Vida consagrada

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A Vida Consagrada é o nome que a Igreja Católica dá ao modo de viver das pessoas que deixaram as suas vidas profissionais e familiares e seu próprio futuro no mundo, numa tentativa de abnegação de si mesmo na vivência de votos ou conselhos evangélicos em restrito seguimento de Jesus Cristo numa busca de cristiformização em vista do serviço à Igreja na evangelização, intercessão e promoção da dignidade humana. É comum também que dediquem a sua consagração de vida à Santíssima Virgem Maria.

Existem duas realidades, Vida e Aliança. O exemplo acima se encaixa nos moldes daqueles que optaram por ser "Comunidade de Vida". No entanto, a vida consagrada também se estende aos que são "Comunidade de Aliança", onde os que vivem essa realidade, permanecem com sua "vida secular" mas tendo uma posição e opção diferente mediante ao mundo. Um sinal do Eterno no meio comum.

Segundo a Igreja Católica, a vida consagrada deve ser vista como "uma resposta livre a um chamamento particular de Cristo, mediante a qual os consagrados se entregam totalmente a Deus e tendem para a perfeição da caridade sob a moção do Espírito Santo"[1]

As pessoas consagradas, que podem ser leigos ou clérigos, homens ou mulheres, normalmente agrupam-se em institutos de vida religiosa (ordens religiosas e congregações) ou em institutos seculares, existindo porém aqueles que vivem isoladamente ou até em comunidade aberta, junto dos outros leigos não-consagrados. Dentro da Igreja Católica, existem vários institutos de vida religiosa, como por exemplo agostinianos, anunciadas, beneditinos, betlemitas, carmelitas, cartuxos, celestes, clarissas, concepcionistas, franciscanos, mínimos, jerónimos, trapistas, visitandinas e tantas outras comunidades de frades, freiras, monges e monjas católicos.

Tal vivência consagrada se remete também aos membros das Comunidades novas, que embora não tenham a chamada Vida Consagrada citada aqui em sentido clássico, são homens e mulheres que nas últimas décadas vem "consagrando suas vidas a Cristo" em associações privadas de fiéis denominadas por Comunidades Novas.

Votos religiosos e conselhos evangélicos[editar | editar código-fonte]

Os Conselhos Evangélicos presentes na versão bíblica da vida de Cristo - seguidos pelos consagrados mediante os votos religiosos professados em institutos religiosos (comumente chamados apenas de Votos) - são aspectos pelos quais tais religiosos vivem a restrita "uniformização com Cristo", sendo considerados "novos Cristos" para a Igreja. Através destes Votos tais religiosos seguem as constituições dos seus respectivos institutos, vivendo segundo o "carisma" do mesmo os conselhos evangélicos mais comuns.

O grau de seguimento e cumprimento destes conselhos evangélicos variam de instituto para instituto, sendo as ordens religiosas mais austeras, onde os Votos são professados solenemente. Isto em oposição às congregações religiosas, que só obrigam os seus membros a professarem os Votos na sua versão mais simples. A diferença mais marcante destas duas versões está no cumprimento do voto da pobreza.

A vida de clausura é um voto comum em inúmeras ordens religiosas.

Os mais comuns votos religiosos professados são três:

  • Pobreza - seguindo o Cristo bíblico que, sendo rico e todo-poderoso, se fez pobre por amor incondicional aos homens. Logo, por meio deste voto, os que prometeram cumpri-lo não podem mais ter bens pessoais, renunciando aos bens que já tinham e dispensando tudo o que venha a ter como posse e tudo o que por força de trabalho precisarem ter é apenas propriedade do seu instituto religioso. Normalmente, esta visão é defendida pelas ordens religiosas, enquanto que as congregações religiosas têm uma visão menos austera e mais simples do voto da pobreza, permitindo assim aos seus membros a posse, mas não o uso, de bens pessoais.
  • Castidade (através do celibato - cuja finalidade, segundo a Igreja Católica, seria os professados terem um "coração indiviso para Deus", fazendo-os seguir por isso a "continência".
  • Obediência - todo aquele que for superior de um instituto religioso ou de alguma parte do mesmo passa automaticamente a ter grande autoridade sobre os professados, que devem sempre obedecer aos seus superiores, que fazem as vezes de Deus para eles.

Existe, ainda, um outro voto professado em inúmeras ordens religiosas: o do religioso(a) aceitar levar uma vida de clausura monástica ou conventual.

Na visão da Igreja Católica, os conselhos evangélicos tem uma origem divina, mais exatamente, cristológica. Estão fundamentados nas palavras, na doutrina e nos exemplos de Cristo, em suma, na sua vida do Jesus bíblico. A suposta vida e doutrina de Jesus relatada na Bíblia estão na base de toda a forma de "vida cristã" e, de maneira especial, na base da "vida consagrada". Eles não são obrigados aos cristãos todos, muito menos lhes é prerrogativa de uma vida mais ou menos santa, apenas são obrigados àqueles que livremente optaram por segui-los para atingirem não só a uma salvação (e portanto uma santidade), mas também uma perfeição, de acordo com os preceitos católicos. Quando se fala na vida de Jesus, não se refere aos seus aspectos, mas às suas dimensões.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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