Devotio Moderna

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A Devotio Moderna foi um movimento religioso ocorrido de fins do século XIV ao XVI no seio da Igreja Católica.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do século XIV o mundo ocidental mergulhou num período de crise econômica, demográfica e de valores. Em termos espirituais, o clero católico havia enriquecido e demonstrava hábitos dissolutos.

Por volta de 1370, nos Países Baixos, numa reação contra a vida segregada e privilegiada que os monges levavam em seus mosteiros, Gerd Groote abandonou a clausura para se tornar um pregador itinerante e viver no meio do povo. Ele entendia que todo o clero deveria ser muito bem instruído e que o povo deveria ter acesso ao saber para que tivesse condições de ler e decidir por si mesmo. Por essa razão, traduziu trechos da Bíblia e alguns hinos para o vernáculo.

Surgiram assim os "Irmãos e irmãs da Vida Comum", um grupo de homens e mulheres que viviam segregados e valorizando a pobreza, a humildade, a obediência e a autonegação. O seu maior propósito era reformar a igreja oficial através da educação da juventude, da instrução religiosa transmitida ao povo e da caridade ao próximo.

Essas atitudes deram início ao movimento que se denominou "Devotio Moderna", que rapidamente se espalhou por toda a Europa Ocidental. Em seu contexto surgiu um pequeno livro, a "Imitatio Christi" ("Imitação de Cristo"), cuja mensagem espelhava o espírito da "Devotio Moderna". A obra destinava-se a todos, sem exceção, mas principalmente àqueles desejosos de transformar e santificar o seu quotidiano.

Propunha-se assim um modelo de vida religiosa que colocava sacerdotes e leigos no mesmo nível, sem distinções hierárquicas.

Referências

  1. "Devotio Moderna" in Britannica.com


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