Anarquismo cristão

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O Anarquismo cristão (também conhecido como cristianismo libertário) com base nos ensinamentos de Jesus defende que a única autoridade legítima é Deus e repudia qualquer autoridade secular.[1] Alguns anarquistas cristãos se opõem ao uso da violência tanto para ataque como para defesa.[2] Contudo, vertentes libertárias como a dos taboritas, sob o comando militar de Jan Zizka, baseadas em passagens como Mateus 10:34, Lucas 22:36, Eclesiastes 3:1-10, entre outras, não hesitaram em fazer uso da força.

Os anarquistas cristãos se opõem a todo tipo de tirania local ou global, sugerem que há plena compatibilidade entre anarquismo e cristianismo, e argumentam que uma das razões pelas quais Jesus foi perseguido pelo governo romano, pelos líderes religiosos e pelo Sinédrio, foi porque foi visto como um anarquista, como uma ameaça ao status quo. Para eles, a liberdade é justificada espiritualmente através dos ensinamentos de Jesus, e que, na história, o desvio desses ensinamentos foi promovido principalmente por Constantino.

Entre outras coisas, Jesus foi perseguido por realizar curas no dia de sábado, o que segundo seus acusadores, violava a lei mosaica. Além disso, Ele se auto denominou Filho de Deus, o que os doutores da lei de Moisés afirmaram se tratar de uma heresia. E mais, Jesus foi julgado pelas leis de Roma e crucificado por soldados romanos. Ou seja: Jesus é um fora da lei; a lei da sua época foi a justificativa para a sua condenação e calvário. O Filho de Deus foi condenado pelo poder político.

Leon Tolstói (considerado anarquista por alguns críticos, apesar dele sempre negar tal fato), em seu livro O Reino de Deus está em vós, idealiza uma sociedade baseada na compaixão e em princípios não-violentos.[2] [3] A obra desse escritor russo influenciou Gandhi na luta pela independência da Índia e Martin Luther King nos Estados Unidos da América na luta pela emancipação de pobres, negros e mulheres. Tolstói acreditava que para a efetiva destruição do Estado bastava o não pagamento de impostos e a abstenção do serviço militar. Adin Ballou e Ammon Hennacy defenderam idéias semelhantes.

Jacques Ellul embora recomendasse a atitude de Jesus de seguir "como ovelha para o matadouro" como ideal para o cristão, não deixou de colaborar com a resistência francesa contra a ocupação nazista promovida por Adolf Hitler.

Os ideais do anarquismo cristão estão presentes nestes movimentos
Pensadores

Referências

  1. Christoyannopoulos, Alexandre. Christian Anarchism: A Political Commentary on the Gospel. Exeter: Imprint Academic, 2010. 2–4 pp.
  2. a b Christoyannopoulos, Alexandre (março 2010). A Christian Anarchist Critique of Violence: From Turning the Other Cheek to a Rejection of the State Political Studies Association.
  3. Christoyannopoulos, Alexandre. 'Christian Anarchism: A Political Commentary on the Gospel'. Exeter: Imprint Academic, 2010. 19 and 208 pp.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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