Igreja Metodista Livre

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A Igreja Metodista Livre é uma denominação metodista influenciada pelo Movimento de Santidade. Organizada em Genesee, norte do estado de Nova Iorque nos Estados Unidos em 1860, pelo ministro Benjamin Titus Roberts (18231893), que fora expulso da Igreja Metodista Episcopal americana, por suas críticas à decadência espiritual e atividades abolicionistas.

Porém mais tarde, anos após sua morte, a Igreja Metodista Episcopal em uma nova análise, acabou retrocedendo, e em 1910, o Concílio de Genesee percebeu que a expulsão era injusta e devolveram as credenciais pastorais de Benjamin e cinco demais pregadores que foram expulsos em 1859. Naquele ano, Benson Roberts foi o Delegado escolhido para representar a Igreja Metodista Livre perante o Concílio de Genesee.

Os Metodistas Livres defendiam que a igreja deveria ser "Livre" de :

  • Os assentos dos bancos da igreja não poderiam ser alugados;
  • Da escravidão ou de qualquer outra forma de injustiça e segregação étnica;
  • Das sociedades secretas;
  • Do domínio episcopal, contando com a participação dos leigos na administração espiritual e material da igreja;
  • Do pecado original, porque a ênfase na santidade e na inteira santificação deveria ser restabelecida;

Além disso a igreja deveria ser livre para ser guiada e usada pelo Espírito Santo, principalmente nos cultos, sem, é lógico, cair na licenciosidade da carne e da falsa "espiritualidade".

A Igreja Metodista Livre no Brasil teve início na colônia japonesa de São Paulo no dia 1 de Novembro de 1936, com a vinda de pastores do Japão, Revs. Daniel Masayoshi Nishizumi e Hiroyuki Hayashi. Em 1946, a vinda dos primeiros missionários americanos, Ms. Helen Voller, Ms. Lucile Damon, Dr. e Sra. Harold Hykman, e Rev. José Emílio Emerenciano e Sra. Irene Emerenciano deu-se início a Igreja Metodista Livre entre os brasileiros.

O Concílio Brasileiro tem 6.817 membros; 81 pastores; 25 candidatos ao ministério; 36 ministros leigos licenciados, 47 igrejas locais; 7 campos missionários; 19 congregações e 17 pontos de pregação em 11 estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Goiás, Paraná e Distrito Federal). Mantém missionários entre os índios na floresta amazônica, nos Estados Unidos, na Venezuela, Portugal e Colômbia segundo dados de 2002.

O Concílio Nikkei é uma subdivisão interna e autônoma da Igreja Metodista Livre voltada aos japoneses e nipo-brasileiros, ela é composta por 2.033 membros; 25 pastores; 3.122 participantes nos cultos nas suas 17 igrejas, 5 pontos de pregação nos estados de São Paulo, Paraná, 3 igrejas no Paraguai, uma na Argentina (em Buenos Aires) e 2 comunidades no Japão onde há dois casais de missionários.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]