Igreja Metodista

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Igreja Metodista
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Logotipo da Igreja Metodista
Classificação Protestante
Orientação Evangélica, Metodismo
Política Episcopal (como encargo de serviço especial)[1] , Conexional (em seu sistema de organização)[2] , Representativo (em seu sistema administrativo)[3] e Congregacional modificado (em sua eclesiologia local)[4] .
Associações Concílio Mundial Metodista
CMI
Fundador John Wesley
Origem Século XVIII
Inglaterra
Separado de Igreja Anglicana
Separações Igreja Metodista Wesleyana, Igreja do Avivamento Bíblico, entre outras.
Congregações 41.286
Membros 12 milhões (8 milhões - EUA; 350.000 - Brasil)

A Igreja Metodista é a principal expoente do metodismo, religião de fé cristã protestante, presente na maioria dos países lusófonos.

O Metodismo é de origem inglesa, organizado pelo reverendo inglês John Wesley que enfatizou o estudo metódico da Bíblia, e busca a relação pessoal entre o indivíduo e Deus. Iniciou-se com a adesão de egressos da Igreja Anglicana e da Presbiteriana, bem como de dissidentes da Igreja Episcopal Americana.

Em 1784 John Wesley respondeu à falta de pregadores nas colônias (devido à Guerra Revolucionária Americana) ordenando alguns para a América, com o poder de ministrar sacramentos. Esta foi uma das principais razões para a separação final do Metodismo da Igreja da Inglaterra após a morte de Wesley. Esta separação criou, em nível mundial, uma série de denominações de igrejas "do" Metodismo. A influência de George Whitefield sobre a Igreja da Inglaterra também foi um fator na fundação da Igreja Metodista Livre da Inglaterra em 1844. Através de atividades missionárias vigorosas o Metodismo se espalhou por todo o Império Britânico, o que se deu principalmente através da pregação de Whitefield durante o que os historiadores chamam de Primeiro Grande Despertar (na América colonial). Após a morte de Whitefield em 1770 o Metodismo americano entrou em uma fase Wesleyana e Arminiana mais duradoura de desenvolvimento. Ainda para a Igreja Metodista Livre destacam-se o suporte da Azusa Pacific University (Azusa, CA), a Osaka Christian College (Japão), a Hope Africa University[5] , e a Faculdade Teológica Metodista Livre (São Paulo, Brasil).

História do metodismo no Brasil[editar | editar código-fonte]

Primeira missão[editar | editar código-fonte]

Em 1835 o Reverendo Foutain Elliot Pitts foi enviado pela Igreja Metodista Episcopal, dos Estados Unidos, com a missão de avaliar as possibilidades do estabelecimento de uma missão metodista nas terras brasileiras. Chegando ao país com uma carta de recomendação do então presidente americano Andrew Jackson, o Rev. Pitts desembarca no Rio de Janeiro. Mais tarde em 1836 e 1837, foram enviados o Rev. Justin Spaulding e Rev. Daniel Parish Kidder, com suas respectivas famílias, para compor a missão. Porém, essa missão é encerrada em 1841 por falta de recursos.[6]

Missão da Igreja Metodista Episcopal do Sul[editar | editar código-fonte]

Com a divisão causada nos Estados Unidos durante a Guerra Civil, a Igreja Metodista Episcopal também se dividiu, no sul, foi criada a a Igreja Metodista Episcopal do Sul e no Norte, os metodistas continuaram com o mesmo nome de antes da guerra.

Junius Estaham Newman, foi o primeiro pastor a se fixar permanentemente no Brasil. "J. E. Newman, recomendado para a Junta de Missões para trabalhar na América Central ou Brasil": essa foi a nomeação que ele recebeu em 1866, na Conferência Anual. Após ter servido durante a Guerra Civil Americana, como capelão às tropas do Sul, observou que muitos metodistas do Sul emigraram para as Américas do Sul e Central e acompanhou-os.

A Guerra deixou endividada a Junta, sem possibilidade de enviar obreiros para qualquer local. Newman financiou sua própria vinda ao Brasil, com suas modestas economias. Chegou ao Rio de Janeiro, Niterói, em Agosto de 1867, mas fixou residência em Saltinho, cidade próxima a Santa Bárbara d'Oeste, província de São Paulo. Desde 1869, pregou aos colonos, mas, dois anos mais tarde, no terceiro domingo de Agosto, organizou o "Circuito de Santa Bárbara".

O primeiro salão de culto – antes era uma venda – foi uma pequena casa, coberta de sapé e de chão batido. Newman trabalhava com os colonos norte-americanos e pregava em inglês. Um dos motivos da demora de Newman em organizar uma paróquia metodista, é que ele pregava, principalmente para metodistas, batistas, presbiterianos e a todos que desejassem ouvir sua mensagem, pensando ser mais sábio unir os "ouvintes" em uma única igreja, sem placa denominacional. Mas depois, todas as denominações organizaram-se em igrejas, de acordo com sua origem eclesiástica nos EUA. Newman insistiu, através de suas cartas, para que os metodistas norte-americanos abrissem uma missão em nosso país.

Em 1876, a Junta de Missões da Igreja Metodista Episcopal Sul, despertada através da publicação das cartas nos jornais metodistas nos EUA, enviou seu primeiro obreiro oficial: Rev. John James Ranson. Dedicou-se ao aprendizado do português para proclamar as boas novas aos brasileiros, sendo o responsável pela criação da primeira publicação metodista no Brasil, o Methodista Catholico.

J. E. Newman e sua família mudaram-se para Piracicaba, SP, onde permaneceram entre 1879 e 1880, quando as filhas de Newman, Annie e Mary, organizaram um internato e externato. O "Colégio Newman" é considerado precursor do Colégio Piracicabano, hoje Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).

A autonomia da Igreja Metodista no Brasil[editar | editar código-fonte]

O movimento pela autonomia começou por volta de 1910. Diversas manifestações surgiram entre a liderança clerical e leiga, que buscavam um episcopado mais próximo do país, anteriormente os Bispos eram americanos e residiam fora do Brasil, uma constituição própria, regularização dos salários, anteriormente em dólares, e uma igreja mais nacional. [7]

A Igreja Metodista tornou-se independente da Igreja Americana em 2 de Setembro de 1930, em São Paulo, na Igreja Metodista Central de São Paulo, onde a Comissão Constituinte se encontrou em nove sessões, e onde a Constituição promulgada foi entregue às mãos de Guaracy Silveira. Elegeu-se o primeiro bispo da Igreja, chamado Willian Tarboux, que era americano. O primeiro bispo brasileiro metodista foi César Dacorso Filho, eleito em 1934.

História do metodismo em Portugal[editar | editar código-fonte]

A origem da Igreja Metodista em Portugal resultou do testemunho de dois leigos ingleses, Thomas Chegwin, em 1854, e James Cassels, dez anos mais tarde. Ambos foram responsáveis pela iniciação de pequenos grupos no estudo bíblico e na oração, adoptando o modelo criado por John Wesley no seu sistema de classes.

Em 1868 foi construída a primeira capela Metodista em Vila Nova de Gaia, onde se celebraram os primeiros batismos infantis e cultos de Sagrada Comunhão. O crescimento do Metodismo, sob a liderança de Cassels, tornou-se evidente e sucessivos apelos foram dirigidos à Sociedade Missionária Metodista, de Londres, solicitando o envio de um missionário para orientar este trabalho. O pedido acabou por ser atendido e um jovem ministro, Robert Hawkey Moreton, foi enviado em 1871.

Moreton era um homem prudente, que só recebia membros após um período de prova prolongada. Em poucos anos a Igreja Metodista edificava a Igreja Metodista do Mirante, o seu primeiro lugar de culto na cidade do Porto, e lançava a sua grande cruzada educacional contra a grande taxa de analfabetismo através da abertura de Escolas Primárias. Entretanto, foram-se afirmando os futuros líderes espirituais da Igreja, sendo o Dr. Alfredo Henriques da Silva, que sucedeu a Moreton, o mais destacado, tendo expandido a obra da Igreja ao longo dos anos mais favoráveis da I República.

Entre 1920 e 1940, a Igreja Evangélica Metodista Portuguesa atravessou o seu período de expansão mais frutífero, recrutando membros de todas as classes sociais, aumentando o número das suas Escolas e confirmando-se como uma das mais dinâmicas e prestigiadas Igrejas Evangélicas do País. Durante esta era a Igreja editou várias publicações de boa qualidade espiritual e intelectual, a mais notável das quais foi o mensário "Portugal Evangélico", que é, ainda, a mais antiga publicação evangélica portuguesa em circulação.

O isolamento criado pela Segunda Guerra Mundial, uma ditadura prolongada, a falta de continuidade de liderança quando Alfredo da Silva começou a envelhecer e o pequeno número de pastores, originaram uma crise de liderança, que o Sínodo procurou resolver pedindo uma vez mais, à Sociedade Missionária Metodista, apoio pastoral. Isto resultou no envio do Rev. Stanley G. Wood e, em 1954, do Rev. Albert Aspey, que durante 29 anos assumiu a liderança da Igreja. Ao longo deste tempo floresceram novas áreas de trabalho, o número de ministros aumentou, a Igreja envolveu-se no movimento ecuménico e, embora forçada a fechar as suas Escolas Primárias, reorientou os seus programas sociais, concentrando-os noutras áreas e tipos de serviço à comunidade, tais como projetos de apoio às crianças e aos idosos.

Em 1984 a Igreja retornou à liderança nacional, quando o Rev. Ireneu da Silva Cunha foi eleito Superintendente-Geral e Presidente do Sínodo. No ano seguinte o Sínodo, numa reunião em Aveiro, tomou a decisão de que a Igreja devia preparar-se para a sua autonomia. Com a aproximação do 125º aniversário da chegada de Moreton ao Porto, e após uma consulta com a Sociedade Missionária Metodista, o Sínodo de 1994 deliberou redigir os necessários Estatutos e Regulamentos, e abordar a Conferência da Igreja Metodista da Grã-Bretanha com vista a assumir a autonomia como Igreja Evangélica Metodista em 1996 ef>Estatutos da Igreja Evangélica Metodista Portuguesaef>.

As regiões eclesiásticas no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, as Igrejas Metodistas estão organizadas em Regiões Eclesiásticas:

  • 1ª Região: Catete, Cascadura, Penha, Jacarépaguá, Caxias, São joão de Meriti, Nilópolis, Nova Iguaçu, Realengo, Campo Grande, Santa Cruz, Valença, Volta Redonda, Barra Mansa, Resende e Itatiaia.
  • 2ª Região: Rio Grande do Sul
  • 3ª Região: São Paulo (Região Metropolitana, litoral, Vale do Paraíba e região de Sorocoba)
  • 4ª Região: Minas Gerais e Espírito Santo
  • 5ª Região: Centro-Oeste, Interior de SP, Triângulo Mineiro mais duas cidades do Sul de Minas Gerais (Poços de Caldas e Campestre) e Tocantins
  • 6ª Região: Santa Catarina e Paraná
  • 7ª Região: Niterói, São Gonçalo, Itaocara, Pádua, Cabo Frio, Macaé, Três Rios, Petrópolis e Teresópolis.
  • REMA: Região Missionária da Amazônia
  • REMNE: Região Missionária do Nordeste

Metodismo em números[editar | editar código-fonte]

O Metodismo se faz presente em 130 países, somando 12 milhões de membros.

Atualmente, a distribuição dos Membros, Igrejas, Congregações e Pontos Missionários no Brasil é:

  • Aprox: 350.000 Membros;
  • 630 Igrejas;
  • 393 Congregações;
  • 508 Pontos Missionários.

Há outras denominações que se denominam metodistas no país, a saber: a Igreja Metodista Wesleyana (pentecostal), criada na década de 60 pelo bispo fluminense Gessé Teixeira de Carvalho, egresso da IMB, e que possui laços com outras Igrejas metodistas pentecostais, como a do Chile, possuindo hoje mais de 50 mil membros no país, a Igreja Metodista Ortodoxa e outras, independentes, que não chegam aos 20 mil membros.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Cânones da Igreja Metodista 2007, pp. 9
  2. Cânones da Igreja Metodista 2007, pp. 38
  3. Cânones da Igreja Metodista 2007, pp. 9
  4. Cânones da Igreja Metodista 2007, pp. 160-161
  5. Hope Africa University
  6. Helmut Renders, "A presença metodista no Brasil no século XIX", em: (2005) "Caminhos do metodismo no Brasil", São Bernardo do Campo: Editeo.
  7. Rui de Souza Josgrilberg, "O movimento da Autonomia", em: (2005) "Caminhos do metodismo no Brasil", São Bernardo do Campo: Editeo.