Bahia
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| Estado da Bahia | |
| Lema: "Per ardua surgo" | |
| Hino: Hino da Bahia | |
| Gentílico: baiano, baiana | |
| Localização | |
| - Região | Nordeste |
| - Estados limítrofes | Sergipe (NE), Alagoas (NE), Pernambuco (N), Piauí (N e NO), Tocantins (NO e O), Goiás (O e SO), Minas Gerais (SO, S e SE) e Espírito Santo (SE) |
| - Mesorregiões | 7 |
| - Microrregiões | 32 |
| - Municípios | 417 |
| Capital | Salvador |
| Governo | 2007 a 2011 |
| - Governador(a) | Jacques Wagner (PT) |
| - Vice-governador(a) | Edmundo Pereira Santos (PMDB) |
| - Deputados federais | 39 |
| - Deputados estaduais | 61 |
| Área | |
| - Total | 567.692,669 km² (5º) |
| População | 2007 |
| - Estimativa | 14.076.212 hab. (4º) |
| - Densidade | 24,93 hab./km² (15º) |
| Economia | 2005 |
| - PIB | R$90.943.000.000 (6º) |
| - PIB per capita | R$6.583,00 (19º) |
| Indicadores | 2000 |
| - IDH | 0,688 (22º) – médio |
| - Esper. de vida | 71,2 (2003) anos (13º) |
| - Mort. infantil | 38,7 (2003)/mil nasc. (21º) |
| - Analfabetismo | 21,4 (2003)% (20º) |
| Fuso horário | UTC-3 |
| Clima | tropical e semi-árido Af, Bsh |
| Sigla | BR-BA |
| Site governamental | www.bahia.ba.gov.br |
A Bahia é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situada ao sul da região Nordeste e é o estado que mais faz divisa com outras unidades da Federação, possuindo um total de oito estados limítrofes, a saber: Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Piauí (N); Minas Gerais e Espírito Santo (S); Goiás e Tocantins (O). Ao leste, possui divisa com o Oceano Atlântico. Ocupa uma área de 567.692,669 km², sendo pouco maior que a Espanha. A Bahia é o estado mais rico e com maior exploração do turismo, seguido do Ceará e Pernambuco, de todo o nordeste.
A capital é Salvador e os outros principais centros urbanos são as cidade de Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus, Juazeiro (integrante do Pólo Petrolina e Juazeiro), Camaçari (integrante da Grande Salvador), Itabuna, Alagoinhas, Jequié, Lauro de Freitas (integrante da Grande Salvador), Porto Seguro, Barreiras, Teixeira de Freitas, Simões Filho (integrante da Grande Salvador) e Paulo Afonso.
É o estado brasileiro com maior número relativo de negros e mulatos e o que possui maior influência da cultura africana: a música, culinária, religião e o modo de vida de sua população apresentam grande contribuição dos escravos africanos.
Foi na Bahia, na região de Porto Seguro e Santa Cruz de Cabrália, que a frota de Pedro Álvares Cabral chegou, em 1500, marcando o descobrimento do Brasil. Em 1º de novembro de 1501, o navegante genovês Américo Vespúcio descobriu a baía de Todos os Santos. A povoação formada nessas margens tornou-se a primeira sede do governo-geral, com Tomé de Sousa chegando em 1549 para ocupar o cargo.
É conhecida como a "A terra da felicidade", isso por causa de sua população alegre e festiva, fatos que justificam seu alto potencial turístico em aproveitamento.
Apesar de ter a sexta maior economia do Brasil, com o PIB superior a 90 bilhões de reais, são cerca de 6,6 mil reais de PIB per capita, o que não acontece na realidade. A renda é mal distribuída, o que reflete no médio IDH, 0,688 em 2000, o sexto pior do Brasil, o equivalente ao IDH de 2005 da Guatemala, que é o 118º do mundo com 0,689. Além do IDH, reflete também na esperança de vida de 71,4 anos, 12º em 2005 no Brasil, na mortalidade infantil de 34,5 mortes em 2007-2008 a cada mil nascidos, 7º pior do Brasil, e no analfabetismo de 15% da população baiana,8º pior do Brasil em 2006.
Índice |
[editar] História
[editar] Colonização portuguesa
Local de chegada dos primeiros portugueses ao Brasil no ano de 1500, a região do que viria a ser o estado da Bahia começou a ser povoada em 1534. Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral, fundou Salvador, que se tornou a primeira capital do país em 1549, sendo por muitos anos a maior cidade das Américas. Em 1572 o governo colonial dividiu o país em dois governos, um em Salvador, e o outro no Rio de Janeiro, esta situação se manteve até 1581, quando a capital do Brasil passou a ser novamente apenas Salvador. A capital foi transferida para o Rio de Janeiro definitivamente em 1763, pelo Marquês de Pombal.
Em Salvador concentrou-se uma grande população de europeus, índios, negros e mestiços - em decorrência da economia centrada no comércio com dezenas de engenhos instalados na vasta região do Recôncavo.
O território original da Bahia compreendia a margem direita do rio São Francisco (a esquerda pertencia a Pernambuco). Estava, basicamente, dividido entre dois grandes feudos: a Casa da Ponte e a Casa da Torre, dos senhores Guedes de Brito e Garcia d'Ávila, respectivamente - promotores da ocupação de seu território.
[editar] Invasões holandesas
Ingleses e holandeses atacaram a Bahia no século XVII. Salvador chegou a ficar sob domínio holandês entre 1624 e 1625, mas foi retomada pelos portugueses. Os holandeses chegaram à capital baiana com inúmeras embarcações e mais de 3600 soldados. Salvador, que não recebeu reforço, tinha apenas 80 militares, que debandaram com a maioria da população na iminência do ataque. Os holandeses chegaram à praça deserta, exceto pelo governador, que segurava a espada em riste prometendo defender a cidade até a morte. Foi detido.
No Recôncavo, organizado nas pequenas vilas, prepararam a reação, com ajuda e empenho do Arcebispo da Bahia. Nova invasão ocorreu em 1638, período em que Nassau dominava boa parte do Nordeste, mas foi fortemente repelida.
[editar] Conjuração Baiana
Em 1798 foi cenário da Conjuração Baiana, que propunha a formação da República Bahiense - movimento pouco difundido, mas com repressão superior àquela da Inconfidência Mineira: seus líderes eram negros instruídos (os alfaiates João de Deus, Manuel Faustino dos Santos Lira e os soldados Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens) associados a uma elite liberal (Cipriano Barata, Moniz Barreto e Aguilar Pantoja), mas só os populares foram executados, mais precisamente no Largo da Piedade a 8 de novembro de 1799.
[editar] Independência
Mesmo após a declaração de independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas, até à rendição destes, ocorrida no dia 2 de julho de 1823. Por essa razão a data é comemorada pelos baianos como o Dia da Independência da Bahia.
[editar] Outras revoltas
Com a independência do Brasil, os baianos exigiram maior autonomia e destaque. Como a resposta foi negativa, organizaram levantes armados que foram sufocados pelo governo central. Foi o caso da Federação do Guanais, levante de 1832.
Em 1834, a Bahia foi palco da Revolta dos Malês (como eram conhecidos os escravos africanos islamizados), tida como a maior revolta escrava da história do Brasil. Com a República ocorreram outros incidentes políticos importantes, como a Guerra de Canudos e o bombardeio de Salvador, em 1912. A Bahia contribuiu ativamente para a história brasileira, e muitos expoentes baianos constituem nomes de proa na política, cultura e ciência do país.
[editar] Geografia
A Bahia é o quinto estado do país em extensão territorial e equivale a 36,3% da área total do Nordeste brasileiro e 6,64% do território nacional. Da área de 564.692,67 km², cerca de 68,7% encontram-se na região do semi-árido, enquanto o litoral sendo o maior do Brasil, mede 1.183 km, abriga muitos tipos de ecossistemas, favorecendo a atividade turística por sua rara beleza.
[editar] Relevo
Seu território está situado na fachada atlântica do Brasil. O relevo é caracterizado pela presença de planícies, planaltos, e depressões e as formas tabulares e planas (chapadas, chapadões, tabuleiros). As altitudes da Bahia são modestas, de modo geral: o território baiano possui uma elevação relativa, já que 90% de sua área está acima de 200 metros em relação ao nível do mar.
Os pontos mais elevados (culminantes) na Bahia são o Pico do Barbado, com 2.033,3 metros, localizado na Serra dos Barbados, entre os municípios de Abaíra e Rio do Pires e o Pico das Almas, com 1.836 metros, localizado entre os municípios de Érico Cardoso, Livramento de Nossa Senhora e Rio de Contas, na Serra das Almas.
O planalto e a baixada são as suas duas grandes unidades morfológicas bastante caracterizadas.
Os chapadões e as chapadas presentes no relevo mostram que a erosão trabalhou em busca de formas tabulares. Um conjunto de chapadões situados a oeste recebe, na altura do estado, o nome de Espigão Mestre.
Os planaltos ocupam quase todo o estado, apresentando uma série de patamares, por onde cruzam rios vindos da Chapada Diamantina, da serra do Espinhaço, que nasce no centro de Minas Gerais, indo até o norte do estado, e a própria Chapada Diamantina, de formato tabular, marcando seus limites a norte e a leste. O planalto semi-árido, localizado no sertão brasileiro, caracterizado por baixas altitudes.
O relevo que pedromina o estado baiano é a depressão.
As planícies estão situadas na região litorânea, onde a altitude não ultrapassa os 200 metros. Ali, surgem praias, dunas, restingas e até pântanos. Quanto mais se anda rumo ao interior, mais surgem terrenos com solos relativamente férteis, onde aparecem colinas que se estendem até o oceano. As planícies aluviais se formam a partir dos rios Paraguaçu, Jequitinhonha, Itapicuri, de Contas, e Mucuri, que descem da região de planalto, enquanto o rio São Francisco atua na formação do vale do São Francisco, onde o solo apresenta formação calcária.
Um único recorte no litoral baiano, determina o surgimento do Recôncavo baiano, cuja superfície apresenta solo variado, sendo muito pouco fértil em algumas áreas, enquanto em outras a fertilidade é favorecida pela presença do solo massapê, formado por terras de origem argilosa.
Ao norte, o limite é o rio São Francisco, no município de Curaçá, divisa com Pernambuco. Sendo a latitude 8º 32' 00" e a longitude 39º 22' 49". Ao sul, o limite extremo é a Barra do Riacho Doce, no município de Mucuri, na divisa com o Espírito Santo. Sendo a latitude 18º 20' 07" e a longitude 39º 39' 48". No leste, o ponto extremo é a Barra do Rio Real, no município de Jandaíra, na divisa com o Oceano Atlântico. Sendo a latitude 11º 27' 07" e a longitude 37º 20' 37". O ponto extremo do oeste é o divisor de águas, no município de Formosa do Rio Preto, divisa com o Tocantins. Sendo a latitude 11º 17' 21" e a longitude 46º 36' 59".
[editar] Clima
Devido à sua latitude, o clima tropical predomina em toda a Bahia, apresentando temperaturas elevadas, em que as médias de temperatura anuais, em geral ultrapassam os 26°C, entretanto na serra do Espinhaço as temperaturas são mais amenas e agradáveis. Contudo, no sertão, o clima é o semi-árido, em que os índices pluviométricos são bastantes baixos, sendo comum os longos períodos de seca.
Há dinstinções apenas quanto aos índices de precipitação em cada uma das diferentes regiões. Enquanto que no litoral e na região de Ilhéus, a umidade é maior, e os índices de chuvas podem ultrapassar os 1.500 mm anuais, no sertão pode não chegar aos 500 mm anuais.
A estação das chuvas é irregular, consequentemente podendo falhar totalmente em certos anos, desencadeando a seca, que é mais marcante no interior, com exceção para região do vale do rio São Francisco.
[editar] Vegetação
Fitogeograficamente, possui três grandes formações vegetais: a caatinga, a vegetação predominante, a floresta tropical úmida e cerrado. A caatinga se localiza em toda a região norte, na área da depressão do São Francisco, e na serra do Espinhaço, deixando para o cerrado apenas a parte ocidental e para a floresta tropical úmida, o sudeste.
A floresta tropical úmida sofreu forte impacto da exploração antrópica, em que devastou-se madeiras de lei. Nesses locais, vem ocorrendo o reflorestamento com o eucalipto.
[editar] Hidrografia
O principal rio é o São Francisco, que corta o estado na direção sul-norte. Com importância sinônima, os rios Paraguaçu, o maior rio genuinamente baiano, e o de Contas, que somam-se os rios Jequitinhonha, Itapicuru, Capivari, Rio Grande, entre outros.
[editar] Litoral
É o estado brasileiro com o maior litoral. Possuindo famosas e belas praias, como a praia de Itapuã, diversas vezes homenageada em músicas e poesias.
[editar] Ecologia
Foram criadas 36 Áreas de Proteção Ambiental (APAs), totalizando 128 Unidades de Conservação cadastradas no estado, instituídas por decretos e portarias federais, estaduais e municipais. A incidência das APAs se deve a sua adequação e orientação às atividades humanas sendo mais flexíveis. Considerando os diferentes biomas, cerrado, caatinga e floresta (Mata Atlântica), constata-se que com maior percentual de Unidades de Conservação encontra-se em áreas de florestas devido à sua fragmentação e estado de degradação. As Reservas Particulares surgem como opção de preservação totalizando 46 unidades.
Como em todo o Brasil, na Bahia também existem áreas de preservação e conservação protegidas por lei, conhecidas como parques estaduais e nacionais. Abaixo estão listados os paques localizados na Bahia.
[editar] Demografia
De acordo com estimativas de 2007 do IBGE, a Bahia é o 4º estado brasileiro mais populoso e o 15º mais povoado, com uma população de 14.080.654 habitantes distribuida em 564.692,7 km² resultando em 24,93 hab./km². Se fosse um país, a Bahia seria o 65º em população, entre o Camboja (64º: 14.132.398 hab.) e o Equador (65º: 13.752.593 hab.), e 149º em densidade demográfica, entre a República Democrática do Congo (148º: 25 hab./km²) e o Moçambique (149º: 24 hab./km²) e a frente do Brasil (150º: 21 hab./km²).
[editar] Etnias
| Cor/Raça | Porcentagem [1] |
|---|---|
| Pardos | 63,4% |
| Brancos | 20,3% |
| Pretos | 15,7% |
| Amarelos ou Indígenas | 0,6% |
A Bahia é o centro da cultura afro-brasileira e boa parte da sua população é de origem africana, com uma maior porcentagem de mulatos, seguidos por brancos e negros.
[editar] Populações indígenas
As populações indígenas localizados na Bahia pertencem, em grande maioria, ao tronco lingüístico macro-jê, dentre elas estão os grupo indígena Pataxó, Pataxó-hã-hã-hãe, Quiriri e o extinto Camacã. Grande parte dos índios vem perdendo o hábito do idioma materno, passando a falar a língua portuguesa. As tribos e aldeias indígenas estão bastante distribuídas pela Bahia em áreas/terras e reservas indígenas.
De acordo com censos e/ou estimativas das populações, há 2790 pataxós que vivem, principalmente, na costa do atlântico-sul, mas também no interior do estado; 2219 pataxós-hã-hã-hães vivendo no sudeste baiano nas Áreas Indígenas Fazenda Bahiana e Caramuru/Paraguassu; 1630 tuxás vivendo nas margens do rio São Francisco no norte de Bahia, nas Áreas Indígenas Ibotirama (município de Ibotirama), Rodelas e Nova Rodelas (município de Rodelas), e também em Pernambuco; 1500 pancararés (Pankararé) que vivem nas Áreas Indígenas Brejo do Burgo e Pankararé, localizadas ao norte da Estação Ecológica do Raso da Catarina, nos municípios de Nova Glória e Glória; 1401 quiriris (Kiriri) morando na Terra Indígena Kiriri, entre os municípios de Ribeira do Pombal e Banzaê, e na Área Indígena Barra à margem esquerda do São Francisco, no município de Muquém de São Francisco; 1270 caimbés (Kaimbé) espalhados pela Área Indígena Massacará e pelas localidades de Muriti e Tocas, todas dentro do município de Euclides da Cunha; 900 índios tumbalalás; 353 cantarurés (Kantaruré) habitando a Terra Indígena Kantaruré da Batida, no município de Glória; 84 pancarus (Pankaru) que habitam a Reserva Indígena Vargem Alegre, lolaizada ao norte da serra do Ramalho, no município de Bom Jesus da Lapa. [2]
Há também a presença dos tupinambás (Tamoios, Tupinambás-de-belmonte, de-crateús e de-olivença), geréns, trucás (Truká ou Tur-Ká), aticuns-umãs (Aticum ou Atikim-Umã), Xukuru-Kariris, etc. O território baiano foi habitado ainda pelos sapuiás, camacãs, entre outros.
É no sul da Bahia que está localizada a Aldeia da Pedra Branca, à qual pertencia o índio Galdino, que foi queimado vivo por jovens de classe média-alta num ponto de ônibus de Brasília, em 1997.
[editar] Cidades mais populosas
A cidade mais populosa do estado é Salvador (capital do estado, com 2.892.625 habitantes), que também é a terceira cidade brasileira mais populosa, sendo seguida por Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus, Juazeiro, Itabuna, Camaçari, Barreiras, Jequié, Lauro de Freitas e Porto Seguro.
[editar] Política
A história da política no estado brasileiro da Bahia confunde-se, muitas vezes, com a política do país - e boa parte dela equivale à mesma, uma vez que Salvador por muitos anos foi a capital da Colônia.
Contando sempre com expoentes no cenário político nacional, a Bahia é um dos mais representativos estados da Federação.
Durante o Império contou com diversos Primeiros-Ministros; na República esteve à frente do movimento baianos como Rui Barbosa, Cezar Zama, Aristides Spínola e outros.
Na República Velha dominou o cenário estadual José Joaquim Seabra; durante a Era Vargas surgiu a figura de Juracy Magalhães e em contraposição, com a redemocratização do pós-guerra, o socialista Octávio Mangabeira.
No cenário recente o falecido senador Antônio Carlos Magalhães foi figura dominante deste a ditadura militar, tendo falecido após sucessivas derrotas: na eleição para a prefeitura da capital em 2004 para João Henrique Carneiro, do PDT, e em seguida o governo do estado para o petista Jacques Wagner.
[editar] Poder Executivo
O poder executivo é exercido pelo governador Jaques Wagner (no cargo até 2010) e pelo vice-governador Edmundo Pereira Santos, com o auxílio dos secretários de estado. O Palácio de Ondina, situado no bairro de Ondina, é a sede do governo.
[editar] Poder Legislativo
O poder legislativo é exercido pela Assembléia Legislativa, constituída pelos representantes do povo (deputados estaduais) eleitos em votação direta para o mandato de quatro anos. A Assembléia Legislativa da Bahia possui sessenta e três Deputados Estaduais.
[editar] Assembléia Legislativa
Cabe à Assembléia Legislativa, com a sanção (aprovação) do governador do estado, dispor sobre todas as matérias de competência do estado e especificamente sobre:
- Tributos, arrecadação e distribuição de rendas;
- Planos e programas estaduais, regionais e setoriais de desenvolvimento;
- Criação, transformação, extinção de cargos, empregos e funções públicas na administração direta, autárquica e fundacional e fixação da renumeração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;
- Organização judiciária do Ministério Público, da Procuradoria-Geral do Estado, da Defensoria Pública, do Tribunal de Contas, da Polícia Militar, da Polícia Civil e demais órgãos da administração pública;
- Normas suplementares de direito urbanístico, bem como de planejamento e execução de políticas urbanas.
[editar] Tribunal de Contas
O Tribunal de Contas, através de seus Conselheiros, auxilia a Assembléia Legislativa na apreciação das contas prestadas anualmente pelo governador do estado, no julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis (fundações, empresas etc.) por dinheiro, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instiuídas e mantidas pelo Poder Público estadual, e as contas que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público.
Além deste, possui o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que auxilia as Câmaras municipais na apreciação das contas dos respectivos executivos.
[editar] Poder Judiciário
O Tribunal de Justiça possui sede na capital, em prédio denominado Palácio da Justiça, situado no Centro Administrativo da Bahia. A justiça do trabalho está ligada a 5ª região, que compreende todo o estado e possui sede na capital. A Justiça Federal está vinculada à primeira região com sede em Brasília.
[editar] Subdivisões
A Bahia possui em sua divisão política quatrocentos e dezessete municípios, divididos geograficamente pelo IBGE em sete mesorregiões e trinta e duas microrregiões.
- Turisticamente pela PRODETUR/BA em zonas turísticas, as quais são Baía de Todos os Santos, Costa dos Coqueiros, Costa do Dendê, Costa do Cacau, Costa das Baleias, Costa do Descobrimento, Caminhos do Oeste, Chapada Diamantina e Lagos do São Francisco.
- Economicamente e pelo governo da Bahia nas regiões Metropolitana de Salvador, Extremo Sul, Oeste, Serra Geral, Litoral Norte, Sudoeste, Litoral Sul, Médio São Francisco, Baixo Médio São Francisco, Irecê, Chapada Diamantina, Recôncavo Sul, Piemonte da Diamantina, Paraguaçu e Nordeste.
[editar] Cultura
[editar] Museus
Alguns museus da Bahia são Museu Afro-Brasileiro, Museu de Arte da Bahia, Museu de Arte Moderna da Bahia, Memorial dos Governadores Bahia, Museu Carlos Costa Pinto, Museu Henriqueta Catharino, Fundação Casa de Jorge Amado e Museu Geográfico da Bahia. No interior do estado, destaca-se o Museu Histórico de Jequié, com um importante acervo sobre a história e cultura da região sudoeste.
[editar] Festas
Na Bahia ocorrem várias festas durante o ano todo, as principais são a Lavagem do Senhor do Bomfim, o Carnaval da Bahia e as diversas micaretas que ocorrem no ano todo - sendo este evento momesco fora de época uma criação baiana. Há também o São João com destaque para a cidade de Cruz das Almas. Ainda tem a tradicional Vaquejada de Serrinha, que acontece sempre junto ao feriado de 7 de setembro.
Na capital acontece sempre no começo do ano o Festival de Verão e no interior o Festival de Inverno.
[editar] Feriados
| Data | Nome | Observações |
|---|---|---|
| 2 de julho | Independência da Bahia | Em comemoração ao fato histórico ocorrido nesta data. |
[editar] Literatura
Os romances estão reduzidos a pequenos versos e trechos que lembram o período medieval. O romance de Juliana e Dr. Jorge, o Conde Alberto, o Bernal Francês e muitos outros. Existe uma literatura de cordel que continua a transmitir a tradição através da cantoria dos violeiros.
No período mais recente, temos uma Bahia pródiga de autores imortais, como Castro Alves, Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro. Os dois últimos são autores excepcionais, de literatura fácil e rica de detalhes sobre a Bahia. São, ao mesmo tempo, radiografias da vida no estado.
[editar] Artesanato
A cerâmica ornamental e utilitária (denominada de louça de barro, uma herança de nossos índios, aperfeiçoada com a introdução do torno), renda de bilro ou de almofada, bilê e outros tipos de bordados. Objetos feitos de couro, de madeira (santeiros) e também tecelagem, pilão, gamela, bonecas de pano, metal, lapidadores de pedras, riscadores de milagres (artistas populares).
[editar] Música
Nas últimas décadas, a Bahia tem sido um verdadeiro celeiro musical. Surgiram muitos artistas (músicos, instrumentistas, cantores, compositores e intérpretes) de grande influência no cenário musical nacional e internacional. Tendo a maior cidade das Américas durante muitos séculos, sua capital foi local dos nascimentos, a partir da influência africana, do samba de roda, seu filho samba, o lundu e outros tantos ritmos, movidos por atabaques, berimbaus, marimbas - espalhando-se pelo resto do Brasil, e ganhando o mundo.
Na Bahia nasceram expoentes brasileiros do samba, do pagode, do tropicalismo, do rock nacional, da bossa nova, deboxe, axé music e samba-reggae. Alguns dos pricipais nomes são Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Tom Zé, É o Tchan!, Terra samba, Novos Baianos, Raul Seixas, João Gilberto, Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Luiz Caldas, Margareth Menezes, etc.
[editar] Carnaval
Foi no Carnaval que o baiano encontrou-se com o mundo. Em 1950, Dodô e Osmar inventam o Trio Elétrico, e atrás dele "só não vai quem já morreu".
Um novo cenário foi descortinado, revelando artistas e grupos musicais como Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Asa de Águia, Margareth Menezes, Moraes Moreira, Luiz Caldas, Chiclete com Banana, entre outros.
O negro reconquista sua identidade e ganha força nos Filhos de Gandhi, o Olodum, e blocos como o Ilê Aiyê, que une música ao trabalho social.
[editar] Culinária
Do Candomblé ou do tabuleiro da Baiana brotam o acarajé, o abará, o vatapá e tantos pratos temperados pelo azeite de dendê, festejando aos santos, como o caruru ou festejando a vida, como a moqueca, a Bahia tem sempre um quindim a despertar o paladar.
[editar] Cinema
O cinema na Bahia é promovido e incentivado pela Diretoria de Artes Visuais e Multimeios (DIMAS), além da Associação Baiana de Cinema e Vídeo (ABCV / ABD-BA), membro da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas.
Na Bahia ocorrem vários festivais e encontros de cinema e cineclubismo, entre eles estão:
- Feira Mostra Filmes, em Feira de Santana;
- Festival Nacional de Vídeo - A Imagem em 5 Minutos, em Salvador;
- Vale Curtas - Festival Nacional de Curtas-Metragens do Vale do São Francisco, em Juazeiro e Petrolina;
- Jornada Internacional de Cinema da Bahia, em Salvador;
- Mostra Cinema Conquista, em Vitória da Conquista;
- Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual.
Também há várias produções cinematográficas nacionais que possuem como tema a Bahia ou algo a ela relacionado, a exemplo de Cidade Baixa e Ó Paí, Ó.
O estado também é berço de grandes nomes do cinema nacional, como os atores Lázaro Ramos e Wagner Moura e o cineasta Glauber Rocha.
Valorizando o cinema baiano, a TVE-BA exibe às sextas-feiras, a sessão de filmes Sextas Baianas. E a DIMAS exibe a sessão Quartas Baianas, especialmente dedicada ao resgate e à valorização da produção local, com entrada franca, na Sala Walter da Silveira, às quartas-feiras, às 8h da noite.
[editar] Economia
A Bahia corresponde a 36% do PIB do Nordeste e em mais da metade das exportações da região. É o sexto estado brasileiro mais rico. A economia do estado baseia-se na indústria (química, petroquímica, informática, automóbilística e suas peças), agropecuária (mandioca, feijão, cacau e coco), mineração, turismo e nos serviços. Existe o importante Pólo petroquímico de Camaçari e um complexo industrial da Ford Motor Company em Camaçari, nas proximidades de Salvador. As atividades agropecuárias, que ocupam cerca de 70% da população ativa do Estado.
| Anos | PIB (em reais) |
PIB per capita (em reais) |
|---|---|---|
| 2002 | 60.671.843 | 4.525 |
| 2003 | 68.146.924 | 5.031 |
| 2004 | 79.083.228 | 5.780 |
| 2005 | 90.942.993 | 6.583 |
[editar] Agricultura
A agricultura está dividida em grande lavoura comercial, a pequena lavoura comercial e a agricultura de subsistência. A grande lavoura está baseada na cultura da cana-de-açúcar e integrada com modernas usinas e na do cacau. Entre as pequenas culturas comerciais a mandioca, o coco-da-baía, o fumo, o café, o agave, o algodão, a cebola, dendê (e conseqüente azeite-de-dendê) são as produções em destaque. As culturas de subsistência estão em todo o território e desempenha um papel secundário da cultura principal (cana-de-açúcar ou cacau), em que a cultura da mandioca é a mais importante, seguida em menor quantidade pelo feijão, o milho, o café e a banana.
A Bahia é o primeiro produtor nacional de cacau, sisal, mamona, coco, feijão e mandioca, sendo os dois últimos mais voltados para a subsistência do que para a comercialização. A região de Itabuna é uma das mais propícias áreas para o cultivo do cacau em toda a Bahia. Tem bons índices também na produção de milho e cana-de-açúcar.
Outra região do estado que merece a devida atenção é aquela compeendida pelo rio São Francisco, conhecida também como Vale do São Francisco, compreendendo as cidades de Juazeiro, Curaçá, Casa Nova, Sobradinho, dentre outras. A região é a maior produtora de frutas tropicais do país, essa fruticultura é irrigada, tem crescido e exporta para os mercados europeu, asiático e estadunidense.
Além de ser o principal produtor de cacau, é também o principal exportador de cacau no Brasil. Recentemente, o cultivo da soja aumentou substancialmente no oeste do estado.
[editar] Pecuária
Fator prioritário da econômia baiana, a pecuária bovina ocupa hoje o sexto lugar nacional, enquanto a caprina registra atualmente os maiores números do setor em todo o Brasil, mas também se destacando os rebanhos de ovinos.
[editar] Extrativismo
As atividades extrativas vegetais têm pequena participação na economia baiana. Entretanto tem reservas consideráveis de minérios e de petróleo. A mineração baseia-se essencialmente na produção de ouro, cobre, magnesita, cromita, sal-gema, barita, manganês, chumbo, urânio, ferro, talco, columbita, prata, cristal de rocha e zinco.