Consumo

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Um consumidor em ação.

O consumo é a atividade que consiste na fruição de bens e serviços pelos indivíduos, pelas empresas ou pelo governo, e que implica a posse e destruição material (no caso dos bens) ou imaterial (no caso dos serviços). Constitui-se na fase final do processo produtivo, precedido pelas etapas da produção, distribuição e comercialização.

Consumo privado[editar | editar código-fonte]

É realizado pelas famílias e pelas empresas pertencentes à iniciativa privada, que como agente econômico, utilizam o rendimento que obtêm na atividade produtiva para comprar bens e serviços necessários à satisfação de suas necessidades, tais como: alimentação, vestuário, habitação, divertimentos, luz, água, energia que tem em casa e que se a gente não toma cuidado pode acabar. Por exemplo o reservatório da cantareira esta com um nível de água muito baixa e abastasse a maioria das pessoas da zona norte. A água poluída é tão pior do que a escassez de água.

Consumo público[editar | editar código-fonte]

O consumo não se restringe às famílias, mas também à Administração Pública. O consumo feito pela Administração Pública é o consumo público, pois esta consome bens e serviços necessários à sua atividade.

Modelos de consumo[editar | editar código-fonte]

John Maynard Keynes ( 1936) - modelo usado para explicar os factores de influência na evolução dos sistemas económicos. Considera o investimento como motor do progresso e que corresponde à propensão a consumir, manifestação directa do dinamismo dos consumidores.

O seu modelo põe em evidencia três tendências fundamentais:

  • o incitamento a investir;
  • a preferência pela liquidez
  • a propensão a consumir

O seu sistema económico está determinado por duas grandes categorias de factores: os dados e as variáveis.

Vejamos:

1- Dados classificados em sete grupos e com referência a uma dimensão psicológica:

a. Volume e qualificação da mão-de-obra;

b. Quantidade e qualidade dos elementos disponíveis;

c. Nível tecnológico

d. Intensidade da competência;

e. Gostos e hábito dos consumidores;

f. Atitudes dos produtores face ao trabalho;

g. Estrutura social em geral;

2- As variáveis independentes e dependentes:

a. Variáveis independentes:

i. Análise económica;

ii. Propensão a consumir;

iii. A curva da eficacidade marginal do capital;

iv. Taxa de interesses.

b. Variáveis dependentes:

i. Volume de emprego;

ii. Produto nacional medido em unidades de salário;

George Katona – os gastos importantes são do tipo discricional e estão sujeitos a verdadeiras decisões, em contraste com a ideia de comportamento habitual. Os gastos não são respostas de tipo automático às alterações de valor nos índices económicos, como, por exemplo, os ganhos obtidos. Não é suposto que a um ganho maior correspondam maiores gastos e vice-versa. Há ocasiões em que os gastos superam os ganhos e outras em que maiores ganhos provocam maior poupança. Para Katona, a alternativa encontra-se nas expectativas, que não são mais do que uma subclasse das atitudes que se projectam no futuro e implicam selectividade. Podemos esquematizar a sua teoria da seguinte forma:

S  P   C

↑    ↓

←←←←←

S – Corresponde às condições e situações económicas objectivas, tais como recessão, taxa de desemprego, inflação, etc.

P – Corresponde às características pessoais dos agentes económicos, tais como as aspirações, as expectativas e os estilos de vida.

C – Corresponde aos comportamentos de compra, a utilização e disposição de bens e serviços.

O consumidor influencia as flutuações económicas através dos gastos ou poupanças que faz.[1]

Consumo sustentável[editar | editar código-fonte]

Como o consumismo conspícuo tem crescido, medidas de proteção ao ambiente tem sido desenvolvidas. O programa de educação de consumo sustentável realizado pela WWF Brasil, chamado Pegada Ecológica, incentiva o consumo de produtos biodegradáveis, racionamento de recursos e produtos de empresas ecologicamente corretas. Em cidades que não têm coleta seletiva ou onde ela é realizada com ineficiência, a pegada ecológica (a marca que cada habitante deixa no planeta) é maior[2] .

Consumo exagerado x Sustentabilidade do planeta[editar | editar código-fonte]

Muito se discute nos dias de hoje o possível Impacto ambiental de um consumo exagerado por parte das classes mais ricas da sociedade. Pesquisadores de várias partes do mundo apontam o consumo excessivo como o principal responsável pelo aumento da degradação do meio ambiente uma vez que é necessário um aumento da produção para cobrir a demanda e este aumento está vinculado com a aceleração do uso de recursos naturais. Por outro lado, governantes, pesquisadores, economistas estudam a parcela que esta prática pode contribuir na sustentabilidade do planeta, sempre discutida por ambos os lados em conferências internacionais sobre o meio ambiente. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente definiu consumo sustentável como "o fornecimento de serviços e de produtos correlatos, que preencham as necessidades básicas e dêem uma melhor qualidade de vida, ao mesmo tempo em que se diminui o uso de recursos naturais e de substâncias tóxicas, assim como as emissões de resíduos e de poluentes durante o ciclo de vida do serviço ou do produto, com a ideia de não se ameaçar as necessidade das gerações futuras". A relação deste consumo ainda está em estudos e pretende mostrar que o planeta Terra não suporta o atual modelo de consumo praticado nos países ocidentais. Para apontar uma alternativa ao consumo sustentável o Pnuma criou o Processo de Marrakech que atua sobre consumos e produção sustentável.

Referências

  1. Barracho,Carlos. Lições de psicologia Económica. [S.l.]: Instituto Piaget, 2001.
  2. Veja como pequenos ajustes na rotina podem melhorar a qualidade de vida do planeta - Globo News, 27 de janeiro de 2010 (visitado em 26-2-2010).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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