Palhoça

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Município de Palhoça
Bandeira de Palhoça
Brasão de Palhoça
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 24 de abril de 1894 (120 anos)
Fundação 31 de julho de 1793
Gentílico palhocense
Localização
Localização de Palhoça
Localização de Palhoça em Santa Catarina
Palhoça está localizado em: Brasil
Palhoça
Localização de Palhoça no Brasil
27° 38' 42" S 48° 40' 04" O27° 38' 42" S 48° 40' 04" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Grande Florianópolis IBGE/2008 [1]
Microrregião Florianópolis IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Florianópolis
Municípios limítrofes São José, São Pedro de Alcântara, Santo Amaro da Imperatriz, Paulo Lopes
Distância até a capital 15 km
Características geográficas
Área 394,662 km² (BR: 2886º)[2]
População 137 334 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 347,98 hab./km²
Altitude 3 m
Clima Subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,757 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 2 565 710 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 18 327,81 IBGE/2011[5]
Página oficial

Palhoça é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Faz parte da região metropolitana de Florianópolis, no litoral do estado, conurbando-se com o município de São José.

Possui, segundo estimativa do IBGE do ano de 2013, uma população de 150.623 habitantes, sendo o décimo município mais populoso do estado.

Palhoça faz limite com as cidades de São José, ao norte, Santo Amaro da Imperatriz a oeste, e Paulo Lopes ao sul, sendo banhado pela baía sul da Ilha de Santa Catarina e o Oceano Atlântico.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação e início da colonização[editar | editar código-fonte]

Em 31 de julho de 1793 o então governador Cel João Alberto de Miranda Ribeiro enviou o ofício nº 7 ao Conde Rezende, Vice-Rei do Brasil. Eis o ofício abaixo transcrito, considerado a "Certidão de Nascimento" de Palhoça.

  • No. 7.—31 de Julho de 1793.

"Illmo. Exmo. Sr. — Não havendo nesta Ilha muitos sujeitos, ou falando com toda ingenuidade, não havendo nenhum que exceda a Caetano Silveira de Mattos, no meu conceito para os importantes fins a que o destino e de que já principiei a servir-me, julgo ser indispensável da minha obrigação pôr na respeitavel presença de V. Exa. o seu mereciamento.

Este ornem é activo e Zeloso para o serviço, é muito trabalhador e bastantemente remediado, porque possui uns poucos de mil crusados: tem principiado um famoso estabelecimento no sertão digo no interior do sertão da Terra Firme, na estrada que vai para a villa de Lages, onde conserva bastante escravatura, e grandes derrubadas, para principiar as suas plantações.

Agora mesmo se acha actualmente empregado na factura de um armazem ou Palhoça, que mandei construir nos mattos da Terra Firme, para fazer um depósito de farinha, com que possa subsistir naquelle lagar, caso me seja na precisão de me retirar a ele, depois de fazer na Ilha toda a oposição que me for pocivel aos inimigos. Para aceitar desta comição não foi necessario mais, do que perceber a minha vontade, e seguro a V. Exa. que o acho com desposição de remover quaesquer dificuldade, empregando para as vencer, a sua pessoa, ou seus escravos e tudo quanto tem; queira V. Exa. ter a bondade de ponderar agora por um pouco, e tenho bastantes motivos para me persuadir, que será muito da grandeza de V. Exa. premeiar um vassalo de tão excellentes qualidade. Já tenho noticias que o meu antecessor tinha proposto á V. Exa. este omem para Capitão do forte de São Francisco Xavier da praia de fora desta villa, com a condição de que á sua custa reedificaria o dito forte, que se acha bastantemente arruinado.

Esta mesma graça é a que supplico novamente a V. Exa. pelos motivos que deixo referidos, maz quando aja nisto alguma contradição ao gosto de V. Exa. que prevalecer a tudo, occorre-me que V. Exa. o pode atender ainda, fazendo-o capitão da companhia da infantaria auxiliar da freguezia de S. José, que se acha vago porque João Marcos Vieira que o era, consta que pasara para a corte de Lisbôa onde se cazou e estabeleceu. Desta fórma extremo senhor pode V. Exa. animar um omem, que virá a ser muito útil, ao real serviço, e que desde já o é principalmente nas circumstancias actuaes em que me acho; porque tendo aberto o caminho do sertão debaixo do melhor e mais judicioso Plano de defensa que se pode adotar a respeito desta Ilha, avendo uma absuluta precisão de promover a sua cultura e sendo esse omem o de maiores forças, que o pode intentar e que já o principiou ou fazendo, é muito digno de que V. Exa. o attenda; e eu só terei o merecimento de fazer com que V. Exa. o reconheça, para o premiar, deixando este premio de me constituir na maior obrigação a V. Exa.

Deus guarde a V. Exa. Venerador de N. Sa. do Desterro da Ilha de S. Catharina, ao 31 de Julho de 1793.

Com a assignatura do Sr. Governador, João Alberto de Miranda Ribeiro. Illmo. Exmo. Sr. Conde de Rezende, Vice Rei e Capitão-General de Mar e Terra do Estado do Brasil"[6] [7]

Observe-se que a real intenção do ofício era solicitar uma patente militar para Caetano Silveira de Mattos, que, conforme mapas da época, possuía uma fazenda a oeste do local onde foi construído o entreposto comercial. No entanto, pelo que se conhece, é este o primeiro documento que se refere a Palhoça.

É evidente que, antes de Caetano Silveira de Mattos, já havia construções rústicas construídas por pescadores como abrigo ou depósito. Mas, construção permanente, com escravos e intenção de comércio, só o entreposto comercial. No entanto, conforme coloca Wilson Francisco de Farias, se o estabelecimento do entreposto comercial " ocorreu, tudo indica que fracassou, pois até meados do século XIX, não há qualquer referência ao arraial de Palhoça, mas tão somente as comunidades de entorno".(Passa-vinte, Aririú, Barra do Aririú e Mirim)

Observe-se também que na relação de sesmarias doadas pelo governador da capitania no século XVII, entre 1753 e 1800, no atual município de Palhoça, não consta o nome de Caetano Silveira de Matos como benfeitor, o que pode significar que sua fazenda (e sesmaria) se localizava no atual município de São José.

Sesmarias[editar | editar código-fonte]

Sesmarias doadas pelo governador da capitania no atual município de Palhoça no século XVIII.

  • De 1753 a 1800
  • José Luiz Marinho - 2 de junho de 1753 - Cubatão - 1.400 braças ( 2.400 m)
  • Miguel Gonçalves Leão - 22 de junho de 1759 - Embaú - 4.500 braças (6.200m)
  • Manoel de Miranda Bittencourt - 11 de junho de 1759 - Cubatão - 750 braças. (1.200 m)
  • José Luiz Marinho - 20 de agosto de 1774 - Aririú - 750 braças (1.200 m)
  • Pedro da Silva Barros - 15 de março de 1781 - Massiambu - 400 braças (640 m)
  • Matheus Caetano de Souza - 2 de dezembro de 1786 - Aririú - 750 braças (1.200 m)
  • Manoel Garcia Pires Machado - 19 de agosto de 1788 - Enseada de Brito - 750 braças (1.200 m)
  • João de Souza Bitencourt - 19 de fevereiro de 1789 - Cubatão - 400 braças (640 m.)
  • Manoel Vieira Fernandes - 30 de setembro de 1790 - Cubatão - 950 braças (1.520 m)
  • Manoel Soares Ferrão - 30 de maio de 1791 - Passovinte - 360 braças (576 m)
  • Aleixo L. de Andrade - 30 de setembro de 1791 - Passovinte - 190 braças (304 m)
  • José Rodrigues da Costa - 17 de janeiro de 1794 - Cubatão - 350 braças (560 m.)

Obs: A medida da sesmaria era feita sempre de frente para algum acidente geográfico: rio, mar, lagoa, etc. O fundo não era medido, donde, dependendo da localização, tinham fundo ilimitado.[8]

Para todos os efeitos, no entanto, Caetano Silveira de Mattos foi considerado o fundador de Palhoça. 

É de se destacar que ele, conforme o ofício, já estava iniciando a plantação quando ele foi escrito. Isso quer dizer que as benfeitorias já existiam anteriormente à missiva.

  • “Art. 1° - Fica desmembrada da paróquia de São José o distrito policial de Palhoça, para formar uma nova freguesia, sob a invocação do Senhor Bom Jesus de Nazaré.
  • Art 2º - A nova freguesia terá por limites: Ao norte, o rio Imaroim até a divisa da freguesia de São Pedro de Alcântara; ao sul, o rio Cubatão até os limites da freguesia de Santo Amaro do Cubatão; a leste, o oceano; a oeste, as freguesias já mencionadas.
  • Art. 3º - Servirá de Matriz a capela em construção, na sede da mesma freguesia.

Dado e passado no Palácio do Governo da Província de Santa Catarina, aos oito de novembro do ano de mil oitocentos e oitenta e dois.

(Ass.) Antônio Gonçalves Chave, Presidente da Província. “ [9] Em 1886, a Lei 1141, datada de 27 de setembro, transforma o distrito policial em Distrito de Paz. No entanto, ela não foi executada, por não ter sido feita a eleição recomendada. Só em 1891 é que ela se instalou através de uma segunda Lei, a de nº 44, de 29 de janeiro.

Casas Iluminadas[editar | editar código-fonte]

Em 1928 as lâmpadas não obedeciam aos mesmos padrões de hoje, sua capacidade de luminosidade era marcada na lâmpada em "Velas" e a soma de três lâmpadas poderia ser 82 velas ou 73 velas. Uma lâmpada poderia ser 32 velas ou 25 velas. Não havia na lâmpada a especificação em Watt como as lâmpadas de hoje. O sistema era simples, um livro com o nome de todos moradores, em ordem alfabética, que possuíam lâmpadas instaladas na suas casas, com as seguintes informações: Nome do contribuinte, quantidade de lâmpadas, soma total de velas, valor a ser pago, mês de cobrança e um campo para as observações. No campo "observações" a pessoa encarregada pela cobrança anotava as alterações ocorridas e os casos especiais, como por exemplo: "Conserva só 2 lâmpadas acesas" ou "Diminuiu 15 velas paga 8$300" ou ainda se o morador incluir mais uma lâmpada "Mais 16 velas. Paga 17$100" Não havia medidor de energia, o consumo era cobrado pela soma de velas das lâmpadas. Predominava uma relação de honestidade e alta confiança entre a sociedade da época e a empresa fornecedora. O preço era de 1$000 (mil-réis) para cada 10 velas, ou seja, uma lâmpada de 32 velas custava 3$200 mensais. Somente as famílias mais abonadas e residentes nos locais onde passava a rede elétrica poderiam ter o privilégio de possuir lâmpadas em suas residências. Em 1928 as seguintes casas eram iluminadas:

  • Aniceto Zacchi, 5 lâmpadas, total 123 velas
  • Amaro Gonçalves, 3 lâmpadas, total 75 velas
  • Athilio Zacchi , 3 lâmpadas, total 75 velas
  • Arlindo Andrade, 3 lâmpadas, total 48 velas
  • Braulio Freitas, 3 lâmpadas, total 75 velas
  • Bernardino M. de Santiago, 4 lâmpadas, total 98 velas
  • Clube 7 de Setembro, 14 lâmpadas, total 545 velas
  • Clube Concordia, 10 lâmpadas, total 219 velas
  • Carlos Baasch, 3 lâmpadas, total 82 velas
  • Domingos H. da Cunha, 2 lâmpadas, total 50 velas
  • Ewaldo Baasch, 2 lâmpadas, total 50 velas
  • Edelberto Costa, 5 lâmpadas, total 116 velas
  • Ernani Santos, 2 lâmpadas, total 50 velas
  • Francisco M. de Souza, 2 lâmpadas, total 41
  • Germano Berkembrock, 4 lâmpadas, total 130 velas
  • Henrique E. Koerig, 2 lâmpadas, total 50 velas
  • João Augusto Sell, 5 lâmpadas, total 98 velas
  • João Febronio de Oliveira, 4 lâmpadas, total 96 velas
  • João C. Augusto Harger, 3 lâmpadas, total 82 velas
  • João Schaefer, 4 lâmpadas, total 105 velas
  • Jorge Kiriakus, 7 lâmpadas, total 157 velas
  • Jorge Namen, 5 lâmpadas, total 132 velas
  • Jorge Luz, 4 lâmpadas, total 128 velas
  • José da Silva Mattos, 1 lâmpadas, total 25 velas
  • Luiz A. de Mello, 3 lâmpadas, total 73 velas
  • Pedro Philippe, 2 lâmpadas, total 41 velas
  • Pedro Hoffmann, 7 lâmpadas, total 155 velas
  • Reinaldo Alves, 5 lâmpadas, total 125 velas

Não há registros de qualquer outro tipo de equipamento elétrico em 1928 nas residências em Palhoça. Em Maio 1929 a empresa "Baasch & Cia" foi a primeira casa comercial palhocense a instalar 2 lâmpadas num total de 41 velas, dando início à modernidade no comércio da cidade. Em 1931 Palhoça já possuía 50 casas com lâmpadas.[10]

Primeira Escola[editar | editar código-fonte]

Em 3 de Maio de 1870 o Vice-Presidente da Província Dr. Manoel Vieira Tosta, sancionou a lei nº 629 da Assembléia Legislativa, criando a primeira escola do sexo masculino na sede do arraial de Palhoça. A Escola foi inaugurada com a matrícula de 15 alunos. Durante seus primeiros vinte e sete anos o cargo de professor foi exercido por José Rodrigues Lopes. Em Abril de 1897 José Rodrigues Lopes obteve sua aposentadoria, sendo José Lupércio Lopes o professor sucessor. Em 1918 Palhoça possuía 29 escolas estaduais com um total de 1138 alunos. Assim distribuídas:

  • Distrito Palhoça – 7
  • Santo Amaro da Imperatriz – 7
  • Santa Isabel – 6
  • Enseada do Brito – 3
  • Teresópolis – 3
  • Santa Teresa – 2
  • São Bonifácio – 1

Mais 10 escolas foram subvencionadas pelo município no mesmo ano, beneficiando 339 alunos. Em 17 de Junho de 1920 o Governador Dr. Hercílio Pedro da Luz, baixou o decreto 3.190 criando as Escolas Reunidas de Palhoça. A escola reunida existente na sede do município foi em 19 de Janeiro de 1927 elevada a categoria de Grupo Escolar pelo decreto nº 2.017 assinado por então Governador Dr. Adolfo Konder . Em 1932 após a conclusão das obras do novo prédio foi inaugurado o Grupo Escolar Professor Venceslau Bueno sendo diretor o Professor Guilherme Wiethorn Filho.[10]

Divisão político-administrativa[editar | editar código-fonte]

Conforme o Prof. José Lupércio Lopes ( Palhoça: notícia estatístico descritiva, 1939, p. 15), o Município de Palhoça, em 1938, tinha uma área de 3.145 km² . Esta área foi aumentada para aproximadamente 4.770 km² com a anexação de Garopaba.

Do antigo Município de Palhoça surgiram, com o tempo, outros municípios que, por sua vez, deram origem ou não a outros novos. O quadro abaixo mostra essa evolução, assim como se explica as emancipações que aconteceram e de onde se originou cada município que fazia parte do território inicial de Palhoça. A fonte das gravuras e das explicações foram retiradas ou deduzidas do Atlas Escolar da Santa Catarina, 1991 e da obra do Prof. Lupércio Lopes.

Atualmente, Palhoça faz parte da Microrregião Geográfica de Florianópolis, juntamente com os municípios de Biguaçu, São José, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Antônio Carlos, São Pedro de Alcântara, Santo Amaro da Imperatriz e Paulo Lopes. Essa Microrregião ocupa uma área de 2515 km² e seus municípios integrantes possuem características naturais e sócio econômicas semelhantes.

Faz parte ainda, juntamente com os municípios de Águas Mornas, Alfredo Wagner, Angelina, Anitápolis, Antônio Carlos, Biguaçu, Canelinha, Florianópolis, Garopaba, Governador Celso Ramos, Leoberto Leal, Major Gercino, Nova Trento, Paulo Lopes, Rancho Quimado, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio, São João Batista, São José, São Pedro de Alcântara e Tijucas, da Associação dos Municípios da Grande Florianóplis.

Distrito Enseada de Brito[editar | editar código-fonte]

Enseada de Brito, único distrito além da sede que sobrou da divisão do antigo território de Palhoça, foi fundada pelo vicentino Domingos Peixoto de Brito, em 1650, que ali ficou somente por dois anos, mas deixou seu nome ligado à povoação.

Ela foi elevada à categoria de Distrito Policial em 13 de abril de 1750 e à Freguesia em 13 de maio do mesmo ano.

Por muito tempo ficou isolada do restante do Município, havendo comunicação somente por mar. Apesar disto, já no início de sua colonização se destacou pela pesca e pela agricultura. Há mesmo relato da existência de vinhedos e fabricação de vinho na região. Durante o ápice do desenvolvimento palhocense, possuiu muitos engenhos de farinha e olarias, exportando, juntamente com o pescado e frutas, a maior parte de sua produção para Desterro.

Destaque deve ser feito para o fato de que Enseada foi uma das regiões onde primeiro se estabeleceram imigrantes açorianos.

Primeira Capela[editar | editar código-fonte]

Praça 15 de Novembro em Palhoça 1928

A primeira capela de Palhoça foi edificada com invocação de Nossa Senhora do Parto. Na foto de 1928 observa-se a capela integrada ao pequeno centro comercial entorno da Praça 15 de Novembro onde atualmente encontra-se o Jardim Governador Ivo Silveira.

Em 2008 Palhoça foi considerada a cidade mais dinâmica do Brasil, que cresce a cada dia. Em 2010 foi considerada a melhor cidade para se investir e morar.[carece de fontes?]

Divisão[editar | editar código-fonte]

O prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB), anunciou no dia 11 de março, uma proposta de dividir o município em dois. De acordo com a assessoria de imprensa, a emancipação da parte sul de Palhoça, onde ficam as praias, tem fins de investimento turístico.[11]

Ainda de acordo com a assessoria, a proposta será encaminhada para uma audiência pública. Dos 150 mil habitantes de Palhoça, cerca de 30 mil habitam a região sul, que vai do Centro até a Baixada Maciambú, passando pelas praias do Sonho, Pinheira, Guarda do Embaú e de Fora.

Política[editar | editar código-fonte]

Palhoça já teve 27 prefeitos diferentes sendo que Francisco Antônio Lehmkul e Ronério Heiderscheidt assumiram o posto por mandatos consecutivos. Ari Baldemiro Wagner e Paulo Roberto Vidal assumiram a prefeitura mais de uma vez porém, não de maneira seguida.

Polêmica nas eleições municipais de 2012[editar | editar código-fonte]

Nas eleições municipais para prefeito, em 2011, o candidato Ivon de Souza, apesar de ter vencido a votação popular, não pode assumir o cargo, pois teve o registro da candidatura indeferido, uma vez que não passou pela Convenção Municipal do PSDB [12] . Logo, o TRE-SC diplomou o segundo lugar nas eleições, Camilo Martins (PSD) para assumir o cargo de prefeito no mandato 2012-2016. A decisão do Tribunal demorou meses para sair. Neste período de indefinição, a governança do município ficou a cargo do presidente da câmara de vereadores, Nirdo Luz (Pitanta).

Prefeitos de Palhoça[editar | editar código-fonte]

República Velha

1° Bernardino Machado

1895-1899

2º Francisco Antônio Lehmkul (1º e 2º mandatos)

1899-1903, 1903-1907

3º Fernando Gil Born

1907-1910

4º Major José Honório da Costa

1911-1912

5º Pedro Edygio Hoffmann

1913-1914

6º Vicente Silveira de Souza

1915-1918

7º José Chrisóstomo Kehrig (1º e 2º mandatos)

1919-1927, 1928-1930


Estado Novo

8º Olíbio José da Silveira

1930-1933

9º Reinoldo Alves

1933-1935

10º Juliano Luchi

1935-1942

11º Tentente Euclides S. De Almeida

1942-1943

12º Jacob Manoel Knabben

1943-1945


Período Populista

13º Waldemar Luz

1945-1946

14º Ivo Silveira

1947-1950

15º Ari Baldemiro Wagner (1º mandato)

1951

16º Augusto Brügemann

1951

17º Ari Baldemiro Wagner (2º mandato)

1951-1956

18º Otávio Zacchi

1956-1961

19º Ari Baldemiro Wagner (3º mandato)

1962-1965


Regime Militar

20º João Silveira

1966-1969

21º Laudelino Augusto Weiss

1969

22º Nelson Martins

1970-1972

23º Odílio José de Souza

1973-1976

24º Newton José Schwiden

1977-1982

25º Neri Brasiliano Martins

1983-1988


Redemocratização

26º Paulo Roberto Vidal (1º mandato)

1989-1992

27º Reinoldo Weingartner

1993-1996

28º Paulino Schmidt

1997-2000

29º Paulo Roberto Vidal (2º mandato)

2001-2004

30º Ronério Heiderscheidt (1º e 2º mandatos)

2005-2012

31º Nirdo Artur Luz (como interino)

2013

32º Camilo Martins

2013-2014

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localizado na Grande Florianópolis, faz divisa com São José, São Pedro de Alcântara, Santo Amaro da Imperatriz e Paulo Lopes. As tradições são majoritariamente de origem açoriana. É a cidade que mais cresce na Grande Florianópolis.

Palhoça possui ainda um dos maiores mangues da América do Sul. O município possui um litoral bem recortado e cheio de belezas naturais, propício para o desenvolvimento de turismo na alta temporada de verão, entre os meses de dezembro e fevereiro.

Os principais destinos turísticos são a Praia do Sonho, Ponta do Papagaio, Praia da Pinheira e a Praia da Guarda do Embaú - sendo essa última conhecida nacionalmente pela pratica do surfe e eleita várias vezes entre as 10 praias mais bonitas do Brasil.

Bairros[editar | editar código-fonte]

Bairro Distrito

  • Enseada de Brito

Bairros Denominados por Lei Municipal:

  • 2002 - Balneário Ponta do Papagaio
  • 1974 - Bela Vista
  • 2002 - Cidade Universitária Pedra Branca
  • 2006 - Guarda do Embaú
  • 2007 - Jardim Aquárius
  • 2007 - Jardim Eldorado
  • 2007 - Jardim das Palmeiras
  • 2007 - Jardim Coqueiros
  • 2006 - Mar Azul
  • 2006 - Massiambu
  • 2006 - Morretes
  • 2006 - Pinheira
  • 1993 - Ponte do Imaruim
  • 2006 - Praia do Meio
  • 2006 - Praia do Sonho
  • 1979 - São Sebastião

Bairros por denominação popular

  • Albardão
  • Alto Aririú
  • Aririú
  • Aririú da Formiga
  • Barra do Aririú
  • Brejarú
  • Caminho Novo
  • Casqueiro
  • Coloninha
  • Fazenda Santa Cruz
  • Furadinho
  • Guarda do Cubatão
  • Jaqueira
  • Maciambu Grande
  • Maciambu Pequeno
  • Marivone
  • Morretes
  • Pachecos
  • Pagará
  • Passa Vinte
  • Passagem do Maciambú
  • Pontal
  • Praia de Fora
  • Rio Grande
  • Sertão do Aririú
  • Sertão do Campo
  • Três Barras

Principais Loteamentos nos Bairros

  • Loteamento Jardim Eldorado
  • Loteamento Jardim Eucalyptus
  • Loteamento Madrid
  • Loteamento Pagani

Principais Vias Públicas[editar | editar código-fonte]

Imagem Centro Palhoça - Vias Públicas

Mosaico Imagem Palhoça 2005 - Wandir M Scharf

Centro

  • Avenida Barão do Rio Branco
  • Avenida Pref. Nelson Martins
  • Rua Caetano Silveira de Matos
  • Rua Cap. Augusto Vidal
  • Rua João Born
  • Rua José Alfredo de Brum
  • Rua José Maria da Luz
  • Rua Pref. Ari Wagner
  • Rua Ten. Francisco Lehmkhul
  • Rua Ver Osvaldo de Oliveira

Ponte do Imaruim

  • Avenida Aniceto Zacchi
  • Avenida Elza Lucchi
  • Rua Antônio Vieira
  • Rua João Febronio de Oliveira
  • Rua 31 de Março

Passa Vinte

  • Rua Prefeito Reinoldo Alves
  • Rua Guaruja
  • Avenida Claudio Zacchi
  • Avenida Hilza Terezinha Pagani

Caminho Novo

  • Rua Germano Spricigo
  • Rua Padre João Batista Réus

[10]

A principal via de acesso ao vizinho município de São José que faz divisa com a capital (Florianópolis) é a rodovia BR-101. É via de passagem de praticamente toda a carga que transita, pela orla litorânea, entre o estado do Rio Grande do Sul e o restante do país.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Centro 1938[editar | editar código-fonte]

Hidrografia Palhoça - Palhoça é cortada por alguns rios importantes na região da grande Florianopolis.Tais como Rio Cubatão,Aririú,Imaruim e Madre.

Centro 1938

Centro de Palhoça 1938

Economia[editar | editar código-fonte]

As indústrias e o centro comercial da cidade estão localizados na região norte. O bairro da Ponte do Imaruim destaca-se pelo comércio, enquanto o bairro Jardim Eldorado destaca-se pelas indústrias. No sul de Palhoça, a economia baseia-se na pesca e no turismo.

Dia 20 de maio foi inaugurado o primeiro Shopping de Palhoça, Via Catarina.

O mercado imobiliário também merece destaque, devido aos novos condomínios fechados, como Parque da Pedra, Moradas Palhoça, Terra Nova Palhoça, Nova Palhoça, Villa Latina, Apoena, Vivare Grand Club, Mirante do Cambirela e Edla Zacchi que visam atrair moradores com alto poder aquisitivo.

Educação[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Literatura[editar | editar código-fonte]

Carlos de Faria - Poeta

Carlos de Faria nasceu em Enseada de Brito, em 1839 e faleceu em Florianópolis, em 1890. Foi enfermeiro, farmacêutico e guarda-livros, tendo deixado centenas de poemas esparsos pelos jornais da Província. Os livros Meteoros e Alvoradas permanecem inéditos. Ele é Patrono da Cadeira nº 3 da Academia Catarinense de Letras.[13]

Manuel dos Santos Lostada - Poeta

Manuel dos Santos Lostada nasceu na localidade de Furadinho-Palhoça, em 1860 e faleceu em Florianópolis em 1923.

Seus primeiros estudos foram feitos em Desterro, sendo que aos 23 anos já publicava poemas em jornais da Capital. Fez parte do grupo compreendido por Cruz e Souza, Virgílio Várzea e Araújo de Figueiredo, de quem seria protetor.

Em 1884 é indicado oficial de pelo Presidente da Província Gama Rosa. No ano seguinte já era promotor em Itajaí. A Proclamação da República faz com que perca seu cargo e ele passa a trabalhar em pequenos empregos de subsistência, e com alguns poemas publicados em jornais e revistas.

Com a posse de Hercílio Luz , sua situação melhora e ele passa a ocupar diversas funções públicas, entre elas as de deputado estadual em duas legislatura (1901-19060 e diretor do secretariado do Congresso Representativo do Estado.

Nunca publicou nenhum livro, mas suas obras, esparsas em jornais e revistas, o tornaram, merecedor do título de patrono da Cadeira nº 32 da Academia Catarinense de Letras.[13]

Nicolau Nagib Nahas - Poeta

Nasceu em Campos-RJ, em 2 de março de 1898 e faleceu em Florianópolis, prematuramente, em 26 de fevereiro de 1934. Casou -se em 1922 com Cármen Hoffmann Nahas, filha do comerciante e ex-prefeito Pedro Egydio Hoffmann Foi Oficial de Registro Civil, escrivão do Juízo Federal, escrivão do Crime, oficial do registro de Títulos e Documentos e redator de vários jornais e revistas de Santa Catarina e do Paraná. Ator dramático, escreveu as peças A ilha dos casos raros (revista); A cruz (entre-ato), e Bendito Amor (melodrama). Foi ainda fundador e presidente do Centro Catarinense de Letras em 1925. Suas obras publicadas foram: Hosanas ao Estdo de Santa Catarina (Tipografia Popular, Florianópolis, 1916); Canções incultas ( Livraria Central, Florianópolis, 1922); Boas festas ( Livraria Moderna, Florianópolis, 1932); Versos de minha vida, obra póstuma. (Ed. Particular, Florianópolis, 1947).[13]

Folclore[editar | editar código-fonte]

Bandeira do Divino – Semanas antes da Festa do Divino Espírito Santo, um grupo de pessoas percorre a cidade visitando as casas e colhendo ofertas para a festa. Uma senhora ou moça conduz a Bandeira presa a um mastro de dois metros, tendo a figura de uma pombinha bem na ponta da haste, com várias fitas coloridas pendentes. Às vezes a Bandeira é acompanhada de canto com música de rabeca, violão, cavaquinho e tambor, cujas batidas anunciam a aproximação da Bandeira.

Símbolo comumente usado na Festa do Divino Espírito Santo

Festa do Divino Espírito Santo - A festa é uma representação da coroação dos imperadores dos tempos do Brasil Império. Uma família da cidade (com muita honra) é sorteada para ser a festeira. No dia da festa, o cortejo acompanhado da banda de música, percorre as ruas da cidade com o Imperador, Imperatriz e os pagens vestidos a caráter e vai se instalar num trono, onde permanece o dia todo presidindo o cerimonial. A festa é acompanhada de missa, barraquinhas, queima de fogos, leilão, baile e outras atividades. A sede do Município e Enseada de Brito são os locais onde anualmente se realiza a festa.

Boi-de-mamão - É a representação dramática de cenas da vida campestre. Boi, cavalo, cavaleiro, curandeiro, urubu e cantadores. Boi-de-mamão é o nome dado em Santa Catarina ao auto do Bumba-meu-boi. Entre as diversas origens do nome, a mais aceita é a que diz que, antigamente, era usado um mamão verde para confeccionar a cabeça do boi, donde teria surgido o nome do boi e se espalhado por todo o litoral catarinenses. O Grupo é formado essencialmente pelo boi, o vaqueiro Mateus, o urubu, o feiticeiro, que benze o boi depois deste ser derrubado por Mateus beliscado pelo urubu, o cavalinho, a cabra,o cabrito. Em alguns locais ainda aparece o urso e a maricota. A Bernúncia, típica de Santa Catarina, que para alguns representa o bicho-papão, termina a dança, que é representada ao ar livre, com um grupo de cantadores e acompanhamento de percussão, chocalhos, reco-recos e pandeiro, algumas vezes acrescidos de cavaquinho e acordeão. Para cada animal há um canto típico.

Pau-de-fitas - É apresentado por um grupo geralmente de quatro a oito casais, que executam evoluções em torno de um pequeno mastro com longas fitas. Durante as evoluções os casais fazem diversos trançados e destrançados com as fitas. Um grupo de músicos acompanha a apresentação com cantorias.

Terno-de-reis ou Folia de reis - Do Natal até 6 de janeiro (dia dos Reis Magos), costuma aparecer em Palhoça os “ternos-de-reis”, para reverenciar o nascimento de Jesus. O terno-de-reis é constituído por um grupo de geralmente quatro a oito pessoas, que percorre as casas pedindo ofertas em dinheiro ou bebidas. As músicas cantadas pelo Terno são de fundo religioso e folclórico.

Pão-por-Deus - Tradição quase desaparecida, o pão-por-Deus é um meio de comunicação romântica, onde as mensagens de amor, amizade e simpatia, escritas nas mais variadas figuras de papel, em recortes geométricos, transmitem os mais diversos pedidos.

Transporte[editar | editar código-fonte]

O transporte público de Palhoça é realizado principalmente através de ônibus. Desde o dia 07 de junho de 2012, começou a funcionar o Sistema Integrado de Transporte no município. Através deste sistema, quase todas as linhas diretas para as cidades de São José e Florianópolis deixaram de existir, exceto para os bairros mais populosos nas primeiras horas da manhã.

Os usuários pegam o ônibus em seu bairro e são levados até a Estação Palhoça, localizada no bairro da Ponte do Imaruim em anexo à garagem da empresa Jotur. De lá os usuários fazem a integração pegando um segundo ônibus, pagando uma segunda tarifa, porém de menor valor, completando o valor integral (Palhoça à Florianópolis). O pagamento de tarifa dentro do terminal só é feito quando o usuário vem de fora e paga nos guichês de atendimento ao acessá-lo ou então, se ele desejar ir para Florianópolis (TICEN), cujo valor da antiga tarifa direta continua o mesmo porém, fracionado em tarifa municipal + tarifa intermunicipal.

O novo sistema, porém, não abrange todo o transporte coletivo da cidade. As linhas que operam na região sul, que engloba as Praias da Pinheira, Sonho e Guarda do Embaú, estão sob concessão da Paulotur. Não há previsão para uma possível integração.

De acordo com o secretário de planejamento, Fabiano Ferreira, o primeiro passo é garantir o sucesso na implantação do sistema para, depois, tentar uma adesão da PauloTur, excluída até então do processo. http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/horadesantacatarina/19,792,3782753,Palhoca-inaugura-primeira-experiencia-com-sistema-integrado-de-transporte-coletivo.html

Grande número de usuários do Transporte Coletivo, também utiliza-se dos ônibus da Empresa Imperatriz, que além de possuir linhas que atendem ao Bairro Alto Aririú, atende aos usuários do Centro de Palhoça e da Ponte do Imaruim que procuram escapar da morosidade do sistema Integrado implantado pela empresa Jotur.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 30 de novembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 15 de fevereiro de 2014.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 10 junho 2014.
  6. SANTA CATARINA: Instituto historico e Geographico Revista Trimensal, vol. VI, anno 1917.
  7. LOPES, José Lupércio. Monographia do município de Palhoça. Florianópolis: Cysne, 1919. p. 10-11.
  8. Governo da Capitania: Livro de sesmarias. 1753-1800. APSC. In FARIAS, Vilson Franscisco. Dos Açores ao Brasil Meridional,v. 2- p 242.
  9. LOPES, José Lupércio. Palhoça: notícia estatístico-descritiva, pp. 24-5.
  10. a b c Acervo Histórico - Wandir Martins Scharf
  11. g1.globo.com - Cidade de Palhoça pode ser dividida em duas (13 de Março de 2009)
  12. http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/politica/noticia/2013/12/tse-nega-recurso-de-ivon-de-souza-para-assumir-prefeitura-de-palhoca-4354187.html
  13. a b c Acervo Prof. Luis Abel Silva
  • SANTA CATARINA: Secretaria de Estado de Coordenação Geral e Planejamento, Subsecretaria de Estudos Geográficos e estatísticos. Atlas escolar de Santa Catarina. Rio de Janeiro: Aerofoto Cruzeiro, 1991.
  • ENTRES, Gottfried. Gedenbuch zur Fahrhundert-Feier deustcher einvanderung in Santa Catharina. Florianópolis, Livraria Central, 1929.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]