Críticas à Igreja Católica

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Críticas à Igreja Católica é uma denominação abrangente para as diversas observações críticas feitas a respeito das posições atuais ou históricas da Igreja Católica. Uma vez que a Igreja Católica é a maior das igrejas cristãs, representando mais de metade de todos os cristãos,[1] e de um sexto da população do mundo.[2] Estas críticas podem não representar a opinião maioritária de todos os crentes cristãos, existindo um certo pluralismo entre os próprios teólogos, padres, e bispos.

O catolicismo e sua relação com outras religiões e sociedades[editar | editar código-fonte]

Relações com a maçonaria[editar | editar código-fonte]

Historicamente, as relações entre o catolicismo e a maçonaria são muito difíceis. Clemente XII foi o primeiro papa a confrontar abertamente a Maçonaria, através de sua bula In Eminenti.[3] Após ele, diversos papas se opuseram à maçonaria, dentre os quais podemos citar Bento XIV, Pio VII, Leão XII, Pio VIII, Gregório XVI, Pio IX e Leão XIII.[4] Bento XVI, em 1983, quando ainda era cardeal e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, explicitou a posição da Igreja Católica que classifica a Maçonaria como "associação que maquina contra a Igreja".[5]

A Igreja criticava os posicionamentos dos maçons contra alguns Estados no século XIX, a defesa da separação entre Igreja e Estado e a visão que Leão XIII chamava de "naturalista".[4] A Igreja também critica o caráter semi-secreto da maçonaria.[3] [4] Em tempos passados os católicos eram proibidos de pertencerem a Maçonaria, sob pena de excomunhão;[3] ainda hoje a Igreja Católica mantém sua posição em relação à instituição,[5] embora pertencer à associação ainda se caracterize "pecado grave", mas não mais sujeito a excomunhão, mas tem restrita a sua participação nos sacramentos.[6]

Apesar da proibição oficial, há membros da igreja na maçonaria. Vários académicos, incluindo alguns estudiosos próximos do catolicismo tradicionalista, afirmam que os Papas João XXIII e Paulo VI seriam ligados a certas lojas maçônicas, ou mesmo filiados à Maçonaria.[7] Também há de se notar que vários maçons e católicos (principalmente os tradicionalistas) consideraram o Concílio Vaticano II como responsável por uma maior tolerância, ou mesmo aproximação, entre Maçonaria e Igreja Católica.[8] [9]

Relações com o protestantismo[editar | editar código-fonte]

Os protestantes e os católicos sempre entraram em controvérsia quanto à veneração, purgatório, primazia papal, justificação pela fé e outras doutrinas, fazendo acusações mútuas de heresia. Apenas pelos esforços ecumênicos, a tese da justificação pela fé foi esclarecida, e não é mais um ponto controverso entre protestantes luteranos históricos e católicos.[10]

esforços ecumênicos para deixarem de lado as diferenças. Porém são criticados por alguns[quem?] membros de ambos os lados: para o lado protestante, há a acusação de a Igreja Católica "não mudar"; e para o lado católico, há a acusação de que o verdadeiro ecumenismo não se dá abandonando a verdade revelada, mas seguindo-a plenamente através da "Igreja do Deus Vivo, Coluna e sustentáculo da Verdade" (I Tim 3:15), a qual os católicos crêem ser a Igreja Católica. Além disso, o dogma católico "fora da Igreja não há salvação" é considerado pelos protestantes como uma barreira que impede a eficácia de um ecumenismo de "mão-dupla". Mas, a Igreja Católica afirma também que todos os não-católicos podem ser salvos, desde que "procuram sinceramente Deus e, sob o influxo da graça, se esforçam por cumprir a sua vontade".[11] Mas, ela defende que todas as pessoas (católicas ou não) que obtiveram a salvação é, de alguma forma, por causa da Igreja Católica, porque a salvação só se tornou possível pelo sacrifício pascal de Jesus Cristo, o fundador e cabeça da Igreja.[11] [12]

Relações com Cultos Afro-Brasileiros[editar | editar código-fonte]

Ainda sob outras denominações, a Umbanda estava incluída na lista dos inimigos do catolicismo já nos anos 1940 do século XX.[13]

Devido ao surgimento e proliferação da Umbanda, a Igreja criou em 1952 um Secretariado Especial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com o objetivo de enfrentar o crescimento do número de fiéis da Umbanda e demais "cultos mediúnicos". Tal subdivisão foi denominada de Secretariado Nacional de Defesa da Fé.[14]

Cquote1.svg A Umbanda é a revivescência das crendices absurdas que os infelizes escravos trouxeram das selvas de sua martirizada pátria africana. Favorecer a Umbanda é involuir, é aumentar a ignorância, é agravar doenças.[15] Cquote2.svg

A Igreja Católica, alegava publicamente que a Umbanda negava importantes fatores sociais, assim o catolicismo vinculava a Umbanda a práticas supersticiosas e sincréticas.[14]

Boaventura Kloppenburg, considerado o mais conhecido e influente intelectual católico do período, assim descrevia os cultos afro-brasileiros:

"Perguntamos, anos atrás, a um grupo de médicos psiquiatras e especialistas em doenças nervosas se é aconselhável, sob o ponto de vista psíquico e médico, "desenvolver a mediunidade" ou "provocar fenômenos espíritas". E todos, com absoluta unanimidade, responderam negativamente, declarando que semelhantes práticas são "nocivas", "prejudiciais", "perigosíssimas", etc. (…) São clamores das autoridades competentes a gritar que as práticas espíritas e umbandistas contrariam a ordem pública, e que, por isso, são contra a Constituição que veda expressamente o exercício da "religião" que "contraria a ordem pública".[16]

Relações com a Ciência e os pensadores laicos[editar | editar código-fonte]

Santo Agostinho (354-430), dizia que a Bíblia deveria ser interpretada à luz da ciência.

Um tema sustentando entre estudiosos na cultura ocidental desde o Iluminismo no século XVIII, é que a religião católica "é inimiga do progresso científico",[17] e muitos consideram que a Igreja e o cristianismo aprovam a "repressão científica". Críticas católicos argumentam, contrariamente que a Igreja Católica teve um papel fundamental no desenvolvimento do pensamento ocidental, uma vez que após a queda do Império Romano, foi a principal responsável pela preservação de textos da Antiguidade Clássica na Europa Ocidental.[18] Monges e religiosos católicos foram um dos principais grupos de tradutores de textos antigos gregos para o latim.[19] [20] Ademais, Santo Agostinho já afirmava, no século V, que as Escrituras deveriam ser interpretadas de acordo com os conhecimentos disponíveis em cada época sobre o mundo natural[21] declarando que a Criação do mundo e do homem, conforme narrada no Livro de Gênesis, possuía elementos metáforicos. São Tomás de Aquino, no século XIII, defendeu também que a e a razão são complementares, porque "provêm ambas de Deus".[22] A Igreja também pediu desculpas por alguns crimes cometidos no passado por homens católicos contra cientistas.[23]

A Igreja Católica oficialmente considera que alguns trechos das Escrituras são alegorias, portadoras de verdade teológica, mas não verdade histórica.[24] Motivo pelo qual muitos teólogos consideram que o criação do homem narrada no Gênesis é alegórica, e aceitam o evolucionismo. Não obstante começando em 1950 com o Papa Pio XII, por meio da encíclica Humani Generis, a Igreja assumiu uma posição neutra com relação à evolução.[25] , porém, alguns setores católicos, notadamente tradicionalistas, se demonstram cétidos na aceitação da teoria.[26] No entanto, a Igreja também afirma que o criacionismo e o design inteligente, não são teorias científicas nem teológicas.[27]

Por outro lado, a Igreja Católica e a Ciência continuam a discordarem-se em questões mais teológicas relacionadas com a infalibilidade e a autenticidade da Revelação divina contida nas Escrituras e na Tradição oral; com a não aceitação da existência de Deus e da alma (e da sua imortalidade) por ausência completa de evidências; com os momentos exactos do princípio e do fim da vida humana; e com as implicações éticas da clonagem, da contracepção ou fertilização artificiais, da manipulação genética e do uso de células-tronco embrionárias na investigação científica.[28] [29]

Galileu Galilei[editar | editar código-fonte]

Galileu: católico convicto, foi condenado a prisão domiciliar perpétua pela Inquisição pelas suas idéias científicas.

Provavelmente, o caso mais famoso de atrito entre um pensador e a Igreja Católica é o de Galileu Galilei, mas historiadores e cientistas modernos [nota 1] veem o caso de Galileu como algo mais complexo do que apenas um confronto entre ciência e religião.[37] [38] Galileu era um grande físico e astrônomo de Pisa, e um dos mais importantes personagens da Revolução Científica.

À época, o modelo cosmológico mais aceito e proclamado pela Igreja e pelo mundo medieval era o de Ptolomeu, que afirmava que a Terra era o centro do universo e os astros a orbitavam. Porém, quase um século antes de Galileu, o cónego Nicolau Copérnico (1473-1543) propõe a teoria heliocêntrica, segundo a qual a Terra, na verdade, gira à volta do Sol, e não o contrário. Naquela altura, as discussões cosmológicas eram favorecidas por certos membros importantes da Igreja, que ficaram positivamente impressionados pelo heliocentrismo e insistiram que essas idéias fossem melhor desenvolvidas. O próprio Cardeal Bellarmino, uma figura importante da Cúria Romana, defendeu a possibilidade da reinterpretação da Bíblia, caso o heliocentrismo fosse provado como cientificamente verdadeiro.[34]

As experiências de Galileu levam-no a defender a veracidade do heliocentrismo, apesar das suas provas experimentais e teóricas não serem totalmente conclusivas.[34] [39] Porém, Galileu foi demasiado longe na sua defesa do heliocentrismo: ele chegou a reinterpretar e usar várias passagens bíblicas para defender o heliocentrismo. Naquela época, a Igreja Católica, opondo-se ao protestantismo, defende que a interpretação da Bíblia era um trabalho exclusivamente reservado para os teólogos, sendo estes supervisionados pelo Santo Ofício.[39] [40] [41] .

A princípio, a Igreja Católica não é contra o heliocentrismo, mas em 1615 o Tribunal do Santo Ofício declara o heliocentrismo herético e a teoria de que a Terra se move "teologicamente errada". Esta condenação do Santo Ofício mostra que a discussão em torno do heliocentrismo, que deveria ser de caráter científico e filosófico, passou a incluir a exegese bíblica e a teologia.[41] O principal livro de Copérnico entra para o index e é proibida a defesa da validade física (mas não da hipótese matemática) do heliocentrismo. Galileu, porém, não se restringe a trabalhar sobre a hipótese, mas defende que a Terra orbita o Sol. Como conseqüência, é proibido de expressar suas opiniões em relação ao heliocentrismo.

Em 1623, Urbano VIII, amigo de Galileu, torna-se o novo Papa. Na década seguinte, concede a Galileu a oportunidade de escrever um livro dissertando sobre as duas teorias, dando-lhe uma oportunidade de defender o heliocentrismo como uma hipótese. Galileu escreve, então, seu Diálogo sobre os dois grandes sistemas do mundo. O caráter ácido do livro e alguns mal-entendidos levam o Papa a crer que Galileu aproveitou-se da oportunidade para ofendê-lo. A Inquisição, então, julga e condena Galileu a abjurar publicamente suas opiniões. Ademais, Galileu é condenado a prisão domiciliar por tempo indeterminado (durante a qual faleceu) e seus livros são postos no Index Librorum Prohibitorum. Apesar disso, pôde continuar a trabalhar em outros estudos científicos que não estavam relacionados com a defesa da veracidade do heliocentrismo.

Porém, com a diminuição das tensões e dos conflitos marcados pela Reforma protestante, a Igreja Católica revê a sua posição quanto à teoria de Copérnico e Galileu. Em 1758, a Igreja retirou as obras heliocêntricas do Index Librorum Prohibitorum.[42] Em 1979, o Papa João Paulo II lamentou os sofrimentos de Galileu causados por católicos e organismos eclesiásticos e defendeu, mais uma vez, que as duas verdades, de fé e de ciência, não podem nunca contradizer-se, acabando por citar também uma afirmação do próprio Galileu: "procedendo igualmente do verbo divino, a escritura santa e a natureza, a primeira como ditada pelo Espírito Santo, a segunda como executora fidelíssima das ordens de Deus." [43] No ano 2000, o Papa João Paulo II emitiu finalmente um pedido formal de desculpas por todos os erros cometidos por alguns católicos nos últimos 2.000 anos de história da Igreja Católica, incluindo o julgamento de Galileu Galilei pela Inquisição.[44] [45]

Críticas a eventos ocorridos na sua história[editar | editar código-fonte]

Inquisição[editar | editar código-fonte]

Estudiosos protestantes a partir do século XVI, e pensadores políticos e filosóficos do século XVII, viam a Inquisição como "um símbolo ideal da intolerância religiosa", estes filósofos e políticos denunciaram a Inquisição, citando-a como a causa para todos as falhas políticas e econômicas em seus países, e a Igreja Católica foi considerada o pior mal religioso da Europa.[46] Católicos por sua vez, destacam algumas singularidades dessa instituição, como o fato, de ter sido criada principalmente para impedir a ação de abusos da população ou de governantes seculares,[47] como Frederico II, que executava hereges por questões políticas,[48] sendo que a Inquisição usava avançados meios judiciais para a época, opondo-se aos ordálios e outras superstições jurídicas.[47] Muitos historiadores também consideram que a visão predominante sobre a Inquisição é um conjunto "de lendas e mitos que, entre os séculos XVI e século XX, estabeleceram o caráter e a percepção dos tribunais inquisitoriais e influenciaram todos os esforços que se seguiram para recuperar sua realidade histórica".[46]

Cruzadas[editar | editar código-fonte]

Desde o início do século VII exércitos islâmicos do Califado haviam conquistado grande parte do sul do Mediterrâneo, e representavam uma ameaça para a cristandade,[49] assim em 1095, o imperador bizantino Aleixo I pediu ao Papa Urbano II para ajudá-lo militarmente contra as invasões muçulmanas,[50] Urbano convoca a Primeira Cruzada, e os próximos papas as estenderiam até a Nona, destinadas a auxiliar o Império bizantino a retomar os antigos terrítórios cristãos, especialmente Jerusalém.[51] Enquanto alguns críticos veêm as Cruzadas como "violência sistemática" por parte da Igreja,[52] outros a consideram um movimento militar defensivo necessário da Europa Ocidental para impedir a dominação islâmica da mesma.[47]

Críticas ao papado[editar | editar código-fonte]

Muitos estudiosos têm acusado a corrupção de determinados papas ao longo da história como sendo os responsáveis pelos principais erros cometidos pela Igreja Católica e pelas críticas direcionadas a ela, especialmente durante o saeculum obscurum e o renascimento, destacando a simonia e o nepotismo.[53] Católicos, por sua vez, argumentam que estes acontecimentos surgiram dentro do contexto social, cultural e religioso de sua época, sendo anacronismo interpretá-los fora desse contexto.[54]

Contrarreforma[editar | editar código-fonte]

O alemão Martinho Lutero, ao ouvir discursos não aprovados pela Igreja a respeito de uma salvação concedida por indulgências, na Alemanha no Século XVI para a construção da Basílica de São Pedro, publica 95 teses protestando contra esta atitude, iniciando a Reforma Protestante, que originou o Protestantismo. Isso deu lugar a Contrarreforma ou Reforma Católica, usada para combater o Protestantismo e para expandir a fé católica para lugares além da Europa, mandando missões jesuítas para catequizarem outros povos.

Por outro lado, diversos historiadores, alegam que a contra-reforma não foi somente um movimento reacionário,[55] [56] [57] por exemplo, Daniel-Rops, da Academia Francesa, nega a existência de relações de causa e efeito entre a reforma católica da reforma protestante: "Nem na ordem cronológica nem na ordem lógica temos o direito de falar de "contrarreforma" para caracterizar esse salto gigantesco, esse admirável esforço de rejuvenescimento e ao mesmo tempo de reorganização que, em cerca de trinta anos, deu à Igreja um rosto novo"…"Se, cronologicamente, a Reforma católica não é uma "contrarreforma", também não é no processo do seu desenvolvimento."[55]

Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

A posição da Igreja Católica e do clero perante a Alemanha nazista é considerada controversa, e existem várias opiniões e conclusões diferentes sobre a questão. Na Alemanha enquanto alguns membros do clero, simpatizaram com o Regime, outros, como o bispo católico de Münster Clemens August von Galen eram ferrenhamente antinazistas e antiracistas.[58]

Prisioneiros sobreviventes no campo de concentração de Dachau no dia da liberação. Dos 2.600 clérigos católicos que foram presos lá durante a Segunda Guerra Mundial, 2000 foram mortos.[59]

Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler foi nomeado chanceler, até então o governo ainda era democrático e pluripartidário, Hitler desejando os votos do Partido do Centro Católico do Reichstag no intuito de conseguir aprovar a Lei de Concessão de Plenos Poderes de 1933[60] [61] [62] [63] , afirma desejar uma aproximação e uma concordata com a Santa Sé, para definir claramente quais os direitos da Igreja na Alemanha,[64] a concordata (Reichskonkordat) foi assinada em 20 de Julho(a assinatura ocorreu porque o Partido do Centro Católico votou a favor da Lei de Concessão de Plenos Poderes de 1933. Porém o governo nazista rapidamente violaria a concordata, dissolvendo organismos da Igreja, bem como o início dos sucessivos atos de violência anti-semíticos, em especial as leis de esterilização obrigatória para as "raças inferiores" de 25 de Julho, ofenderiam principalmente a Igreja Católica[64] , que mantinha uma posição tradicional insistindo na doutrina de que "perante Deus todos são iguais independente de raça".[65] Por conseqüencia antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial em 1937, a encíclica Mit brennender Sorge, do Papa Pio XI, "condenava o neopaganismo da ideologia nazista especialmente sua teoria da superioridade racial (...)".[59] Adolf Hitler foi descrito como um louco e arrogante, sendo o primeiro documento oficial de denúncia do nazismo feita por qualquer organização importante.[51]

Por sua vez, outros historiadores apontam que membros do clero católico, teriam colaborada com o regime nazista, como pelo fato de que após a Segundo Guerra Mundial, clérigos teriam ajudado nazi-fascistas a fugirem para a América do Sul, expedindo-lhes passaportes e salvos condutos, no processo denominado de Ratlines, e durante a Guerra, clérigos terem usado escravos durante o nazismo, pelo que a Santa Sé, achou conveniente indenizar os sobreviventes.[66] [67] {{#tag:ref| [68] [69] [70] O envolvimento destes clérigos com o nacional-socialismo foi relatado em livros como A Santa Aliança, de Eric Frattini,[71] A verdadeira Odessa, de Uki Goñi.[72] O papa João Paulo II em 2005 pediu desculpas pela igreja não ter agido de forma mais ativa contra o nazismo.[23] . O padre Jozef Tiso, ditador eslovaco, deportou judeus, ciganos e opositores. Ele jamais foi condenado pela igreja.[73] [74] . Recentemente, o bispo eslovaco Jan Sokol rezou pela alma de Jozef Tiso, causando polêmica.[75] A igreja foi conivente[76] com o regime croata de Ante Pavelic, que promoveu um grande genocídio.O clero croata participou ativamente das atrocidades e inclusive alguns padres eram guardas de campos de extermínio, como Jasenovac.Os escritores John Cornwell[77] [78] , Santiago Camacho[79] , Karlheinz Deschner[80] e Carlo Falconi[81] abordaram a cumplicidade da igreja com Ante Pavelic. O Vaticano está sendo processado por cumplicidade[82] com Ante Pavelic.

Outros historiadores, apontam que milhares de clérigos católicos também foram perseguidos, assassinados ou mandados para campos de concentração por se manifestarem contra o regime nazista. [83] [59] [64] A reação de Hitler devido a condenação de Pio XII do nazismo, foi violenta e recrudesceu fortemente a perseguição de católicos.[84] A Igreja Católica também mantinha rotas de fuga usadas por opositores do nazismo, como judeus e ciganos[84] tendo salvado de 700.000 a 850.000 judeus.[84] Posteriormente Pio XII alertou um grupo de peregrinos que o anti-semitismo é incompatível com o Cristianismo.[59]

O Tratado de Latrão[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 1929, o Papa Pio XI assinou o Tratado de Latrão com o ditador da Itália Benito Mussolini, nesse acordo que pôs fim à Questão Romana, foi criado o Vaticano, um estado independente da Itália governado pelo Papa e sucessor dos Estados Pontifícios.[85] .O Tratado de Latrão ocorreu porque respaldou a ascensão política de Mussolini e eliminou o Partido Popular (de Dom Luigi Sturzo) para consolidar a ditadura fascista[86] [87] . Em 1931, o Papa Pio XI editou a encíclica Non abbiamo bisogno que condenava o fascismo, e como retaliação a sua publicação, o ditador fascista Benito Mussolini ordenou que fossem dissolvidas as associações católicas de jovens na Itália.[88] Em 1937, o mesmo Papa, por meio da encíclica Mit brennender Sorge condenou o nazismo alemão e sua ideologia racista.[89] Por outro lado, o escritor alemão K.H.Deschner (em seu livro "A Política dos Papas no século XX) afirma que o papa escreveu essa encíclica contra Mussolini a contragosto, em virtude dos bons negócios do Vaticano com o regime fascista[90] . E que Pio XI e Mussolini voltariam a se entender.Segundo o escritor, o motivo do desentendimento entre o Papa e o Duce foram 2: 1 O regime fascista queria monopolizar a educação nacional em detrimento da igreja 2 O regime fascista queria controlar todas as associações juvenis subordinadas ao Vaticano.

Abusos sexuais de crianças[editar | editar código-fonte]

Foram cometidos atos de abuso sexual de crianças por clérigos (cerca de 2% a 4% dos clérigos nos EUA[91] [92] ). Foram feitas denúncias de abuso sexual de menores em muitas partes do mundo, com os casos mais notórios a chegarem às primeiras páginas no Brasil,[93] [94] Portugal,[95] Alemanha[96] , Austrália,[97] Espanha,[98] Bélgica,[99] França,[100] Reino Unido,[101] Irlanda,[102] Canadá[103] e Estados Unidos.[104] [105] Muitas destas denúncias resultaram ou em condenações ou em acordos entre a instituição e os queixosos.[106] [107] Sociólogos e psicólogos afirmam que esse número é comparável com o de outros denominações e grupos religiosos, bem como que a quantidade de clérigos do sexo masculino envolvidos em abusos sexuais é significativamente menor do que a população geral adulta masculina, que pode dobrar esses números.[108] [109]

Face às crescentes denúncias e à gravidade do escândalo, o Papa Bento XVI escreveu, em Março de 2010, uma carta pastoral condenando mais uma vez a pedofilia, que já era condenada pela doutrina católica. Nesta carta, o Papa Bento XVI, que foi acusado de encobrir vários casos de padres pedófilos, expressou a sua profunda "vergonha" pelos crimes de pedofilia cometidos pelos clérigos católicos, "pediu desculpa às vítimas" e disse ainda "que os culpados devem responder “diante de Deus e dos tribunais”". O Papa ainda "“assinalou erros graves de julgamento e falhas de liderança”" dentro da Igreja e pediu a continuação dos "“esforços para remediar os erros passados e prevenir situações idênticas através do direito canónico e da cooperação com as autoridades civis”".[110] [111]

Doutrina ligada à Sexualidade[editar | editar código-fonte]

A Igreja Católica considera o Sexo uma dádiva divina e condena atos como Masturbação e Pornografia.[112] A inseminação artificial é considerada imoral[113] tal como qualquer forma de planejamento familiar que não seja a continência periódica e o recurso aos períodos infecundos como é o caso do Método Billings.[114]

Castidade pré-marital[editar | editar código-fonte]

A Igreja Católica condena o Sexo antes do casamento. Segundo a igreja, o sexo é instrumento divino e abençoado por Deus que concede aos casais o poder da Vida e por isso precisa da devida bênção divina, que é dada no ato do Casamento.[115]

Proibição de métodos contraceptivos e DST-preventivos[editar | editar código-fonte]

A Igreja Católica é contra a grande maioria dos métodos contraceptivos, exceto a castidade, o controle de natalidade natural e o método billings. Por consequência também se opõe ao uso do preservativo e à pílula.

Essa posição é criticada mesmo por alguns[116] [117] membros da própria Igreja que alegam que representa risco à saúde da sociedade perante DSTs e um aumento das situações de gravidez indesejada.

Para a Igreja, a fidelidade no casamento, a castidade e a abstinência sexual são os melhores meios de impedir o avanço do HIV/Aids. Ela considera que promover o uso de preservativos incentiva o que julga um estilo de vida imoral. Para os críticos dessa posição, esta representa um comportamento que contribui para o alastramento da doença.

Postura ante a homossexualidade[editar | editar código-fonte]

Os atos sexuais entre pessoas homossexuais são considerados moralmente errados pela Igreja Católica porque violam a "iconografia de diferenciação e complementaridade sexuais" entre o homem e a mulher e porque são incapazes de gerar vida.[118] Entretanto, para a Igreja, ter tendências homossexuais não é considerado um pecado nem um castigo, mas apenas uma provação. O pecado está em ceder a essas tendências e adotá-las na prática.[119] [120]

Na mesma linha, a Igreja repudia também qualquer reconhecimento legal das uniões entre pessoas do mesmo sexo,[121] tendo-as identificado como (citações durante o ano de 2006): teoria obscura,[122] loucura,[123] ataque violento contra a família e o matrimônio tradicional,[124] forma de ofuscar ou suplantar a família,[125] ataque diabólico para eliminar as famílias,[122] uma transgressão, uma falsa liberdade,[126] entre outras.

Em 2005, o acesso ao sacerdócio na Igreja passou a ser explicitamente negado a quem tenha tendências homossexuais profundas ou apoie a cultura gay, mesmo que não pratique a homossexualidade. No entanto tal regra não se aplica aos padres já ordenados.[127]

Questões ligadas ao conceito de alma e ao valor da vida[editar | editar código-fonte]

Aborto[editar | editar código-fonte]

O aborto é acerrimamente condenada pela Igreja Católica, que alega que o direito à vida consagrado na Bíblia é o mais importante e deve ser respeitado em qualquer circunstância.[128]

Pesquisas com células-tronco[editar | editar código-fonte]

A Igreja é contra as pesquisas usando células-tronco embrionárias. Nos métodos utilizados atualmente para a pesquisa necessita-se utilizar embriões recém-formados, o que para a Igreja é pecaminoso pois ela considera que o início da vida se dá no instante da fecundação, visto que de acordo com seus preceitos a vida não pode ser tirada de qualquer forma.[129]

A Igreja Católica não se opõe ao uso de células-troncos adultas pois, de acordo com ela, estas células podem ser obtidas sem a necessidade de se tirar a vida de um ser humano.[129]

Questões hierárquicas e de organização[editar | editar código-fonte]

Cristo escolheu apenas homens para seu grupo de 12 apóstolos, por isso a Igreja postula que só homens devem ser sacerdotes.[carece de fontes?]

Celibato dos ordenados[editar | editar código-fonte]

Salvo algumas exceções, nomeadamente de casos de ex-pastores protestantes convertidos ao catolicismo e de padres dos ordinariatos pessoais para anglicanos, o celibato é obrigatório para todos os clérigos da Igreja Católica Latina.[130] [131] [132]

Porém, respeitando as tradições orientais, a Santa Sé permitiu nas Igrejas orientais católicas sui iuris que o celibato seja apenas obrigatório para os bispos, que são escolhidos de entre os sacerdotes celibatários, nomeadamente os monges. Nestas Igrejas orientais, os homens casados podem ser ordenados sacerdotes, mas é proibido aos sacerdotes solteiros contraírem "matrimônio depois da ordenação". Isto quer dizer que eles só podem casar antes de se ordenarem, ou seja, antes de se tornarem sacerdotes.[130] [133]

Ordenação de mulheres[editar | editar código-fonte]

A posição católica oficial e histórica é a de que as mulheres não podem ser padres ou bispos devido à doutrina de sucessão apostólica. Os padres e os bispos são sucessores dos Apóstolos e, uma vez que Jesus Cristo escolheu apenas homens para o seu grupo de doze apóstolos, só homens se podem tornar padres ou bispos.[134] Além disso, tem sido claramente estes os ensinamentos da Igreja desde o tempo dos Apóstolos [carece de fontes?]. A 22 de Maio de 1994, o Papa João Paulo II emitiu uma carta apostólica, Ordinatio Sacerdotalis (Ordenação sacerdotal) que reafirmou tal posição e concluiu:

Embora a doutrina sobre a ordenação sacerdotal que deve reservar-se somente aos homens, se mantenha na Tradição constante e universal da Igreja e seja firmemente ensinada pelo Magistério nos documentos mais recentes, todavia actualmente em diversos lugares continua-se a retê-la como discutível, ou atribui-se um valor meramente disciplinar à decisão da Igreja de não admitir as mulheres à ordenação sacerdotal.
Portanto, para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cfr Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja.

Notas

  1. A título de exemplo, estes historiadores e cientistas modernos incluem David C. Lindberg, Ronald Numbers [30] [31] , Craig Rusbult [32] , Russell Maatman [33] , Owen Gingerich [34] , Thomas E. Woods Jr.[35] e Jerome J. Langford [36] .

Referências

  1. Marty, Martin E., Chadwick, Henry, Pelikan, Jaroslav Jan. "Christianity" in the Encyclopædia Britannica Millennium Edition. [S.l.]: Encyclopædia Britannica Inc., 2000.
  2. Number of Catholics and Priests Rises. Página visitada em 2008-02-21.
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Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]