Campos Novos

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Município de Campos Novos
Bandeira de Campos Novos
Brasão de Campos Novos
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 30 de março de 1881
Gentílico campos-novense[1]
Prefeito(a) Vilibaldo Erich Schmid
(20092012)
Localização
Localização de Campos Novos
Localização de Campos Novos em Santa Catarina
Campos Novos está localizado em: Brasil
Localização de Campos Novos no Brasil
27° 24' 07" S 51° 13' 30" O27° 24' 07" S 51° 13' 30" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Serrana IBGE/2008[2]
Microrregião Curitibanos IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Celso Ramos, Anita Garibaldi, Vargem, Brunópolis, Monte Carlo, Ibiam, Herval d'Oeste, Erval Velho, Zortéa e Capinzal
Distância até a capital 370 km
Características geográficas
Área 1 659,625 km² [3]
População 32 829 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 19,78 hab./km²
Altitude 946,7 m
Clima clima temperado
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,794 médio PNUD/2000[5]
PIB R$ 612 386,555 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 20 972,86 IBGE/2008[6]

Campos Novos é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 27°24'06" sul e a uma longitude 51°13'30" oeste. A população era de 28.447 habitantes em 2007. A área do município, ainda segundo o IBGE, é de 1.850 km², sendo o terceiro maior município de Santa Catarina em área, perdendo apenas para Lages e São Joaquim, e a sua altitude média é de 946,7 metros sobre o nível do mar, o que contribui para que tenha um clima bastante frio.

Índice

[editar] História

A história de Campos Novos, tal como de todos os outros municípios que constituem o vasto Oeste Catarinense, tem os seus pródromos definidos nos instantes que marcaram as tentativas de colonização no sul do Brasil. Assim, procedente é a afirmação de que, antes de aparecerem, em 1650, as povoações de São Francisco, Desterro e Laguna (obra dos paulistas que lançaram ao mar à procura de novas aventuras), já o Oeste Catarinense sentia a aproximação dos espanhóis que, acompanhados dos jesuítas, percorriam a região existente entre o Iguaçu e o Uruguai. Depois, em 1663, o bandeirante Antônio Raposo Tavares andou por essas paragens e, aliado aos índios Coroados, encetou perseguição tenaz aos aldeamentos dos silvícolas, resultado do trabalho de catequese empreendido por aqueles sacerdotes. Até 1770, porém, ano em que desistiram de excursionar pelo sul, já que lhes despertou maior interesse o ouro de Goiás e Mato Grosso — os paulistas nada deixaram por estas plagas como, tentativas, ao menos de povoamento.

De certa forma a crônica histórica deste município começa a delinear-se com a expedição chefiada pelo major Atanagildo Martins que, guiada pelo índio Jongong, em 1814, tinha por objetivo entrar em contato com as missões. Ao ser desviada da rota traçada, dado o temor que os índios Guaranis provocaram em seu guia, essa expedição foi ter aos campos de Vacaria, após, certamente, ter pamilhado os campos em que hoje se encontra este município. Não padece dúvida, porém, que alguns fazendeiros, procedentes de Lages, por aqui já se encontravam definitivamente instalados no ano de 1839.

Foi João Gonçalves de Araújo, em Curitibanos, o descobridor de Campos Novos. Atraído pela fumaça das queimadas provocadas pelos índios, organizou uma expedição e rumou para a Serra do Espinilho. Assim sendo, estabeleceram-se na terra os primeiros povoadores, logo auxiliados na faina do povoamento por gaúchos fugidos da Guerra dos Farrapos. Dentre estes, Chico Ferro, Chivida e Miguel dos Anjos tiveram seus nomes ligados aos trabalhos de que resultaram esse município.

Os paulistas reapareceram em 1848, ocupando os campos de São Jorge e chegando até essas paragens. Aliás, ao lado dos forasteiros procedentes de Curitiba, Palmas, Lages, Guarapuava e dos campos do Rio Grande do Sul, se constituíram em elemento ponderável dentre os que mais contribuiram para estruturação da comunidade.

O início do povoamento não se deu exatamente onde se encontra, florescente, a cidade de Campos Novos. Antes, se processou em local distante um quilômetro da sede do município, à margem de regato. Foi Salvador Vieira que, se desviando da localidade em formação, levantou a primeira casa dentro dos contornos desta promissora cidade. Algum tempo depois, já delineada a povoação, Domingos Matos Cordeiro iniciou a construção da Igreja de São João Batista.

Pela Lei Provincial nº 377, de 16 de julho de 1854, o distrito de Campos Novos já existente há alguns anos, viu-se desmembrado da Vila de Nossa Senhora dos Prazeres para, então, constituir uma freguesia à parte. Foram suas autoridades o pernambucano João Fernandes Caripuna e Domiciano de Azevedo.

Em 1869, conforme a Lei nº 625, de 11 de junho, Campos Novos passou a constituir com Palmas e Curitibanos, o município de Curitibanos, recém-criado. Depois, com a Lei nº 625, de março de 1881, eis o distrito de Campos Novos elevado à categoria de município sob a denominação de São João de Campos Novos; na mesma ocasião a freguesia de Campos Novos passou a ser considerada vila.

Foi seu primeiro intendente o coronel Manoel Ferreira da Silva Farrapo.

Em 1893, com a incursão de revolucionários sob as ordens do Coronel Demétrio Ramos, o território do município sofreu novamente as consequências de uma guerra civil. A vila foi tomada de assalto na madrugada de 19 de maio daquele ano. Colhidos de surpresa, os defensores da praça, aliados entre moradores do local, refugiaram-se com suas famílias na casa do Coronel Henrique Rupp, que, por ser construída de material de primeira oferecia resistência aos invasores.

Organizada a resistência, coube ao Tenente-Coronel Atanázio de Matos, acompanhado de seis soldados, a missão de retomar a Intendência, conseguindo, com denodo, desalojar ali os revolucionários.

Travou-se, após nova luta, desta vez para desalojar os assaltantes da trincheira em que estavam localizados. Estes foram novamente derrotados, dando margem a uma retirada desordenada e à debandada de forças atacantes.

A defesa de Campos Novos custou a vida de cinco defensores tombados no cumprimento do dever.

Até o ano de 1933, o município de Campos Novos limitava com Lages, Curitibanos, Cruzeiro do Sul (atual Joaçaba), Porto União e Estado do Rio Grande do Sul. A sua superfície era, então, de aproximadamente 15 mil quilômetros quadrados. Em 25 de março de 1934, pelo Decreto nº 408, Campos Novos perdeu os distritos de Rio das Antas e Caçador; por volta de 1943, foi o seu território mais uma vez atingido, já que dele se apartaram os distritos de Herval, Rio Uruguai, Rio Bonito e Perdizes. Ao contrário, viu integrarem-se os distritos de Ipira e Ouro para, novamente, em 1949, perder os de Piratuba e Ipira, além de parte dos de Tupitinga, Capinzal e Ouro. Em 1997, Campos Novos perde mais uma parte de seu território, para a criação do município de Zortéa.

[editar] Geografia

[editar] Clima

É temperado e úmido. O verão é fresco, com frio predominante durante a maior parte do ano. O inverno é sempre bem rigoroso, tendo geadas e, ocasionalmente, há ocorrência de neve. As chuvas são predominante na primavera.

[editar] Vegetação

A vegetação predominante é a mata dos pinhais ou mata das araucárias.


[editar] Administração

[editar] Economia

É considerado o Celeiro Catarinense por ser considerado o maior produtor de grãos do estado.[carece de fontes?]

Campos Novos tem 30.451 eleitores.

Referências

  1. Histórico de Campos Novos no site do IBGE
  2. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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