Nova Veneza (Santa Catarina)

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Município de Nova Veneza
Museu do Imigrante

Museu do Imigrante
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 28 de outubro de 1891 (122 anos)
Emancipação 21 de junho de 1958 (56 anos)
Gentílico veneziano ou neoveneziano
Prefeito(a) Evandro Gava (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Nova Veneza
Localização de Nova Veneza em Santa Catarina
Nova Veneza está localizado em: Brasil
Nova Veneza
Localização de Nova Veneza no Brasil
28° 38' 13" S 49° 29' 52" O28° 38' 13" S 49° 29' 52" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Sul Catarinense IBGE/2008[1]
Microrregião Criciúma IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Siderópolis, Criciúma, Forquilhinha, Meleiro e Morro Grande, fazendo também divisa com a cidade de São José dos Ausentes (RS).
Distância até a capital 215 km
Características geográficas
Área 293,557 km² [2]
População 13 447 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 45,81 hab./km²
Altitude 70 m
Clima Mesotérmico úmido, com verão quente e temperatura média de 19,1°C.
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,768 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 419 599,817 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 32 197,65 IBGE/2008[5]
Página oficial

Nova Veneza é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Sua população estimada em 2011 era de 13.447 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Fundada por Miguel Napoli, um empresário italiano radicado nos Estados Unidos, Nova Veneza cresceu com a chegada de 400 famílias italianas em 1891. No ano seguinte vieram mais 500 famílias italianas, oriundas de Bergamo de Veneza e de Belluno.

Os primeiros imigrantes italianos chegaram às terras de Nova Veneza em junho de 1891, trazidos pela empresa norte-americana Angelo Fiorita & Cia. Miguel Napoli, italiano original da Sicília, veio antes, em janeiro, e comandou a abertura de estradas, a demarcação das terras e a construção de uma serraria para receber os colonizadores, num total de 400 famílias.

Entre os primeiros colonizadores destacaram-se Bortolomeu Dal Moro, Bortolo Bortoluzzi, Alfredo Pessi e outros. Bortolomeu Dal Moro foi o primeiro habitante europeu a fixar-se em Nova Veneza, em 1888.

Em outubro chegaram mais 500 famílias de italianos, oriundas das regiões de Veneza e de Bergamo, e fundaram a colônia. Os colonos construíram casas com pedras encontradas na região e as edificações eram tão sólidas que muitas estão de pé até hoje. Em 1991, durante as comemorações do centenário da colonização, os historiadores Zulmar e Newton Bortolotto, descendentes dos imigrantes, lançaram um livro com a história da cidade.

Com mais de 95% da população descendendo de italianos, Nova Veneza, a primeira colônia italiana oficialmente instalada no Brasil República (1891), é um pedaço da Itália em Santa Catarina.

Economia[editar | editar código-fonte]

Algumas empresas de renome em território Catarinense e Nacional tem sua sede em Nova Veneza. A Damyller se destaca no setor de confecções. A empresa que tem sede no distrito de São Bento Baixo possui mais de 84 lojas espalhadas pelo Brasil. A Agrovêneto se destaca no ramo agroindustrial, atuando principalmente no mercado externo. A rede de supermercados Bistek, uma das maiores de Santa Catarina, tem suas origens e mantém centrais de distribuição em Nova Veneza.

O distrito de Caravaggio é referência pelo importante parque industrial, com destaque para os setores de metalurgia, mecânico e material elétrico. Empresa como a Metalúrgica DS Ltda é destaque no setor de produção de Discos de Freio, Tambores de Freio e Cubos de Roda, produzindo mais de 2.500ton/mês e fornecendo para os principais distribuidores de autopeças do mundo.

No campo as principais culturas são o arroz e o milho. Também merece destaque a criação de frangos que nos últimos anos também se tornou uma das principais atividades do município.

Turismo[editar | editar código-fonte]

É uma cidade interiorana, emergente no turismo, com projetos para desenvolver o setor. Nestes projetos incluem-se capacitação para guias turísticos para melhor atender os visitantes. Os turistas quem chegam se encantam com as edificações centenárias que são: as Casas de Pedra da Família Bratti, construídas no ano de fundação da colônia e fazem parte do Patrimônio Histórico do Estado. Ainda falando em arquitetura, o casario antigo na rua Nicolau Pederneiras também chama a atenção. Além dos pontos turísticos como: o Monumento dos Imigrantes, O Museu do Imigrante, o Pórtico de Entrada construído em pedra talhada, a gôndola doada pela cidade de Veneza, na Itália que recebe diariamente cerca de 30 visitantes. Já no turismo religioso: o Santuário de Nossa Senhora do Caravaggio que reúne milhares de devotos no mês de maio; a Matriz São Marcos com as festividades do padroeira; a Igreja de São João Batista que confecciona a maior fogueira do Sul do Estado.

A gastronomia que se baseia no macarrão rústico, polenta, puína (queijo pré-fermentado), queijos coloniais, salames, carnes e galinhas ensopadas, saladas de batatas com ovos, saladas de "radicio", pães e tantos outros pratos que podem ser encontrados em restaurantes e "cafés coloniais" também é destaque.

Intitulada Capital Catarinense da Gastronomia Italiana, pela Assembléia Legislativa de Santa Catarina, em 17 de dezembro de 2003, o município possui vários restaurantes e cafés coloniais e que durante os finais de semanas servem aproximadamente 3,5 mil refeições para visitantes.

No mês de junho é realizada a Festa da Gastronomia Italiana, evento que movimenta a região Sul do Estado. Mais de 50 mil pessoas passam pela cidade para saborear a gastronomia típica dos colonizadores desta terra.

No interior do município, rios cristalinos e puros ainda correm entre montanhas de matas virgens das encostas da Serra Geral, proporcionando um inigualável e exuberante espetáculo da natureza.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 15 de fevereiro de 2014.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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