Tristeza

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Amuada, pintura de Rodolfo Amoedo, 1882 - Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikcionário Definições no Wikcionário
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Categoria no Commons

Tristeza (latim tristia, tristeza, aflição), é um estado afetivo duradour caracterizado por um sentimento de insatisfação e acompanhado de uma desvalorização da existência e do real.[1]

A tristeza é uma das "seis emoções básicas" descritas por Paul Ekman, junto com felicidade, raiva, surpresa, medo e nojo.[2]

Na infância[editar | editar código-fonte]

A tristeza é uma experiência comum na infância e reconhecer tais emoções podem tornar mais fácil para as famílias enfrentarem problemas emocionais mais graves,[3] embora algumas famílias podem ter uma regra (consciente ou inconsciente) de que a tristeza não é "permitida".[4] Robin Skynner sugeriu que isso pode causar problemas, porque com a tristeza "desativada" ficamos um pouco superficial e maníacos.[5] :33, 36

A tristeza é parte do processo normal da criança separ uma simbiose precoce com a mãe e se tornar mais independente. Toda vez que uma criança se separa um pouco mais, ele ou ela terá que lidar com uma pequena perda. Se a mãe não pode permitir o sofrimento menor envolvido, a criança nunca aprenderá a lidar com a tristeza por si mesma.[5] O pediatra T. Berry Brazelton argumenta que estimular muito a criança para que supere uma tristeza, desvaloriza a emoção para elas;[6] e Selma Fraiberg sugere que é importante respeitar o direito da criança em experimentar uma perda completa e profundamente.[7]

Margaret Mahler viu a capacidade de sentir a tristeza como uma conquista emocional, ao contrário, por exemplo, de afastar-se através de hiperatividade inquieta.[8]

Referências

  1. Hilton Japiassú, Danilo Marcondes (1993). 'Dicionário básico de filosofia, Zahar. p. 271. ISBN 978-85-378-0341-7.
  2. Daniel Goleman, Emotional Intelligence, (Londres1996) p. 271
  3. T. Berry Brazleton, To Listen to a Child, (1992) p. 46 e p. 48
  4. Karen Masman (1 March 2009). Uses of Sadness: Why Feeling Sad Is No Reason Not to Be Happy. Allen & Unwin. pp. 8–. ISBN 978-1-74176-600-4.
  5. a b A. C. Robin Skynner; John Cleese (1984). Families and how to Survive Them. Oxford University Press. pp. 158–159. ISBN 978-0-19-520466-7.
  6. Brazleton, p. 52
  7. Selma H. Fraiberg (1996). [The Magic Years: Understanding and Handling the Problems of Early Childhood. Simon and Schuster. pp. 274. ISBN 978-0-684-82550-2.
  8. M. Mahler et al, The Psychological Birth of the Human Infant (London 1975) p. 92
Ícone de esboço Este artigo sobre psicologia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.