Religiões no Brasil

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A religião no Brasil é muito diversificada e caracteriza-se pelo sincretismo. A Constituição prevê a liberdade de religião e a Igreja e o Estado estão oficialmente separados, sendo o Brasil um Estado laico.[1] A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de intolerância, sendo a prática religiosa geralmente livre no país. Segundo o Relatório Internacional de Liberdade Religiosa de 2005, elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, a "relação geralmente amigável entre religiões contribui para a liberdade religiosa" no Brasil.[2] O Brasil é um país religiosamente diverso, com a tendência de mobilidade entre as religiões e o sincretismo religioso.[3]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Religiões no Brasil (Censo de 2010)[4]
Religião Porcentagem
Catolicismo romano
  
64,6%
Protestantismo
  
22,2%
Sem religião
  
8%
Espiritismo
  
2%
Outras
  
3,1%

A população brasileira é majoritariamente cristã (87%), sendo sua maior parte católico-romana (64,4%).[5] Herança da colonização portuguesa, o catolicismo foi a religião oficial do Estado até a Constituição Republicana de 1891, que instituiu o Estado laico. Também estão presentes os movimentos básicos do protestantismo: adventismo, batistas, evangelicalismo, luteranos, metodismo e presbiterianismo. No entanto, existem muitas outras denominações religiosas no Brasil, algumas dessas igrejas são: pentecostais, episcopais, restauracionistas, entre outras. Há mais de três milhões e meio de espíritas (ou kardecistas) que seguem a doutrina espírita, codificada por Allan Kardec. O animismo também é forte dividindo-se em candomblé, umbanda, esoterismo, santo daime e tradições indígenas.[6] Existe também uma minoria de muçulmanos, budistas, judeus e neopagãos. 8% da população (cerca de 15 milhões de pessoas) declarou-se sem religião no último censo, podendo ser agnósticos, ateus ou deístas.[5]

Nas últimas décadas, tem havido um grande aumento de igrejas neopentecostais, o que diminuiu o número de membros tanto da Igreja Católica quanto das religiões afro-brasileiras.[7] Cerca de noventa por cento dos brasileiros declararam algum tipo de afiliação religiosa no último censo realizado.[8]

O censo demográfico realizado em 2010, pelo IBGE, apontou a seguinte composição religiosa no Brasil: 64,6% dos brasileiros (cerca de 123 milhões) declaram-se católicos; 22,2% (cerca de 42,3 milhões) declaram-se protestantes (evangélicos tradicionais, pentecostais e neopentecostais); 8,0% (cerca de 15,3 milhões) declaram-se irreligiosos: ateus, agnósticos, ou deístas; 2,0% (cerca de 3,8 milhões) declaram-se espíritas; 0,7% (1,4 milhão) declaram-se as testemunhas de Jeová; 0,3% (588 mil) declaram-se seguidores do animismo afro-brasileiro como o Candomblé, o Tambor-de-mina, além da Umbanda; 1,6% (3,1 milhões) declaram-se seguidores de outras religiões, tais como: os budistas (243 mil), os judeus (107 mil), os messiânicos (103 mil), os esotéricos (74 mil), os espiritualistas (62 mil), os islãmicos (35 mil) e os hoasqueiros (35 mil). Há ainda registros de pessoas que declaram-se baha'ís e wiccanos, porém nunca foi revelado um número exato dos seguidores de tais religiões no país.[4]

Grupos religiosos[editar | editar código-fonte]

Bahá'í[editar | editar código-fonte]

Budismo[editar | editar código-fonte]

Templo budista Zu Lai em Cotia, São Paulo.

O budismo é provavelmente a maior de todas as religiões minoritárias do Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010 havia 243 966 budistas no Brasil[4] - em 1991: 236.408 budistas, em 2000 214.873 budistas no país (- 9.1%)[9] O número relativamente grande de seguidores é devido, principalmente, a grande comunidade japonesa brasileira. Cerca de um quinto da comunidade japonesa no Brasil é seguidora do budismo. Ramos budistas japonesas, como o Budismo de Nitiren (mais notavelmente a Soka Gakkai), Jodo Shinshu e Zen são os mais populares.

No entanto, nos últimos anos tradições chinesas e do sudeste asiático, como a Mahayana e Theravada, estão ganhando popularidade. O budismo foi introduzido no Brasil no início do século XX, por imigrantes japoneses, embora agora, 60% dos brasileiros japoneses sejam cristãos devido às atividades missionárias e casamento. No entanto, a cultura brasileira japonesa tem uma substancial influência budista.

Cristianismo[editar | editar código-fonte]

Catolicismo[editar | editar código-fonte]

Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, um dos maiores templos católicos do mundo.

A principal religião do Brasil, desde o século XVI, tem sido o catolicismo romano. Ela foi introduzida por missionários jesuítas que acompanharam os exploradores e colonizadores portugueses nas terras do país recém-descoberto. O Brasil é considerado o maior país do mundo em número de católicos nominais, com 64,6% da população brasileira declarando-se católica, de acordo com o Censo do IBGE de 2010.[4]

No transcorrer do século XX, foi perceptível uma diminuição no interesse pelas formas tradicionais de religiosidade no país. Um reflexo disso é o aparecimento de grande número de pessoas que se intitulam católicos "não-praticantes". Uma pesquisa de 2007 da Fundação Getúlio Vargas, no entanto, indicou pesquisas mostram que o número de católicos estagnou no país depois de mais de 130 anos de queda.[10] Entretanto, segundo dados do Censo do IBGE, entre os anos 2000 e 2010, o total de católicos diminuiu 1,4%, enquanto a população brasileira aumentou 12,3%. Em 2010, havia 123,2 milhões de católicos no País; em 2000, eram 124,9 milhões. Em dez anos, a comunidade católica perdeu uma população equivalente à de Curitiba.[4] [11]

Entre as tradições populares do catolicismo no Brasil estão as peregrinações à Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o quarto santuário mariano mais visitado do mundo,[12] e é capaz de abrigar até 45.000 fiéis.[13] . Nossa Senhora Aparecida acabou por tornar-se a Padroeira do Brasil.[14] Outras festas católicas importantes são o Círio de Nazaré, Festa do Divino, a Festa do Divino Pai Eterno, mais conhecida como Romaria de Trindade, em Goiás, e a Romaria de Nossa Senhora Medianeira, que ocorre anualmente no segundo domingo de novembro, em Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul.[carece de fontes?]

A Renovação Carismática Católica (RCC) chegou ao Brasil no começo dos anos 1970.[15] O movimento busca dar uma nova abordagem à evangelização e renovar algumas práticas da tradição católica, incentivando uma experiência pessoal com Deus através do Espírito Santo. Assemelha-se em certos aspectos às Igrejas Pentecostais, como no uso dos dons do Espírito Santo, na adoção de posturas que são consideradas fundamentalistas e numa maior rejeição ao sincretismo religioso por parte de seus integrantes.[16]

A maior proporção de católicos está concentrada nas regiões Nordeste (72,2%) e Sul (70,1%) do país.[17] A menor proporção de católicos é encontrado na região Centro-Oeste. O Piauí tem a maior proporção de católicos (85,1%) e Rio de Janeiro tem a menor (45,8%). O município com o maior número de seguidores do catolicismo no Brasil é União da Serra, no Rio Grande do Sul, onde 99% da população se considera católica.[18]

Protestantismo[editar | editar código-fonte]

O protestantismo é o segundo maior segmento religioso do Brasil, representado principalmente pelas igrejas evangélicas, com cerca de 42,3 milhões de fiéis, o que representa um quarto da população brasileira.[19] Entre as maiores denominações protestantes tradicionais do Brasil em número de adeptos estão os batistas (3,7 milhões), presbiterianos (1,5 milhão)[20] , adventistas do sétimo dia (1,5 milhão)[21] , luteranos (1 milhão) e metodistas (340 mil). Entre os protestantes evangelicalistas (ou pentecostais e os neopentecostais), os grupos com o maior número de seguidores são a Assembleia de Deus (12,3 milhões), a Congregação Cristã no Brasil (2,3 milhões), a Igreja Universal do Reino de Deus (1,8 milhão) e a Igreja do Evangelho Quadrangular (1,8 milhão).[4]

O segmento religioso cristão protestante apresentou um forte crescimento no país nos últimos anos, aumentando o seu número de seguidores em 61% no período compreendido entre 2000 e 2010.[5]

O protestantismo chegou ao Brasil pela primeira vez com viajantes e nas tentativas de colonização do Brasil por huguenotes (nome dado aos reformados franceses) e reformados holandeses e flamengos durante o período colonial. Esta tentativa não deixou frutos persistentes. Uma missão francesa enviada por João Calvino se estabeleceu, em 1557, numa das ilhas da Baía de Guanabara, fundando a França Antártica.

Os dados do Censo 2010 mostram que as religiões protestantes de origem pentecostal são as que têm a maior proporção de fieis com renda per capita inferior a um salário mínimo: 63,7% do total. Os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também mostram diferenças entre as áreas rurais e urbanas do país. Nas zonas rurais, 77,9% são católicos e 10,1% são evangélicos de origem pentecostal, enquanto nas zonas urbanas esses percentuais são de 62,2% e 13,9%, respectivamente. Na média do país, 64,6% se declararam católicos e 12,2%, evangélicos pentecostais[22]

Adventismo[editar | editar código-fonte]

No Brasil são 1.561.071 membros da IASD em 2010[23] sob a coordenação de sete Uniões que administram as Associações e Missões. As instituições da IASD do Brasil e de sete países latino-americanos formam a Divisão Sul Americana, com sede em Brasília, Distrito Federal.[24]

Primeira Igreja Adventista do Brasil em Santa Catarina.

O adventismo chegou no Brasil em 1884 através de publicações que chegaram pelo porto de Itajaí com destino a cidade de Brusque, no interior de Santa Catarina. Em maio de 1893 chegou o primeiro missionário adventista, Alberto B. Stauffer que introduziu formalmente através da Colportagem os primeiros contatos com a população. Em abril de 1895 foi realizado o primeiro batismo em Piracicaba, SP, sendo Guilherme Stein Jr o primeiro converso. Inicialmente os estados brasileiros com maior presença germânica foram atingidos pela literatura adventista. Conforme informações repassadas pelo pastor F Westphal, a primeira Igreja Adventista do Sétimo Dia em solo nacional foi estabelecida na região de Gaspar, em Santa Catarina, em 1895, seguida por congregações no Rio de Janeiro e em Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, todas no mesmo ano.[25]

Com a fundação da gráfica adventista em 1905 em Taquari, RS (atual Casa Publicadora Brasileira[26] localizada em Tatuí-SP), o trabalho se estabeleceu entre os brasileiros e se expandiu em todos os estados. A primeira Escola Adventista no Brasil surgiu em 1896 na cidade de Curitiba. Em 2005 somam-se 393 escolas de ensino fundamental e 118 do ensino médio com o total de 111.453 alunos e seis instituições de Ensino Superior (IES) com mais de cinco mil alunos que tem no Centro Universitário Adventista de São Paulo, sua matriz educacional. O UNASP[27] como é conhecida esta IES, surgiu em 1915, no Capão Redondo, SP e hoje conta com três campi: na cidade de São Paulo, em Engenheiro Coelho e Hortolândia.

Mormonismo[editar | editar código-fonte]

O mormonismo chegou no Brasil em 1923, por meio de imigrantes alemães, porém o trabalho de proselitismo só se iniciou em 1928.[28] De acordo com dados do IBGE, existiam 226 509 mórmons no Brasil,[4] apesar de dados da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias relatarem possuir pouco mais de 1,1 milhão de adeptos no país,[29] [30] com um crescimento de aproximadamente 460% nos últimos seis anos.[31]

A Igreja Mórmon no Brasil é presidida pelos Élderes (título que significa "senhor","Irmao mais velho", "ancião") Cláudio R. M. Costa (Presidente)[32] , Carlos A. Godoy (Primeiro Conselheiro)[33] e Jairo Mazzagardi (Segundo Conselheiro)[34] . Até abril de 2007, os mórmons eram divididos em duas áreas geográficas distintas, a Área Brasil Norte (sediada em Recife), e a Área Brasil Sul (sediada em São Paulo). No país, os mórmons, também chamados de santos dos últimos dias, têm seis templos construídos, dedicados e em funcionamento (em São Paulo, Recife, Porto Alegre, Campinas, Curitiba e Manaus) e dois a construir em Fortaleza e Rio de Janeiro. Pela crença mórmon, nesses templos são realizadas ordenanças como batismo vicário e selamento de famílias, além de ser um lugar de aprendizado e espiritualidade. Somente membros batizados e dignos podem entrar os templos.[35] [36] A Igreja Mórmon realiza reuniões de adoração aos domingos em suas igrejas pelo Brasil que estão abertas ao público.[37]

Cristianismo oriental[editar | editar código-fonte]

A Igreja Ortodoxa também se faz presente no Brasil. A Catedral Metropolitana Ortodoxa, localizada em São Paulo, na rua Vergueiro, além de ser a da Arquidiocese da Igreja Católica Ortodoxa Antioquina de São Paulo é, também, de todo o Brasil. É um exemplo de construção arquitetônica bizantina que pode ser apreciado na América do Sul. Seu projeto, cuja edificação teve início da década de 1940, foi inspirado na Basílica de Santa Sofia em Constantinopla (atual Istambul) e foi inaugurada em janeiro de 1954. De acordo com dados do IBGE, existiam 131 571 cristãos ortodoxos no Brasil.[4]

A Igreja Ortodoxa está representada no Brasil pelas seguintes jurisdições: Patriarcado de Antioquia, Patriarcado de Moscou, Patriarcado da Sérvia, Igreja Ortodoxa da Grécia, Igreja Ortodoxa da Ucrania e Igreja Ortodoxa da Polonia; e se encontra presente nos estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Pernambuco.[carece de fontes?]

Testemunhas de Jeová[editar | editar código-fonte]

De acordo dados do Censo de 2010 do IBGE, existiam 1 393 208 Testemunhas de Jeová no Brasil,[4] que se distribuem em 10.926 congregações. O Brasil é na atualidade um dos países com maior número de Testemunhas de Jeová. Em 2011, foram feitos 27.425 batizados no país. No evento da Comemoração da Morte de Cristo estiveram presentes 1.748.226 pessoas. Foram realizados 801.007 estudos Bíblicos pelas Testemunhas no Brasil. Foram dedicadas 145.889.031 horas na pregação das Boas Novas no país.[38]

Espiritismo[editar | editar código-fonte]

De acordo com o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, o Brasil possuía 3,8 milhões de espíritas, sendo esse o terceiro maior grupo religioso do país, representando cerca de 2% da população brasileira.[4] Com efeito, o IBGE trata os termos kardecismo e espiritismo como equivalentes em sua classifição censitária.[39]

A doutrina espírita teve através de nomes como Bezerra de Menezes e Chico Xavier a oportunidade de se popularizar, espalhando seus ensinamentos por grande parte do território brasileiro. Hoje, o país é o que reúne o maior número de adeptos do espiritismo no mundo. Os espíritas são, também, o segmento social que têm maior renda e escolaridade, segundo os dados do mesmo Censo. Bezerra de Menezes foi presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB) por duas gestões. A FEB foi fundada em janeiro de 1884, por Elias da Silva, com a finalidade de unificar o pensamento espírita no Brasil.[40]

Como doutrina filosófica, o espiritismo foi sistematizado pelo pedagogo francês Allan Kardec n'O Livro dos Espíritos, publicado em 18 de abril de 1857.[41] No Brasil, contudo, houve uma forte ressignificação das ideias espíritas, que foram carregadas de um viés muito mais religioso do que o existente na Europa. Foi dentro dessa perspectiva que o espiritismo foi amplamente divulgado no Brasil, ainda na segunda metade do século XIX, atraindo principalmente a classe média. Em setembro de 1865, em Salvador, Bahia, foi criado o "Grupo Familiar do Espiritismo", o primeiro centro espírita brasileiro. Em 1873, fundou-se a "Sociedade de Estudos Espíritas", com o lema "Sem caridade não há salvação; sem caridade não há verdadeiro espírita". Esse grupo dedicou-se a traduzir para o português as obras de Kardec, como "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Céu e o Inferno" e "A Gênese".[42]

Islamismo[editar | editar código-fonte]

Segundo o Censo de 2010, havia 35 167 muçulmanos no Brasil.[4] Acredita-se que o islã chegou ao Brasil por meio de escravos africanos muçulmanos trazidos da África Ocidental. O Brasil recebeu mais muçulmanos escravizados do que qualquer outro lugar nas Américas.[43] Durante o Ramadã, em janeiro de 1835, um pequeno grupo de escravos negros e libertos de Salvador, na Bahia, inspirados por professores muçulmanos, se levantaram contra o governo no que ficou conhecido como Revolta dos Malês, a maior rebelião escrava no Brasil. (Muçulmanos eram chamados de malês na Bahia por causa da palavra imale do iorubá, que designava um muçulmano iorubá.) Temendo que o exemplo pudesse ser seguido, as autoridades brasileiras começaram a vigiar os malês com muito cuidado e, nos anos subsequentes, intensos esforços foram feitos para forçar conversões para o catolicismo e apagar a memória popular e o apreço pelo islã.[44] No entanto, a comunidade muçulmana africana não foi eliminada com facilidade, e em 1910, estima-se que ainda havia cerca de 100.000 africanos muçulmanos vivendo no Brasil.[45]

Uma tendência recente tem sido o aumento nas conversões ao islamismo entre os cidadãos não-árabes.[46] Uma fonte muçulmana recente estima que existem cerca de 10 mil muçulmanos convertidos no Brasil.[47] Os líderes da comunidade muçulmana no Brasil estimam que há entre 70.000 e 300.000 muçulmanos no país, com o menor valor que representando aqueles que praticam a religião, enquanto a estimativa mais elevada incluiria também membros nominais.[46]

Judaísmo[editar | editar código-fonte]

De acordo com dados do censo de 2010, existiam 107 329 judeus no Brasil, apesar de outras fontes apresentarem um número maior de seguidores.[48] A maior proporção de judeus é encontrado nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.[49]

Os judeus chegaram pela primeira vez no Brasil como cristãos-novos ou convertidos, nomes aplicados aos judeus ou muçulmanos que se converteram ao catolicismo, a maioria deles à força. De acordo com os relatórios da Inquisição, muitos cristãos-novos que viviam no Brasil durante o período colonial foram condenados por secretamente manterem costumes judaicos.[50] Estes relatórios podem não ser confiáveis ​​desde a Inquisição confiscou os bens terrenos de suas vítimas, e tinha um interesse directo na denúncia e convencendo-os.

Em 1630, os holandeses conquistaram partes do nordeste do Brasil e permitiram a prática aberta de qualquer religião. Muitos judeus vieram dos Países Baixos para viver no Brasil na área dominada pelos holandeses. A maioria deles eram descendentes dos judeus portugueses que tinham sido expulsos de Portugal, em 1497. Em 1636, a Sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira sinagoga das Américas, foi construída no Recife, a capital da Nova Holanda (Brasil Holandês).[50] O edifício original permanece intacto até hoje,[51] mas os judeus foram forçados a sair do Brasil quando o Império Português retomou as terras em 1654.[52]

A primeira vez que judeus ficaram no Brasil e puderam praticar abertamente a sua religião aconteceu quando a primeira constituição brasileira concedeu liberdade de religião em 1824, logo após a independência. Eles eram principalmente judeus marroquinos, descendentes dos judeus espanhóis e portugueses que tinham sido expulsos da Espanha em 1492 e de Portugal em 1497.

A primeira onda de judeus sefarditas foi ultrapassada pela maior onda de imigração de judeus ashkenazi, que chegou no final do século XIX e início do século XX, principalmente da Rússia, Polônia, Bielorrússia e Ucrânia. Um último grupo significativo veio, fugindo do nazismo e da destruição que se seguiu pela Segunda Guerra Mundial.

Neopaganismo[editar | editar código-fonte]

Começam a se difundir entre os brasileiros, atualmente, as religiões neo-pagãs, como a Wicca e o Neo-druidismo. Com a Wicca acontece um fator mais expressivo e especial. No Censo 2010, os wiccanos foram incluídos no grupo de "outras religiosidades" e "não determinadas".[4] De qualquer forma, desde a década de 1990 a Wicca, ou a Bruxaria moderna em geral, têm crescido muito no país, especialmente no Rio de Janeiro, Nordeste e São Paulo.[53]

Segundo o Censo demográfico realizado no ano de 2010 no Brasil pelo IBGE, a religião Wicca e o Paganismo não foram incluídos na relação das religiões existentes no país, desta forma, podemos dizer que muitos dos seguidores das religiões pagãs ou se formos ser mais específicos, da religião Wicca, foram distribuídos entre as tradições esotéricas (74.013 seguidores), outras religiões (11.306 seguidores) ou religiosidade não determinada/mal definida (628.219 seguidores).[4]

Contudo, sabemos que dentro deste contexto, a religião Wicca não é a única religião existente dentro do paganismo ou neo-paganismo, mas sendo ela a mais representativa e presente junto ao diálogo inter-religioso de nosso país, a coloca como a de maior expressão, conseguinte, a de maior número junto às demais religiões neo-pagãs. Neste prisma, podemos fazer um cálculo estimativo e aproximado de que haja em torno de 350 mil à 400 mil seguidores da religião Wicca em nosso país.[54]

Religiões afro-brasileiras e indígenas[editar | editar código-fonte]

Mãe Stella de Oxóssi Iyálorixá do Candomblé, Salvador, Bahia.

Com a vinda dos escravos para o Brasil, seus costumes deram origem a diversas religiões, tais como o candomblé, que tem milhões de seguidores, principalmente entre a população negra, descendente de africanos. Estão concentradas em maior número nos grandes centros urbanos do Norte e do Nordeste do país, mas também com grande presença no Sudeste. Diferente do candomblé, que é a religião sobrevivente da África ocidental, há também a Umbanda, que representa o sincretismo religioso entre o catolicismo, espiritismo e os orixás africanos. As religiões de matriz africana foram e ainda são perseguidas e discriminadas no Brasil.[55]

As chamadas religiões afro-brasileiras compõem o candomblé que é dividido em várias nações, o batuque, o Xangô do Recife e o Xambá foram trazidas originalmente pelos escravos. Estes escravos cultuavam seu Deus, e as divindades chamadas Orixás, Voduns ou inkices com cantos e danças trazidos da África.

Nas práticas atuais, os seguidores da umbanda deixam oferendas de alimentos, velas e flores em lugares públicos para os espíritos. Os terreiros de candomblé são discretos da vista geral, exceto em festas famosas, tais como a Festa de Iemanjá em todo o litoral brasileiro e Festa do Bonfim na Bahia. Estas religiões estão em todo o país.

O Brasil é bastante conhecido pelos ritmos alegres de sua música, como o Samba e a conhecida como MPB (música popular brasileira). Isto pode relacionar-se ao fato de que os antigos proprietários de escravos no Brasil permitiam que seus escravos continuassem sua tradição de tocar tambores (ao contrário dos proprietários de escravos dos Estados Unidos que temiam o uso dos tambores para comunicações).

A umbanda é considerada por muitos uma religião nascida no Brasil em 15 de novembro de 1908 no Rio de Janeiro. Embora existam relatos de outras datas e locais de manifestação desta religião antes e durante este período[56] [57] seus adeptos aceitam esta data como o início histórico da mesma.

Do Estado da Bahia para o Norte há também práticas diferentes tais como Pajelança, Catimbó, Jurema, Tambor-de-Mina e Terecô com fortes elementos indígenas.

Hinduísmo[editar | editar código-fonte]

Existem pequenas comunidades hinduístas no Brasil.

Religiões hoasqueiras[editar | editar código-fonte]

Nas décadas mais recentes, tem crescido no Brasil o número de adeptos de religiões que fazem uso do chá Hoasca (também conhecido como ayahuasca) em seus rituais. São as religiões hoasqueiras, que se originaram na Floresta Amazônica e hoje se expandem nos grandes centros urbanos. Entre elas, as mais representativas e organizadas são o Santo Daime, a União do Vegetal.[58]

Em 2004, o Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas (CONAD), atual órgão do Ministério da Justiça brasileiro, reconheceu a legitimidade do uso religioso da ayahuasca e a legalidade de sua prática. Seu uso para fins religiosos foi regulamentado pelo CONAD em 25 de janeiro de 2010, em resolução na qual se estabelece as normas legais para a utilização do chá pelas instituições religiosas.[59]

Não religiosos[editar | editar código-fonte]

De acordo com dados do Censo brasileiro de 2010 do IBGE, 8,0% da população brasileira declarou-se "sem religião" (o que equivale a 15,3 milhões de pessoas), dentre as quais cerca de 615 mil declararam-se ateias.[4] No Censo de 2000, estes correspondiam a 7,4% (cerca de 12,5 milhões) da população.[60] Em 1991 essa porcentagem era de 4,7%. Cabe salientar que o IBGE, órgão oficial de pesquisas, não pergunta quem de fato é ateu, quem é agnóstico, e quem apenas não segue alguma religião preestabelecida, embora conserve a sua fé em algo transcendental, denominando todos estes grupos pelo termo "sem religião". Uma pesquisa realizada pela empresa Ipsos a pedido da agência de notícias Reuters revelou que 3% dos brasileiros entrevistados não acreditam em deuses ou seres supremos.[61]

No Brasil, o estado da Bahia é o terceiro com maior número de pessoas sem religião; o primeiro é o Rio de Janeiro.[62] A capital bahiana, Salvador, tem a maior porcentagem nacional de pessoas sem religião entre as capitais, 18% da população.[62] No país todo, são mais numerosos entre os homens e entre os habitantes com menos de 55 anos.[62] A cidade com o maior percentual de ateus é Nova Ibiá, com 59,85% dos habitantes, de acordo com o censo de 2000 do IBGE.[63] O segundo lugar fica com Pitimbu, na Paraíba, com 42, 44%.[63] De acordo com dados do Censo de 2010, no entanto, o município do Chuí, no Rio Grande do Sul, é o que apresenta a maior proporção de pessoas sem religião, onde 54% dos habitantes declarou não professar nenhuma fé.[18]

Atualmente, apenas os ditos católicos e evangélicos superam em número os não-religiosos. Em comparação, estima-se que a média mundial de não-religiosos é de 23,5% da população total.[64]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Laicidade do Estado brasileiro[editar | editar código-fonte]

A Constituição brasileira de 1988 instituiu uma divisão entre as religiões e o Estado, consolidando o conceito de Estado laico. O governo instituído não pode favorecer, nem interditar, as atividades das religiões. Além disso, não pode impor uma religião específica aos seus cidadãos, nem discriminá-los em razão de não seguirem a religião majoritária.

Artigo 5° (Caput).

IV- é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

VIII- ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

Artigo 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I- estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.

|Constituição brasileira de 1988[65]

Tal princípio constitucional, o conceito de Estado laico, já é bem antigo no Brasil, tendo sido instituído pela Constituição de 1891.

Artigo 72 (Caput)

§7°- Nenhum culto ou igreja gozará de subvenção oficial, nem terá relações de dependência ou aliança com o Governo da União ou dos Estados. - Constituição Republicana de 1891[66]

Uma cruz cristã pendurada na parede da sede do Supremo Tribunal Federal. A presença de símbolos religiosos em repartições públicas é criticada por alguns setores da sociedade, por considerarem essa uma forma de discriminação religiosa e desrespeito ao laicismo.[1]

No entanto, apesar da Constituição do Brasil definir o Estado como laico e ter oficializado a separação entre a Igreja e o Estado,[1] o governo brasileiro mantém uma concordata com o Vaticano,[2] o que, de acordo com alguns especialistas, cria um estatuto privilegiado para a Igreja Católica no país.[67] No entanto, para outros especialistas o acordo não cria privilégios e "todas as religiões estão livres para estabelecer a mesma relação com o Estado, se assim o desejarem".[67] [68]

A presença de símbolos religiosos, como a cruz cristã, em repartições públicas brasileiras também é criticada por algumas entidades. Em 2009, o Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pedindo a retirada dos símbolos religiosos dos prédios de entidades do governo federal no estado de São Paulo. Para o procurador Jefferson Aparecido Dias, responsável pela ação, "quando o Estado ostenta um símbolo religioso de uma determinada religião em uma repartição pública, está discriminado todas as demais ou mesmo quem não tem religião afrontando o que diz a Constituição."[1]

No entanto o desembargador José Geraldo Barreto Fonseca defendeu a manutenção dos crucifixos em repartições públicas, sob a alegação de que "o Brasil é um estado laico, não ateu, e respeita os valores religiosos". Ele cita o preâmbulo da Constituição Federal, em que se lê que esta foi promulgada "sob a proteção de Deus".[69] Em 2007 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julgou quatro representações questionando a presença de crucifixos em tribunais, como o que há no Supremo Tribunal Federal. Decidiu pela permanência dos crucifixos, entendendo que o uso de símbolos religiosos em órgãos do Poder Judiciário não fere a autonomia do Estado em relação à religião. Na sua avaliação os crucifixos são muito mais símbolos culturais e tradicionais do que representantes de uma religião específica.[70]

Em novembro de 2012 o Ministério Público de São Paulo entrou com outra ação civil solicitando a retirada do dístico "Deus seja louvado" das cédulas de real, moeda corrente no Brasil, gerando grande polêmica e resultando inclusive em ameaças Procurador que encaminhou a denúncia[71] . O dístico, alegadamente promoção do credo cristão, foi introduzido durante o Governo José Sarney e mantido por seus sucessores.

A concessão de passaportes diplomáticos a religiosos católicos e neopentecostais é contestada como uma violação do princípio de laicidade[72]

Intolerância[editar | editar código-fonte]

Tem ocorrido no Brasil o crescimento das comunidades neopentecostais e algumas delas, como a Igreja Universal do Reino de Deus, são consideradas culpadas de intolerância religiosa.[73] [74] . Foi criado no Brasil o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (21 de janeiro) por meio da Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007. Segundo Eloi Ferreira Araújo, previamente ministro interino da Igualdade Racial, "O Estado brasileiro reconhece que existem problemas dessa ordem, mas estamos procurando tratar disso".[75] [76] [77]

Algumas entidades também alegam que direitos sociais dos homossexuais no Brasil são desrespeitados por motivos religiosos.[78]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Fernando Fonseca de Queiroz (Outubro de 2005). Brasil: Estado laico e a inconstitucionalidade da existência de símbolos religiosos em prédios públicos Jus Navigandi. Visitado em 30/11/2009.
  2. a b Brazil (2005-11-08). Visitado em 2008-06-08.
  3. Religião Predominante no Brasil - Portal São Francisco
  4. a b c d e f g h i j k l m n Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): Tabela 1.4.1 População residente, por situação do domicílio e sexo, segundo os grupos de religião - Brasil (2010). Visitado em 29 de janeiro de 2013.
  5. a b c Número de evangélicos aumenta 61% em 10 anos, aponta IBGE. G1. 29 de junho de 2012. Acessado em 29 de junho de 2012.
  6. History of Religion in Brazil
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  8. IBOPE - Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística. Pesquisa de Opinião Pública sobre Criacionismo. Dec. 2004.
  9. Usarski, Frank: O dharma verde-amarelo mal-sucedido - um esboço da acanhada situação do Budismo, Estudos avançados vol.18 no.52 São Paulo Dec. 2004
  10. G1: Cai o número de brasileiros sem religião (2 de maio de 2007). Visitado em 28 de janeiro de 2013.
  11. Instituto Humanitas Unisinos: Igreja Católica tem queda recorde e perde 465 fiéis por dia em uma década (30 de junho de 2012). Visitado em 28 de janeiro de 2013.
  12. Allen, John. "A look ahead to Benedict in Brazil". National Catholic Reporter. 3 de maio de 2007. Página visitada em 26 de dezembro de 2011.
  13. "Our Lady of Aparecida". Marie de Nazareth. 2006. Página visitada em 26 de dezembro de 2011.
  14. "Our Lady of Aparecida". Patron Saints Index. 6 de agosto de 2010. Página visitada em 26 de dezembro de 2011.
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  16. Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC): A Face Fundamentalista do Brasil (20 de outubro de 2010). Visitado em 23 de janeiro de 2013.
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  19. The New Pope: A “Geopolitical” Interpretation
  20. [http://www.executivaipb.com.br/site/estatisticas/estatistica_2011.pdf Estatísticas 2011 Dados ESTIMADOS]
  21. Batistas e Adventistas cresceram no Brasil - Instituto Paracleto
  22. O Diário: Pobres são maioria entre evangélicos (29 de junho de 2012). Visitado em 29 de janeiro de 2013.
  23. Censo Demográfico 2010. Características Gerais de Religião.
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  35. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. O que Acontece nos Templos. Visitado em 11 de agosto de 2013.
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  37. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Qual é a diferença entre frequentar a capela e o templo?. Visitado em 11 de agosto de 2013.
  38. Anuário das Testemunhas de Jeová 2012, páginas 44 e 45
  39. A classificação das religiões usadas pelo IBGE está disponível através do caminho Censo_Demografico_2000/Anexos/CD_1 no link http://www.ibge.gov.br/servidor_arquivos_est/
  40. Estas informações são encontradas nas planilhas disponibilizadas pelo IBGE no seguinte endereço:[3]. Encontram-se réplicas destes dados nos seguintes sítios: [4], [5] e [6]
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  44. Joao Jose Reis, Rebelião escrava no Brasil: a história do Levante dos Malês
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  47. Oliveira, Vitória Peres de. Islã no Brasil ou Islã do Brasil?. Versão online: <http://socialsciences.scielo.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-85872006000200002&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0100-8587.
  48. American Jewish Committee. American Jewish Year Book 2007. Vol. 107. Para ver o capítulo usado, veja "World Jewish Population, 2007"
  49. Terra Brasileira website. Imigrantes: Judeus
  50. a b Oreck, Alden. The Virtual Jewish History Tour: Brazil. Jewish Virtual Library. Accessado em 9 de junho de 2008
  51. Synagogue in Brazilian town Recife considered oldest in the Americas. Haaretz 12/11/2007. Acessado 09/06/2008
  52. Friedman, Saul. Jews and the American Slave Trade, p. 60. Transaction Publishers, 1997. ISBN 0765806606
  53. UWB - União Wicca do Brasil. "[7]" e Heloísa Noronha. "Atualizada, bruxaria está na moda" (1/08/2010). UOL. Acesso: 13 de novembro, 2010.
  54. UWB - União Wicca do Brasil. "[8]"
  55. A discriminação contra as religiões afro-brasileiras: ontem e hoje
  56. F. Rivas Neto, Lições Básicas de Umbanda - 1997, ISBN 85-274-0292-0, Pag.25
  57. W. W. da Mata e Silva, Umbanda e o poder da mediunidade - 1997, ISBN 85-274-0462-1, Pag.40
  58. LABATE, Beatriz C.; SANTANA, Isabel; GUIMARÃES DOS SANTOS, Rose e Rafael – Religiões Ayahuasqueiras. Um Balanço Bibliográfico. Mercado de Letras, Campinas – SP, 2008
  59. Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas. Resolução nº1, de 25 de janeiro de 2010. Visitado em 10 de maio 2011.
  60. IBGE, População residente, por sexo e situação do domicílio, segundo a religião, Censo Demográfico 2000. Acessado em 13 de dezembro de 2007
  61. BBC Brasil (25 de abril de 2011). Brasil é 3º país onde mais se crê em Deus, mostra pesquisa UOL notícias. Visitado em 30 de abril de 2011. "A pesquisa, feita pelo empresa de pesquisa de mercado Ipsos para a agência de notícias Reuters [...] No Brasil, apenas 3% dos entrevistados declararam que não acreditam em Deus, ou deuses ou seres supremos."
  62. a b c André Petry; Veja (26 de dezembro de 2007). Como a fé resiste à descrença. Visitado em 19 de março de 2011. "Entre os brasileiros sem religião, a maior curiosidade está na Bahia de Todos os Santos, terra onde frei Henrique de Coimbra rezou a mítica primeira missa, em 26 de abril de 1500. A Bahia, que abriga Nova Ibiá e seu esquadrão de sem-religião, é o terceiro estado com o maior contingente de brasileiros sem filiação religiosa. E Salvador, entre as capitais, é a campeã nacional: 18% dos soteropolitanos não têm religião. Considerando-se o país todo, os sem-religião são mais numerosos entre os homens e entre os brasileiros com menos de 55 anos. [...] O Rio de Janeiro, por exemplo, é o estado menos católico do país e, simultaneamente, tem o maior pelotão de sem-religião."
  63. a b André Petry; Veja (26 de dezembro de 2007). Como a fé resiste à descrença. Visitado em 19 de março de 2011. "Desde que se espalhou a notícia extraída do censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000, Nova Ibiá, vilarejo de 7 000 habitantes no interior da Bahia, ganhou um estigma e uma obsessão. Como os números do censo mostravam que 59,85% dos seus habitantes diziam não ter religião alguma, Nova Ibiá passou a conviver com o estigma de ser a cidade mais ateia do Brasil. Em nenhuma outra, em ponto algum do país, tanta gente dizia não ter filiação religiosa. A segunda cidade com a maior tropa de sem-religião era Pitimbu, no interior da Paraíba, mas com números mais modestos – 42,44%."
  64. Número estimado de não-religiosos na população mundial: Fonte: Zuckerman, Phil. "Atheism: Contemporary Rates and Patterns", in The Cambridge Companion to Atheism, Cambridge University Press: Cambridge, UK (2005). Citado no site www.Adherents.com.
  65. Constituição de 1988 (em português).
  66. Constituição de 1891 (em português).
  67. a b Jornal O Estado de S. PauloSenado não vê 'privilégio' e aprova acordo entre Brasil e Vaticano (7 de outubro de 2009). Visitado em 20 de novembro de 2011.
  68. Senado aprova acordo com o Vaticano
  69. Tribunais fogem da cruz: apenas desembargador do TJ-SP defende o crucifixo, e especialistas se dividem
  70. Livres para crer
  71. Procurador é ameaçado após pedido para retirar expressão em cédulas
  72. http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/RELACOES-EXTERIORES/434440-DEPUTADOS-QUESTIONAM-CONCESSAO-DE-PASSAPORTE-DIPLOMATICO-A-EVANGELICOS.html
  73. Intolerância religiosa. Impactos do neopentecostalismo no campo religioso afro-brasileiro
  74. Os rumos da intolerância religiosa no Brasil
  75. G1 (21 de janeiro de 2009). Entidades religiosas lançam cartilha contra intolerância, no Rio (em português). Visitado em 26 de janeiro de 2010.
  76. Gnotícias (21 de janeiro de 2008). Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é comemorado em Brasília (em português). Visitado em 26 de janeiro de 2010.
  77. JusBrasil (18 de janeiro de 2010). Seppir promove encontro para debater liberdade religiosa (em português). Visitado em 26 de janeiro de 2010.
  78. Vide Direitos LGBT no Brasil e o Programa Nacional de Direitos Humanos 2009 (PNDH-3) – Brazil.
    (em inglês) Julio Severo."Behind The Homosexual Tsunami in Brazil"
    . Ligações externas acessadas em 19 de novembro, 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]