coloca ênfase em debates ambientais,[185] e cujas principais correntes contemporâneas são o anarcoprimitivismo e a ecologia social. O anarcopacifismo é uma tendência que rejeita o uso da violência na luta por mudança social.[10] [11] Ele se desenvolveu "principalmente nos Países Baixos, no Reino Unido e nos Estados Unidos, antes e durante a Segunda Guerra Mundial".[11]

A anarquismo pós-esquerdismo é uma tendência que procura distanciar-se da tradicional esquerda política e escapar da restrição de ideologias em geral. O pós-anarquismo é um movimento em direção à síntese da teoria anarquista clássica e do pensamento pós-estruturalista baseando-se em diversas ideias, incluindo o pós-modernismo, marxismo autonomista, anarquismo pós-esquerdismo, situacionismo e pós-colonialismo.

Uma outra recente forma de anarquismo crítico de movimentos anarquistas formais é o anarquismo insurrecionário,[186] que defende a organização informal e a resistência ativa ao estado; entre os seus proponentes estão Wolfi Landstreicher e Alfredo M. Bonanno.

Tópicos de interesse na teoria anarquista[editar | editar código-fonte]

Interconectando e sobrepondo várias escolas de pensamento, certos tópicos de interesse e disputas internas têm se provado perenes dentro da teoria anarquista.

Amor livre[editar | editar código-fonte]

O anarquista individualista francês Émile Armand (1872–1962), que expôs o valor do amor livre no meio social anarquista parisiense no começo do século XX

Uma importante corrente dentro do anarquismo é o amor livre.[187] O amor livre, algumas vezes visto como tendo raízes em Josiah Warren e em comunidades experimentais, advoga uma visão de liberdade sexual, expressão direta de um autodomínio individual. O amor livre particularmente enfatiza os direitos da mulher contra as leis sexualmente discriminatórias feitas contra as mulheres: por exemplo, leis de casamento e medidas de controle de nascimentos.[187] O mais importante jornal estado-unidense de amor livre foi Lucifrer the Lightbreaker (1883-1907), editado por Moses Harman e Lois Waisbrooker,[188] ; também havia The Word, de Ezra Heywood e Angela Heywood The Word (1872–1890, 1892–1893).[187] M. E. Lazarus foi também um importante anarquista individualista estado-unidense que promoveu o amor livre.[187]

No bairro nova-iorquino de Greenwich Village, feministas boêmias e socialistas advogavam pela autorrealização e prazer para as mulheres (e também para os homens) no aqui e agora. Eles encorajaram jogar com os papeis sexuais e com a sexualidade,[189] e a abertamente bissexual radical Edna St. Vincent Millay e a anarquista lésbica Margaret Anderson eram proeminentes no movimento. Grupos de discussão organizado por moradores do bairro eram frequentados por Emma Goldman, entre outros. Magnus Hirschfeld observou que, em 1923, Goldam "tem feito campanha forte e constantemente por direitos individuais, e especialmente para aqueles desprivados de seus direitos. Isso provocou a sua defesa do amor homossexual antes do público em geral."[190]

Na Europa, o principal propagandista do amor livre dentro do anarquismo individualismo foi Émile Armand.[191] Ele propôs o conceito de la camaraderie amoureuse para falar de amor livre como a possibilidade de encontros sexuais entre adultos que consentissem. Ele também era um proponente consistente do poliamor.[191]

Educação libertária[editar | editar código-fonte]

Francisco Ferrer, pedagogo anarquista catalão

Max Stirner escreveu em 1842 um longo ensaio sobre a educação chamado O Falso Princípio da nossa Educação. Nele, Stirner nomeia o seu princípio educacional como "personalista" , explicando que o auto-entendimento consiste em autocriação contínua. Educação, para ele, é criar "homens livres, caráteres soberanos", pelos quais ele quer dizer "caráteres eternos... que são portanto eternos porque eles formam-se a cada momento".[192]

Em 1901, o pensador anarquista e maçom Francisco Ferrer estabeleceu escolas progressivas ou "modernas" em Barcelona, desafiando um sistema educacional controlado pela Igreja Católica.[193] O objetivo inicial da escola era educar a classe trabalhadora em um cenário racional, secular e não-coercitivo". Ferozmente anticlerical, Ferrer acreditava na "liberdade na educação", educação livre de autoridade da igreja ou do estado.[194] Murray Bookchin escreveu: "Esse período (década de 1890) foi o auge das escolas libertárias e de projetos pedagógicos em todas as áreas do país onde os anarquistas exerciam alguma escala de influência. Possivelmente, o mais bem conhecido esforço neste campo foi a Escola Moderna de Francisco Ferrer (Escuela Moderna), um projeto que exercia uma considerável influência na educação catalã e nas técnicas experimentais de ensinar em geral."[195] La Escuela Moderna e as ideias de Ferrer em geral foram a inspiração para uma série de Escolas Modernas nos Estados Unidos,[193] Cuba, América do Sul e Londres. A primeira dessas foi inaugurada em Nova Iorque em 1911. Ela também inspirou o jornal italiano Università popolare, fundado em 1901.

Uma outra tradição libertária é a de não escolarização e a pedagogia libertária nas quais atividades lideradas por crianças substituem abordagens pedagógicas. Experiências na Alemanha levaram A. S. Neill a fundar o que se tornou a Summerhill School em 1921.[196] Summerhill é frequentemente citada como um exemplo do anarquismo em prática.[197] Entretanto, apesar de Summerhill e outras escolas serem radicalmente libertárias, elas diferiam dos princípios de Ferrer por não advogar uma abordagem manifestadamente política em relação à luta de classes.[198] Além de organizar escolas de acordo com princípios libertários, anarquistas também continuaram a questionar o conceito de aprendizagem por si. O termo desescolarização foi popularizado por Ivan Illich, que argumentava que a escola como uma instituição é disfuncional para a aprendizagem autodeterminada e serve, ao contrário, para a criação de uma sociedade de consumo.[199]

Debates e questões internas[editar | editar código-fonte]

O uso da violência é alvo de grandes controvérsias no anarquismo.

O anarquismo é uma filosofia que incorpora muitas atitudes, tendências e escolas de pensamento diversas; assim, desacordos sobre questões de valores, ideologia e táticas são comuns. A compatibilidade com o capitalismo,[200] nacionalismo e religião é vastamente discutida. Similarmente, o anarquismo conta com complexas relações com o marxismo, comunismo e capitalismo.

Fenômenos como a civilização, a tecnologia (p. ex. dentro do anarcoprimitivismo e do anarquismo insurreicionário) e o processo democrático podem ser fortemente criticados dentro de algumas tendências anarquistas e simultaneamente elogiados em outras.

Em um nível tático, enquanto a propaganda pelo ato era uma tática utilizada por anarquistas no século XIX (por exemplo, o movimento niilista), anarquistas contemporâneos usam métodos alternativos de ação direta como a não violência, contraeconomia e criptografia antiestado para criar uma sociedade anarquista. Sobre o alcance de uma sociedade anarquista, alguns anarquistas advogam uma sociedade anarquista global, enquanto outros advogam sociedades anarquistas apenas locais.[201] A diversidade no anarquismo tem levado a usos muito diferentes de termos idênticos entre diferentes tradições anarquistas, o que tem levado a muitas definições diferentes da teoria anarquista.

Anarquistas mais conhecidos[editar | editar código-fonte]

Noam Chomsky (1928–)

Internacionalmente conhecidos[editar | editar código-fonte]

(Lista organizada alfabeticamente)

Anarquistas brasileiros[editar | editar código-fonte]

(Lista organizada alfabeticamente)

Anarquistas portugueses[editar | editar código-fonte]

(Lista organizada alfabeticamente)

Referências

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  18. "Doing nothing [wu wei] is the famous Daoist concept for natural action, action in accord with Dao, action in which we freely follow our own way and allow other beings to do likewise. Zhuangzi, the great anarchic Daoist sage, compared it to "riding on the wind." Max Cafard. "Zen Anarchy"
  19. "Zhuangzi helps us discover an anarchistic epistemology and sensibility. He describes a state in which "you are open to everything you see and hear, and allow this to act through you."[45] Part of wuwei, doing without doing, is "knowing without knowing," knowing as being open to the things known, rather than conquering and possessing the objects of knowledge. This means not imposing our prejudices (whether our own personal ones, our culture's, or those built into the human mind) on the Ten Thousand Things." Max Cafard. The Surre(gion)alist Manifesto and Other Writings
  20. "The next group of interpreters have also become incorporated into the extant version of the text. They are the school of anarchistically inclined philosophers, that Graham identifies as a "Primitivist" and a school of "Yangists," chapters 8 to 11, and 28 to 31. These thinkers appear to have been profoundly influenced by the Laozi, and also by the thought of the first and last of the Inner Chapters: "Wandering Beyond," and "Responding to Emperors and Kings." There are also possible signs of influence from Yang Zhu, whose concern was to protect and cultivate one's inner life-source. These chapters combine the anarchistic ideals of a simple life close to nature that can be found in the Laozi with the practices that lead to the cultivation and nurturing of life. " "Zhuangzi (Chuang-Tzu, 369–298 BCE)" at the Internet Encyclopedia of Philosophy
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  28. Several historians of anarchism have gone so far as to classify La Botie's treatise itself as anarchist, which is incorrect since La botie never extended his analysis from tyrannical government to government per se. But while La Botie cannot be considered an anarchist, his sweeping strictures on tyranny and the universality of his political philosophy lend themselves easily to such an expansion.Introduction to The Politics of Obedience: The Discourse of Voluntary Servitude by Murray Rothbard. Ludwig Von Mises Institute. p. 18
  29. "Quite rightly, La Boëtie recognizes the potential for domination in any democracy: the democratic leader, elected by the people, becomes intoxicated with his own power and teeters increasingly towards tyranny. Indeed, we can see modern democracy itself as an instance of voluntary servitude on a mass scale. It is not so much that we participate in an illusion whereby we are deceived by elites into thinking we have a genuine say in decision-making. It is rather that democracy itself has encouraged a mass contentment with powerlessness and a general love of submission.""Voluntary Servitude Reconsidered: Radical Politics and the Problem of Self-Domination" Saul Newman
  30. "Anarchists have regarded the secular revolt of the Diggers, or True Levellers, in seventeenth-century England led by Gerrard Winstanley as a source of pride. Winstanley, deeming that property is corrupting, opposed clericalism, political power and privilege. It is economic inequality, he believed, that produces crime and misery. He championed a primitive communalism based on the pure teachings of God as comprehended through reason." Kenneth C. Wenzer. "Godwin's Place in the Anarchist Tradition — a Bicentennial Tribute"
  31. "It was in these conditions of class struggle that, among a whole cluster of radical groups such as the Fifth Monarchy Men, the Levellers and the Ranters, there emerged perhaps the first real proto-anarchists, the Diggers, who like the classical 19th century anarchists identified political and economic power and who believed that a social, rather than political revolution was necessary for the establishment of justice. Gerrard Winstanley, the Diggers' leader, made an identification with the word of God and the principle of reason, an equivalent philosophy to that found in Tolstoy's The Kingdom of God is Within You." Marlow. "Anarchism and Christianity"
  32. "Although Proudhon was the first writer to call himself an anarchist, at least two predecessors outlined systems that contain all the basic elements of anarchism. The first was Gerrard Winstanley (1609 – c. 1660), a linen draper who led the small movement of the Diggers during the Commonwealth. Winstanley and his followers protested in the name of a radical Christianity against the economic distress that followed the Civil War and against the inequality that the grandees of the New Model Army seemed intent on preserving. In 1649–1650 the Diggers squatted on stretches of common land in southern England and attempted to set up communities based on work on the land and the sharing of goods." George Woodcock Anarchism The Encyclopedia of Philosophy
  33. a b c d "Anarchism", BBC Radio 4 program, In Our Time, Thursday 7 December 2006. Hosted by Melvyn Bragg of the BBC, with John Keane, Professor of Politics at University of Westminster, Ruth Kinna, Senior Lecturer in Politics at Loughborough University, and Peter Marshall, philosopher and historian.
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  37. a b c d e Predefinição:Sep entry
  38. Godwin himself attributed the first anarchist writing to Edmund Burke's A Vindication of Natural Society. "Most of the above arguments may be found much more at large in Burke's Vindication of Natural Society; a treatise in which the evils of the existing political institutions are displayed with incomparable force of reasoning and lustre of eloquence ..." – footnote, Ch. 2 Political Justice by William Godwin.
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  46. a b c Predefinição:Sep entry
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  77. frase retirada de Billington, James H. 1998. Fire in the minds of men: origins of the revolutionary faith New Jersey: Transaction Books, p 417.
  78. http://blackrosebooks.net/anarism1.htm
  79. O historiador Benedict Anderson assim escreve:

    "Em março de 1871, a Comuna tomou o poder na cidade abandonada e ficou nele por dois meses. Então Versailles escolheu o momento para atacar e, em uma semana horripilante, executou asperamente 20.000 communars ou supostos simpatizantes, um número maior que aqueles mortos na recente guerra ou durante o 'Terror' de Robespierre de 1793-94. Mais de 7.500 foram presos ou deportados a países como a Nova Caledônia. Milhares de outros fugiram para Bélgica, Inglaterra, Itália, Espanha e Estados Unidos. Em 1872, leis severas foram aprovadas e regulavam a possibilidade de a esquerda mobilizar-se. Até 1880, não houve uma anistia geral a Communards exilados e aprisionados. Entretanto, a Terceira República Francesa encontrou-se forte o suficiente para renovar e reforçar a expansão imperialista de Louis Napoleão – na Indochina, África e Oceania. Muitos dos principais intelectuais e artistas franceses tinham participado da Comuna (Courbet era o seu semiministro da cultura, Rimbaud e Pissarro eram propagandistas ativos) ou simpatizantes a ela. A repressão feroz de 1871 e as suas consequências foram, provavelmente, o fator chave para alienar as pessoas da Terceira República e direcionar sua simpatia para as suas vítimas na França e no estrangeiro."(em Benedict Anderson. "In the World-Shadow of Bismarck and Nobel", New Left Review, July -August 2004.)

    De acordo com alguns analistas, na Alemanha pós-guerra, a proibição do Partido Comunista (KDP) e assim da sua extrema esquerda institucional puderam também, da mesma maneira, ter um papel na criação da Fração do Exército Vermelho.
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  84. "The Munich Soviet (or "Council Republic") of 1919 exhibited certain features of the TAZ, even though — like most revolutions — its stated goals were not exactly "temporary." Gustav Landauer's participation as Minister of Culture along with Silvio Gesell as Minister of Economics and other anti-authoritarian and extreme libertarian socialists such as the poet/playwrights Erich Mühsam and Ernst Toller, and Ret Marut (the novelist B. Traven), gave the Soviet a distinct anarchist flavor." Hakim Bey. "T.A.Z.: The Temporary Autonomous Zone, Ontological Anarchy, Poetic Terrorism"
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  105. "When clashes with the Communist Party broke out, his house, where he lived with other anarchists, was attacked on 4 May 1937. They were all labelled "counter-revolutionaries", disarmed, deprived of their papers and forbidden to go out into the street. There was still shooting in the streets when, on 5 May 1937, news arrived from Italy of Antonio Gramsci's death in a fascist prison...Leaving Radio Barcelona, Berneri set off for the Plaça de la Generalitat, where some Stalinists shouted after him. Before he could turn and look, they opened fire with machine guns, and left his dead body there on the street.""Berneri, Luigi Camillo, 1897–1937" at libcom.com
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  107. "Spain: Return to "normalization" in Barcelona. The Republican government had sent troops to take over the telephone exchange on 3 May, pitting the anarchists & Poumists on one side against the Republican government & the Stalinist Communist Party on the other, in pitched street battles, resulting in 500 anarchists killed. Squads of Communist Party members took to the streets on 6 May to assassinate leading anarchists. Today, among those found murdered, was the Italian anarchist Camillo Berneri""Camillo Berneri" at The Anarchist Encyclopedia: A Gallery of Saints & Sinners ...
  108. "Regeneración y la Federación Anarquista Mexicana (1952–1960)" by Ulises Ortega Aguilar
  109. "The surviving sectors of the revolutionary anarchist movement of the 1920–1940 period, now working in the SIA and the FGAC, reinforced by those Cuban militants and Spanish anarchists fleeing now-fascist Spain, agreed at the beginning of the decade to hold an assembly with the purpose of regrouping the libertarian forces inside a single organization. The guarantees of the 1940 Constitution permitted them to legally create an organization of this type, and it was thus that they agreed to dissolve the two principal Cuban anarchist organizations, the SIA and FGAC, and create a new, unified group, the Asociación Libertaria de Cuba (ALC), a sizable organization with a membership in the thousands."Cuban Anarchism: The History of A Movement by Frank Fernandez
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  117. Cage self-identified as an anarchist in a 1985 interview: "I'm an anarchist. I don't know whether the adjective is pure and simple, or philosophical, or what, but I don't like government! And I don't like institutions! And I don't have any confidence in even good institutions." John Cage at Seventy: An Interview by Stephen Montague. American Music, Summer 1985. Ubu.com. Accessed 24 May 2007.
  118. "It was in the black mirror of anarchism that surrealism first recognised itself," wrote André Breton in "The Black Mirror of Anarchism," Selection 23 in Robert Graham, ed., Anarchism: A Documentary History of Libertarian Ideas, Volume Two: The Emergence of the New Anarchism (1939–1977)[4]. Breton had returned to France in 1947 and in April of that year Andre Julien welcomed his return in the pages of Le Libertaire the weekly paper of the Fédération Anarchiste""1919–1950: The politics of Surrealism" by Nick Heath on libcom.org
  119. "In the forties and fifties, anarchism, in fact if not in name, began to reappear, often in alliance with pacifism, as the basis for a critique of militarism on both sides of the Cold War.[5] The anarchist/pacifist wing of the peace movement was small in comparison with the wing of the movement that emphasized electoral work, but made an important contribution to the movement as a whole. Where the more conventional wing of the peace movement rejected militarism and war under all but the most dire circumstances, the anarchist/pacifist wing rejected these on principle.""Anarchism and the Anti-Globalization Movement" by Barbara Epstein
  120. "In the 1950s and 1960s anarcho-pacifism began to gel, tough-minded anarchists adding to the mixture their critique of the state, and tender-minded pacifists their critique of violence. Its first practical manifestation was at the level of method: nonviolent direct action, principled and pragmatic, was used widely in both the Civil Rights movement in the USA and the campaign against nuclear weapons in Britain and elsewhere."Geoffrey Ostergaard. Resisting the Nation State. The pacifist and anarchist tradition
  121. "Anarchism and the Anti-Globalization Movement" by Barbara Epstein
  122. Thomas 1985
  123. "These groups had their roots in the anarchist resurgence of the nineteen sixties. Young militants finding their way to anarchism, often from the anti-bomb and anti-Vietnam war movements, linked up with an earlier generation of activists, largely outside the ossified structures of 'official' anarchism. Anarchist tactics embraced demonstrations, direct action such as industrial militancy and squatting, protest bombings like those of the First of May Group and Angry Brigade – and a spree of publishing activity.""Islands of Anarchy: Simian, Cienfuegos, Refract and their support network" by John Patten
  124. Farrell provides a detailed history of the Catholic Workers and their founders Dorothy Day and Peter Maurin. He explains that their pacifism, anarchism, and commitment to the downtrodden were one of the important models and inspirations for the 1960s. As Farrell puts it, "Catholic Workers identified the issues of the sixties before the Sixties began, and they offered models of protest long before the protest decade.""The Spirit of the Sixties: The Making of Postwar Radicalism" by James J. Farrell
  125. "While not always formally recognized, much of the protest of the sixties was anarchist. Within the nascent women's movement, anarchist principles became so widespread that a political science professor denounced what she saw as "The Tyranny of Structurelessness." Several groups have called themselves "Amazon Anarchists." After the Stonewall Rebellion, the New York Gay Liberation Front based their organisation in part on a reading of Murray Bookchin's anarchist writings." "Anarchism" by Charley Shively in Encyclopedia of Homosexuality. p. 52
  126. "Within the movements of the sixties there was much more receptivity to anarchism-in-fact than had existed in the movements of the thirties ... But the movements of the sixties were driven by concerns that were more compatible with an expressive style of politics, with hostility to authority in general and state power in particular ... By the late sixties, political protest was intertwined with cultural radicalism based on a critique of all authority and all hierarchies of power. Anarchism circulated within the movement along with other radical ideologies. The influence of anarchism was strongest among radical feminists, in the commune movement, and probably in the Weather Underground and elsewhere in the violent fringe of the anti-war movement." "Anarchism and the Anti-Globalization Movement" by Barbara Epstein
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