Aerolíneas Argentinas

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Aerolíneas Argentinas
IATA
AR
ICAO
ARG
Indicativo de chamada
Argentina
Fundada em 1950
Encerrou atividades em {{{fim das atividades}}}
Principais centros
de operações
Aeroporto Internacional Ministro Pistarini
Aeroparque Jorge Newbery
Outros centros
de operações
Aeroporto Internacional de Barajas
Programa de milhagem Aerolíneas Plus
Serviço VIP Club Cóndor
Aliança comercial Skyteam
Frota 36 aeronaves
Destinos 56 localidades
Companhia
administradora
Estado Argentino (~99%)
Sede Buenos Aires, Argentina
Pessoas importantes {{{pessoas_importantes}}}
Sítio oficial www.aerolineas.com.ar
Torre Bouchard, a sede da Aerolíneas Argentinas

Aerolíneas Argentinas é a maior companhia aérea da Argentina, tanto em voos internacionais como domésticos. Além disto, é responsável por cerca de 80% dos voos domésticos e 40% dos internacionais que partem do Aeroporto Internacional Ministro Pistarini, localizado na região de Ezeiza, em Buenos Aires. Aerolíneas Argentinas e LAN Airlines são as únicas empresas latino-americanas que voam à Oceania. A companhia é mundialmente conhecida por ofecerer os vôos comerciais que passam mais próximos à Antártida, na rota entre Buenos Aires e Sydney. Os vôos da companhia que ligam Buenos Aires à Sydney cruzam o Oceano Antártico (ou extremo sul do Oceano Pacífico), passando a cerca de 435 km ao norte da Ilha Siple, localizada no litoral da Terra de Marie Byrd, na Antártida.

Índice

História [editar]

Em 1949 as companhias aéreas argentinas se fundiram para a criação da Aerolíneas Argentinas. A empresa começou a operar em 7 de dezembro de 1950.Como a Argentina na mesma época não contava com um aeroporto de grandes proporções, o governo Perón construiu também o Aeroporto Internacional Ministro Pistarini. Na década de 1950 começa a voar para São Paulo com os Douglas DC-4 e para o Rio de Janeiro com os Douglas DC-6, que possibilitou rotas até Nova York, Havana, Dakar e Lisboa. Em 1959 inicia sua expansão mundial com a entrada na aviação a jato e a aquisição de seu primeiro Comet IV, o Tres Marías. Rotas para Londres, Paris, Roma e Madri são iniciadas no decorrer da década. Em 1966 começa a substituição dos Comet 4C pelos Boeing 707-320 nos voos intercontinentais e novos Sud Aviation Caravelle III e Avro 748 para as rotas internas. A partir da década de 1970 chegam os Boeing 737-200"Advanced", 747-200 e 727-200 e a empresa inicia uma grande estratégia publicitária com a aparição em filmes e a venda de licenças para a fabricação de seus modelos em brinquedo, prática que se mantém até hoje. Torna-se em 1980 a primeira companhia aérea a iniciar serviços regulares atravessando o Pacífico Sul ligando Buenos Aires a Auckland e Sydney usando os Boeing 747. Atualmente a rota é operada com o Airbus A340-200. Na década de 1990, como parte do programa de privatizações do estado feito por Carlos Menem, a empresa passa ao controle da estatal espanhola Iberia. Uma gestão desastrosa levou ao fechamento de escritórios no exterior e a venda de aeronaves. A incorporação da Austral não tirou a empresa da crise que culminou, em 2001, com a suspensão de sete voos internacionais, a convocatória de credores e a venda da empresa. O controle da empresa passou então para um consórcio formado pelas companhias aéreas espanholas Spanair e Air Comet junto com o Grupo Marsans que adquiriu 92,1% das ações. Com a má gestão da Iberia, os efeitos sobre a aviação dos ataques de 11 de setembro e a grave crise econômica argentina, a empresa se viu forçada a encerrar suas rotas internacionais por alguns dias no começo de 2002. Recebeu então uma injeção de US$ 50 milhões de dólares e pode voltar a prestar seus serviços, saindo no mesmo ano da convocação dos credores após o plano de reestruturação da empresa ser aceito. Em julho de 2008 o Grupo Marsans foi obrigado a se retirar do comando da companhia pelo estado argentino por dívidas que chegavam ao valor de 890 milhões de dólares [1]. O governo argentino então decidiu estatizar a empresa com o objetivo de manter os empregos e as rotas em funcionamento. Após inúmeras negociações com a oposição que era contra a entrada do estado e o pagamento das dívidas herdadas da administração passada, o projeto foi aprovado no senado argentino em setembro de 2008 e transformado em lei em dezembro do mesmo ano. Em Janeiro de 2009 a presidenta argentina Cristina Kirchner nomeia uma nova diretoria para administrar a empresa. Essa nova diretoria terá como missão renovar a empresa com a compra de novos aviões e a reativação de rotas abandonadas após a crise vivida pela empresa. Em Outubro de 2010, a Aerolineas confirma em seu site a assinatura de um memorando.,1 assinado em Amsterdã, em final de outubro de 2010, para entrar na aliança de linhas aéreas Skyteam, se juntando assim a aliança que conta com o grupo liderado por empresas como Delta Airlines, Air France-KLM, Alitalia, dentre outras. No dia 29 de Agosto de 2012, Aerolineas Argentinas entra no grupo Skyteam, tornando-se seu 18º membro efetivo.

Guerra das Malvinas [editar]

A empresa desempenhou papel importante na Guerra das Malvinas, quando realizou sete voos com destinos a Israel, África do Sul e Líbia, entre 7 de abril e 9 de junho de 1982, com o objetivo de trazer armas, de modo clandestino, para reforçar os estoques bélicos destinados a guerra. Em voos considerado sigilosos, já que as aeronaves não utilizaram rádios e suas luzes estavam desligadas, numa tentativa de fugir dos radares britânicos que controlavam o Oceano Atlântico, sete pilotos civis da empresa foram convocados para as missões; são eles: Gezio Bresciani, Luis Cuniberti, Leopoldo Arias, Ramón Arce, Mario Bernard, Juan Carlos Ardalla e Jorge Prelooke. Com quatro voos para Trípoli, dois para Tel Aviv e um para a África do Sul, os aviões foram modificados quando todos os assentos das aeronaves foram retirados para acomodar a sigilosa carga composta de armamento e munições. O voo para a África do Sul foi abortado no meio do trajeto por falta de acordo com um traficante de armas No entanto, foram realizados negociações com o governo de Israel, que tinha interesse comercial com o país sul-americano e com o então líder líbio Muammar Kadafi, que na década de 1980 era desafeto confesso com o governo britânico.2

Destinos [editar]

Frota [editar]

A frota da Aerolíneas Argentinas é composta principalmente de aeronaves das fabricantes Airbus, Boeing.

Após tomar o controle do Grupo Aerolíneas o Governo Argentino anunciou um plano de renovação da frota que ainda está sendo realizado. Entre abril de 2009 e janeiro de 2010 foram incorporados 12 Boeing 737-700. Também foram adquiridos 20 aviões Embraer 190, entregues a partir de junho de 2010 3 à Austral, subsidiária de companhia. Em abril de 2013 foi assinado um novo contrato com a Embraer para a aquisição de mais 2 Embraer 190 para a Austral. 4

Frota da Aerolíneas Argentinas
Aeronave Total Passageiros
(Primeira Classe/Executiva/Econômica)
Rotas Notas
Airbus A340-200 4 249 (32/217) América do Norte, Europa e Oceania
Airbus A340-300 7 280 (32/248)
287 (30/257)
290 (30/260)
América do Norte, Europa e Oceania
Boeing 737-700 21 (01 Pedidos) 128 (8/120) Rotas curtas, regionais
Boeing 737-800 04 (03 Pedidos) 170 (8/162) Rotas curtas, regionais
Embraer 190 20 (02 Pedidos) 96 (8/88) Rotas curtas, regionais
Total de aeronaves 56 (06 pedidos)

Serviços [editar]

A empresa oferece aos seus clientes dois tipos de serviço, chamados Cabina Principal e Club Cóndor. Na Cabina Principal são servidos (de acordo com a duração do voo e do horário de partida e chegada) uma refeição ou um lance acompanhado de bebidas com ou sem álcool. Nos voos intercontinentais os passageiros possuem a opção de assistir filmes e utilizar canais de áudio e entretenimento. No Club Cóndor os passageiros possuem ademais um assento mais confortável e com maior distância entre as fileiras, uma maior atenção por parte da tripulação com um menu com vários pratos, além de uma extensa carta de vinhos. Os clientes do Club Cóndor possuem também acesso às diferentes salas VIP em vários aeroportos operados pela companhia.

Referências

  1. SKYTEAM DA LA BIENVENIDA A AEROLINEAS ARGENTINAS COMO FUTURO MIEMBRO DE LA ALIANZA. Aerolineas.com.
  2. Argentina fez voos secretos para buscar armas durante guerra. Portal Terra (reproduzindo o Clarin.com). Noticias.terra.com.br. Página visitada em 19 de fevereiro de 2012.
  3. Cristina anuncia el acuerdo de Aerolíneas con Embraer. Industriamilitarargentina.blogspot.com.
  4. Embraer vende dois jatos E190 para Austral Líneas Aéreas (07/04/2013). Página visitada em 08/04/2013.

Ligações externas [editar]