Avianca

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Avianca
IATA
AV
ICAO
AVA
Indicativo de chamada
AVIANCA
Fundada em 14 de Junho de 1940
Iniciou atividades em 5 de dezembro de 1919 (92 anos) (como SCADTA)
Hub Aeroporto Internacional El Dorado
Programa de milhagem LifeMiles
Lounge Quarto VIP
Aliança aérea Star Alliance (futuro membro)
Subsidiária(s)
Frota 178 incluindo subsidiárias
Destinos 65 incluindo Avianca Brasil
Slogan
  • The First Airline of the Americas
  • The Airline of Colombia
  • Voando para conquistar você
Holding Synergy Group
Sede Colômbia Bogotá, Colômbia
Pessoa(s)
chave
  • Germán Efromovich (Chairman)
  • Fabio Villegas Ramírez (CEO)
Website www.avianca.com

Avianca é uma companhia aérea da Colômbia, sendo a mais importante do país. Foi a primeira linha aérea comercial de passageiros fundada na América e a segunda no mundo. É sexta maior companhia na América Latina. Atualmente pertence ao mesmo grupo que controla a brasileira Avianca Brasil, antiga OceanAir.

Índice

[editar] História

[editar] SCADTA

A Avianca é a primeira companhia aérea comercial fundada nas Américas e a segunda no mundo. A sua criação ocorreu graças ao talento e ao espírito aventureiro dos alemães Werner Kaemerer, Stuart Hosie, Alberto Tietjen e dos colombianos Ernesto Cortizzos (o primeiro Presidente da companhia aérea), Rafael Palacio, Cristóbal Restrepo, Jacobo Correa e Aristides Noguera.

Estes visionários e sonhadores fundaram em 05 de dezembro de 1919, na cidade de Barranquilla (Colômbia), a Sociedade Colombo-Alemã de Transporte Aéreo - SCADTA.

A companhia realizou o primeiro vôo entre Barranquilla e a população próxima de Puerto Colômbia, a bordo de um Junker F-13 no qual foram transportadas 57 cartas. O vôo foi comandado pelo Piloto alemão Helmuth Von Krohn.

Este avião Junker F-13 e outro do mesmo tipo fizeram parte da primeira frota da companhia aérea, monoplanos de asa baixa e de construção completamente metálica cujos motores tiveram que ser modificados para poder operar eficientemente nas condições climáticas do país. Tinham 9,50 metros de comprimento e 3,50 metros de altura. A sua capacidade de vôo era de 850 quilômetros e podiam levar até 4 passageiros, além dos dois tripulantes.

Devido às características topográficas do país, foram adaptados dois flutuadores aos Junker com o objetivo de poder realizar pousos nos rios de diferentes cidades. Assim, em 20 de outubro de 1919 e seguindo o curso do rio Magdalena, Helmuth Von Krohn realizou o primeiro vôo para o interior da Colômbia. Foram oito horas com quatro aterrizagens de emergência incluídas.

Com a mesma visão do grupo de fundadores, Peter Von Bauer, um científico e filantropo alemão, interessou-se pela SCADTA e contribuiu com conhecimentos, dinheiro e outro avião para a Companhia. Igualmente obteve para a SCADTA, a concessão do Governo colombiano para o transporte do correio aéreo do país, com que a SCADTA desenvolveu-se definitivamente.

Já na metade da década de 20, superando muitos tropeços naturais, a SCADTA inaugurou as rotas internacionais que cobriam inicialmente destinos na Venezuela e nos Estados Unidos.

Lamentavelmente, na mesma década, exatamente em 1924, o avião onde viajavam entre outros Ernesto Cortizzos e Von Krohn, precipitou-se a terra na zona que hoje é conhecida como Bocas de Ceniza, acidente que provocou a morte dos seus ocupantes.

Dadas as circunstâncias da Segunda Guerra Mundial, o cidadão colombo-alemão Von Bauer tinha tido que vender as suas ações da SCADTA à companhia norte-americana Pan American.

Em setembro de 1920, com Fritz Hammer como piloto, Wilhem Schnurrbush como co-piloto e Stuart Hosie como passageiro, a SCADTA realizou o primeiro vôo entre Barranquilla e Puerto Berrio.

Em 19 de outubro do mesmo ano, Helmuth Von Krohn realizou o primeiro vôo entre Barranquilla e Girardot, e já em 1921 foram estabelecidas as rotas entre as cidades de Barranquilla, Girardot e Neiva.

Em 1922 a Avianca começou a prestar o serviço de correio aéreo.

Em agosto de 1922, o General Pedro Nel Ospina, Presidente da Colômbia naquele momento, utilizou por primeira vez um avião da SCADTA para realizar uma missão oficial.

Em 19 de julho de 1923, para salvar o país da bancarrota, a SCADTA transportou um carregamento de ouro e papel moeda desde Puerto Berrio até Girardot.

Em 12 de julho de 1928 um Junker F-13 da SCADTA comandado pelo Piloto Herbert Boy cruzou a linha do Equador.

Em 23 de julho de 1929 foram estabelecidas as rotas regulares entre Girardot e Bogotá.

As primeiras passagens aéreas da SCADTA custavam:

  • De Bogotá a Barranquilla $75.
  • De Bogotá a Cartagena $85.
  • De Bogotá a Cartago $35.
  • De Bogotá a Cali $50.

Em 16 de julho de 1931 a SCADTA estabeleceu o primeiro serviço de correio entre Bogotá e Nova York.

Em 1937 a primeira companhia aérea das Américas adquiriu 10 Boeing 247 bimotores e graças a eles ampliou as rotas nacionais.

Em outubro de 1939, já como Avianca, adquiriu os primeiros aviões DC 3 que chegaram ao país e voavam a incrível velocidade, para a época, de 200 milhas por hora.

[editar] Aerovías Nacionales de Colombia

Avianca Edifício Bogota

Assim, em 14 de junho de 1940 em Barranquilla, ante tabelião público, foi assinada a escritura de constituição da Companhia Aerovias Nacionais da Colômbia S.A. – a Avianca, graças à fusão da SCADTA, já em mãos norte-americanas e do SACO, Serviço Aéreo Colombiano.

Participaram nisso cinco colombianos (os senhores Rafael Maria Palacio, Jacobo A. Corea, Cristobal Restrepo, Aristides Noguera e Ernesto Cortissoz) e os cidadãos alemães Alberto Teitjen, Werner Kaemerer e Stuart Hosie, e assumiu como primeiro Presidente da Avianca o senhor Martín del Corral.

Foram décadas de trabalho esforçado e de contribuição para a construção e desenvolvimento da Colômbia mediante ações entre as quais se podem destacar:

Quito, Lima e Panamá, e logo Miami, Nova York e a Europa foram as rotas que em 1946 a Avianca começou a operar em DC4 e C54.

Os aviões Lockeed Constellation 0749 e o Super Constellation 1049L, os maiores e mais rápidos da época, foram os que a Avianca adquiriu em 1951.

A grande façanha da aviação comercial colombiana também foi obra da Avianca em 1956, quando a companhia aérea se comprometeu a levar a delegação colombiana que devia participar nos Jogos Olímpicos de Melbourne, na Austrália. Foram 61 horas de operação contínua, somente com escalas para abastecer a aeronave. Durante muito tempo foi considerada como a maior façanha da aviação do país.

Quatro anos depois a Avianca alugou dois Boeing 707 - 100 para servir rotas internacionais e em 24 de novembro de 1961 adquiriu os seus próprios Boeing 720, batizados com os nomes de Bolívar e Santander.

1976, ano importante para a Avianca, quando se converteu na primeira companhia aérea na América Latina em operar continuamente um Jumbo 747. Três anos mais tarde iniciou operações outro Jumbo, desta vez um 747 Combi, para a área de carga.

Em 1981 as possibilidades de serviço em terra para os passageiros em Bogotá se ampliaram graças ao moderno terminal aéreo que a Avianca pôs em funcionamento. A Ponte Aérea da Avianca serviu inicialmente as rotas para Miami, Nova York, Cali, Medellín, Pasto e Monteria.

Em 1990 a Avianca adquiriu dois dos aviões mais modernos do mundo: Boeing 767 - 200 ER, os quais foram batizados com os nomes de Cristóvão Colombo e Américo Vespúcio.

[editar] Sistema Avianca

Em 1994 estabeleceu-se uma aliança estratégica que vinculou a três das empresas mais importantes do setor aeronáutico: a Avianca, a SAM (Sociedade Aeronáutica de Medellín) e a HELICOL (Helicópteros Nacionais da Colômbia), o que deu vida ao Sistema Avianca.

O Sistema Avianca contou com serviços especializados nas áreas de Carga (Avianca Carga) e correio (Serviços Postais, logo sob a marca Deprisa), assim como com a frota de aeronaves mais moderna da América Latina formada por:

O Sistema Avianca cobria na Colômbia e no mundo os seguintes destinos:

Dentro da Colômbia: Bogotá, Arauca, Armenia, Cali, Medellín, Barranquilla, Bucaramanga, Cartagena, Cúcuta, Santa Marta, Letícia, Manizales, Monteria, Pasto, Pereira, Popayán, Riohacha, San Andrés, Valledupar, Providência, Capurganá, Bahia Solano, Nuqui, Caucásia e Chigorodó.

Na América do Sul: Buenos Aires, Santiago do Chile, Rio de Janeiro, São Paulo, Lima, Quito, Guayaquil, Caracas.

Nos Estados Unidos: Los Angeles, Nova York, Miami e Washington.

Na Europa: Madri, Paris, Frankfurt e Londres.

Na América Central e no Caribe: México, Panamá, San José de Costa Rica, Curaçau e Aruba.

Em 1996 foi criada a marca Deprisa, como evolução da Avianca Serviços Postais, para o serviço de envio e entrega de documentos e mercadorias urgentes em 24 horas, com as tarifas mais competitivas do mercado, através da Deprisa e Deprisa Empresarial, Correio Tradicional, Recomendados, envios Aeroporto - Aeroporto e Caixas Postais.

Em 10 de dezembro de 1998 a Avianca pôs a serviço dos passageiros da Colômbia e do mundo o seu Centro de Conexões em Bogotá, com aproximadamente 6.000 possíveis conexões semanais, maior número de freqüências, horários e destinos atendidos, aproveitando em benefício da Colômbia e dos passageiros a privilegiada localização geográfica da capital do país.

[editar] Alianza Summa

Em 20 de maio de 2002, depois de um cuidadoso e complexo processo para enfrentar a crise que vinha passando a indústria aérea, depois de 11 de setembro, a Avianca e a Sam formaram junto com a Aces (Aerovias Centrais da Colômbia) a Alianza Summa.

Estas companhias aéreas decidiram unir as suas fortalezas estrategicamente para oferecer um serviço superior em qualidade e quantidade: seguro, confiável, cálido, pontual, mais eficiente e a preços mais competitivos. Entretanto, circunstâncias adversas na indústria e nos mercados, e apesar dos excelentes resultados da união, em novembro de 2003 os acionistas decidiram iniciar a liquidação da Sociedade Alianza Summa e unir esforços para o fortalecimento da marca Avianca.

[editar] Aerovías del Continente Americano

Em 10 de dezembro de 2004, a Avianca concluiu um dos mais importantes e ambiciosos processos de reorganização empreendidos: o processo do Capítulo 11.

A Avianca conseguiu a confirmação do seu Plano de Reorganização que é apoiado financeiramente pelo consórcio brasileiro OceanAir/Grupo Synergy e pela Federação Nacional de Cafeteiros da Colômbia, o que permitiu à Companhia Aérea obter recursos por US$63 milhões de dólares nos 13 meses seguintes à saída do C-11.

O Plano, que contou com o apoio de 99.8% dos credores que votaram e que teve o respaldo majoritário do Comitê de Credores, se tornará efetivo assim que a Empresa emergir do C-11. De acordo com a legislação dos Estados Unidos, a Administração tem a obrigação fiduciária de considerar qualquer outra proposta de investimento até o vencimento do prazo final estipulado hoje.

Entretanto, dita oferta, além de ser melhor que a que foi aprovada pelos credores nacionais e internacionais da Avianca e confirmada hoje pela Corte, deve estar firme, ou seja, plenamente financiada e respaldada com depósitos em dinheiro não reembolsáveis ou por mecanismos equivalentes. Igualmente, deve ser de caráter vinculante.

Como se sabe, o único investimento que cumpre com estes requisitos é o da OceanAir/Grupo Synergy e o da Federação Nacional de Cafeteiros da Colômbia, a qual faz parte do Plano de Reorganização votado favoravelmente pelos credores e confirmado hoje pelo Juiz.

O Grupo Synergy é um importante conglomerado empresarial brasileiro de demonstrada solidez financeira. A sua grande fortaleza está no setor petroleiro, pois constrói, instala e faz manutenção em plataformas. Realiza explorações no Brasil, no Equador e na Colômbia. Outros negócios incluem a extração de gás nos Estados Unidos, a construção naval, infra-estruturas de telefonia, centrais de energia hidrelétrica, comunicações e uma companhia de exploração marinha de hidrocarbonetos, que se estende por nove países com mais de 5.000 colaboradores.

É o dono e operador da companhia aérea Ocean Air que atende umas trinta cidades no Brasil, da companhia aérea Vipsa no Equador, da Táxi Aéreo e da recentemente adquirida Wayra no Peru, e da Turb Serv dedicada à manutenção de turbinas.

Em 26 de abril de 2010, a Ocean Air passa definitivamente a se chamar Avianca (no entanto, juridicamente ainda se chama Ocean Air), mantendo os destinos que a Ocean Air mantinha no Brasil. Suas operações manterão a frota da Ocean Air, gradativamente sendo integralizada aos aviões da Avianca (Airbus A319 e Fokker 100).

[editar] Destinos

[editar] Ligação externa

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