Princípio

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Princípio da Criação

Ao longo da história, o homem tem lutado para resolver as questões fundamentais da vida humana e do universo, sem nunca ter chegado a respostas satisfatórias. Isto porque ninguém compreendeu o Princípio original pelo qual a humanidade e o universo foram originalmente criados. Para tratar deste assunto adequadamente não basta examinar a realidade resultante. A questão fundamental é a realidade causal. Os problemas relacionados com a vida humana e o universo não podem ser resolvidos sem compreender primeiro a natureza do Criador. (Principio Divino. 1996)

As Características Duais do Criador

          Como podemos conhecer a natureza divina do Criador (Pais Celestes) invisível? Uma forma de entender a Sua divindade é observar o universo que Ele criou. Por isso, Paulo disse: "Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis. Rm 1.20." Assim como uma obra de arte manifesta, de forma concreta, a natureza invisível de seu criador, também no universo criado tudo é uma manifestação substancial da natureza divina do Criador (Pais Celestes) invisível. Como tal, cada obra criada mantém uma relação com o Criador (Pais Celestes).  Assim como se pode conhecer o caráter de um artista através de suas obras, também é possível conhecer a natureza do Criador (Pais Celestes) observando os diversos seres da Criação.

Comecemos por examinar os elementos comuns que se encontram universalmente em todo o mundo natural. Cada ser possui características duais de yang (masculinidade, positividade) e yin (feminilidade, negatividade), e passa a existir somente quando estas características duais estabelecem relacionamentos recíprocos tanto no seu interior quanto entre si e os outros seres. Por exemplo, as partículas subatômicas, os blocos básicos de construção de toda a matéria, possuem uma carga positiva, uma carga negativa ou uma carga neutra, formada pela neutralização de constituintes positivos e negativos. Quando as partículas se unem através do relacionamento recíproco de suas características duais, elas formam um átomo. Por sua vez, os átomos apresentam uma valência positiva ou negativa. Quando as características duais de um átomo estabelecem relacionamentos recíprocos com as características duais de outro átomo, juntos eles formam uma molécula. As moléculas, assim constituídas, estabelecem relacionamentos recíprocos entre as suas características duais para se tornarem eventualmente nutrientes adequados para plantas e animais.    

As plantas reproduzem-se por meio dos estames e pistilos. Os animais multiplicam-se e perpetuam suas espécies através do relacionamento entre macho e fêmea. De acordo com a Bíblia, depois de ter criado Adão, Criador (Pais Celestes) viu que não era bom para o homem viver só.[1] Somente depois de ter criado Eva para ser a companheira de Adão é que Criador (Pais Celestes) declarou que as Suas criações eram “Muito boas”.[2]

Embora os átomos se tornem, por ionização, em íons positivos ou negativos, cada um é constituído por um núcleo positivo e elétrons negativos numa unidade estável. De modo semelhante, cada animal, macho ou fêmea, mantém sua vida através de relacionamentos recíprocos internos de elementos yang e yin. O mesmo se passa com todas as plantas. Nas pessoas, encontramos características femininas latentes no homem e características masculinas latentes na mulher.

Além disso, todas as criações contêm aspectos correlativos: dentro e fora, interior e exterior, interno e externo, anterior e posterior, direito e esquerdo, superior e inferior, alto e baixo, forte e fraco, ascendente e descendente, longo e curto, largo e estreito, leste e oeste, norte e sul, etc. A razão disto é que tudo foi criado para existir através de relacionamentos recíprocos entre as características duais. Deste modo, podemos compreender que, para existir, tudo requer um relacionamento recíproco entre as características duais de yang e yin.

Todavia, existe um outro par de características duais no relacionamento recíproco ainda mais fundamental para a existência do que as características duais de yang e yin. Cada ser possui uma forma externa e uma qualidade interna. A forma exterior visível assemelha-se à qualidade interior invisível. A qualidade interior, embora invisível, possui uma determinada estrutura visivelmente manifestada na forma exterior. A qualidade interior é chamada de natureza interna, e a forma exterior é chamada de forma externa.

Wikcionário
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Princípio Significa início, fundamento ou essência de algum fenômeno. Também pode ser definido como a causa primária, o momento, o local ou trecho em que algo, uma ação ou um conhecimento tem origem. Sendo que o princípio de algo, seja como origem ou proposição fundamental, pode ser questionado.

Outro sentido possível seria o de norma de conduta, seja moral ou legal.

Na filosofia[editar | editar código-fonte]

Na cidade de Mileto, no século VI a.C., os filósofos milésios Tales, Anaximandro e Anaxímenes, trataram sobre o princípio (arché). Para Tales, o princípio era a água; para Anaximandro, o infinito, indeterminado (apeiron); e para Anaxímenes, o ar.

Para os Pitagóricos o princípio das coisas era os números, pois, devido a sua dedicação à matemática foram doutrinados a crer que "todas as coisas são números".


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  1. 1 Gn 2:18
  2. 2 Gn 1:31