Tubarão (Santa Catarina)

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Município de Tubarão
"Cidade Azul"
Crepúsculo sobre o rio Tubarão

Crepúsculo sobre o rio Tubarão
Bandeira de Tubarão
Brasão de Tubarão
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 27 de maio
Fundação 27 de maio de 1836 (178 anos)
Gentílico tubaronense
Prefeito(a) João Olávio Falchetti (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Tubarão
Localização de Tubarão em Santa Catarina
Tubarão está localizado em: Brasil
Tubarão
Localização de Tubarão no Brasil
28° 28' 01" S 49° 00' 25" W28° 28' 01" S 49° 00' 25" W
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Sul Catarinense IBGE/2008[1]
Microrregião Tubarão IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Laguna, Gravatal, Capivari de Baixo, São Ludgero, Jaguaruna, Treze de Maio e Pedras Grandes
Distância até a capital 133 km
Características geográficas
Área 300,273 km² (BR: 3431º)[2]
População 102 087 hab. IBGE/2014[3]
Densidade 339,98 hab./km²
Altitude 9 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,796 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 2 108 411 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 21 551,12 IBGE/2011[5]
Página oficial

Tubarão é um município brasileiro do sul do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º28'00" sul e a uma longitude 49º00'25" oeste, estando a uma altitude média de 9 metros, com uma área de 300,273 km². No ano 2000 possuía 88.987 habitantes, atualmente de acordo com o IBGE sua população total observada no último recenseamento realizado em 2010 foi de 98.503 habitantes, mostrando assim um aumento populacional de 9,96% em relação ao censo anterior. Conforme publicação no Diário Oficial da União pelo IBGE, no dia 29 de agosto de 2014, o município possuía 102 087[6] moradores.

O nome da cidade deve-se ao rio Tubarão, que em tupi-guarani era chamado Tubá-Nharô,[7] "pai feroz". Outra versão corrente relaciona ainda este nome com o de um cacique muito influente que habitava a região. Não se relaciona, porém, ao peixe homônimo.

História[editar | editar código-fonte]

Com a abertura do caminho entre Lages e Tubarão, por volta de 1773, iniciou-se o povoamento da cidade. O rio Tubarão era parte da rota Lages/Laguna, tendo como ponto de parada os portos do "Poço Fundo" e do "Poço Grande", ambos na região da atual Tubarão. Em agosto de 1774, duas sesmarias, situadas no atual perímetro urbano, foram doadas ao capitão João da Costa Moreira e ao sargento-mor Jacinto Jaques Nicós,[8] [9] marcando o início efetivo do povoamento.

Em 1833 já existia o distrito de Poço Grande do Rio Tubarão e em 7 de maio de 1836 foi criada a paróquia de Nossa Senhora da Piedade de Tubarão, Lei nº 32. Tubarão desmembrou-se de Laguna pela Lei Provincial nº 635, de 27 de maio de 1870. A imigração europeia, a implantação da EFDTC - Estrada-de-Ferro Dona Thereza Christina e a criação da comarca de Tubarão (Lei 745, de 19 de abril de 1875), foram responsáveis diretos pelo desenvolvimento econômico do município.

Em 1974 o município foi atingido por uma catastrófica enchente. Causou a morte de 199 pessoas e desalojou 60 mil dos 70 mil habitantes da cidade. Historiando essa catástrofe, há o livro "Tubarão 1974 - Fatos e Relatos da Grande Enchente", do escritor catarinense César do Canto Machado, membro da Academia Desterrense de Letras, de Florianópolis.

Enchente de 1974[editar | editar código-fonte]

Monumento às vítimas da enchente de 1974

A grande enchente ocorreu em 24 de março de 1974. No dia 22, sexta-feira, as chuvas da tarde foram mais intensas nos costões da serra, aumentando sensivelmente o volume dos rios, alagando as áreas baixas. A vila Presidente Médici foi o primeiro bairro a ser atingido. No sábado, dia 23, a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros haviam se mobilizado para socorrer a população dos bairros mais alagados. A Rádio Tubá prestava serviço de informações, alertando a população. As escolas dispensaram os alunos. À tarde a chuva caía forte e ininterrupta. Já havia muitos desabrigados. Várias pessoas estavam deixando suas casas, deslocando-se para lugares mais elevados, como por exemplo o morro da catedral. Mas alguns moradores permaneceram em suas casas, sem acreditar que a água fosse além do que estavam vendo.

Uma multidão espreitava nas margens do rio, que subia rapidamente. Por volta das 18 horas, a ponte pênsil foi tragada, e a partir daquele momento as águas invadiram o centro comercial. O bairro Oficinas e a margem esquerda foram tomados pela água, em níveis variando de 20 centímetros a 1 metro. O comandante da 3º cia. proibiu a Rádio Tubá de dar notícias sobre a enchente, alegando que a emissora estaria promovendo sensacionalismo, transmitindo pânico à população. Com isso a população ficou desorientada e desinformada.

No dia 24 de março os bairros continuavam alagados, mas o nível do rio estava estabilizado. No fim da tarde a chuva voltou com a mesma intensidade da noite anterior. A noite de domingo foi dramática para os moradores das áreas pouco inundadas na noite de sábado, que sentiram repentinamente a água invadindo suas casas e crescendo com forte correnteza. Muitos dormiam e acordaram com os pés na água. Muitos subiram para o forro da casa, e deste para o telhado. Alguns na tentativa de se salvar, morreram, e outros foram levados juntos com sua casa. Às 9 horas, apagaram-se as luzes, os telefones já estavam mudos. A cidade ficou sem comunicação, isolada. Ao clarear do dia de segunda-feira, a chuva continuava intensa. Um único helicóptero fazia o trabalho de salvamento. Sobrevoava as casas, cujos telhados apareciam, e nos quais se agitavam, desesperadamente, panos de todas as cores.

As residências no morro da catedral recebiam toda a espécie de flagelados em desespero. Não havia alimentos para todos, por isso aconteceu um saque aos Supermercados Angeloni e Cobal(não existe mais).

No Colégio Gallotti, um grupo de professores se organizou e se dirigiu ao vizinho supermercado Carradore (que não existe mais) e requisitaram alimentos para os refugiados daquele estabelecimento de ensino.

No dia 27 de março o sol despertou radiante. As águas do rio Tubarão começaram a baixar deixando atrás de si uma impressionante camada de lama que variava de 30 centimetros a 1,20 metro. As ruas se apresentavam com enormes buracos, entulhados de lama, madeiras e restos do material das casas demolidas. Entre as informações desencontradas, oficialmente são registradas 199 mortes.

Registros da enchente de 1974[editar | editar código-fonte]

  • Placa na parede frontal da ótica Zumblick, rua Coronel Collaço, registrando o nível atingido pelas águas do Rio Tubarão.
  • Placa na parede da bomba d'água dos galpões que pertenciam à Souza Cruz, hoje Farol Shopping, rua Lauro Müller, próximo ao portão dos fundos do Shopping, mostrando o nível atingido naquele local.
  • E também no Museu ou Centro Cultural na praça Sete de Setembro, que conta ainda com fotos e registros da enchente de 1974

Economia[editar | editar código-fonte]

Tubarão destaca-se por ser o segundo centro comercial do sul do estado, principalmente na área de cerâmica. Destaque também para o turismo, centrado em suas estâncias hidrominerais.

Tubarão é importante pólo comercial da região e foi durante muitos anos sede da EFDTC. (Em 1884 foi concluida a Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina, pioneira na então Província de Santa Catarina, com a extensão de 112 km, originária de uma concessão obtida pelo Visconde de Barbacena, com o objetivo de transportar o carvão de pedra das minas para o Porto de Imbituba). Atualmente a ferrovia não conta mais com a importância do passado, mas apresenta grande valor na cultura local. Em função dos anos em que era a principal forma de transporte da região, foi fundado um museu ferroviário que possui até locomotivas produzidas desde o século XIX.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Tubarão tem uma boa infra-estrutura urbana e seu potencial turístico concentra-se nas águas termais, canalizadas para confortáveis hotéis e no meio rural, com destaque para a localidade de Rio do Pouso, onde pode-se passar agradáveis horas em contato com a natureza e com a cultura e culinária do local. Pólo de integração da região, oferece passeios turísticos mensais nas locomotivas Maria-Fumaça pela Ferrovia Teresa Cristina, ligando as cidades de Imbituba, Laguna, Criciúma e Urussanga. O percurso liga estas cidades às praias, à subida da Serra do Rio do Rastro, aos monumentos históricos e às tradições das etnias que ajudaram a povoar a região. É mantida pela Rede Ferroviária Federal. A ferrovia, situada entre a serra e o mar, às margens do rio Tubarão, tem como um dos seus atrativos as inúmeras pontes. Conheça a Praça Dona Thereza Christina, inaugurada em 1884, por ocasião do centenário da ferrovia do mesmo nome, a ponte pênsil localizada em frente à Universidade e o Centro Municipal de Cultura, que agrega um museu em homenagem a um dos maiores pintores catarinenses: Willy Zumblick, além de exposições paralelas, aulas de artes plásticas e cênicas e uma galeria dedicada à história do município. Além destes, Tubarão possui um grande centro de comércio da região sul do estado: o Farol Shopping. O shopping tornou-se famoso pela sua estrutura, suas ofertas de comércio, de empregos múltiplos e recebeu o título de "o maior empreendimento deste porte da região sul de Santa Catarina".

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Não houve, na região sul do Estado, um sistema de grandes plantações de monocultura, de produção voltada para o exterior, em grandes propriedades com elevado número de escravos, a exemplo do que aconteceu na Região Nordeste e Região Sudeste do Brasil. Em Tubarão, alguns abastados, residentes em Laguna, geralmente comerciantes, adquiriram as melhores áreas de terra. Estes usufruíram do fruto do trabalho dos arrendários. Acrescenta-se que, além do arrendatário, a outra parte da produção era executada por trabalho escravo, o que não aparece nos documentos oficiais.

Na ordens sucessiva dos colonizadores que se utilizavam da agricultura, o desenvolvimento dos pioneiros vicentistas foi inexpressivo devido ao seu contínuo deslocamento para o Rio Grande do Sul onde se envolveram com a pecuária.

Os açorianos não desenvolveram uma agricultura satisfatória. Isso se deve as suas origens e convivência e familiaridade com o mar eram atraídos a povoar as margens dos rios e das lagoas que formavam as únicas vias de comunicação, além do oceano.

Cita-se que, por volta de 1750, houve uma tentativa de plantio de cânhamo e linho às margens do rio Tubarão, sem especificar o local, mas que foi abandonada a seguir.

Serviços[editar | editar código-fonte]

Tubarão é um polo comercial com mais de 1.700 lojas, a cidade possui um amplo comércio que atendem vários municípios da região, totalizando uma população de 350 mil pessoas.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Tubarão se localiza no sul do estado de Santa Catarina, a 66 km de Criciúma e 133 km de Florianópolis. Algumas das cidades próximas são Gravatal, Treze de Maio, Jaguaruna, Pedras Grandes, Laguna, Capivari de Baixo, São Ludgero, Orleans.

A cidade é rica em belezas naturais. Conheça também as termas de Tubarão. Nas Termas do Rio do Pouso, a alguns minutos do centro da cidade, um hotel-fazenda oferece muitas opções de lazer e de práticas esportivas, além de piscinas de água mineral. Nas Termas da Guarda, entre a Serra do Mar e o Litoral, a água termal jorra à temperatura de 36 °C, canalizada em piscinas e banheiras.

Fauna[editar | editar código-fonte]

Tubarão é um dos habitat de um animal muito conhecido no sul do Brasil, a capivara. Este animal é tão numeroso e querido pelos tubaronenses, que foi criada a Festa da Capivara, que hoje em dia é realizada na cidade de Capivari de Baixo, pois quando se realizou a primeira Festa da Capivara, Capivari era apenas um bairro pertencente a Tubarão. A capivara é encontrada ao longo de toda a margem do rio Tubarão, sendo que, muitas vezes, devido ao alto volume de água do rio, pode-se encontrar as capivaras à beira das estradas que margeiam o rio. Atualmente vive-se uma situação negativa por conta dos grandes roedores, que pela cidade situar-se principalmente a beira do Rio Tubarão, acabam por cruzar estradas e rodovias fazendo com que aconteçam acidentes.

Altitude[editar | editar código-fonte]

A altitude média na sede do município é de 9 metros acima do nível do mar e o ponto culminante é o morro do Martinelli, com 540 metros (Rio do Pouso Alto).

Clima[editar | editar código-fonte]

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Subtropical. No mês de Janeiro, o mês mais quente, a temperatura média é de 24°C, enquanto 15°C é a temperatura média de Julho, o mês mais frio. A temperatura média anual gira em torno dos 20ºC, a pluviosidade média é de 1400mm[10] . A temperatura máxima registrada na cidade foi de 43,4°C no dia 25/12/2012 e a mínima de -7°C. Possuem Verões quentes com temperaturas passando dos 35°C e Invernos Amenos com temperaturas mínimas abaixo dos 10° e podendo chegar a valores próximos ou igual a 0°C. A geada ocorre em todos os anos, em média de 7/10 vezes ao ano, sendo 3 de forte intensidade nos bairros mais afastados do centro da cidade. A neve é muito rara na região, nevou bem fraco com garoa em julho de 1955 e no ano de 1984 nos morros da Guarda. No ano de 1990 nevou na região de Tubarão, nos munícipios de Braço do Norte (Pinheiral), Santa Rosa de Lima e São Martinho. Em 2010 a neve novamente se fez presente na região mais alta de Grão Pará, Orleans e Santa Rosa de Lima.

Ventos[editar | editar código-fonte]

No verão, quando o quociente barométrico é mais acentuado, os ventos sopram com mais constância e regularidade. Naturalmente, são ventos predominantes dos quadrantes leste-atlântico para o continente.

O outono é a estação menos ventosa e isso se explica pelo equilíbrio entre valores barométricos no atlântico e no continente, com conseqüência a diminuição das massas de ar. No inverno, devido à predominância de outra área de alta pressão no interior do continente, a componente de ventos do oeste adquire importância, podendo ultrapassar a soma de velocidade dos ventos de leste.

A predominância dos ventos na região é a seguinte:

37,5 % ocorrência dos ventos Nordeste 15,6 % ocorrência dos ventos Sul 13,2 % ocorrência dos ventos Sudoeste

Acidentes Geográficos[editar | editar código-fonte]

O rio Tubarão é o principal do município. Sua linha de escoamento corta a cidade com uma secção média de 115 metros de largura, uma profundidade que varia de 2 metros a 10 metros e uma vazão de 5,2 metros cúbicos por segundo. Outros rios que cortam o município de Tubarão são o Capivari, Corrêas, Rio do Pouso, Alto Pedrinhas, Caruru, Ilhota, Congonhas.

Educação[editar | editar código-fonte]

Sendo Tubarão um pólo de convergência de todas as vias de comunicação, motivou a formação de um centro estudantil que atende uma clientela da região, que necessite frequentar cursos mais elevados. Na década de 1930 sobressaiam o Colégio São José (1895) e o Grupo Escolar Hercílio Luz (1920) , na década de 1940, o Ginásio Sagrado Coração de Jesus, depois Colégio Dehon e na década de 1950, a Escola Técnica do Comércio, cuja Congregação idealizou e implantou o ensino superior, origem da Unisul. Este quarteto, com modalidades específicas de ensino, atraia estudantes do sul catarinense, formando, assim, a base ativa e histórica para a criação e desenvolvimento de cursos de nível superior que iniciou pelo IMES em 1964, transformado em FESSC em 1967 e finalizando na Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) em 1989.

No segundo semestre de 2014 a UNOPAR (Kroton - Maior empresa de ensido no Mundo) instalou seu novo polo de atendimento aos alunos de Graduação e Pós Graduação à Distância. Levando para a cidade diversos cursos semi-presencial e 100% on-line.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Indicadores
População
Homens 47.147 (2010)
Mulheres 50.134 (2010)
Urbana 88.137 (2010)
Rural 9.144 (2010)
Educação
Analfabetismo 1,45% (2000)
1º grau incompleto 35,91% (2000)
1º grau completo 16,20% (2000)
2º grau incompleto 16,81% (2000)
2º grau completo 11,42% (2000)
Superior incompleto 4,09% (2000)
Superior completo 4,33% (2000)

Biblioteca Pública[editar | editar código-fonte]

No ano de 1898 são criados a Biblioteca Pública e o Arquivo Público, por iniciativa do visionário Superintendente João Cabral de Mello. Naquele ano a biblioteca possuia um acervo de 312 volumes sobre assuntos diversos e estava sendo bem freqüentada. Em 1941 o prefeito Marcolino Martins Cabral decretou a criação da Biblioteca Olavo Bilac.

Instalada na sede da Prefeitura, teve vida itinerante. Passou por percalços e desleixos. Sua maior perda porém ocorreu no ano de 1974, quando ocorreu a famosa enchente, que arrasou a cidade e destruiu também grande parte do acervo, que jamais foi recuperado.

Atualmente a biblioteca pública está instalada junto ao museu Walter Zumblick, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas.

Casa da Cidade[editar | editar código-fonte]

Em pleno coração comercial da cidade encontramos a Casa da Cidade, um centro de cultura, local permanente de exposições de arte, cursos e palestras, além de outras atividades culturais.

Apresenta uma arquitetura que lembra os casarios antigos e mostra a conservação pelo patrimônio histórico e resgate da população Tubaronense.

Construção do século passado, a Casa da Cidade, restaurada em 1984. O velho casarão serviu de residência para coronéis e políticos. Abrigou a prefeitura, entre outros órgãos. Durante o Natal a Casa da Cidade transforma-se em Casa de Papai Noel e no resto do ano acolhe trabalhos artesanais produzidos por artistas municipais.

Catedral[editar | editar código-fonte]

Catedral de Tubarão.

A primitiva igreja foi construída em 1832. Passou por várias reformas e ampliações. Em 1887 o corpo da Igreja media 138 palmos de comprimento (30,36 m), 74 palmos de largura (16,28 m) e 30 palmos de altura (6,6 m) (relatório do Padre Cipriano Buonocore, 1887). Este monumento que representou a fé e o esforço comum de muitas gerações, símbolo material da religiosidade de seu povo, foi demolido em 1971.

A Diocese de Tubarão foi criada em 28 de dezembro de 1954, e seu primeiro Bispo foi Dom Anselmo Pietrulla. A catedral está erguida no ponto mais alto da cidade. Ao seu lado está a "Torre da Gratidão", monumento em homenagem as pessoas que contribuíram com a reconstrução da cidade após a grande enchente de 1974. Com amplo espaço, construção arrojada e moderna, a catedral é uma visita obrigatória.

Destacamos em anexo a gruta, a sede diocesana e a residência episcopascal, com uma praça ampla e uma visão belíssima da Cidade Azul.

Na região, em cada bairro e em cada comunidade existem um grande número de igrejas e capelas que caracterizam a religiosidade destes habitantes. Destacamos a igreja matriz São José Operário em Oficinas.

Praça Teresa Cristina[editar | editar código-fonte]

A Praça Teresa Cristina foi inaugurada em 1984 em comemoração aos cem anos de fundação da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina, construída pelos ingleses, localizada na Avenida Marcolino M. Cabral, a praça ostenta uma locomotiva Maria-Fumaça e um vagão de passageiros que serve como lanchonete..

Museus[editar | editar código-fonte]

Tubarão dispõe atualmente de três museus:

  • Walter Zumblick - localizado no Centro Cultural da Unisul, onde estão expostos objetos e artefatos da cultura indígena, encontrados nos sambaquis da região, e animais pertencentes à fauna da região, foi inaugurado em 30 de novembro de 1995.
  • Centro Municipal de Cultura: abriga o Museu Willy Zumblick, fotos, artigos e históricos de Tubarão e vários materiais de importância pública, além de sediar a biblioteca pública. É fruto do trabalho de entidades de classe, clubes de serviço, poderes executivo e legislativo do município. A obra é um marco definitivo para resgatar a escola, promover e divulgar a arte e a cultura da região. Com área construída de 1820 m², contempla as seguintes dependências: galeria de exposições temporárias, sala de trabalhos educativos, ateliê de pintura, sala de vídeo e projeções, biblioteca especializada em artes plásticas, arquivo histórico municipal, biblioteca pública municipal, galeria de exposições, destinada a abrigar o acervo do artista plástico Willy Zumblick.
  • Museu Ferroviário: preserva a memória da ferrovia Dona Teresa Cristina – RFFSA - uma das únicas estradas de ferro do mundo a operar com máquinas a vapor na atualidade.O museu ainda serve também como garagem e oficina mecânica das locomotivas ainda em funcionamento.

TV[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

ponte com acesso a rua Lauro Muller
A cidade de Tubarão e arredores em imagem de satélite.

Acessos[editar | editar código-fonte]

A cidade tinha um aeroporto particular de saibro - 1.100m x 40m que pertenceu ao extinto aero clube cidade azul,atualmente a area total do aeroporto pertence a Força Aérea Brasileira,e como se encontra cercado por prédios e casas encontra-se desativado, servindo muitas vezes de campo de treinamento para a 3º Cia. de infantaria e para eventuais eventos de grande porte como a famosa Produsul Feira Industrial do sul do país.Sendo que atualmente os aeroportos mas próximos da cidade são: aeroporto de cargas de jaguaruna, e o aeroporto público de Forquilhinha, distante 79 km passando pela cidade de Criciuma pela rodovia BR-101, para quem vem do sul ou do norte. Para quem vem do oeste, acesso pela BR-116 até Lages, seguindo pela BR-282 e SC-438.A cidade ainda conta com 4 acessos, todos pela BR-101 o 1º acesso fica ao norte logo após a divisa do município de Capivari de Baixo com Tubarão ,o 2º acesso encontra-se na area central da cidade no local onde a BR-101 divide a cidade, o 3º acesso encontra-se um pouco mais ao sul 800 metros após o acesso central e o 4º acesso encontra-se ao sul próximo já a divisa com o município de jaguaruna. Para quem vem do sul apenas altera-se a ordem dos acessos.

Pontes[editar | editar código-fonte]

Como já dito Tubarão situa-se às margens do rio ubarão, por sobre o qual várias pontes o cruzam:

  • Nereu Ramos (Centro, entre as ruas Padre Geraldo Spettmann e Coronel Colaço, lado montante)
  • Heriberto Hülse (Centro, entre as ruas Padre Geraldo Spettmann e Coronel Colaço, lado juzante)
  • Viaduto Juscelino Kubistcheck de Oliveira (Cavalcante/BR101)
  • Dilney Chaves Cabral (Centro, entre a Av. Patrício Lima e R. Tubalcaim Faraco)
  • Orlando Francalacci (Quartel, entre as ruas Chile e Pres. Tancredo Neves)
  • Manuel Alves dos Santos (Morrotes, entre as ruas São João e Sílvio Cargnin)

Além destas existe uma ponte pênsil em frente à Unisul, outra no bairro km 60, que liga este ao bairro Bom Pastor, uma outra que liga os bairros Guarda Margem Esquerda e Direita, próximo do Termas da Guarda e a ponte da estrada de ferro, que liga Tubarão a Capivari de Baixo.

Acesso a praias[editar | editar código-fonte]

Através de Tubarão pode-se chegar a diversas praias. Seguindo a Avenida Marcolino Martins Cabral, em direção norte, até chegar-se ao Rio Tubarão dai por diante segue-se em estrada de chão costeando o rio até os limites com Laguna, chegando-se ao Farol de Santa Marta, praia da Tereza, Ponta da Barra, Galheta e Camacho. Via bairro Congonhas, chega-se as mesmas praias. A estrada é de chão até chegar-se a rodovia inter-praias (asfaltada recentemente) que liga a praia de jaguaruna a praia do camacho,a partir dai todos os acessos as demais praias são por estradas de chão, algumas vezes passando por entre dunas de areias.

Região metropolitana[editar | editar código-fonte]

Tubarão já sediou a Região Metropolitana de Tubarão, criada pela lei complementar estadual 221 de 2002 e extinta pela lei complementar estadual 381 de 2007, formando, juntamente com Gravatal e Capivari de Baixo, o núcleo metropolitano. Também existia a área de expansão metropolitana, a qual englobava mais 15 municípios (345.665 habitantes). Hoje, Tubarão é a sede da região da Grande Tubarão. O governador Leonel Pavan (PSDB) sancionou o projeto de lei complementar 52/09, aprovado pela assembleia legislativa no dia 8 de dezembro de 2010. A divisão foi feita de forma a atender os requisitos legais para a criação das regiões metropolitanas. Com isso, os municípios, especialmente os menores em número de habitantes, poderão ser alvos do desenvolvimento de projetos maiores, pois os recursos, quando solicitados para uma região, têm prioridade de investimento, especialmente junto ao Ministérios das Cidades. Na Região Metropolitana de Tubarão, a novidade é a inclusão dos municípios de Paulo Lopes e Garopaba. O primeiro, antes, integrava a Grande Florianópolis. Formam a Grande Tubarão um total de 19 municípios, são eles: Tubarão, Capivari de Baixo, Gravatal, Jaguaruna, Pedras Grandes, Sangão, Treze de Maio, Braço do Norte, Armazém, Grão Pará, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, São Ludgero, São Martinho, Laguna, Garopaba, Imaruí, Imbituba e Paulo Lopes.

Esporte[editar | editar código-fonte]

Durante muitos anos, Tubarão teve o domínio no futebol do Sul do estado de Santa Catarina, com destaque para o Hercílio Luz Futebol Clube, agremiação mais antiga da região, fundada a 22 de dezembro de 1918. O time colorado, conhecido por "Leão do Sul", conquistou por duas vezes o campeonato estadual (1957 e 1958) e foi a primeira agremiação barriga-verde a disputar uma competição nacional oficial da CBD, a Taça Brasil, em 1958.

Nos anos 40, o mesmo Hercílio veio a conhecer o seu maior rival, o Esporte Clube Ferroviário, este que se tornou o time do povo na Cidade Azul. O rubronegro "Ferrinho", como passou a ser chamado carinhosamente pela população tubaronense, também foi destaque estadual, conquistando o campeonato catarinense de 1970. Em 25 de maio de 1992, deixa de existir o Ferroviário para surgir o Tubarão Futebol Clube. Numa curta trajetória de 10 anos, conquistou várias taças e um título estadual em 1998, a Copa Santa Catarina, em pleno estádio Heriberto Hülse contra o seu maior rival, o Criciúma Esporte Clube, no famoso Clássico do Sul. O Tubarão Futebol Clube chamado carinhosamente de Peixe, disputou também campeonatos brasileiros, Copa Sul e Copa Sul-Minas. Se tornou o primeiro clube tubaronense a excursionar na Europa. A média de público nos estádios era alta e também muitos torcedores acompanhavam o clube fora de seus domínios.


A cidade de Tubarão conta também com o Tubarão Predadores, 1º time de Futebol Americano da Região Sul de Santa Catarina, que em 2008 fez sua 1ª participação na Liga Catarinense de Futebol Americano.

O Tubarão Predadores faz seus treinos todos domingos às 15 horas no campo de futebol da Unisul em Tubarão. Todos que quiserem assistir ou participar dos treinos devem comparecer no local e horário indicados onde serão ensinadas todas as regras deste esporte que tanto se desenvolve no Brasil.

Nos último anos a cidade vem ganhando destaque nacional e atraindo atenção desde a entrada do time de futsal da UNISUL na Liga Nacional de Futsal . O Unisul Esporte Clube foi criado em julho de 1999, quando a Unisul decidiu investir na área de marketing esportivo. Focado no Futsal e Voleibol, firmou importantes parcerias como a parceria com a Penalty, para o Futsal em Tubarão.E recentemente com a Seguridade de Joinville trazendo grds jogadores a equipe como o ala Cabreuva da seleção brasileira de futsal ex intelli e o pivo Léo ex-malwee de Jaragua Do Sul.A Unisul sedia seus jogos no ginásio salgadão, localizado no bairro Oficinas.

Em maio de 2012, o tubaronense Felipe Costa da Silva, de 23 anos, conquistou o primeiro lugar no Ironman Brasil de triatlo, realizado em Florianópolis, na categoria 18-24 anos, com o tempo de 9h23min. Junto com a premiação, Felipe qualificou-se para a final mundial do Ironman World Championship no distrito de Kona, no Havaí, Estados Unidos.[11]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Estimativa populacional 2014 IBGE Estimativa populacional 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2014). Visitado em 29 de agosto de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 19 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 10 junho 2014.
  6. TB e LG terão mais recursos do FPM (30/08/2014). Visitado em 30/08/2014.
  7. Governo de Tubarão
  8. Jacinto Jaques Nicós, falecido em 27 de maio de 1792, foi personalidade de destaque em Desterro, atual Florianópolis, de acordo com Osvaldo Rodrigues Cabral, As Defesas da Ilha de Santa Catarina no Brasil-Colônia. Rio de Janeiro: Conselho Federal de Cultura, 1972, página 57.
  9. Filho de João Jaques Nicós e de Dorotéia Maria Jaques, nasceu na freguesia de São Nicolau da cidade do Porto, indo para a Ilha de Santa Catarina junto com os que, em 1737, acompanharam o capitão Antônio de Oliveira Bastos, seu tio e comandante da primeira guarnição paga. Casou com Ana Joaquina da Silva, e tiveram os filhos padre Joaquim José Jaques Nicós, capitão José Joaquim Jaques Nicós, Francisco Jaques Nicós e Caetana Joaquina da Encarnação. Irmão instituidor da Irmandade do Senhor dos Passos em Florianópolis, pertenceu à Ordem Terceira, sendo sepultado na sua capela.Henrique Fontes, A Irmandade do Senhor dos Passos e o seu Hospital, e Aquêles que os Fundaram. Edição do Autor : Florianópolis, 1965. Página 308.
  10. http://pt.climate-data.org/location/43888/
  11. Tubaronense é campeão no Ironman Brasil (em português) Diário do Sul (30-5-2012).

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]