Brusque

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Município de Brusque
"Cidade dos Tecidos"

"Capital Têxtil do Brasil " "Berço da Fiação Catarinense"

Bandeira de Brusque
Brasão de Brusque
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 4 de Agosto
Fundação 4 de Agosto de 1860 (154 anos) [1]
Emancipação 23 de Março de 1881 (133 anos)
Gentílico brusquense
Prefeito(a) Paulo Roberto Eccel (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Brusque
Localização de Brusque em Santa Catarina
Brusque está localizado em: Brasil
Brusque
Localização de Brusque no Brasil
27° 05' 52" S 48° 55' 04" O27° 05' 52" S 48° 55' 04" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Vale do Itajaí IBGE/2008[2]
Microrregião Blumenau IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Botuverá, Camboriú, Canelinha, Gaspar, Guabiruba, Itajaí e Nova Trento
Distância até a capital 99 (pela SC-408/411/BR-101) ou 126 (pela SC-486 e BR-101) km
Características geográficas
Área 283,446 km² [3]
População 116 634 hab. Censo IBGE/2013[4]
Densidade Erro de expressão: Número inesperado hab./km²
Altitude 21 m
Clima subtropical Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,795 alto PNUD/2010[5]
PIB R$ 3 298 776 mil IBGE/2011[6]
PIB per capita R$ 30 611,12 IBGE/2011[6]
Página oficial
Prefeitura www.brusque.sc.gov.br

Brusque é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 27º05'53" sul e a uma longitude 48º55'03" oeste, estando a uma altitude de 21 metros. Sua população recenseada em 2013 é de 116.634 habitantes considerando-se uma cidade média, sendo a 12ª maior cidade em população, maior número de carros por habitantes, 2° melhor cidade para se viver em Santa Catarina e 45°no Brasil .[carece de fontes?]


Possui uma área de 283,446km²[7] .

História[editar | editar código-fonte]

Presença Indígena[editar | editar código-fonte]

Antes da colonização, os Xokleng ocupavam um território em “movimento”, pois mantinham uma disputa secular com os Guaranis e os Kaingangs para controlar o território da região onde a cidade se situa.[8]

Colonização[editar | editar código-fonte]

A história da colonização da atual região de Brusque tem início nas terras localizadas à margem direita do rio Itajaí-Mirim. Neste local destinado à sede da Colônia Itajahy (Brusque), já havia a presença de outros imigrantes - que exploravam a extração de madeira, sendo Pedro Werner, Franz Sallentiem e Paulo Kellner. No entanto, Vicente Ferreira de Mello, conhecido como Vicente Só, foi um dos primeiros a adentrar a mata e estabelecer moradia no alto de um morro, morro qual hoje se vê a Igreja Católica, localizada no bairro Centro I.[9]

A imigração começa de fato com a chegada do nobre austríaco Barão von Schneeburg, que liderava 54 imigrantes alemães, oriundos do Grão-ducado de Baden, sul da Alemanha, em 4 de agosto de 1860. O núcleo foi batizado de "Colônia Itajahy". Nos anos seguintes, novos grupos de pessoas oriundas das mais diversas regiões do que mais tarde foi denominado Alemanha chegaram ao município[10] . Em 17 de janeiro de 1890, a cidade foi batizada de Brusque, em homenagem a Francisco Carlos de Araújo Brusque, presidente da província[11] de Santa Catarina na época da fundação da colônia, gaúcho nascido em Porto Alegre em 24 de maio de 1822. O município foi instituído em 23 de março de 1881, ainda com nome de São Luis Gonzaga, recebendo o nome atual em 1890.

Portanto, as comemorações do centenário (4 de agosto de 1960) e sesquicentenário (4 de agosto de 2010) se referem à chegada dos colonos alemães e não à criação do município de Brusque.[12] [13]

A cidade herdou as características alemãs de seus colonizadores: na arquitetura, na comida, nas festas populares, etc. Entretanto, outros povos legaram contribuições étnicas às levas de germânicos. Em 10 de março de 1867, chegaram os primeiros colonos de língua inglesa, especialmente os irlandeses e os britânicos. A colônia recebeu mais de 1.500 colonos vindos da Europa e dos Estados Unidos, fugindo da Guerra de Secessão. Depois, em 1875 chegaram os primeiros imigrantes italianos e, mais tarde, os poloneses. Alguns polacos trouxeram consigo técnicas de tecelagem, e fábricas foram fundadas na cidade.

Colonização Polonesa[editar | editar código-fonte]

A geógrafa e pesquisadora Maria do Carmo Ramos Krieger Goulart[14] informa que desembarcaram na Villa do Itajahy, 16 famílias da Silésia, região que se encontrava sob o domínio Prussiano. Seu destino eram as terras da Colônia Príncipe Dom Pedro, nos idos de 1869. Registra a autora que foi nesse ano que ocorria o primeiro nascimento de imigrantes poloneses, tratava-se de Izabella Kokot, nascida em 12 de novembro de 1869, em Brusque.

No entanto, para confirmar a presença Polonesa nas terras de Príncipe Dom Pedro e, posteriormente, de Porto Franco (Botuverá), preferimos citar o livro “Dívidas Coloniais”, que contém a relação nominal dos poloneses estabelecidos na região, como também a contabilidade de suas dívidas, a relação inicia-se em outubro de 1890 e continua até fevereiro de 1893:

Colonização Italiana[editar | editar código-fonte]

Oo ano de 1875 marca o fluxo de uma grande corrente imigratória, era a colonização italiana. Informa-nos a autora Roselys Isabel Correia dos Santos no livro “A colonização italiana no Vale do Itajaí-Mirim”, que “na direção do atual município de Botuverá, antigo Porto Franco, no médio vale, em terrenos que constituíram a antiga Colônia Príncipe Dom Pedro, os mesmos que foi canalizada a maioria dos imigrantes italianos”, no entanto, os terrenos eram poucos aproveitáveis para a agricultura, destaca-se a exploração da madeira.

As localidades ou linhas de colonização onde inicialmente estabeleceram-se os colonos italianos foram Azambuja, Poço Fundo e Águas Claras. Também foram ocupadas as margens do Ribeirão Alferes, no Vale do Rio Tijucas, onde foi criado o núcleo Nova Trento. Mais tarde, ocuparam as terras da extinta Colônia Príncipe Dom Pedro, nas localidades compreendidas entre Cedrinho e o distrito Porto Franco, atual Botuverá.

Negros Africanos

Muitos escravos negros desembarcados em Florianópolis foram levados a Brusque, em sua maioria da Nigéria, Angola e Moçambique.Em 1867 haviam 7 família negras na região vivendo sobre custódia de escravidão, sendo responsável desde construções de pontes e estradas, até plantações de cana- de-açúcar. Em 1895 existiam 14 família negras na região. atualmente os negros formam 10% da população, sendo 4% são descendentes dos escravos que aqui trabalharam, em torno de gerações de família que aqui permaneceram entre eles os Souza e Bragança e outros 6% levas de migrantes baianos vindas entre 2003 e 2012, sendo que os primeiros negros de Brusque chegaram em 1867.O preconceito racial em Brusque foi forte por muitos anos devido á mentalidade da população branca em agir desumanamente na inferiorização dos negros pelo seu passado entre a escravatura e dificuldade de integração racial,certos traços desse preconceito ainda existem entre a população.

Curiosidades: grande partes dos negros que vivem em gerações em Brusque tem pouco grau de miscigenação ou nenhum grau de miscigenação, mais á um numero considerável de família negras miscigenadas principalmente com indígenas.

Chineses

Há apenas um registro de chineses em Brusque, é da Família 麥考利, essa família se enraizou em Blumenau, porém alguns deles foram residir em Brusque para iniciar cultivo de arroz, isto por volta de 1870, devido a dificuldade de comunicação com os colonos alemães e até italianos, eles passaram muitas dificuldades pois falavam o idioma chinês tradicional bem diferente em grande contrastes das línguas europeias presentes em Brusque.Mais com passar do tempo se habituaram,apesar dos problemas de comunicações com os colonos e um notável choque cultural a família conseguiu viver da colheita do arroz.Em 1907 a família abriu seu próprio estabelecimento comercial o restaurante chinês Xangai, que era na rua Consul Carlos Renaux, numa antiga construção que ficava nas terras onde hoje é Shopping Gracher, devido condições precárias de manter o restaurante a família fechou o estabelecimento e foi residir em Blumenau.Devido grande miscigenação que família passou, muitos formando família com alemães, seus descendentes são poucos, em sua maioria mestiços, provedoralmente residindo em Blumenau e até em Brusque.

Curiosidades: O restaurante existiu entre 1907 e 1914, foi primeiro registro de um restaurante tradicional chines em Brusque, porém há muitas controvérsias sobre o tempo que família chinesa residiu em Brusque, o ano que chegaram aqui é muito controverso, e até gerações aqui viveram,porém há relatos de antepassados das famílias que vivem na cidade a gerações, sobre existência do restaurante e dessa primeira família chinesa numa colonia alemã, devido a grande miscigenação da família com alemães, pode se buscar poucas informações sobre eles,mais seus descendentes mesmo sendo miscigenados possuem traços fortes da etnia chinesa herdada dos seus antepassados que viveram aqui, atualmente maior parte de seus descendentes tem alto grau de miscigenação.

Industrialização[editar | editar código-fonte]

Brusque é conhecida como "Berço da Fiação Catarinense" e "Cidade dos Tecidos" pois foi na cidade que se iniciou um dos maiores polos têxteis de Santa Catarina e do Brasil. João Bauer, em 1890, desenvolveu a primeira tentativa de produção de tecidos no município, contando com ajuda dos imigrantes poloneses, conhecidos como tecelões de Lodz. A segunda tentativa que logrou êxito aconteceu com o apoio de Carlos Renaux, comerciante, que instalou teares de madeira rústicos, construídos pelos próprios poloneses, dentro do depósito de sua casa de comércio em 1892, fundando a Fábrica de Tecidos Carlos Renaux S.A., um dos ícones da indústria no Sul. Em 1898, surgiu a Buettner e em 1911 a Schlösser. Essas indústrias dominaram a principal atividade econômica da cidade durante a maior parte do século XX, até no final dos anos 80. Ainda hoje é um dos setores mais fortes da economia local, agregando nomes importantes na área de malhas e serviços têxteis (tinturaria, fiação, tecelagem, estamparia), tais como Aradefe, Tinturaria Florisa, RVB Malhas, LoosTex, Warusky etc.[15]

Foi em Brusque que se originaram as primeiras geladeiras da marca Consul, em 1945. O incentivo do Cônsul Carlos Renaux, que fomentou uma pequena oficina para protótipos e testes, propiciou a criação de uma das maiores indústrias de refrigeração do Brasil. Poucos anos depois, em 1950, a fábrica Cônsul se estabeleceu definitivamente em Joinville, no norte catarinense.[16]

A indústria metalmecânica também prosperou na cidade. A primeira indústria metalúrgica de Brusque foi a Fundição Hércules S.A. As principais indústrias desse segmento se concentram na área automotiva, de grande projeção nos mercados interno e de exportação, como a ZM S.A., Zen S.A., 3RHO e a Remy. No setor de máquinas, equipamentos eletromecânicos e serviços metalúrgicos, outros nomes se destacam como a Irmãos Fischer, Siemsem, Kimak, Metalúrgica Brusque, Embreex, Fundição Hércules, Metalúrgica BOMASI entre outras. A área de confecções, que surgiu durante os anos 80, estabeleceu na cidade centenas de pequenas e médias empresas. Destaca-se a Colcci, marca originalmente criada em Brusque e de grande projeção nacional. Segundo o IBGE, Brusque está entre as dez maiores economias de Santa Catarina e na posição 184 entre os municípios brasileiros.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transporte

Possui sistema integrado de transporte municipal, com 1 terminal (Centro), operado pelas empresas Santa Luzia Transporte e Turismo Ltda. e Santa Teresinha Transporte e Turismo Ltda.

No ano de 2010 foi iniciado um processo de mudanças no sistema de transportes da cidade, sendo o processo licitatório foi questionado judicialmente[17] . Na ocasião, foi instalado um novo sistema de transporte coletivo, chamado "Nosso", alterando o sistema de ônibus com o uso de cartões substituindo os vales-transporte de papel. O novo sistema conta também com a ampliação do número de linhas da rede de ônibus e maior número de horários, totalizando 48 linhas transportando em média 240 mil passageiros mensalmente.[18]

Bairros[editar | editar código-fonte]

Lista de Bairros de Brusque (com lei específica que os cria e denomina):

  • São Luiz
  • Santa Terezinha
  • Santa Rita
  • Guarani


Demais localidades não regulamentadas por lei:

  • Águas Claras
  • Azambuja
  • Bateas
  • Cedrinho
  • Cedro Alto
  • Cedro Grande
  • Centro I
  • Centro II
  • Cerâmica Reis
  • Cristalina
  • Dom Joaquim
  • Maluche
  • Limeira
  • Limeira Baixa
  • Limoeiro
  • Nova Brasília
  • Nova Itália
  • Poço Fundo
  • Ponta Russa
  • Paquetá
  • Primeiro de Maio
  • Ribeirão do Mafra
  • Rio Branco
  • Santa Luzia
  • São Pedro
  • Souza Cruz
  • Steffen
  • Tomaz Coelho
  • Zantão

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Brusque, segundo Köppen, classifica-se como mesotérmico úmido, sem estação seca, com verões quentes, apresentando uma temperatura média anual de 26°C. A Temperatura Mínima Anual é de 0°C e a Temperatura Máxima Anual é de 40°C, sendo comum ocorrência de temperaturas negativas em bairros mais altos e afastados do centro. Em 23 de Julho de 2013, Brusque foi uma das várias cidades registrar ocorrência de chuva congelada e neve no Vale do Itajaí, sendo a cidade mais ao norte do Hemisfério Sul, a receber neve no centro da cidade (em cidades sem influência da altitude), no ano de 2013, o que ocorreu durante pouco minutos no centro da cidade, durante a madrugada. A umidade relativa do ar é permanentemente úmida, com uma média anual de 65,0%. Quanto à pluviosidade, a quantidade de chuvas gira em torno de 2.000mm anuais. A média do mês mais quente é de 25 graus centígrados e a média do mês mais frio é de 15 graus centígrados.

Gráfico climático para Brusque
J F M A M J J A S O N D
 
 
173
 
28
19
 
 
196
 
27
19
 
 
156
 
27
18
 
 
118
 
25
15
 
 
105
 
22
13
 
 
64
 
20
11
 
 
93
 
20
11
 
 
116
 
21
12
 
 
112
 
21
13
 
 
154
 
23
14
 
 
109
 
25
16
 
 
153
 
27
18
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Tempo Agora

Turismo[editar | editar código-fonte]

Durante a década de 1980 o município e em especial a região do Vale de Azambuja, ficaram conhecidos como a Capital da pronta-entrega. Após a estabilização da inflação, com a criação do Real em 1994, aliado à construção de centros comerciais como Stop Shop e FIP na Rod. Antônio Heil, a região de Azambuja perdeu seu foco comercial. Destacam-se no comércio as lojas FIP 1 e 2, Stop Shop, Bruem, All Shopping, Le Mund, e a Havan, um grande centro varejista criado pelo brusquense Luciano Hang. Brusque é um importante polo industrial (principalmente nos setores têxtil e metalúrgico).

Destaca-se também o Parque Zoobotânico, com 220.000m2 de área preservada, onde vivem cerca de 650 animais de 135 espécies diferentes, mantidos o mais próximo possível do seu habitat natural. Um teleférico de 578m liga o Parque Leopoldo Moritz, permitindo a visão de boa parte da cidade e da Mata Atlântica.

Junto ao Parque Leopoldo Moritz encontra-se um Avião North American T6-D da Segunda Guerra Mundial, que encanta os visitantes. Para quem gosta de flores, vale visitar o Orquidário e Bromeliário, onde existem mais de 300 espécies de orquídeas e bromélias, regionais e híbridas, obtidas através de sementes de matrizes importadas.

Outro atrativo educativo é o Observatório Astronômico Tadeu Cristóvam Mikowski, na Avenida das Comunidades, também no centro. Sua maior atração é o grande telescópio Cassegraniano de 300 milímetros de lente, equipado com telescópio solar, telescópio fotográfico Newtoniano e câmara CCD. Considerado um dos melhores do Brasil, o equipamento é capaz de proporcionar um aumento de até 2,3 mil vezes e tem contribuído para importantes pesquisas.

O Santuário de Azambuja é procurado por milhares de devotos todos os anos. A devoção é originária de Caravaggio, norte da Itália, trazida para Brusque pelos imigrantes italianos em 1875 que ali se firmaram. A sombra do Santuário encontra-se o Hospital Arquidiocesano, Gruta de Nossa Senhora de Azambuja, Morro do Rosário, Asilo de Idosas e Seminário Menor e Filosófico Arquidiocese de Florianópolis, e o Museu Arquidiocesano Dom Joaquim, formando um complexo de construções históricas.

O Museu Arquidiocesano Dom Joaquim, ou Museu de Azambuja, conta com um acervo de mais de cinco mil peças, agrupadas em coleções de Arte Sacra, geologia, botânica, zoologia, numismática (moedas e medalhas), etnologia, armaria, pinacoteca e usos e costumes do imigrante. São peças que vieram de todas as regiões de Santa Catarina e do mundo, tornando-o o mais importante do Sul do país.

O Paço Municipal, formado pela Prefeitura, Fórum e Câmara de Vereadores, a Ponte Estaiada Irineu Bornhausen, a Arena Multiuso Antônio Neco Heil - casa do Brusque/Br Telecom que competia na Liga Nacional de Vôlei Feminino, o Terminal Urbano Balthazar Bohn, a Igreja Matriz São Luiz Gonzaga, a Colina Evangélica, a Casa de Brusque, o Parque das Esculturas e a Praça Barão Von Schneeburg são outros pontos visitados por turistas, entre tantos.

O patrimônio histórico e arquitetônico da cidade, com vários casarões e edificações de várias épocas, ainda deslumbram os visitantes. Podemos citar o casarão Maluche, a Villa Quisisana, alguns casarões remanescentes na rua Hercílio Luz, a casa de antigo comércio em Dom Joaquim, além diversas outras espalhadas pela área central e alguns bairros da cidade.

Vista panorâmica de Brusque.

Culinária[editar | editar código-fonte]

O prato típico da região é o marreco com repolho roxo, herdado da culinária alemã. A cidade criou a Festa Nacional do Marreco - Fenarreco - que acontece em outubro, juntamente com a Oktoberfest de Blumenau. A festa tem como prato principal o marreco, mas o chope, as danças tipicas germânicas, a música e a alegria são complementos fundamentais nesse enredo.

Por esses e muitos outros motivos, a cidade chama a atenção cada vez mais, atraindo pessoas de todo o país e exterior. Entre os turistas estrangeiros, os argentinos (pela proximidade) e os alemães (pela cultura que a cidade apresenta) são constantemente encontrados em Brusque.

Também devido a herança cultural alemã e italiana, a cidade se destaca por suas padarias e docerias, com seus bolos, cucas, tortas, pães e geleias.

Também estão presentes os fast-foods, com loja do McDonald's e Subway.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Brusque é uma cidade pioneira no meio esportivo catarinense. O primeiro Clube de Caça e Tiro, ou Schützenverein, de Santa Catarina e mais antigo do gênero na América Latina - Clube Caça e Tiro Araújo Brusque] foi fundado em 14 de julho de 1866[19]

Em 1900 fundou-se a Sociedade Esportiva Bandeirante, clube que sempre esteve na vanguarda esportiva da cidade, com times de Voleibol, Basquete, atletas de Tênis e outros esportes. Foi palco da primeira edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina.

Em 1913 fundou-se o primeiro clube de futebol de Santa Catarina, o Sport Club Brusquense, que depois mudou de nome para Clube Atlético Carlos Renaux, bi-campeão catarinense (1950 e 1953).

Em 1918, fundou-se o Clube Esportivo Paysandú, campeão da segunda divisão catarinense de 1986.

Em 1984 ocorreu uma grande enchente na cidade, destruindo parte do patrimônio dos dois times. O Paysandú, menos atingido, conseguiu continuar por mais dois anos de atividades. Em 1987 ocorreu a "fusão" do futebol dos dois times (os patrimônios não foram envolvidos), criando assim o Brusque Futebol Clube, campeão catarinense de 1992 e tri-campeão da Copa Santa Catarina ("Copinha"). Em 1997 os dois times originais entraram com pedido de dissolução da fusão, o que levou a uma batalha judicial impetrada pelo Brusque FC, mas que foi vencida em todas as instâncias pelo Renaux e Paysandu, que a partir de 2003, puderam iniciar suas reestruturações. Atualmente o Brusque FC paa aluguel para jogar no Estádio Augusto Bauer, de propriedade do C.A. Carlos Renaux, já que não possui estádio próprio.

Em 1960, realizou-se a primeira edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina, idealizados pelo brusquense Arthur Schlösser.

Brusque possui também um time de Futebol Americano, o Brusque Admirals, que desde 2010 participa da Liga Brasileira de Futebol Americano.

Tendo em vista o time de Rugby da cidade que vem se destacando a cada ano, tanto no masculino quanto no feminino, criado em 2010, disputando campeonatos como a Taça Norte de Rugby, Campeonato Catarinense XV e na modalidade 7's.

Em 2013 foi comemorado o Centenário do Clube Atlético Carlos Renaux, com uma grande festa e uma partida de futebol que trouxe para Brusque, pela primeira vez uma Seleção Brasileira de Futebol (Sub-21).

Televisão[editar | editar código-fonte]

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

A cidades-irmãs da cidade de Brusque está regulamentada através da lei nº 3 385/2011.[20]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • As Geladeiras Consul foram financiadas pelo Cônsul Carlos Renaux (por isso seu nome), porém a sua fábrica acabou sendo instalada em Joinville.
  • A urna eletrônica foi criada em Brusque e a primeira seção eleitoral a utilizá-la também foi em Brusque (1988).
  • A primeira cidade da America Latina a ter um Telecentro (local com computadores para acesso público a Internet) (1995).
  • Sede da primeira indústria de fiação de Santa Catarina (1900 - Fábrica de Tecidos Carlos Renaux). Por isso Brusque é conehcida por "Berço da Fiação Catarinense".
  • Pioneira em Santa Catarina na Fluoretação da água de abastecimento público.
  • Primeiro clube de Futebol de Santa Catarina - Clube Atlético Carlos Renaux, fundado em 1913. O "Vovô do Futebol Catarinense"
  • Primeiro Observatório Astronômico do sul do Brasil.
  • Primeira boate de Santa Catarina, o "Carlinhos Bar"
  • Maior cinema do sul do Brasil, Cine Teatro Real, com mais de 1000 lugares, desativado em 1994. Depois foi reinaugurado no mesmo local, mas com 3 salas menores
  • Pioneira também no Kartismo em Santa Catarina.
  • A primeira película gravada em Santa Catarina foi em Brusque, seguida por Itajaí e tendo a primeira exibição de cinema em Blumenau.
  • O Museu Arquidiocesano Dom Joaquim (Museu de Azambuja) é tido como o mais completo museu de arte sacra popular do sul do Brasil.
  • Brusque também foi sede da única colônia de língua inglesa de Santa Catarina em 1867, a Colônia Príncipe Dom Pedro. Além disso foi sede do primeiro núcleo de colonização polonesa no Brasil em 1869, tendo estes migrado para o Estado do Paraná.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. 4 de agosto de 1860 se refere à Fundação da Colônia Itajahy.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 19 de setembro de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 10 junho 2014.
  7. IBGE. Cidades@. Disponível em <www.ibge.gov.br>, acesso em 22/07/2012.
  8. http://www.brusque.sc.gov.br/web/historia_p02.php
  9. http://www.brusque.sc.gov.br/web/historia_p03.php
  10. A Alemanha enquanto unidade política só existe após 1871, portanto, no período de 11 anos desde a fundação da Colônia Itajahy os imigrantes eram provenientes de reinos diversos e não da Alemanha, pois esta não existia como Estado.
  11. Cargo semelhante ao Governador de Estado.
  12. Hoje é aniversário de Brusque
  13. IBGE - Histórico de Brusque
  14. Desenvolveu vários trabalhos como: “Raízes polonesas em Brusque”, “Imigração Polonesa em Brusque”, “Anotações de uma imigrante Polonesa” e “A imigração Polonesa nas Colônias Itajahy e Príncipe Dom Pedro”
  15. http://www.brusque.sc.gov.br/web/historia_p07.php
  16. http://www.brusque.sc.gov.br/web/historia_p07.php
  17. Rádio Cidade AM. Licitação foi suspensa por determinação judicial. Disponível em <http://www.radiocidadeam.com.br/web/noticia.php?cod_noticia=18870&#licitacao-foi-suspensa-por-determinacao-judicial>, acesso em 22/07/2012.
  18. http://www.brusque.sc.gov.br/web/noticia.php?noticia=1800:Brusque_tera_novo_sistema_no_transporte_coletivo
  19. http://www.cacaetirobrusque.com.br/imagens/historico01.htm
  20. Prefeitura Municipal de Brusque. Lei nº 3 385 de 05 de abril de 2011. Página visitada em 05 de abril de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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