Bem-estar

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Bem-estar (em inglês, subjective wellbeing) ou conforto[1] designa, em psicologia, a parte subjetiva da saúde mental, em oposição a sua parte objetiva (ausência de transtorno mental). Esse aspecto subjetivo da saúde mental se apresenta como um conjunto hierárquico de disposições.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Jens Asendorpf (2004) sugere a seguinte nomenclatura: em um primeiro nível, o bem-estar se desdobra em uma componente cognitiva chamada de "satisfação com a vida" (em inglês, life-satisfaction) e uma componente afetiva chamada "felicidade" (aqui em sentido restrito, psicológico, em inglês happiness). Assim, uma pessoa pode pensar ou saber que está bem, mas não se sentir bem. A componente afetiva se desdobra por sua vez em uma tendência de a pessoa experimentar sensações positivas ("afetividade positiva") e uma tendência a experimentar sensações negativas ("afetividade negativa"). Essas duas disposições são independentes, de forma que há pessoas tanto com uma afetividade geral baixa (ou seja, que raramente experimentam tanto sensações positivas como negativas) quanto com uma afetividade geral alta (e, assim, frequentemente experimentam sensações tanto positivas quanto negativas). Afetividade negativa e positiva não referem-se, no entanto, apenas à frequência de tais experiências, mas também à sua intensidade - cada uma é composta assim de duas disposições distintas, que, no entanto, possuem grande correlação entre si.[2]

Uma alta afetividade positiva está em correlação com um alto nível de extroversão enquanto que um alto nível de afetividade negativa em correlação com um alto nível de neuroticismo (ver Temperamento (psicologia)).[3] Importante é observar que as duas disposições descritas não se referem à experiência de sensações positivas ou negativas em uma determinada situação, mas a uma tendência estável característica da pessoa que se mostra em diferentes situações.[4]

Já Ryff e Keyes (1995) propuseram uma outra hierarquia de disposições ligadas ao bem-estar. Segundo eles, podem-se diferenciar seis fatores distintos do bem-estar:[5]

  • "Autoaceitação"
  • A sensação de se ter "controle sobre o ambiente"
  • A sensação de se viver uma "vida cheia de sentido"
  • A busca de "crescimento pessoal"
  • "Relações sociais positivas"
  • "Autonomia"

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 247.
  2. Diener, E. (1984). Subjective well-being. Psychological Bulletin, 95, 542-575.
  3. Costa, P.T. & McCrae, R.R. (1980). Influence of extraversion and neuroticism on subjective well-being: Happy and unhappy people. Journal of Personality and Social Psychology, 38, 668-678.
  4. Asendorpf, Jens B. (2004). Psychologie der Persönlichkeit. Berlin: Springer.
  5. Ryff, C.D. & Keyes, C.L.M. (1995). The structure of psychological well-being revised.Journal of Personality and Social Psychology,69, 719-727.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Asendorpf, Jens B. (2004). Psychologie der Persönlichkeit. Berlin: Springer. ISBN 3 540 66230 8

Ver também[editar | editar código-fonte]

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